{"id":279796,"date":"2023-04-24T17:22:17","date_gmt":"2023-04-24T16:22:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=279796"},"modified":"2023-04-24T17:27:04","modified_gmt":"2023-04-24T16:27:04","slug":"lusofonias-as-licoes-da-velha-e-plural-cordova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-as-licoes-da-velha-e-plural-cordova\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; As li\u00e7\u00f5es da velha e plural C\u00f3rdova"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em C\u00f3rdova<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/lusofonias.Cordova.24.4.23.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-279797 alignnone\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/lusofonias.Cordova.24.4.23.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/lusofonias.Cordova.24.4.23.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/lusofonias.Cordova.24.4.23-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/lusofonias.Cordova.24.4.23-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/lusofonias.Cordova.24.4.23-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/lusofonias.Cordova.24.4.23-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Espanha acolheu-me sem \u2018ol\u00e9s\u2019, mas eu tamb\u00e9m n\u00e3o sou homem de touradas! Fui recebido, como sempre, de bra\u00e7os abertos pelos Espiritanos que vivem e trabalham por estas terras. Constava na agenda, visitas \u00e0s Comunidades e Centros de Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria de C\u00f3rdova, Pedrezuela (Madrid), Roa (Burgos), Barcelona e, por fim, \u00e0 Casa Provincial no centro de Madrid.<\/p>\n<p>Se \u00e0 capital cheguei de avi\u00e3o, depois fiz sempre que poss\u00edvel op\u00e7\u00f5es mais ecol\u00f3gicas e econ\u00f3micas: comboio e autocarro. As belas e muito diferenciadas paisagens enchem os olhos de verde e de beleza ou, por vezes, de um castanho avermelhado a dizer que faltam chuvas e que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas est\u00e3o a fazer das suas! Os telejornais que fui vendo, para me inteirar do que se passa aqui e no resto do mundo, falaram todos os dias da seca extrema que afecta boa parte do pa\u00eds, com consequ\u00eancias dram\u00e1ticas para a agricultura que ver\u00e1 colheitas muito afectadas e os pre\u00e7os a disparar.<\/p>\n<p>A primeira paragem foi por terras de Andaluzia: C\u00f3rdova. Tomei o primeiro banho de calor, depois do frio rapado na visita \u00e0 Fran\u00e7a. Plantada desde tempos pr\u00e9-rom\u00e2nicos nas margens do Guadalquivir, atravessou diversas eras e, por estes caprichos da Hist\u00f3ria, a cidade mostra o rosto de culturas muito fortes: visig\u00f3tica, romana, \u00e1rabe e europeia-crist\u00e3. Nada melhor que atravessar a ponte romana para, olhando na dire\u00e7\u00e3o da cidade, ver o conjunto monumental que tem a Catedral-Mesquita como a constru\u00e7\u00e3o que mais enche os olhos. Mas \u00e9 ainda necess\u00e1rio percorrer as estreitas ruas da \u2018casco hist\u00f3rico\u2019 e ir at\u00e9 \u00e0 \u2018Plaza dela Corredera\u2019 para ver a arquitectura da cidade e palpar o ritmo sempre muito vivo e acelerado dos milhares de turistas que invadem diariamente este centro. E, obviamente, \u00e9 preciso guardar um tempo alargado para entrar na Catedral-Mesquita, o ex-libris de C\u00f3rdova, Patrim\u00f3nio da Humanidade.<\/p>\n<p>Tive direito a visita guiada. O P. Ramos Andr\u00e9, p\u00e1roco de duas comunidades da periferia \u2013 l\u00e1 iremos tamb\u00e9m \u2013 mostrou-nos a Catedral-Mesquita. Somos esmagados pela opul\u00eancia e pela beleza. A hist\u00f3ria fala alto: desde o s\u00e9c. VI, havia ali uma bas\u00edlica Visig\u00f3tica dedicada a S\u00e3o Vicente. Depois, chegaram os mu\u00e7ulmanos e foi constru\u00edda uma mesquita (786-788). Com o crescimento da cidade e da riqueza do califado, a mesquita andou de amplifica\u00e7\u00e3o em amplifica\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 vers\u00e3o final, em 991. A hist\u00f3ria conta depois que houve a reconquista crist\u00e3 (1236) que fez a mesquita voltar a ser Igreja, embora conservando o esplendor da constru\u00e7\u00e3o. Houve necessidade de construir espa\u00e7os mais adequados ao culto cat\u00f3lico at\u00e9 que a Catedral-Mesquita chegou ao que hoje podemos visitar, com uma mistura clara de elementos mu\u00e7ulmanos e crist\u00e3os. Todos os anos, esta cidade e este monumento s\u00e3o visitados por muitos milh\u00f5es de pessoas, vindos do mundo inteiro \u00e0 procura de mais de dois mil anos de uma fulgurante e criativa hist\u00f3ria, marcada por guerras e instabilidades, mas tamb\u00e9m por encontros e partilhas de culturas e povos. \u00c9 claro que a gastronomia tamb\u00e9m traduz a alma deste povo andaluz e l\u00e1 tive eu que me esfor\u00e7ar: um salmorejo (esp\u00e9cie de gaspacho), um flamequin cordov\u00eas (entrada com carne), um perol (arroz com marisco, uma vers\u00e3o local da paella)\u2026 Ficaram para a pr\u00f3xima o \u2018rabo de touro\u2019,\u00a0 com um \u2018sol e sombra\u2019 (brandy com anis) para ajudar a digest\u00e3o!<\/p>\n<p>Mas, o que me levou a C\u00f3rdova foi a visita \u00e0 comunidade Espiritana que ali vive e trabalha. A casa \u00e9 no centro hist\u00f3rico, mas os quatro confrades trabalham em duas par\u00f3quias da periferia mais desafiante: multi\u00e9tnica e socialmente muito exclu\u00edda. A pr\u00e1tica religiosa \u00e9 muito baixa e a interven\u00e7\u00e3o social \u00e9 a base de um trabalho pastoral dif\u00edcil e sem resultados palp\u00e1veis. \u00c9, de facto, uma miss\u00e3o cem por cento espiritana.<\/p>\n<p>Terminei esta visita, ap\u00f3s almo\u00e7o fraterno que juntou \u00e0 mesa os Espiritanos e duas Leigas Associadas. Regressei a Madrid, cidade que funcionou sempre como placa girat\u00f3ria para todas as visitas. Desta capital, segui para Pedrezuela, a 43 kms a norte, onde quatro Espiritanos animam diversas Par\u00f3quias, frequentadas por pessoas que v\u00eam de cerca de 60 pa\u00edses diferentes. L\u00e1 iremos\u2026<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - As li\u00e7\u00f5es da velha e plural C\u00f3rdova\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/70cj9WVCZkClte1v7Y0z7l?si=u3YUaCXDTBqR7cI1cbQ7VA&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em C\u00f3rdova<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-279796","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/279796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=279796"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/279796\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=279796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=279796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=279796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}