{"id":27881,"date":"2007-10-30T11:02:41","date_gmt":"2007-10-30T11:02:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/10\/30\/diocese-de-viana-do-castelo-celebra-hoje-30-anos\/"},"modified":"2007-10-30T11:02:41","modified_gmt":"2007-10-30T11:02:41","slug":"diocese-de-viana-do-castelo-celebra-hoje-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/diocese-de-viana-do-castelo-celebra-hoje-30-anos\/","title":{"rendered":"Diocese de Viana do Castelo celebra hoje 30 anos"},"content":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o do Alto Minho, domiciliada na circunscri\u00e7\u00e3o do distrito de Viana do Castelo, \u00e9 Igreja diocesana e celebra hoje, 3 de Novembro, 30 anos. As gera\u00e7\u00f5es ancestrais de Entre-Minho-e-Lima fizeram parte da Diocese de Tuy, de 569 a 1382. Merc\u00ea de certos caprichos da hist\u00f3ria, de 1382 a 1444, gozaram de uma certa autonomia religiosa, com sede na Colegiada de Valen\u00e7a, legalizada e assumida como Administra\u00e7\u00e3o Eclesi\u00e1stica, directamente ligada a Roma pelo Papa Urbano VI, em 02.08.1385, e, de 1444 a 1513, fizeram parte da Diocese de Ceuta. Na pr\u00e1tica, pelo menos durante alguns anos, a sede episcopal esteve em Viana. Comprova-o a celebra\u00e7\u00e3o, a\u00ed, de um &#8211; o \u00faltimo &#8211; dos quatro S\u00ednodos realizados na Administra\u00e7\u00e3o Eclesi\u00e1stica de Valen\u00e7a. Em 25.06.1513, pela bula Inter curas m\u00faltiplas, Le\u00e3o X autorizou que as dioceses de Braga e Ceuta permutassem entre si os territ\u00f3rios de Oliven\u00e7a e de Valen\u00e7a. Braga cedeu Oliven\u00e7a a Ceuta e Ceuta entregou, a Braga, Valen\u00e7a. Este territ\u00f3rio e suas gentes foram, assim, integrados na Arquidiocese de Braga, \u00e0 maneira de moeda de troca e equil\u00edbrio patrimonial entre ambas as dioceses , tendo em vista, certamente, o melhor proveito pastoral. A experi\u00eancia de autonomia religiosa vivida ao longo de mais de um s\u00e9culo e o testemunho de maturidade administrativa incontest\u00e1vel, resultante do desmembramento da Diocese de Tuy, como abjura\u00e7\u00e3o do cisma de Avinh\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o de obedi\u00eancia ao verdadeiro sucessor de Pedro, em Roma, n\u00e3o se podiam compadecer com posteriores decis\u00f5es jur\u00eddicas, sobretudo accionadas pelas monarquias de ambos os Estados Ib\u00e9ricos, algumas delas baseadas em raz\u00f5es nada convincentes. Em consequ\u00eancia, os crist\u00e3os desta Administra\u00e7\u00e3o Eclesi\u00e1stica rejeitaram a pretens\u00e3o do rei D. Jo\u00e3o de Castela, em 1438, quando exigia que de novo voltassem \u00e0 Diocese de Tui. Custou-lhes, tamb\u00e9m, a determina\u00e7\u00e3o de serem anexados \u00e0 Diocese de Ceuta, em 14.07.1444, pela bula Romanus Pontifex, de Eug\u00e9nio IV, a pedido do regente D. Pedro, como forma de compensa\u00e7\u00e3o no ajuste de contas entre a Coroa Real e aquela Diocese. Outrossim, com muita resigna\u00e7\u00e3o, aceitaram a sua incorpora\u00e7\u00e3o em Braga, no tempo de D. Diogo de Sousa. A aspira\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos alto-minhotos pela cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Viana, assumida com forma jur\u00eddica, ascende a 1545, no reinado e com a interfer\u00eancia de D. Jo\u00e3o III. Mas foi, sobretudo, durante o s\u00e9culo XX que os desejos desta popula\u00e7\u00e3o se tornaram mais vis\u00edveis e convincentes: em 1920, em seu nome, intervieram os Viscondes de Montedor; em 1926, por ocasi\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Vila Real, sacerdotes e leigos renovaram o pedido \u00e0 Santa S\u00e9; mais tarde, refor\u00e7aram o mesmo pedido nos anos 1942 e 1943. As iniciativas, sempre apoiadas, participadas e aplaudidas pelo clero e pelo povo de Viana, tornaram-se cada vez mais contundentes e persistentes, nos anos 1964, 1970 e 1977. Assim, &#8211; tamb\u00e9m com a intercess\u00e3o do Beato Bartolomeu dos M\u00e1rtires, que se apaixonou por esta terra e sua gente, tendo-as preferido para sua \u00faltima morada -, neste mesmo ano de 1977, no dia 03 de Novembro, o Papa Paulo VI, pela Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Ad aptiorem populi Dei, separando da Arqui-diocese de Braga o territ\u00f3rio que constitui o distrito de Viana, erigiu canonicamente a Diocese de Viana do Castelo. Com a cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Viana, estando vaga a Arquidiocese de Braga, por morte de D. Francisco Maria da Silva, o Papa nomeou, respectivamente, para Braga, D. Eurico Dias Nogueira, Bispo com longa e merit\u00f3ria carreira episcopal em Mo\u00e7ambique e em Angola, e, como primeiro Bispo da nova Diocese, D. J\u00falio Tavares Rebimbas, um Pastor bem testado, como P\u00e1roco e Vig\u00e1rio Geral, em Aveiro, como Bispo, no Algarve, e, at\u00e9 ent\u00e3o, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa, com o t\u00edtulo de Arcebispo de Mitilene. Foi a estes dois Arcebispos que coube o di\u00e1logo para a concretiza\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Ad aptiorem populi Dei. Se a cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Viana do Castelo, pelos crist\u00e3os do Alto Minho, \u00e0 volta do seu novo Pastor, foi acolhida com estrondosa explos\u00e3o de alegria e com manifesta e sentida gratid\u00e3o, em express\u00f5es de venera\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o com a S\u00e9 de Pedro, por parte de quem se considerou Diocese-m\u00e3e, a satisfa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi t\u00e3o patente. Compreendem-se as diferentes reac\u00e7\u00f5es. Com o tempo, todos aceitaram a nova realidade: um novo bispo, uma outra catedral, a separa\u00e7\u00e3o do clero, a distin\u00e7\u00e3o dos seminaristas. A entrada solene e tomada de posse do primeiro Bispo da nova Diocese ocorreram no dia 08 de Janeiro de 1978. Foi um dia de festa para Viana do Castelo. <i>Pe. Sebasti\u00e3o Pires Ferreira Vig\u00e1rio-Geral da Diocese de Viana <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o do Alto Minho, domiciliada na circunscri\u00e7\u00e3o do distrito de Viana do Castelo, \u00e9 Igreja diocesana e celebra hoje, 3 de Novembro, 30 anos. As gera\u00e7\u00f5es ancestrais de Entre-Minho-e-Lima fizeram parte da Diocese de Tuy, de 569 a 1382. 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