{"id":278612,"date":"2023-04-16T09:00:30","date_gmt":"2023-04-16T08:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=278612"},"modified":"2023-04-15T16:20:11","modified_gmt":"2023-04-15T15:20:11","slug":"a-importancia-dos-centros-universitarios-catolicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-importancia-dos-centros-universitarios-catolicos\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia dos Centros Universit\u00e1rios Cat\u00f3licos"},"content":{"rendered":"<p><em>Jos\u00e9 Veiga, diocese do Porto<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/jose-veiga-porto.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-278614 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/jose-veiga-porto-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/jose-veiga-porto-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/jose-veiga-porto-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/jose-veiga-porto-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/jose-veiga-porto.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Quero contar-vos a hist\u00f3ria de uma rapariga apaixonada pelo Porto desde a sua inf\u00e2ncia. Uma paix\u00e3o que cresceu ao tornar-se estudante da Academia do Porto. Imaginem o olhar maravilhado, como quem tira mais do que um 15 a um cadeir\u00e3o do curso, pois, na cidade que tanto desejava viver e estudar, p\u00f4de apreciar e fazer sua nova casa as belezas que a \u201cmuy nobre e sempre invicta\u201d tem.<\/p>\n<p>No entanto, parecia que essa beleza n\u00e3o lhe bastava, faltava-lhe algo\u2026<\/p>\n<p>Muitas vezes, para um estudante cat\u00f3lico, a transi\u00e7\u00e3o para o ensino superior representa n\u00e3o estar t\u00e3o presente na realidade dos grupos de jovens, nos quais cresceu e viveu a sua experi\u00eancia de f\u00e9 durante os anos de pr\u00e9 entrada no ensino superior. E, quando a ida para a faculdade implica uma mudan\u00e7a de resid\u00eancia, o\u00a0teste \u00e0 sua experi\u00eancia de f\u00e9 poder\u00e1 revelar-se ainda maior.<\/p>\n<p>Somos naturalmente pessoas feitas de rotinas, que nos ajudam a viver o dia-a-dia com tranquilidade. Aspetos do quotidiano da nossa vida nos quais se integra a experi\u00eancia de f\u00e9.<\/p>\n<p>Entre os pr\u00f3s e contras da rotina, isto \u00e9, de fazer sempre as mesmas coisas, sempre da mesma forma, tem tanto de confort\u00e1vel, como de est\u00e1tico. A nossa experi\u00eancia de f\u00e9, pela sua complexidade, pede-se consistente, n\u00e3o rotineira.<\/p>\n<p>Na verdade, chegados os momentos de desafio, esta forma rotineira acaba por influenciar a decis\u00e3o de um estudante universit\u00e1rio continuar, ou n\u00e3o, com a sua experi\u00eancia de f\u00e9 no ensino superior, sendo a mesma, algumas vezes, afastada ou esquecida por n\u00e3o ser concili\u00e1vel ou logisticamente poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Foi precisamente este desafio que a estudante universit\u00e1ria sentiu: o que lhe era pedido? Como jovem cat\u00f3lica, onde era suposto inserir-se? Por onde passaria o seu percurso de f\u00e9 durante estes anos cheios de desafios e ricos de novas experi\u00eancias de vida, fundamentais no processo de crescimento e desenvolvimento de uma pessoa?<\/p>\n<p>Veio a descobrir que esse algo que faltava, era aceitar que a entrada no ensino superior, tamb\u00e9m representava a entrada numa nova fase do seu percurso de f\u00e9.<\/p>\n<p>Por \u201cDeuscid\u00eancia\u201d esta estudante cruzou-se com os centros universit\u00e1rios cat\u00f3licos, locais de encontro para todos os estudantes da academia do Porto e arredores, que assumem um papel chave na continua\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3-cat\u00f3lica, no aprofundamento da f\u00e9 e no desafio a viver experi\u00eancias de servi\u00e7o e miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Dos v\u00e1rios centros, encontrou no Centro In Manus Tuas, conhecido por CIMT, uma segunda casa. Uma casa para estar, uma casa para crescer, onde pode estudar individualmente ou em grupo, utilizando os espa\u00e7os para reunir com os seus grupos, movimentos e projetos. Neste centro \u00e9 celebrada missa todas as quartas-feiras e h\u00e1 atividades culturais e l\u00fadicas, de e para universit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Inscrito no ADN destes centros est\u00e1 uma casa de todos, para todos e por todos, inspirados pelo gesto de Jesus em n\u00e3o distinguir e afastar quem \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>De um ponto de vista estrat\u00e9gico, os centros universit\u00e1rios vieram para ficar, na medida em que devem ser vistos pela Igreja como uma linha da frente no contacto e apoio aos universit\u00e1rios, a n\u00edvel espiritual, formativo, cultural e social.<\/p>\n<p>Apresentam-se n\u00e3o s\u00f3 como uma oportunidade para um estudante universit\u00e1rio continuar a viver uma experi\u00eancia de f\u00e9, em contexto de ensino superior, mas tamb\u00e9m como um p\u00f3lo de conhecimento e desafio para os estudantes que se afastaram ou nunca tiveram a oportunidade de viver a sua experi\u00eancia de f\u00e9.<\/p>\n<p>Em boa verdade, os centros universit\u00e1rios cat\u00f3licos vieram colmatar um vazio entre o final do ensino secund\u00e1rio e, eventualmente, o in\u00edcio da vida familiar.<\/p>\n<p>Ao in\u00edcio poder\u00e1 cair-se na tenta\u00e7\u00e3o de caracterizar estes anos transit\u00f3rios como uma ponte entre dois momentos de vida (final do ensino secund\u00e1rio e in\u00edcio da vida familiar). No entanto, deve ser reconhecido e valorizado como um momento da nossa experi\u00eancia de vida e f\u00e9, por representar uma etapa de forma\u00e7\u00e3o da pessoa, fundamental para os anos profissionais que se avizinham.<\/p>\n<p>Interroga-se e afirma-se que os jovens n\u00e3o est\u00e3o preparados, que s\u00e3o uma gera\u00e7\u00e3o pouco consciente e capacitada para a dureza da vida profissional e \u201cadulta\u201d. S\u00e3o ainda rotulados como pessoas desinteressadas e que n\u00e3o querem participar nas v\u00e1rias atividades propostas. Perguntas leg\u00edtimas, mas at\u00e9 que ponto conscientes?<\/p>\n<p>De que vale questionar a prepara\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o se n\u00e3o \u00e9 feito o papel que \u00e9 pedido?<\/p>\n<p>Nestes momentos de transi\u00e7\u00e3o e nova etapa de vida, como Igreja, que trabalho estamos a fazer? Estamos a fazer o acompanhamento e prestar o apoio que na verdade precisam? Ou aquele que achamos que precisam?<\/p>\n<p>Em vez de discutirmos o porqu\u00ea dos jovens n\u00e3o participarem, porque n\u00e3o falar sobre os temas que interessam aos jovens falar e discutir?<\/p>\n<p>S\u00e3o perguntas que desafio a conduzirem a nossa reflex\u00e3o, ac\u00e7\u00e3o e a darem oportunidade aos nossos jovens universit\u00e1rios, os protagonistas: os novos l\u00edderes de hoje e os l\u00edderes mais velhos de amanh\u00e3!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Veiga, diocese do Porto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":278614,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-278612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/278612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=278612"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/278612\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/278614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=278612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=278612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=278612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}