{"id":27848,"date":"2007-10-27T15:48:46","date_gmt":"2007-10-27T15:48:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/10\/27\/dia-do-voluntariado-missionario\/"},"modified":"2007-10-27T15:48:46","modified_gmt":"2007-10-27T15:48:46","slug":"dia-do-voluntariado-missionario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dia-do-voluntariado-missionario\/","title":{"rendered":"Dia do Voluntariado Mission\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Aveiro \u00e9 palco, em Portugal, de v\u00e1rias iniciativas para relembrar experi\u00eancias e testemunhos mission\u00e1rios <!--more--> Aveiro acolhe este Domingo as celebra\u00e7\u00f5es do Dia do Voluntariado Mission\u00e1rio, com a participa\u00e7\u00e3o de 51 ONG\u2019s que actualmente comp\u00f5em a Plataforma Portuguesa de Ongs para o Desenvolvimento, entre as quais a Funda\u00e7\u00e3o Evangeliza\u00e7\u00e3o das Culturas e os Mission\u00e1rios Leigos da Boa Nova.   Subordinado ao tema \u00abComunicar 20015\u00bb, o evento teve in\u00edcio S\u00e1bado, 27, com a inaugura\u00e7\u00e3o da uma mostra de fotografias art\u00edsticas \u201cViagens sem regresso\u201d, que pretende reflectir sobre os 10 anos de voluntariado mission\u00e1rio. Para a noite, est\u00e1 marcada uma Vig\u00edlia mission\u00e1ria.   Domingo, 28, no audit\u00f3rio da Capitanearia de Aveiro, v\u00e3o realizar-se  v\u00e1rias confer\u00eancias sobre \u201cciber-miss\u00e3o\u201d e a tecnologia em benef\u00edcio da miss\u00e3o, actividade que contar\u00e1 com a presen\u00e7a dos respons\u00e1veis da Universidade de Aveiro, D. Ximenes Belo, bispo em\u00e9rito de Timor-Leste e Jorge Pires Ferreira, director-adjunto do jornal Correio do Vouga.. Est\u00e1 marcada uma celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica \u00e0 tarde e ainda o lan\u00e7amento da Agenda 2008.   O Dia do Voluntariado Mission\u00e1rio \u00e9 aberto a todas as pessoas que j\u00e1 estiveram em miss\u00e3o e \u00e0quelas que se preparam para partir em breve, assim como a toda a sociedade civil que queira unir-se a essa causa do Voluntariado Mission\u00e1rio.  <b>Testemunhos de miss\u00e3o<\/b> Mo\u00e7ambique, Angola, Timor Leste, Brasil, s\u00e3o alguns dos destinos e palco de ac\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias. Por um, dois, ou mesmo seis anos, homens e mulheres, leigos, voltam-se para esses pa\u00edses com o objectivo de ajudar no desenvolvimento humano. Trabalhar nas miss\u00f5es e na pastoral, dar aulas, ou auxiliar nos cuidados de sa\u00fade s\u00e3o algumas das muitas tarefas de ser \u201cmission\u00e1rio 24 horas por dia\u201d.   Ricardo e Elizabete Santos partiram em 2001 para Mo\u00e7ambique. Actualmente com 31 anos, Elizabete recorda a partida, na altura com 24 anos, tr\u00eas meses depois de ter casado, \u201cnum plano comum que t\u00ednhamos tra\u00e7ado\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.  O projecto seria passar dois anos em Mo\u00e7ambique. Depois de um caminho no grupo de jovens leigos dos Mission\u00e1rios da Consolata, onde a reflex\u00e3o sobre a miss\u00e3o para o laicado dava os primeiros passos, o jovem casal perspectivava a sua vida por dois anos.   Licenciada em ensino, Elizabete Santos leccionou Matem\u00e1tica, no ensino secund\u00e1rio, numa escola privada das Irm\u00e3s Agostinianas, \u201cque na altura trabalhavam com os mission\u00e1rios da Consolata\u201d, ficando tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela parte pedag\u00f3gica da escola e pela forma\u00e7\u00e3o de professores. Rica e na manuten\u00e7\u00e3o\u201d. A catequese e os grupos de jovens foram tarefas que tamb\u00e9m assumiram, envolvendo-se assim na pastoral. Tudo isto, na miss\u00e3o de Napinhane.  Na chegada a Mo\u00e7ambique, Elizabete Santos deu-se conta que era obrigada a parar. \u201cO ritmo europeu \u00e9 muito acelerado e contrastante com o africano\u201d. O cumprimentar na rua que obriga a parar, \u201cpara estar com as pessoas, o parar para escutar as pessoas\u201d, foi um factor marcante no princ\u00edpio. Na sala de aula, os alunos est\u00e3o \u201csedentos de aprender\u201d, situa\u00e7\u00e3o que contrasta com a portuguesa \u201conde tudo est\u00e1 dispon\u00edvel. Foi um trabalho muito gratificante\u201d, aponta.   Neste per\u00edodo, ao todo de quatro anos, nasceram dois dos seus filhos &#8211; a Raquel e o Diogo e mais tarde, na miss\u00e3o de Mecanhelas, para onde a fam\u00edlia rumou por mais dois anos, nasceu o Crist\u00f3v\u00e3o, actualmente com um ano e meio.    As crian\u00e7as \u201cajudaram-nos a ser mission\u00e1rios em fam\u00edlia\u201d, assume Elizabete Santos. A mais valia que encontra no projecto que abra\u00e7ou foi dar testemunho enquanto fam\u00edlia. \u201cO povo mo\u00e7ambicano j\u00e1 valoriza muito a fam\u00edlia\u201d. Levar os filhos \u00e0 eucaristia, rezar com eles, a forma como os educ\u00e1mos, eram tarefas normais e dentro da normalidade mostravam que os filhos eram iguais porque brincavam, comiam, viviam juntos, \u201cos nossos filhos tamb\u00e9m foram mission\u00e1rios\u201d.   H\u00e1 oito meses em Portugal, as recorda\u00e7\u00f5es s\u00e3o ainda muito vivas. \u201cL\u00e1 h\u00e1 mais facilidades para se ser mission\u00e1rio, porque tudo \u00e0 volta \u00e9 trabalho e pede o nosso empenho\u201d, afirma Elizabete &#8211; \u201csomos mission\u00e1rios 24 horas por dia\u201d. Tamb\u00e9m as pessoas s\u00e3o um convite \u00e0 miss\u00e3o.   A experi\u00eancia em Mo\u00e7ambique enquanto fam\u00edlia \u201cmarca o que somos c\u00e1\u201d, aponta. \u201cN\u00e3o podemos cair no consumismo, de dar tudo aos nossos filhos. Queremos manter o esp\u00edrito de pobreza que conhec\u00edamos\u201d, afirma, n\u00e3o podendo ficar indiferentes ao que conheceram e \u00e0 realidade que durante seis anos foi sua.   Tamb\u00e9m dos Leigos Mission\u00e1rios da Consolata, Filipe e Agostina Leal partiram num projecto a dois, j\u00e1 casados, para Mo\u00e7ambique, entre Setembro de 2004 e Novembro de 2006.   Em Portugal, antes de partir, Agostina lecionava e terminava a licenciatura em Ci\u00eancias Religiosas, enquanto que Filipe Leal na \u00e1rea da m\u00fasica, estudava e dava aulas tamb\u00e9m, conciliando a sua participa\u00e7\u00e3o em coros profissionais.  Em Mo\u00e7ambique, na prov\u00edncia de Inhambane, na miss\u00e3o de Napinhane, Agostina passou a dar aulas de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Psicologia, numa Escola secund\u00e1ria dirigida pelas Irm\u00e3s Agostinianas, e, em parceria com os Leigos em Portugal, fazia o trabalho de \u201capadrinhamento dos alunos que s\u00e3o apoiados por portugueses\u201d. Filipe estava encarregue da log\u00edstica da miss\u00e3o, da pastoral &#8211; apoio aos catequistas e de forma\u00e7\u00e3o. Seis meses depois da sua chegada, ajudaram na abertura das duas primeiras escolas infantis de Napinhane.   Ao partirem, deixaram tudo. Para tr\u00e1s ficou o estudo, a lecciona\u00e7\u00e3o, os coros \u201ce partimos\u201d, explica Agostina Leal \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA. Com o projecto de fazer dois anos de miss\u00e3o, findando o prazo, o casal regressou, j\u00e1 com Agostina gr\u00e1vida.   Ao regressar contaram com a ajuda por parte dos Leigos Mission\u00e1rios da Consolata, que disponibilizam uma verba para dar apoio aos seus mission\u00e1rios no regresso.   Actualmente Filipe e Agostina Leal s\u00e3o pais de uma crian\u00e7a de cinco meses. Em Mo\u00e7ambique ficou uma realidade que guardam, um trabalho que ajudaram a desenvolver, mas muito ainda para fazer.   Muitos testemunhos de volunt\u00e1rios demonstram o encanto da doa\u00e7\u00e3o, o despojamento do ir, o tempo aos outros, apesar de muitos apontarem tamb\u00e9m a falta de apoios ao seu reestabelecimento no regresso. Quest\u00f5es ainda a responder, mas sem d\u00favida, experi\u00eancias que n\u00e3o se esquecem, apesar da realidade t\u00e3o diferente que o Ocidente oferece.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aveiro \u00e9 palco, em Portugal, de v\u00e1rias iniciativas para relembrar experi\u00eancias e testemunhos mission\u00e1rios<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[106,122,127,154,168,170,193,206,260,261,262,318,329,330],"class_list":["post-27848","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-angola","tag-brasil","tag-catequese","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-aveiro","tag-educacao","tag-familia","tag-missionarios-da-consolata","tag-missoes","tag-mocambique","tag-timor-leste","tag-voluntariado","tag-voluntariado-missionario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27848\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}