{"id":27827,"date":"2007-10-26T11:26:04","date_gmt":"2007-10-26T11:26:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/10\/26\/premio-sakharov\/"},"modified":"2007-10-26T11:26:04","modified_gmt":"2007-10-26T11:26:04","slug":"premio-sakharov","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/premio-sakharov\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9mio Sakharov"},"content":{"rendered":"<p>Salih Mahmoud Osman \u00e9 o vencedor do Pr\u00e9mio Sakharov 2007, um advogado que luta pelos direitos humanos no Sud\u00e3o. Osman trabalha com a Organiza\u00e7\u00e3o Sudanesa contra a Tortura, representando gratuitamente muitas das v\u00edtimas da guerra civil e dos abusos dos direitos humanos.  Ribeiro e Castro, deputado do Parlamento Europeu assinala a \u201c\u00f3bvia satisfa\u00e7\u00e3o\u201d, mas aponta que nestes casos \u201cpreferia n\u00e3o ser necess\u00e1ria a atribui\u00e7\u00e3o, pelo profundo sofrimento que ali se atravessa\u201d, sublinha \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.   Este pr\u00e9mio confere a inevit\u00e1vel \u201cvisibilidade internacional ao problema dos cidad\u00e3os, mas que seja seja um contributo para a paz, liberdade, desenvolvimento e justi\u00e7a no Darfur\u201d,acrescenta o deputado europeu, sublinhando ainda a atribui\u00e7\u00e3o \u201cjustamente a um porta voz da sociedade civil do Darfur\u201d.   Quando em Julho esteve no Drafur, e em Cartum, onde contactou com entidades civis e especificamente com o vencedor do Pr\u00e9mio Sakharov 2007 o deputado Ribeiro e Castro percebeu a envolv\u00eancia deste advogado nas quest\u00f5es humanit\u00e1rias. \u201cFoi isso que me sensibilizou\u201d, admite.   A atribui\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio aumenta a exig\u00eancia por parte dos grandes decisores. O problema do Darfur \u00e9 \u201cvasto e complexo, mas a prioridade imediata \u00e9 garantir a seguran\u00e7a da regi\u00e3o e das popula\u00e7\u00f5es\u201d. Ribeiro e Castro adjectiva de \u201clentid\u00e3o exasperante\u201d as ac\u00e7\u00f5es da comunidade internacional. A for\u00e7a da AMI n\u00e3o tem \u201cnem os meios nem o mandato para fazer face \u00e0s circunst\u00e2ncias e mesmo sabendo dessa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se actua\u201d.   Ribeiro e Castro recorda os ataques violentos que aconteceram h\u00e1 poucas semanas atr\u00e1s, que resultaram na morte de 10 soldados que permanecem no local para garantir a paz. \u201cO problema \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 paz para garantir, mas sim para restabelecer\u201d. Enquanto isso \u201ccontinuamos a permitir que o governo sudan\u00eas brinque com a comunidade internacional\u201d.   O facto de o PE destacar um porta voz na cidadania, na gente comum, aumentar\u00e1 a exig\u00eancia da comunidade internacional para que \u201cse deixe de ambiguidades, para que confronte claramente o governo sudan\u00eas com as suas responsabilidades e permita o estabelecimento de uma for\u00e7a que tenha meios para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o\u201d.   Aquando da sua visita, o deputado europeu recorda, quer no Darfur, quer na regi\u00e3o pr\u00f3xima do estado oriental \u201cuma situa\u00e7\u00e3o de extrema vulnerabilidade\u201d, em que para al\u00e9m do drama e tens\u00e3o cont\u00ednua, \u201ca qualquer momento podemos ser novamente confrontados com uma cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria de grandes dimens\u00f5es\u201d.   Ribeiro e Castro aponta agora aten\u00e7\u00f5es para o discurso que Salih Mahmoud Osman far\u00e1 quando receber o pr\u00e9mio, em Dezembro, esperando que este seja \u201cum fort\u00edssimo alerta para a opini\u00e3o p\u00fablica mundial sobre a realidade do Darfur\u201d.  <b>Chamar a aten\u00e7\u00e3o para o Darfur<\/b> A atribui\u00e7\u00e3o foi ontem anunciada pelo Presidente do Parlamento Europeu e ser\u00e1 entregue na sess\u00e3o plen\u00e1ria de 11 de Dezembro, em Estrasburgo, um dia depois da comemora\u00e7\u00e3o do 59\u00b0 anivers\u00e1rio da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas.  O vencedor do pr\u00e9mio foi escolhido por unanimidade pela Confer\u00eancia de Presidentes do PE, composta pelo Presidente do Parlamento e pelos presidentes dos grupos pol\u00edticos, e anunciado por Hans-Gert P\u00f6ttering, em Estrasburgo.   O Presidente afirmou que, com a atribui\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio, o PE pretende encorajar os trabalhos deste \u201chomem corajoso\u201d no Sud\u00e3o. Durante a escalada de viol\u00eancia registada na regi\u00e3o de Darfur ao longo dos \u00faltimos anos, Salih constituiu um registo dos crimes de guerra na regi\u00e3o, visitou pessoas detidas e intentou ac\u00e7\u00f5es contra os respons\u00e1veis pelas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos.  <b>Advogado sudan\u00eas<\/b>  Salih Mahmoud Osman nasceu em 1957 e trabalha como advogado na Organiza\u00e7\u00e3o Sudanesa contra a Tortura, que fornece apoio jur\u00eddico, m\u00e9dico e psicol\u00f3gico \u00e0s v\u00edtimas da guerra civil. Durante mais de duas d\u00e9cadas, Osman representou gratuitamente muitas v\u00edtimas de deten\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias, torturas e abusos dos direitos humanos no seu pa\u00eds natal, o Sud\u00e3o.   Durante a escalada de viol\u00eancia registada na regi\u00e3o de Darfur ao longo dos \u00faltimos anos, Salih constituiu um registo dos crimes de guerra na regi\u00e3o, visitou pessoas detidas e intentou ac\u00e7\u00f5es contra os respons\u00e1veis pelas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos. As suas entrevistas e registos de crimes foram anexados ao processo que decorre no Tribunal Penal Internacional.    A sua luta pelos direitos humanos teve custos pessoais: alguns membros da sua fam\u00edlia foram mortos e torturados, e outros viram as suas casas incendiadas pelas mil\u00edcias. Em 2004, Osman foi preso pelo governo sudan\u00eas e esteve detido durante mais de sete meses, sem qualquer acusa\u00e7\u00e3o formada ou julgamento. No dia 8 de Novembro de 2005, Osman foi galardoado com a mais alta distin\u00e7\u00e3o da Human Rights Watch, pelo seu trabalho no Sud\u00e3o.   Salih Mahmoud Osman trabalha actualmente como deputado do Parlamento Sudan\u00eas. No exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es, Osman est\u00e1 empenhado na promo\u00e7\u00e3o da legalidade, atrav\u00e9s da implementa\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es previstas na Constitui\u00e7\u00e3o Interina.  <b>Homenagem a Politkovskaya<\/b> Hans-Gert P\u00f6ttering dedicou tamb\u00e9m algumas palavras em honra da jornalista Anna Politkovskaya, assassinada no ano passado, adiantando que a Confer\u00eancia de Presidentes ir\u00e1 decidir na pr\u00f3xima reuni\u00e3o uma forma de a homenagear. Todos os anos, desde 1988, o Parlamento Europeu atribui o Pr\u00e9mio Sakharov (assim denominado em homenagem ao dissidente sovi\u00e9tico Andrei Sakharov) a indiv\u00edduos ou organiza\u00e7\u00f5es que se destacam na luta pelos direitos humanos ou pela democracia.    Os tr\u00eas finalistas deste ano eram Salih Mahmoud Osman, Anna Politkovskaya (jornalista russa e activista pelos direitos humanos conhecida pela sua oposi\u00e7\u00e3o ao conflito na Chech\u00e9nia, baleada em 7 de Outubro de 2006) e Zeng Jinyan e Hu Jia (defensores dos direitos humanos na China).    Salih Mahmoud Osman foi nomeado por Jos\u00e9 Ribeiro e Castro (PPE\/DE, PT), Josep Borrell (PSE, ES), Thierry Cornillet (ALDE, FR), Frithjof Schmidt (Verdes\/ALE, DE), J\u00fcrgen Schr\u00f6der (PPE\/DE, DE) e 177 outros membros de v\u00e1rios grupos pol\u00edticos, bem como por Annemie Neyts-Uyttebroeck (BE) e Marco Cappato (IT), em nome do grupo ALDE.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salih Mahmoud Osman \u00e9 o vencedor do Pr\u00e9mio Sakharov 2007, um advogado que luta pelos direitos humanos no Sud\u00e3o. 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