{"id":278110,"date":"2023-04-10T10:38:45","date_gmt":"2023-04-10T09:38:45","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=278110"},"modified":"2023-04-10T10:52:30","modified_gmt":"2023-04-10T09:52:30","slug":"lusofonias-de-lille-e-nantes-pela-abadia-de-langonnet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-de-lille-e-nantes-pela-abadia-de-langonnet\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; De Lille e Nantes, pela Abadia de Langonnet"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Nantes<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Lille-Langonnet-nantes-10-4-2023.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-278113 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Lille-Langonnet-nantes-10-4-2023.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Lille-Langonnet-nantes-10-4-2023.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Lille-Langonnet-nantes-10-4-2023-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Lille-Langonnet-nantes-10-4-2023-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Lille-Langonnet-nantes-10-4-2023-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Lille-Langonnet-nantes-10-4-2023-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Lille, na fronteira da B\u00e9lgica, acolheu-me numa manh\u00e3 de chuva, ap\u00f3s viagem de comboio de Paris. O famoso TGV (Train de Grande Vitesse) obrigou-me a ver de corrida as paisagens verdes do caminho. Acolhido pelos Espiritanos que ali mant\u00eam jovens em forma\u00e7\u00e3o e uma par\u00f3quia, tive menos de 24h para falar com cada um e partilhar a vida e a miss\u00e3o de Espiritanos que ali vivem e estudam. Um assalto \u00e0 casa, ocorrido durante a Missa, destruiu todas as portas, derrubou os m\u00f3veis e espalhou pelo ch\u00e3o papeis, livros, m\u00e1quinas e roupa. Parecia que um furac\u00e3o passara por ali. Isto diz bem da inseguran\u00e7a que come\u00e7a a amedrontar as pessoas. Mas passemos adiante: nesta comunidade, al\u00e9m de tr\u00eas Padres e um Irm\u00e3o, vivem cinco jovens em est\u00e1gio de l\u00edngua: dois do Vietname, um da Tanz\u00e2nia, um do Gab\u00e3o e um de Angola. Foi uma alegria partilhar uma miss\u00e3o plural t\u00e3o cheia de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Novamente de TGV, parti para Rennes, cuja experi\u00eancia j\u00e1 partilhei. Gostava s\u00f3 de contar a alegria que tive ao visitar a grande exposi\u00e7\u00e3o sobre Marcel Callo, um jovem oper\u00e1rio, activista da ac\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, que seria martirizado pelos nazis em 1945, no campo de exterm\u00ednio de Mauthausen, na Alemanha, \u2018por ser excessivamente cat\u00f3lico\u2019. Tinha 23 anos. Nascido em Rennes, \u00e9 uma das figuras maiores desta cidade e foi proposto como uma dos patronos das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) de Lisboa. Outro destaque desta minha viagem por terras da Bretanha prende-se com a muita publicidade \u00e0s JMJ, com muita criatividade, uma vez que o famoso \u2018el\u00e9ctrico\u2019 de Lisboa consta em todos os cartazes que fui encontrando.<\/p>\n<p>A viagem mais atribulada seria feita de carro, entre Rennes e a Abadia de Langonnet. Sa\u00edmos cedo, mas j\u00e1 havia piquetes de estudantes junto \u00e0 faculdade de Direito e Ci\u00eancias Politicas. Estava a arder uma fogueira e queriam bloquear a rua. Pedimos, de mansinho, autoriza\u00e7\u00e3o para passar e ainda o conseguimos fazer. A estrada para o litoral estava livre mas, \u00e0 sa\u00edda, encontramos um piquete de grevistas que s\u00f3 deixavam passar um carro cada 20 minutos! Ali ficamos, numa fila de perder de vista, mais de 2h. Chegar\u00edamos \u00e0 Abadia de Langonnet quando os 25 Espiritanos anci\u00e3os que l\u00e1 vivem j\u00e1 terminavam o almo\u00e7o e avan\u00e7avam para uma merecida sesta. Assim, o in\u00edcio da minha visita ficou adiado para o meio da tarde. Pude, entretanto, visitar a p\u00e9 boa parte da Abadia e terras a ela pertencentes. Falar com estes velhos Espiritanos \u00e9 percorrer quase todos os pa\u00edses do mundo e somar mais de 2 mil anos de vidas! Esta Abadia, que foi Cisterciense de 1136 a 1790, seria habitada por muitas gera\u00e7\u00f5es de Espiritanos, desde 1857 at\u00e9 aos dias de hoje. Muitas p\u00e1ginas de miss\u00e3o l\u00e1 foram e s\u00e3o escritas. O P. Bernard Tenailleau, Reitor do Semin\u00e1rio Franc\u00eas em Roma durante v\u00e1rios anos, fez-me uma visita guiado a boa parte dos espa\u00e7os exteriores, com especial relevo ao cemit\u00e9rio, onde est\u00e3o sepultados cerca de 800 Espiritanos! \u00c9 o maior cemit\u00e9rio que a Congrega\u00e7\u00e3o tem no mundo inteiro e n\u00e3o vejo grandes hip\u00f3teses deste record ser um dia ultrapassado! O espa\u00e7o mais antigo que chegou aos dias de hoje \u00e9 a Sala do Cap\u00edtulo dos Cistercienses, hoje transformada numa bel\u00edssima Capela, onde os mission\u00e1rios celebram diariamente a Eucaristia e rezam a Liturgia das Horas.<\/p>\n<p>A Abadia, situada mesmo no meio da natureza, tem como cidade mais pr\u00f3xima, Lorient, a 40 kms! Foi ali que me levaram para eu apanhar um comboio regional para Nantes. L\u00e1 encontraria quatro simp\u00e1ticos confrades, origin\u00e1rios da Fran\u00e7a, Angola, Camar\u00f5es e Congo-Brazzaville. Ali vivem e animam a Par\u00f3quia de St. Yves, na periferia complicada da cidade, com as Igrejas de S. Michel e St. Etienne, onde tive a alegria de participar em duas festivas missas de Domingo de Ramos. Pude visitar duas Escolas da Funda\u00e7\u00e3o Aprentis d\u2019Auteuil, uma institui\u00e7\u00e3o que acolhe e acompanha jovens com dificuldades familiares, psicol\u00f3gicas, f\u00edsicas, sociais ou acad\u00e9micas.<\/p>\n<p>Depois deste banho de \u2018Bretanha\u2019, o TGV devolveu-me a Paris onde vivi uma Semana Santa e uma P\u00e1scoa muito especiais. Deste fim de visita a Fran\u00e7a, falarei na pr\u00f3xima cr\u00f3nica. Desejo a continua\u00e7\u00e3o de uma excelente P\u00e1scoa.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - De Lille e Nantes, pela Abadia de Langonnet\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/38Wxs3jo9s3M0WPK9tAQY9?si=ZTJzHQhsRFmpzkSxidnRPg&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Nantes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-278110","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/278110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=278110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/278110\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=278110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=278110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=278110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}