{"id":277687,"date":"2023-04-06T19:18:18","date_gmt":"2023-04-06T18:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=277687"},"modified":"2023-04-06T19:18:18","modified_gmt":"2023-04-06T18:18:18","slug":"homilia-do-arcebispo-de-evora-na-missa-crismal-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-arcebispo-de-evora-na-missa-crismal-5\/","title":{"rendered":"Homilia do arcebispo de \u00c9vora na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->Sa\u00fado-vos a todos com a \u201calegria crist\u00e3 de nos reunirmos em nome do Senhor, para celebrarmos a Missa Crismal, em Quinta-feira Santa. Bendito seja Deus por cada um de v\u00f3s. Bendito seja Deus pelo Presbit\u00e9rio Eborense e por todos os que nos acompanham no Amor Fraterno da ora\u00e7\u00e3o e do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>1. No Evangelho que acab\u00e1mos de acolher, Jesus assume-se como o \u201cHoje\u201d de Deus, Ele \u00e9 o cumprimento pleno das promessas do Pai. N\u2019Ele repousa a fidelidade daquele que prometeu enviar o Seu Ungido \u201ca anunciar a boa nova aos infelizes, a curar os cora\u00e7\u00f5es atribulados, a proclamar a reden\u00e7\u00e3o aos cativos e a liberdade aos prisioneiros, a proclamar o ano da gra\u00e7a do Senhor e o dia da a\u00e7\u00e3o libertadora do nosso Deus\u201d.<\/p>\n<p>Com Cristo, iniciaram-se os Novos Tempos, um \u201cAno da Gra\u00e7a\u201d, que \u00e9 o tempo da reden\u00e7\u00e3o e de Paz universal, o kair\u00f3s da miseric\u00f3rdia de Deus. O an\u00fancio messi\u00e2nico de salva\u00e7\u00e3o que Jesus assume como cumprimento, implica a salva\u00e7\u00e3o do homem todo e de todos os homens. O mesmo Esp\u00edrito de Deus que O ungiu, desceu sobre a Igreja em Dia de Pentecostes, constituindo a Igreja como Comunidade de Disc\u00edpulos Mission\u00e1rios. Assim, como Cristo \u00e9 o enviado do Pai, a Igreja \u00e9 enviada, por Cristo, como portadora da Boa Nova, \u201cSacramento Universal de Salva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Como ensina o Conc\u00edlio Vaticano II, na Constitui\u00e7\u00e3o Pastoral Gaudium et Spes, no seu n\u00famero 41, \u201cnenhuma lei humana pode assegurar a dignidade pessoal e a liberdade do Homem como o fez o Evangelho de Cristo confiado \u00e0 Igreja\u201d. Eis a miss\u00e3o dos disc\u00edpulos de Cristo: testemunhar com a vida o Evangelho, anunciado com a Palavra.<\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os, presb\u00edteros, como vimos refletindo h\u00e1 quatro anos nos nossos Planos Pastorais, e pelos quais damos gra\u00e7as, cada um de n\u00f3s \u00e9 chamado pelo Senhor a ser Disc\u00edpulo Mission\u00e1rio, cuidando da nossa filia\u00e7\u00e3o divina com todo o empenho. A nossa condi\u00e7\u00e3o de batizados \u00e9 primordial na experi\u00eancia libertadora que fazemos como filhos amados de Deus. N\u00e3o deixemos que as preocupa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias do exerc\u00edcio do minist\u00e9rio, assumido com o Sacramento da Ordem, nos fa\u00e7am esquecer ou prescindir deste respirar quotidiano de Filhos de Deus, templos do Esp\u00edrito Santo e herdeiros do Eterno. Que a vincula\u00e7\u00e3o ao estado clerical e eclesi\u00e1stico, nunca nos roube a alegria e o vigor que nos vem da renovada viv\u00eancia dos Sacramentos da Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3. Que cada Eucaristia que temos a felicidade de celebrar nos centre sempre de novo em Cristo e nos torne dispon\u00edveis para o servi\u00e7o do Lava-p\u00e9s a todos os irm\u00e3os. Beijemos o altar, o Evangeli\u00e1rio, os irm\u00e3os no \u00f3sculo da Paz, o Crucifixo e, hoje, os p\u00e9s dos irm\u00e3os, com o renovado amor com que Cristo nos abra\u00e7a em cada Eucaristia.<\/p>\n<p>N\u00f3s somos essencialmente disc\u00edpulos e vocacionalmente mission\u00e1rios. Esta dupla dimens\u00e3o assinala a nossa estrutural depend\u00eancia de Cristo e a conatural perten\u00e7a e rela\u00e7\u00e3o com o povo. O Presb\u00edtero sendo membro do povo de Deus, torna presente Cristo no seu povo. Assim, tudo em n\u00f3s, tem de saber a Cristo. Tudo tem de respirar Cristo. N\u00f3s estamos, definitivamente, \u00abtatuados\u00bb por Cristo. O que o sacerdote recebe no sacramento tem de se tornar vis\u00edvel na vida. A novidade de Cristo, como adverte Walter Kasper, est\u00e1 n\u00e3o tanto na Sua mensagem, mas sobretudo na Sua conduta. Jesus dizia o que vivia e vivia o que\u00a0\u00a0 dizia. Na miss\u00e3o, a compet\u00eancia \u00e9 muito, mas a viv\u00eancia \u00e9 tudo.<\/p>\n<p>Qual \u00e9, ent\u00e3o, a nossa prioridade? A nossa prioridade \u00e9 estar com Cristo. Ali\u00e1s, o Evangelho anota que, antes de os enviar em miss\u00e3o, Jesus quis que os Doze vivessem em comunidade com Ele (cf. Mc 3, 14). Para ser disc\u00edpulo de Cristo, \u00e9 preciso ser recet\u00e1culo de Cristo. Parafraseando Sto. In\u00e1cio de Antioquia, diremos que todo o padre tem de ser \u00abcrist\u00f3foro\u00bb, aquele que traz Cristo. S\u00f3 quem traz Cristo pode dar Cristo. Todas as depend\u00eancias s\u00e3o opressoras. H\u00e1, contudo, uma exce\u00e7\u00e3o: a depend\u00eancia de Cristo. S\u00f3 a depend\u00eancia de Cristo \u00e9 libertadora. O padre opta por ser inteiramente de Cristo. Ser padre \u00e9 ser, pois, \u00abcristoc\u00eantrico\u00bb. Centrar-se em Cristo \u00e9 a porta para aceitar at\u00e9 o que aparentemente n\u00e3o tem aceita\u00e7\u00e3o justific\u00e1vel e a chave para compreender at\u00e9 o que parece n\u00e3o ter compreens\u00e3o poss\u00edvel. O mist\u00e9rio e o minist\u00e9rio do padre pode ser incompreens\u00edvel para muitos. S\u00f3 em Cristo, conseguimos amar e servir os que n\u00e3o nos compreendem. S\u00f3 em Cristo conseguimos compreender o que nos d\u00f3i aceitar. Se o disc\u00edpulo n\u00e3o \u00e9 superior ao Mestre (cf. Lc 6, 40), \u00e9 normal que a vida do disc\u00edpulo esteja decalcada na vida do Mestre. Torna-se, portanto, compreens\u00edvel que o padre seja acompanhado pelo humanamente incompreens\u00edvel. Mas se a Cruz esteve presente na vida de Cristo, como \u00e9 que poderia estar ausente da nossa vida? Ele exprimiu com clareza a sua identidade, quando disse:<em> \u201co meu reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo\u00bb <\/em>e se referia ao<em> \u00abpr\u00edncipe das trevas\u00bb <\/em>como<em> \u00abpr\u00edncipe deste mundo\u00bb. <\/em><\/p>\n<p>2. A aut\u00eantica espiritualidade do presb\u00edtero s\u00f3 pode ser alimentada e vivida atrav\u00e9s do cumprimento do seu minist\u00e9rio, ou seja, o presb\u00edtero cresce na f\u00e9 e aprofunda a sua espiritualidade pelo exerc\u00edcio di\u00e1rio do seu minist\u00e9rio. N\u00e3o existe \u00abautarquia ministerial\u00bb. O padre n\u00e3o age em seu nome. N\u00e3o \u00e9 gestor de uma carreira nem promotor dos seus interesses. N\u00e3o est\u00e1 onde quer, mas onde s\u00e3o claros e discernidos os sinais de Deus que a Igreja lhe confirma e indica. N\u00e3o vive para si, mas para Deus no seu povo, ama a Igreja e d\u00e1 a vida, sabendo que a medida do Amor \u00e9 amar sem medida.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m interiorizar que a efic\u00e1cia do nosso minist\u00e9rio est\u00e1 condicionada pela autenticidade e pela fidelidade com que o vivemos, ou seja, uma maior ou menos fidelidade ao Evangelho no exerc\u00edcio do nosso minist\u00e9rio influencia claramente na evangeliza\u00e7\u00e3o, na presid\u00eancia da comunidade ou na celebra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos, como nos referem a Presbyterorum Ordinis (n\u00ba12) e a Pastores Dabo Vobis (n\u00ba 25). E vice-versa: o que fazemos como presb\u00edteros \u00e9 parte integrante da nossa espiritualidade e \u00e9 determinante para a nossa santifica\u00e7\u00e3o; vivendo plenamente o nosso minist\u00e9rio, realizamo-nos como homens espirituais e, por isso, santificamo-nos; e mais, acolhemos os dons e carismas \u00a0que Deus d\u00e1 \u00e0queles que a elas se abrem.<\/p>\n<p>3. Tendo presente beleza da nossa voca\u00e7\u00e3o e do Sim que ao modo de Maria, v\u00e1rias vezes pronunciamos no ritual das nossas promessas sacerdotais, no inesquec\u00edvel dia da nossa ordena\u00e7\u00e3o, permiti caros presb\u00edteros que relembre e tire algumas conclus\u00f5es das nossas radicais decis\u00f5es e compromissos. Fa\u00e7o-o para mim e para v\u00f3s, perante os desafios do nosso minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o h\u00e1 Pastoral sem pastores, \u00e9 de suma import\u00e2ncia que eles surjam em quantidade e sobretudo em qualidade. Quanto a esta \u00faltima, a prioridade est\u00e1 sobretudo na maturidade humana e crist\u00e3, lucidez e dedica\u00e7\u00e3o. As rela\u00e7\u00f5es entre os pastores s\u00e3o vitais para o \u00eaxito da Pastoral. Os pastores nunca podem estar desligados e jamais se h\u00e3o-de sentir abandonados, nem por Deus, nem pelo Bispo, nem pelos colegas, nem pelos fi\u00e9is. Do que efetivamente necessitamos \u00e9 de pastores segundo o cora\u00e7\u00e3o de Deus (cf. Jer 3, 15) e \u00e0 imagem do cora\u00e7\u00e3o do Filho de Deus (cf. Mt 11, 29). S\u00f3 na ora\u00e7\u00e3o nos encontramos com o Amor inesgot\u00e1vel que nos ama como somos e jamais se cansa das nossas fraquezas, permane\u00e7amos na fidelidade. Ser\u00e1 desta viv\u00eancia e da alegria que brota desta unidade de vida e minist\u00e9rio que nascer\u00e3o as voca\u00e7\u00f5es daqueles que nos suceder\u00e3o na nossa miss\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo um exclusivo dos pastores, a Pastoral n\u00e3o subsiste sem pastores, h\u00e1 dimens\u00f5es eclesiais em que os presb\u00edteros n\u00e3o poder\u00e3o ser dispensados. \u00c9 sobretudo o caso da paternidade espiritual, da celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia que faz a Igreja e dos Sacramentos do perd\u00e3o e da cura: a Reconcilia\u00e7\u00e3o e a Santa Un\u00e7\u00e3o. O seu tr\u00edplice m\u00fanus de ensinar, santificar e conduzir a comunidade crist\u00e3 no discernimento, na comunh\u00e3o e na paz dos irm\u00e3os \u00e9 imprescind\u00edvel \u00e0s comunidades crist\u00e3s e permanece desde as suas origens.<\/p>\n<p>A partir da ordena\u00e7\u00e3o, nos pastores, nada neles \u00e9 s\u00f3 deles; tudo neles \u00e9 de Cristo. Desde o plano ontol\u00f3gico at\u00e9 ao plano existencial, n\u00e3o \u00e9 o padre que vive, \u00e9 Cristo que vive nele (cf. G\u00e1l 2, 20) e, por ele, em todos os que dele se aproximam, da\u00ed a sua incontorn\u00e1vel import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>No mundo, o padre \u00e9 chamado a ser presen\u00e7a de Cristo. Isto significa que, no mundo, o padre \u00e9 sinal de outro Reino. O nosso Papa Francisco tem-se referido a esta dimens\u00e3o prof\u00e9tica da Igreja: \u00abN\u00e3o \u00e0 sua mundaniza\u00e7\u00e3o! Isto significa estar no tempo, mas sem ser do mundo, ser para o mundo\u00bb.<\/p>\n<p>Acontece que, nas comunidades, alguns costumam relevar (quase exclusivamente) a fun\u00e7\u00e3o. No limite, tornam-nos como funcion\u00e1rios a quem pedem que fa\u00e7amos o que nos exigem e a quem mal d\u00e3o oportunidade para fazer o que devemos. E \u00e9 assim que aquele que est\u00e1 chamado a ser um promotor de encontros passa por vezes, grande parte do tempo, a gerir desencontros com antag\u00f3nicos entre interessas humanos.<\/p>\n<p>\u00c9 decisivo que a realidade sacramental se repercuta no testemunho vivencial. O que o padre recebe no sacramento tem de se tornar vis\u00edvel na vida. Na miss\u00e3o, a compet\u00eancia \u00e9 muito, mas a viv\u00eancia \u00e9 tudo. Por isso importa que organizemos \u00a0sinodalmente as comunidades, onde os leigos assumam as fun\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da sua laicidade, deem tempo e oportunidade para que o seu Padre possa exercitar plenamente o seu minist\u00e9rio, com tempo e paz.<\/p>\n<p>Na Presbyterorum ordinis, o Concilio Vaticano II reconhece que o padre faz, \u00aba seu modo, as vezes da pr\u00f3pria pessoa de Cristo\u00bb. Estar totalmente descentrado de si e estar plenamente recentrado em Cristo. Tal como Cristo \u00e9 a transpar\u00eancia do Pai (cf. Jo 14, 9), o padre h\u00e1-de ser a transpar\u00eancia de Cristo, como experimentamos, espalha Cristo quem espelha Cristo. E como o disc\u00edpulo n\u00e3o \u00e9 superior ao Mestre (cf. Lc 6, 40), \u00e9 expect\u00e1vel que a vida do disc\u00edpulo esteja decalcada na vida do Mestre. Se a Cruz esteve presente na vida de Cristo, como \u00e9 que poderia estar ausente da vida do padre?<\/p>\n<p>4. A todos v\u00f3s, e em nome da Igreja Diocesana, agrade\u00e7o a vossa fidelidade, serenidade e fraterna comunh\u00e3o presbiteral. Nesta hora, em que estamos a ser generalizada e repetidamente censurados como poucas vezes o fomos na Hist\u00f3ria, sentimos que, apesar da nossa debilidade e fraqueza, somos necess\u00e1rios como porventura nunca. N\u00e3o nos escondemos nas nossas fraquezas, somos filhos da Luz e sabemos que s\u00f3 a verdade liberta, mas tamb\u00e9m n\u00e3o abdicamos da nossa miss\u00e3o: na liberdade religiosa e de consci\u00eancia levar Cristo a todos e trazer todos a Cristo. Sem a Igreja e o seu contributo sociocultural e sem o sacerdote, como tornar presente Cristo sobretudo junto dos pobres e das v\u00edtimas de todos os abusos, que transversalmente desfiguram a Sociedade e tamb\u00e9m a Igreja. Sem o sacerdote, s\u00f3 podemos dizer que Cristo \u00abfoi\u00bb. \u00c9 com o sacerdote que podemos continuar a dizer que Cristo \u00ab\u00e9\u00bb, que Cristo \u00abest\u00e1\u00bb. \u00c9, pois, para Ele que nos voltamos, \u00e9 a Ele que pedimos perd\u00e3o e \u00e9 sempre em nome d&#8217;Ele que distribu\u00edmos generosamente o perd\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, parece que Jesus Se ausenta da Sua Igreja. Mas, na verdade, \u00e9 Ele que a conduz, \u00e9 Ele quem a carrega. \u00c9 imperioso voltar ao Jesus do Evangelho e ao Evangelho de Jesus. Revistamo-nos, ent\u00e3o, de esperan\u00e7a (cf. 1Ped 3, 15). A manh\u00e3 voltar\u00e1 a chegar e com ela cantaremos o Aleluia Pascal!<\/p>\n<p>5. Convido-vos a todos a rezarmos ao Senhor por tr\u00eas irm\u00e3os que partiram para a Casa do Pai, desde a \u00faltima Quinta-feira Santa, e que para sempre estar\u00e3o vinculados a este presbit\u00e9rio: refiro-me ao saudoso Padre Carlos Cardoso de Melo nascido a 01 de setembro de 1926, ordenado presb\u00edtero a 26 de junho de 1949 e falecido em 5 de outubro de 2022, tendo sido sepultado na sua terra natal Moimenta-Cinf\u00e3es a 6 de outubro de 2022; ao querido Padre Agostinho Crespo Leal nascido a 25 de janeiro de 1939, ordenado presb\u00edtero a 01 de julho de 1961 e falecido a 16 de fevereiro de 2023, sendo sido sepultado na sua terra natal Badamalos \u2013 Sabugal a 17 de fevereiro de 2023 e ao nosso estimado Padre Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Gon\u00e7alves, nascido a 28 de mar\u00e7o de 1965, ordenado presb\u00edtero a 02 de julho de 1989 e falecido a 21 de fevereiro de 2023. Foi sepultado na sua terra natal, Covilh\u00e3, a 25 de fevereiro de 2023.<\/p>\n<p>\u00c9 nosso desejo trazer a esta ora\u00e7\u00e3o os sacerdotes mais idosos e tamb\u00e9m os doentes. Recordamos com muita amizade o C\u00f3nego Ant\u00f3nio Henrique de Freitas Guimar\u00e3es a residir no Lar do Centro Paroquial da sua terra natal, Avanca, o Padre Jos\u00e9 de Le\u00e3o Cordeiro a residir no Lar do Centro Paroquial do Cou\u00e7o, o C\u00f3nego Ant\u00f3nio Gata Sim\u00f5es, os Padres Ant\u00f3nio Santos, Manuel Botelho e Humberto Coelho a residirem na Casa Sacerdotal de Vila Vi\u00e7osa, o Padre Ab\u00edlio Antunes Lopes e o Padre Tarc\u00edsio Madeira Pinheiro, ambos nas suas terras natais na Diocese da Guarda. Rezemos pelas melhoras do nosso C\u00f3nego J\u00falio Roxo, ainda hospitalizado no Hospital do Esp\u00edrito Santo, em \u00c9vora.<\/p>\n<p>\u00c9 com profunda gratid\u00e3o a Deus que nos unimos ao Sr. D. Manuel Madureira Dias e louvamos o Senhor pela sua perman\u00eancia entre n\u00f3s. Que a fecundidade da sua d\u00e1diva na cruz de cada dia e do seu estudo, seja no sil\u00eancio do seu dia a dia, sinal prof\u00e9tico de como comprova pela vida a palavra anunciada e ensinada.<\/p>\n<p>Anuncio com grande alegria a celebra\u00e7\u00e3o do jubileu de prata da ordena\u00e7\u00e3o episcopal do Sr. D. Jos\u00e9 Francisco Sanches Alves, Venerando \u00a0Arcebispo Em\u00e9rito da nossa Arquidiocese. Sintamo-nos todos convidados para esta feliz celebra\u00e7\u00e3o programada querendo Deus para o pr\u00f3ximo dia 31 de maio.<\/p>\n<p>Neste Ano Pastoral, elevamos o nosso canto de louvor pela celebra\u00e7\u00e3o jubilar dos 50 anos de ordena\u00e7\u00e3o presbiteral do Car\u00edssimo Padre Ab\u00edlio Antunes Lopes, ordenado a 03 de junho de 1973, e ainda os 25 anos de ordena\u00e7\u00e3o dos Padres Il\u00eddio Santos da Gra\u00e7a\u00a0 CPPS (ordenado a 20 de dezembro de 1998), Jos\u00e9 \u00c1lvaro da Silva Alvarinhas OH (ordenado a 12 de julho de 1998) e ainda Padre Policarpo Fernandes Gon\u00e7alves Pereira MSC (ordenado a 18 de agosto de 1998).<\/p>\n<p>Querendo Deus ser\u00e3o ordenados presb\u00edteros o Di\u00e1cono Bonif\u00e1cio da Ordem Hospitaleira S. Jo\u00e3o de Deus a 4 de julho de 2023, em Montemor-o-Novo, e os Di\u00e1conos Rui Faia e Jorge Pal\u00e1cios (ordena\u00e7\u00e3o diaconal a 27 de novembro de 2022) e cuja ordena\u00e7\u00e3o presbiteral est\u00e1 prevista para 11 de junho de 2023.<\/p>\n<p>Elevemos com gratid\u00e3o o nosso louvor ao Senhor da barca para a qual fomos chamados a servir, na certeza de que Cristo \u00e9 o seu piloto e o seu mastro \u00e9 a cruz, como referiam os primeiros crist\u00e3os.<\/p>\n<p><em>+ Francisco Jos\u00e9 Senra Coelho<br \/>\n<\/em>Arcebispo de \u00c9vora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":277684,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[175,275],"class_list":["post-277687","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-evora","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=277687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277687\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/277684"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=277687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=277687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=277687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}