{"id":2775,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/cruz-da-juventude-interpelacoes\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"cruz-da-juventude-interpelacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cruz-da-juventude-interpelacoes\/","title":{"rendered":"Cruz da Juventude: interpela\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de D. Jorge Ortiga <!--more--> A Cruz que, em 1985, Ano Internacional da Juventude, o Santo Padre entregou aos jovens, tem vindo a percorrer, e vai continuar, diversas dioceses at\u00e9 chegar \u00e0 cidade alem\u00e3 de Col\u00f3nia onde em 2005 se efectuar\u00e1 a pr\u00f3xima Jornada Mundial da Juventude. A simplicidade da madeira e o carinho com que os jovens a transportam e acolhem torna-se um sinal carregado duma import\u00e2ncia \u00edmpar. Ela alerta e projecta para o essencial tudo quanto a Igreja realiza com e pelos jovens. N\u00e3o \u00e9 a sumptuosidade ou as parangonas dos jornais a falar dos acontecimentos que deve ocupar a centralidade das op\u00e7\u00f5es. Tudo se orienta noutro sentido. Neste momento de ora\u00e7\u00e3o, acolho a passagem pela nossa Catedral como uma tr\u00edplice sugest\u00e3o: 1. A cruz, que muitos come\u00e7am a situar no espa\u00e7o de adorno sem perscrutar o significado, testemunha o Amor de Deus pela humanidade. Como instrumento de supl\u00edcio, consequ\u00eancia duma condena\u00e7\u00e3o daqueles que eram considerados in\u00fateis ou prejudiciais para a sociedade, encerra, dentro de si, a grande certeza &#8211; que se torna o centro do Evangelho como Boa Nova a anunciar a todos &#8211; dum Amor \u00e0 humanidade. Perante ela S. Paulo repetia: Cristo morreu &#8220;por mim&#8221;. Aqui est\u00e1 o n\u00facleo da verdade a acolher. Cristo ama-me at\u00e9 dar a pr\u00f3pria vida. Perante a cruz ningu\u00e9m deveria duvidar do Seu Amor. As Jornadas Mundiais da Juventude constituem um fen\u00f3meno de dif\u00edcil explica\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica. Os jovens movimentam-se e experimentam o divino no conv\u00edvio, ora\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Creio n\u00e3o ser ousadia supor que \u00e9 a centralidade da cruz a seduzir e a tocar os cora\u00e7\u00f5es. Perante esta cruz gostaria de dizer a cada jovem: &#8220;n\u00e3o temas!&#8221; O amor de Cristo por ti \u00e9 imenso e particular. Aos movimentos e \u00e0s par\u00f3quias confio esta responsabilidade de entrar, com ousadia, nos problemas dos jovens com a for\u00e7a do amor de Cristo que exige resposta. A cruz n\u00e3o engana nem permite camuflagens da mensagem evang\u00e9lica. S\u00f3 a radicalidade e a exig\u00eancia vencem. As palavras feitas e os acondicionamentos \u00e9ticos desvirtuam a verdadeira pastoral; a cruz \u00e9 o crit\u00e9rio da sua veracidade. Fora dela a mensagem desfoca-se. 2. Perante esta cruz vislumbro a multid\u00e3o de &#8220;cruzes&#8221; que preenchem o quotidiano dos nossos jovens. A for\u00e7a da cruz impele para um trabalho s\u00e9rio de elimina\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o das realidades que ensombram a vida de quem tem o direito a ser feliz. Somos crist\u00e3os para contemplar Deus. Mas esta atitude pode permitir que esque\u00e7amos a dimens\u00e3o de luta por um humanismo genu\u00edno e segundo a estatura de Cristo. Nunca podemos esquecer que o disc\u00edpulo \u00e9 enviado para a den\u00fancia e compromisso de tudo quanto impede um mundo justo e fraterno. H\u00e1 sempre algo a fazer e o crist\u00e3o n\u00e3o se resigna perante o inevit\u00e1vel ou fat\u00eddico. Tudo pode ser diferente desde que o cristianismo aceite ser fermento. Quero trazer \u00e0 nossa mem\u00f3ria o fen\u00f3meno da droga, da prostitui\u00e7\u00e3o, do desemprego, das dificuldades em encontrar trabalho, dos espa\u00e7os de conv\u00edvio e divers\u00e3o, da inconsci\u00eancia na estrada, no desrespeito pela ordem p\u00fablica, da pouca influ\u00eancia familiar, dos ambiente sombrios. O mundo juvenil reveste-se de tantas situa\u00e7\u00f5es maravilhosas que se misturam com doses enigm\u00e1ticas de comportamentos. Assumamos estas cruzes e levemo-las \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do encontro com Cristo. 3. A cruz erguida continua a falar. H\u00e1 frases que podem encerrar um programa. Recordo a dureza da express\u00e3o: &#8220;Tenho sede&#8221;. S\u00e3o muitos aqueles que, talvez sem o reconhecer, t\u00eam sede. Urge a sua satisfa\u00e7\u00e3o na proposta duma mensagem libertadora. Fen\u00f3meno singular nas Jornadas da Juventude \u00e9 o facto de muitos jovens  rapazes e raparigas  se aperceberem do apelo de Deus a que deixem tudo para viver para o Seu Reino. Muitos consciencializam-se da sua voca\u00e7\u00e3o e decidem-se sem complexos nem medo. Diante da cruz, quero pedir que ela se torne eloquente, chamando jovens para o sacerd\u00f3cio ou voca\u00e7\u00e3o consagrada. H\u00e1 causas onde gastar as energias. A felicidade imperec\u00edvel pode estar aqui. Estamos a iniciar mais um ano de vida nos nossos Semin\u00e1rios. Apetece-me dizer que \u00e9 in\u00fatil repetir a famigerada palavra &#8220;crise&#8221;. O amor de Deus urge. Toca os cora\u00e7\u00f5es e convida. H\u00e1 muita generosidade escondida. Dum sim depende muita alegria para o pr\u00f3prio e para os outros. Que a Cruz chame bem alto. 4. Quero aproveitar esta ocasi\u00e3o para informar a Arquidiocese que o Coordenador do Departamento da Pastoral de Jovens ser\u00e1 o Dr. Alberto Manuel Ribeiro Gon\u00e7alves. O Assistente \u00e9 o P. Dr. Lu\u00eds Miguel Figueiredo Rodrigues. Aproveito para agradecer o trabalho generoso e sacrificado do anterior Coordenador e Assistente. Os jovens e a Arquidiocese n\u00e3o esquecer\u00e3o o seu trabalho.    D.  Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de D. Jorge Ortiga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[172,240],"class_list":["post-2775","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braga","tag-jornadas-mundiais-da-juventude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2775"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2775\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}