{"id":27748,"date":"2007-10-23T11:30:09","date_gmt":"2007-10-23T11:30:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/10\/23\/quem-tem-medo-da-europa-unida\/"},"modified":"2007-10-23T11:30:09","modified_gmt":"2007-10-23T11:30:09","slug":"quem-tem-medo-da-europa-unida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/quem-tem-medo-da-europa-unida\/","title":{"rendered":"Quem tem medo da Europa unida?"},"content":{"rendered":"<p>Para alguns analistas os tempos nunca s\u00e3o bons. Sobretudo nas v\u00e9speras duma cr\u00f3nica ou coment\u00e1rio, os tempos s\u00e3o os piores que a hist\u00f3ria j\u00e1 conheceu. H\u00e1 cr\u00edticos t\u00e3o mal dispostos cuja alegria \u00fanica \u00e9 azedar o maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel. Isto acontece com quase tudo: na pol\u00edtica, economia, cultura, ou mesmo religi\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 milagre que valha. Mas falemos, para n\u00e3o irmos mais longe, da Europa. Do nosso Continente, da nossa matriz e mem\u00f3ria. Do nosso passado e do nosso futuro. Com as gl\u00f3rias e desaires que vamos conhecendo e adivinhando. Entre lutas, opress\u00f5es, pecados mortais contra a humanidade e contra Deus. Terra de her\u00f3is e santos, s\u00e1bios e m\u00edsticos, aventureiros e contemplativos. Ponto de irradia\u00e7\u00e3o de tantos sinais luminosos que ajudaram a desenhar o planeta que habitamos. N\u00e3o esquecemos as guerras e mortes. N\u00e3o esquecemos o p\u00f3s-guerra e as iniciativas de ressurgimento que surgiram. Ligada ao que chamamos Ocidente, a Europa deu corpo aos tempos novos que vivemos. A Uni\u00e3o Europeia come\u00e7ou, como sabemos, por ser uma estrat\u00e9gia econ\u00f3mica de muito poucos. A hist\u00f3ria e o esp\u00edrito empreendedor de alguns foi rasgando horizontes, abrindo portas, alargando a comunidade. Com maiores e menores, mais ricos e mais pobres. O Tratado h\u00e1 pouco aprovado em Lisboa pelos l\u00edderes da Uni\u00e3o Europeia, surge na esteira de entendimento entre os mais e menos velozes na caminhada do progresso. Se s\u00e3o os mais pequenos que correm mais riscos &#8211; e s\u00e3o &#8211; tamb\u00e9m em muitos aspectos ser\u00e3o os que recebem maiores benef\u00edcios com a aproxima\u00e7\u00e3o. A solidariedade favorece mais os mais fracos. Certamente poucos pacientes ler\u00e3o o complexo texto do Tratado. Mas o essencial est\u00e1 dito e entendido, foi sendo relatado ao longo de anos com total abertura para os protestos e achegas em ordem ao respeito por todos e \u00e0 solidariedade dum Continente que conhece a sua import\u00e2ncia no concerto das Na\u00e7\u00f5es.  A quest\u00e3o que agora se coloca \u00e9 esta: quem explicar\u00e1 todo o articulado do Tratado de Lisboa para o colocar em Referendo? Como pode o povo dizer sim ou n\u00e3o a um todo que \u00e9 muito mais que meia d\u00fazia de chav\u00f5es? Para que servem os eleitos do povo se n\u00e3o para estudarem e decidirem quest\u00f5es na especialidade? O gosto pelo desprazer n\u00e3o justifica o n\u00famero de objec\u00e7\u00f5es artificiais que agora se podem levantar. Nem, a esta hora, o pretenso arranjo dum tijolo deve colocar em risco todo o edif\u00edcio. <i>Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para alguns analistas os tempos nunca s\u00e3o bons. Sobretudo nas v\u00e9speras duma cr\u00f3nica ou coment\u00e1rio, os tempos s\u00e3o os piores que a hist\u00f3ria j\u00e1 conheceu. H\u00e1 cr\u00edticos t\u00e3o mal dispostos cuja alegria \u00fanica \u00e9 azedar o maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel. Isto acontece com quase tudo: na pol\u00edtica, economia, cultura, ou mesmo religi\u00e3o. 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