{"id":277366,"date":"2023-04-05T14:00:28","date_gmt":"2023-04-05T13:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=277366"},"modified":"2023-04-06T10:38:00","modified_gmt":"2023-04-06T09:38:00","slug":"homilia-da-missa-crismal-no-ordinariato-castrense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-da-missa-crismal-no-ordinariato-castrense\/","title":{"rendered":"Homilia da Missa Crismal no Ordinariato Castrense"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->Caros irm\u00e3os no sacerd\u00f3cio, queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n<p>1. Celebrar a Missa Crismal \u00e9 sempre um dom e um compromisso singular para cada bispo, para cada sacerdote, e para o povo de Deus.<\/p>\n<p>Na nossa Diocese, sabemos que isto representa uma rara ocasi\u00e3o de encontro entre v\u00f3s, capel\u00e3es militares, espalhados ao longo do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Por um lado, a nossa Celebra\u00e7\u00e3o faz-nos saborear a do\u00e7ura de nos reencontrarmos novamente como presbit\u00e9rio, e o facto de ser por ocasi\u00e3o da Missa Crismal, que \u00e9 o Encontro Sacerdotal por excel\u00eancia, confere-lhe um sabor e um significado ainda mais especial.<\/p>\n<p>Por outro lado, o nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1, reconhecemo-lo, cheio de amargura: ao drama da guerra que, h\u00e1 mais de um ano, envolve a Ucr\u00e2nia, barbaramente agredida pela R\u00fassia, a Europa e o mundo, junta-se a m\u00e1 nova, agora comprovada com testemunhos e provas, de hediondos abusos molestadores perpetrados por indignos membros da Igreja, sobre v\u00edtimas inocentes e indefesas. Todas as V\u00edtimas desses abusos est\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o da nossa ora\u00e7\u00e3o e da nossa s\u00faplica de perd\u00e3o. A esta tristeza, veio juntar-se a dor da horr\u00edvel e tr\u00e1gica morte do nosso irm\u00e3o Capel\u00e3o, Pe Lu\u00eds Seixeira. \u00c9 uma profunda e imensa amargura.<\/p>\n<p>2. Podemos dizer que, em certo sentido, vivemos numa globaliza\u00e7\u00e3o da dor que n\u00e3o pode deixar indiferente nenhum sacerdote, sobretudo aqueles que, como n\u00f3s, confiaram o seu sacerd\u00f3cio e minist\u00e9rio a Deus, para que fa\u00e7a d\u2019ele um instrumento de acompanhamento, de apoio, de santifica\u00e7\u00e3o para os Militares e Elementos das For\u00e7as de Seguran\u00e7a. Esta situa\u00e7\u00e3o dos abusos sobre menores constitui um aut\u00eantico murro no est\u00f4mago, e que, mais do que qualquer outra trag\u00e9dia, n\u00e3o s\u00f3 nos p\u00f5e a fazer interroga\u00e7\u00f5es, como a questionar-nos sobre n\u00f3s pr\u00f3prios, e a nossa condi\u00e7\u00e3o de testemunhas do Amor de Cristo ressuscitado.<\/p>\n<p>Hoje, ao renovarmos as Promessas sacerdotais, no Altar do Senhor, queremo-nos interrogar sobre o que significa recordar e viver a nossa voca\u00e7\u00e3o. Fazemo-lo atrav\u00e9s das respostas \u00e0s quest\u00f5es previstas pela Liturgia, procurando, com a ajuda da Palavra de Deus e \u00e0 luz do Mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade, fazer resplandecer o rosto do sacerd\u00f3cio, na sua ess\u00eancia como um &#8220;sacramento&#8221;. Realizamos isso em tr\u00eas etapas, seguindo a bela intui\u00e7\u00e3o de Santo Agostinho sobre a Sant\u00edssima Trindade:<\/p>\n<ol>\n<li>Renovar o sacramento &#8211; o Filho, o Amado<\/li>\n<li>Dispensar os sacramentos \u2013 o Pai, o Amante<\/li>\n<li>Ser sacramento \u2013 Esp\u00edrito, Amor<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Renovar o Sacramento \u2013 O Filho, o Amado<\/p>\n<p>\u00abO Esp\u00edrito do Senhor\u2026 me ungiu\u00bb (Lc 4,18), diz no Evangelho (Lc 4,16-21); \u201cE v\u00f3s, quereis renovar as promessas que fizestes?\u00bb, pergunto-vos eu.<\/p>\n<p>Jesus, o Filho, o Ungido, comunica o seu sacerd\u00f3cio; e comunicar n\u00e3o \u00e9 simplesmente dizer ou dar, mas \u00e9, essencialmente, partilhar. O nosso sacerd\u00f3cio \u00e9 o mesmo de Cristo, \u00e9 o Seu pr\u00f3prio Cora\u00e7\u00e3o de Filho-Amado.<\/p>\n<p>Pergunto-me e pergunto-vos: queremos voltar a acolher este Amor, que nos precedeu, amou e chamou e chama ainda hoje?<\/p>\n<p>Vamos, novamente, dar a Ele os nossos cora\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>No limiar do Tr\u00edduo Pascal, neste hoje da hist\u00f3ria, procuremos responder com o cora\u00e7\u00e3o aberto, escancarado ao mist\u00e9rio da dor, \u00e0 imagem do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, que entra no Mist\u00e9rio da sua Paix\u00e3o como se mergulhasse num abismo com dimens\u00f5es que, a Ele mesmo, parecem desmedidas, contudo, consciente de querer entrar nele, por amor a todos os homens. Diante do abismo da dor humana, nem Cristo recua, nem volta a cara, e, como Ele, tamb\u00e9m os sacerdotes n\u00e3o recuam, nem voltam a cara.<\/p>\n<p>Assim, a pergunta sobre a dor da humanidade concretiza-se na pergunta sobre a nossa pr\u00f3pria dor, e na rela\u00e7\u00e3o que, como sacerdotes e filhos no Filho, vivemos com o sofrimento, com o fracasso, a doen\u00e7a, a crise e com o pr\u00f3prio mist\u00e9rio da morte. Se acolhido com o Cora\u00e7\u00e3o de Cristo, ou na certeza de sermos amados, o mist\u00e9rio da dor transfigura o nosso rosto, torna-o semelhante ao rosto do Servo sofredor e, assim, mas s\u00f3 assim, ilumina todos os rostos do mundo, desfigurados pelo sofrimento, pela viol\u00eancia, pela fome e pelo desespero. No rosto da dor de Cristo h\u00e1 algo de \u00absacerdotal\u00bb que nos deve atrair, com a mesma for\u00e7a daquele que, ressuscitado, atrai todos a si. &#8220;Ei-l\u2019O que vem entre as nuvens e todos olhos O ver\u00e3o, tamb\u00e9m aqueles que O traspassaram&#8221;, ouvimos na segunda leitura (Ap 1,5-8).<\/p>\n<p>Num tempo, como o nosso, em que a voca\u00e7\u00e3o do sacerdote \u00e9 frequentemente desfigurada por esc\u00e2ndalos horr\u00edveis e pelo esc\u00e2ndalo da superficialidade ou da mediocridade, o Rosto de Cristo Sacerdote, que vem crucificado todos os dias na humanidade trespassada pela dor, pela desumanidade da guerra, pelo enigma da morte e pelo drama de tantas v\u00edtimas inocentes, oferece-nos a possibilidade de renovar o nosso &#8220;sim&#8221; \u00e0 promessa de reencontrar n&#8217;Ele o nosso verdadeiro rosto.<\/p>\n<p>E a pergunta que se nos coloca \u00e9: &#8220;e tu, queres&#8221;? Responder, implica entrar na vontade de Jesus, na sua obedi\u00eancia total, at\u00e9 \u00e0 cruz. A obedi\u00eancia \u00e9, em larga medida, o cora\u00e7\u00e3o do sacerd\u00f3cio, o \u00fanico &#8220;voto&#8221;, e que permeia todos os outros. \u00c9 transfigura\u00e7\u00e3o, amadurecimento, luminosidade da vontade porque \u00e9 uma obedi\u00eancia de filho, feita vontade de filho.<\/p>\n<p>\u201cSim, quero\u201d, respondemos no dia da ordena\u00e7\u00e3o. Com Jesus devo renovar a minha livre escolha, sentir intimamente que ainda &#8220;O quero e amo&#8221;. Que essa livre op\u00e7\u00e3o, expressa nas promessas sacerdotais, embora desgastada pela vida, atravessada por crises, perturbada pelo sofrimento, esteja ainda viva e seja real em mim. \u00c9 a livre decis\u00e3o de algu\u00e9m que \u00e9 filho no Filho, e que faz a vontade do Pai.<\/p>\n<p>4. Dispensar os sacramentos &#8211; O Pai, o Amante<\/p>\n<p>Como \u00e9 importante para um sacerdote, penetrar na comunh\u00e3o de amor e de vontades entre o Pai e o Filho!<\/p>\n<p>O Pai, ama tanto o mundo, que faz de n\u00f3s um dom para o mundo, como dera o Filho Jesus; Ele envia-nos &#8220;a anunciar a boa nova aos pobres, a curar as feridas dos cora\u00e7\u00f5es despeda\u00e7ados, a proclamar a reden\u00e7\u00e3o aos cativos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a promulgar o ano da gra\u00e7a do Senhor&#8221; (Lc 4, 18-19). E, tal como Jesus, n\u00f3s compreendemos que, para o podemos fazer, para verdadeiramente darmos uma resposta contundente \u00e0 dor humana, temos de assumir plenamente essa dor e enfrentar as perdas.<\/p>\n<p>O Amor \u00e9 a op\u00e7\u00e3o do Pai, n\u00e3o o sofrimento, nem a morte do Filho; mas sofrer e morrer \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o do Filho: que tomou a decis\u00e3o de amar at\u00e9 ao fim, a sofrer, t\u00e9 \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Com efeito, a vontade de Jesus \u00e9 orientada, medida e plasmada sobre o mist\u00e9rio da dor humana que Ele viu, tocou, acariciou, curou e que agora, ao t\u00ea-la assumido, a vai superar definitivamente. Assim, a morte na Cruz torna-se oferta sacerdotal do Filho que se entrega ao Pai, na certeza de que a Vontade do Pai \u00e9 o Amor que n\u00e3o morre. E o Pai acolhe essa vontade, acolhendo o Filho a quem oferece o Amor que, na Cruz e na Ressurrei\u00e7\u00e3o, d\u00e1 vida ao mundo. Para Jesus, entrar na Paix\u00e3o \u00e9 assumir verdadeiramente a vontade de amor ao Pai pelo mundo, completando o que tinha sido a sua entrada no mundo. &#8220;Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir&#8221; (Lc 4, 21).<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um evento do passado. O Amor concreto do Pai vivifica-nos hoje atrav\u00e9s dos sacramentos, e, portanto, atrav\u00e9s do sacerd\u00f3cio. &#8220;Quereis permanecer fi\u00e9is dispensadores dos mist\u00e9rios de Deus, sem ambiciona bens temporais, mas movidos unicamente pelo zelo das almas?&#8221;<\/p>\n<p>Celebrar a Eucaristia, a Reconcilia\u00e7\u00e3o, os outros sacramentos \u00e9 deixar-se atravessar pelo Amor com que o Pai ama, cura, consola, perdoa e renova a vida. O nosso &#8220;Sim&#8221; de hoje, \u00e9 a oferta reafirmada e bela de um sacerd\u00f3cio, que se realiza na comunh\u00e3o com Cristo, e \u00e9 o &#8220;\u00f3leo&#8221; que unge tantas outras vidas que se recriam com a ajuda da gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Trata-se de um verdadeiro milagre contemplar a renova\u00e7\u00e3o na vida dos nossos soldados, para os ajudar a crescer n\u00e3o s\u00f3 na f\u00e9 pessoal, mas tamb\u00e9m no servi\u00e7o que se torna capacidade de doa\u00e7\u00e3o, justi\u00e7a, perd\u00e3o, e os torna maduros no minist\u00e9rio da paz para o qual s\u00e3o chamados a realizar. O vosso minist\u00e9rio, como capel\u00e3es, \u00e9 apreciado, desejado e procurado por todos eles.<\/p>\n<p>Sim, neste tempo em que a guerra, como afirmou o Papa Francisco, continua a crucificar Cristo, a resposta n\u00e3o est\u00e1 no pacifismo vazio, superficial, irreal, mas em deixar o Amor chegar ao cora\u00e7\u00e3o dos homens, para que as lan\u00e7as se transformem em foices, a vingan\u00e7a em perd\u00e3o, o \u00f3dio em amor, a guerra d\u00ea lugar \u00e0 paz. Tamb\u00e9m os militares s\u00e3o e devem ser instrumentos deste amor. E v\u00f3s, caros capel\u00e3es, sois e deveis ser ministros deste Amor, para que o Pai-Amante invada o cora\u00e7\u00e3o dos nossos soldados e daqueles que encontrarem no caminho da vida.<\/p>\n<p>5. Ser sacramento \u2013 Esp\u00edrito, Amor<\/p>\n<p>\u00abQuereis viver mais intimamente unidos a Cristo e configurar-vos com Ele, renunciando a v\u00f3s mesmos e permanecendo fi\u00e9is aos compromissos que, por amor de Cristo e da sua Igreja, aceitastes alegremente no dia da vossa ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal?\u00bb. Esta terceira pergunta leva-nos \u00e0 intimidade com o Senhor. Porque, sem intimidade n\u00e3o h\u00e1 amor e n\u00e3o h\u00e1 caridade.<\/p>\n<p>O sacerdote deve manter o seu cora\u00e7\u00e3o aberto ao amor que o permeia intimamente &#8211; corpo, esp\u00edrito, sentimentos &#8211; e que se alimenta de proximidade, de confian\u00e7a e de familiaridade. Numa palavra, devemos fazer circular em n\u00f3s o Amor Trinit\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;A minha fidelidade e bondade estar\u00e3o com ele&#8221; (Sal 89, 24): canta David no salmo que recit\u00e1mos. \u00c9 um hino a cantar o &#8220;para sempre&#8221; do amor, que o faz transbordar de alegria e j\u00fabilo. Perguntar acerca da intimidade \u00e9 perguntar sobre a ora\u00e7\u00e3o, sobre os momentos de encontro com o Senhor, esse lugar onde se aprende a renunciar a si mesmo, abrindo o cora\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito que transforma o nosso ser e a nossa mente: o Esp\u00edrito faz-nos &#8220;ser sacramento&#8221;, sinal luminoso e aut\u00eantico de um Al\u00e9m, de um Outro a quem, na intimidade, temos acesso, e do qual somos transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a pergunta, que me acompanha diariamente, sobre a minha ora\u00e7\u00e3o como sacerdote; nos tempos e nos caminhos, no espa\u00e7o que deixo para o &#8220;Tu&#8221; de Deus, no di\u00e1logo e na rela\u00e7\u00e3o com Ele, na adora\u00e7\u00e3o e na escuta da sua Palavra.<\/p>\n<p>6. Estamos em tempo de S\u00ednodo, que tem sido um tempo de escuta. Oxal\u00e1, nos mobilize a ser argutos na disponibilidade para ouvir mais o Senhor e a sermos mais d\u00f3ceis e sens\u00edveis, para ouvir o grito de dor que atravessa o mundo. Uma dor que, escutada no Esp\u00edrito Santo, volta como ora\u00e7\u00e3o de intercess\u00e3o e, gra\u00e7as ao Esp\u00edrito, ilumina como mist\u00e9rio de comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Para responder \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o da dor, precisamos, por assim dizer, de uma sinodalidade na dor. N\u00e3o podemos fazer isso sozinhos! N\u00f3s, sacerdotes como Jesus, somos chamados a assumir o sofrimento humano, mas n\u00e3o podemos faz\u00ea-lo sozinhos. Precisamos de comunh\u00e3o, precisamos de uma esp\u00e9cie de sinodalidade sacerdotal \u2013 que n\u00e3o nada tem a ver com o que o Papa chama de clericalismo! \u2013 mas que seja fraternidade forte e geradora, fermento na Igreja e no mundo, frutos do Esp\u00edrito Santo a agir em n\u00f3s!<\/p>\n<p>Caros confrades, com simplicidade e alegria, renovemos hoje as nossas promessas, certos de que aqui est\u00e1 a resposta tamb\u00e9m para a dor do nosso tempo, para o drama da guerra e do sofrimento de v\u00edtimas inocentes, para as trai\u00e7\u00f5es e para os crimes hediondos, que permanecem esc\u00e2ndalo e mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos juntos este caminho pascal; fa\u00e7amo-lo \u201cem s\u00ednodo\u201d; em comunh\u00e3o, na participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o! Esta \u00e9 a resposta para tudo o que nos envolve como irm\u00e3os nascidos da P\u00e1scoa do Senhor. \u00c9 a resposta do Mist\u00e9rio Trinit\u00e1rio que se doa a n\u00f3s no sacramento, comunica-se aos outros como sacramento, faz de n\u00f3s sacramento de Amor, que permanece vivo e eterno.<\/p>\n<p>Assim seja!<\/p>\n<p>S\u00e9 Catedral das For\u00e7as Armadas e For\u00e7as de Seguran\u00e7a (igreja da Mem\u00f3ria, Lisboa), 05 abril 2023<br \/>\n+Rui Val\u00e9rio<br \/>\nBispo das For\u00e7as Armadas e For\u00e7as de Seguran\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":168982,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[271,275],"class_list":["post-277366","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-ordinariato-castrense","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=277366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277366\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/168982"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=277366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=277366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=277366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}