{"id":277360,"date":"2023-04-05T13:10:37","date_gmt":"2023-04-05T12:10:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=277360"},"modified":"2023-04-06T10:41:23","modified_gmt":"2023-04-06T09:41:23","slug":"homilia-do-bispo-de-angra-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-angra-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Angra na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->\u201cO\u00a0esp\u00edrito de Deus est\u00e1 sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova aos infelizes, a curar os cora\u00e7\u00f5es atribulados\u2026\u201d.\u00a0\u00c9 promessa messi\u00e2nica que se realizar\u00e1 em Jesus Cristo, mas \u00e9 tamb\u00e9m para mim, para n\u00f3s, car\u00edssimos padres. Somos hoje reconhecidos a Deus por nos ter chamado!<\/p>\n<p>Hoje ou quinta-feira recebereis mensagens de parab\u00e9ns. Aceitai tamb\u00e9m os meus, com os sentimentos que nutro por v\u00f3s e nos quais quero crescer. Se ainda n\u00e3o somos, quero que nos tornemos fam\u00edlia, para mim tanto ou mais importante que a de sangue. Sois a fam\u00edlia que Deus me deu e me confia para cuidar. Parab\u00e9ns, ent\u00e3o, pelo sim a Cristo, pela vida e tudo o que fazeis pelos irm\u00e3os como Ele fez. Sa\u00fado os que celebram o seu jubileu: P. Jo\u00e3o Pires (P\u00e1roco da Serreta) nos seus 25 anos e o P. \u00c2ngelo (P\u00e1roco\u00a0in solidum\u00a0da par\u00f3quia da S\u00e9, E C\u00f3nego da catedral) e P. Abel (at\u00e9 h\u00e1 pouco a residir em Casa da Ribeira e atualmente na nossa Casa de\u00a0S. Pedro ad vincula\u00a0que completam este ano os 50 anos de minist\u00e9rio sacerdotal. \u00c9 j\u00e1 uma bonita caminhada. Lembro os que faleceram este ano, o P. Cipriano. Que o Senhor vos recompense, vos d\u00ea a sa\u00fade e a gra\u00e7a necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Com emo\u00e7\u00e3o me encontro diante de v\u00f3s, olhos nos olhos, cora\u00e7\u00e3o a cora\u00e7\u00e3o, como bispo. \u00c9 caso para dizer como Jesus: \u201cdesejei ardentemente celebrar esta P\u00e1scoa convosco\u201d (Lc 22, 15-16). Ontem pela primeira vez, usei na Liturgia da Renova\u00e7\u00e3o das Promessas em Ponta Delgada a express\u00e3o \u201cfilhos car\u00edssimos\u201d. Tudo farei para a tornar aut\u00eantica com a vida e n\u00e3o pela for\u00e7a do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Por vezes, dou por mim a pensar sobre o ponto em que me encontro.\u00a0Se \u201cestou no ponto\u201d\u00a0para usar uma express\u00e3o da culin\u00e1ria, se estou nesse ponto que \u00e9 Cristo, ou se ando a ficar sem sal ou sem o sabor requintado da vida da Palavra em mim. Faz-nos bem pensar quem somos e que pensam de n\u00f3s os irm\u00e3os do presbit\u00e9rio, os paroquianos, o bispo, o mundo\u2026 O Cardeal Se\u00e1n O\u2019Malley no livro \u201cAnel e sand\u00e1lias\u201d conta uma das suas historietas. Um pai com um filho ao colo, no adro da Igreja, depois da missa, v\u00ea sair o padre e pergunta ao filho: \u201csabes quem \u00e9?\u201d. A crian\u00e7a responde de imediato: \u201c\u00c9 o tipo da comunh\u00e3o\u201d! Boa defini\u00e7\u00e3o:\u00a0O padre \u00e9 o homem da comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Independentemente do que queria dizer a crian\u00e7a que o vira a distribuir a Sagrada Comunh\u00e3o, \u00e9 uma perce\u00e7\u00e3o maravilhosa pensarmo-nos e sermos homens da comunh\u00e3o e sentirmo-nos bem como membros desta unidade sacramental para a qual contribu\u00edmos. A Escritura, sobretudo em S. Paulo, \u00e9 rica em conselhos: \u201csede afetuosos uns para com os outros no amor fraterno\u201d.(Rm 12,10),\u00a0adiantai-vos uns aos outros na m\u00fatua estima\u00a0(Rm 12,19),\u00a0preocupai-vos a andar de acordo uns com os outros, acolhei-vos uns\u00a0aos outros,\u00a0por amor fazei-vos servos uns dos outros, admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria, consolai-vos pois uns aos outros ou edificai-vos reciprocamente, alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram.<\/p>\n<p>Sabemos que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil. Tamb\u00e9m aqui h\u00e1 simpatias, grupos, etc. Isto n\u00e3o \u00e9 mau, \u00e9 natural, pois \u201cai do homem s\u00f3\u201d! O mal est\u00e1 quando bebemos da mentalidade do mundo e agimos para nos afirmarmos, negando o direito do outro ou dando-nos \u00e0 maledic\u00eancia.<\/p>\n<p>Creio poder afirmar que \u00e9 um campo onde todos precisamos de convers\u00e3o. As solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o fora, mas dentro de n\u00f3s. E basta pouco! S\u00e3o Francisco come\u00e7ou a sua convers\u00e3o real quando realizou gestos concretos, como quando abra\u00e7ou o leproso. Ent\u00e3o passou do ideal \u00e0 realidade.<\/p>\n<p>Quero lembrar convosco dois gestos poderosos que nos tocaram no dia da ordena\u00e7\u00e3o e pelos quais recebemos de Deus o Esp\u00edrito Santo, dom para uma miss\u00e3o particular.<\/p>\n<p>\u2013 O primeiro \u00e9 o da\u00a0Imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os.\u00a0Fazemo-lo muitas vezes nos sacramentos com palavras e gesto. Jesus imp\u00f5e as m\u00e3os para aben\u00e7oar, curar ou transmitir o Esp\u00edrito Santo. Na Ordena\u00e7\u00e3o \u00e9 um gesto s\u00f3brio. O bispo imp\u00f5e as m\u00e3os em sil\u00eancio e todos os padres fazem o mesmo.<\/p>\n<p>O que significa? Pode-se dizer que nele o Senhor\u00a0toma posse de mim. Parece dizer:\u00a0\u201cTu\u00a0pertences-me\u201d.\u00a0E ainda:\u00a0\u201ctu est\u00e1s sob a prote\u00e7\u00e3o das minhas m\u00e3os.\u00a0Sob a prote\u00e7\u00e3o do meu cora\u00e7\u00e3o. Tu est\u00e1s guardado na c\u00f4ncava das minhas m\u00e3os, em toda a extens\u00e3o do meu amor. Permanece no espa\u00e7o das minhas m\u00e3os e d\u00e1-me as tuas\u201d! Pertencemos-lhe, sem possess\u00e3o. Para toda a vida Ele conserva a Sua m\u00e3o sobre n\u00f3s, Ele protege-nos. De modo semelhante o bispo, mas tamb\u00e9m os padres que repetem o gesto. Por sua natureza o gesto cria uma real comunh\u00e3o entre os padres e com o bispo. Diz a PO n\u00ba 8: \u201cpor efeito da sua ordena\u00e7\u00e3o que os fez entrar na ordem do presbiterado, os padres est\u00e3o todos intimamente ligados entre si pela\u00a0fraternidade sacerdotal\u201d.<\/p>\n<p>Os padres s\u00e3o\u00a0de modo especial sacramentalmente irm\u00e3os e, por isso se exige um comportamento fraternal entre todos. A imagem que se faz do sacramento da ordem \u00e9, por vezes, demasiado individual. Os presb\u00edteros n\u00e3o s\u00e3o\u00a0artigos em s\u00e9rie,\u00a0mas recebem na igreja e diante do mundo um \u00danico Sacramento para uma \u00fanica miss\u00e3o. Esta luz desautoriza uma conce\u00e7\u00e3o exclusivista da miss\u00e3o ao servi\u00e7o de uma determinada comunidade eclesial ao seu cargo. Um presb\u00edtero que s\u00f3 se ocupa da sua par\u00f3quia ou comunidade e se desentende do resto da diocese reduz substancialmente a sua miss\u00e3o presbiteral e adultera-a. Um presb\u00edtero que considera a sua comunidade como algo exclusivamente pr\u00f3prio, \u201cum couto privado\u201d e considera uma intromiss\u00e3o o cuidado e a preocupa\u00e7\u00e3o que outros t\u00eam por ela, desconhece que a miss\u00e3o que lhe \u00e9 pedida \u00e9 co-miss\u00e3o. E isto precisamos de o ver concretizado na colabora\u00e7\u00e3o pastoral, em comunidades abertas, em sa\u00edda!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a dimens\u00e3o humana da vida sacerdotal tem necessidade de fraternidade, que n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica. Se a vida sacerdotal anuncia uma fraternidade formal e artificial, ela ser\u00e1 est\u00e9ril. Se \u00e9 uma experi\u00eancia de vida, ent\u00e3o a vida \u00e9 fraternal, d\u00e1 frutos e merece ser imitada. O Papa Francisco dizia que, para crescer em fraternidade, o padre precisa da coragem da palavra e da coragem da paci\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cExorto-te que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposi\u00e7\u00e3o das minhas m\u00e3os\u2026 (2Tim 1, 6-7). Dir-nos-ia hoje Paulo como o fez ao amigo Tim\u00f3teo.<\/p>\n<p>\u2013 O outro gesto \u00e9 a Un\u00e7\u00e3o.\u00a0Tamb\u00e9m a un\u00e7\u00e3o recebida \u00e9 um dom sobrenatural para cumprir uma miss\u00e3o. No AT, os sacerdotes, os profetas e os reis recebiam a un\u00e7\u00e3o e o \u00f3leo derramado sobre a cabe\u00e7a e era o s\u00edmbolo da santidade querida por Deus. Durante a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal, o bispo faz uma un\u00e7\u00e3o com o \u00f3leo do santo crisma nas palmas das m\u00e3os dizendo: \u201cO Senhor Jesus Cristo, a quem o Pai ungiu pelo Esp\u00edrito Santo e o seu poder te guarde para santificares o povo crist\u00e3o e ofereceres a Deus o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico\u201d.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea as m\u00e3os?\u00a0Bento XVI, numa homilia crismal em 2006, explicava: \u201cA m\u00e3o do homem \u00e9 o instrumento da sua a\u00e7\u00e3o, \u00e9 o s\u00edmbolo da sua capacidade de enfrentar o mundo, que precisamos de \u201ctomar nas m\u00e3os\u201d. Ent\u00e3o, podemos dizer que o Senhor nos imp\u00f4s as m\u00e3os e que quer no presente as nossas a fim de que elas se tornem as suas. Quer que n\u00e3o sejam instrumento para tomar as coisas, os homens, o mundo para n\u00f3s, para deles tomarmos posse, mas que, pelo contr\u00e1rio, elas transmitam a a\u00e7\u00e3o divina, pondo-se ao servi\u00e7o do seu amor e distribuindo-o.<\/p>\n<p>\u201cO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres\u201d\u00a0ouv\u00edamos no evangelho de Lucas. Jesus diz-se consagrado pela un\u00e7\u00e3o e enviado pelo Esp\u00edrito Santo para agir e cumprir as palavras do profeta Isa\u00edas. As m\u00e3os de Jesus tocar\u00e3o a vida dos homens com um toque salvador, libertador, nunca de posse ou dom\u00ednio.<\/p>\n<p>Nesta\u00a0celebra\u00e7\u00e3o, durante a b\u00ean\u00e7\u00e3o do \u00f3leo do crisma, irei rezar por aqueles que ir\u00e3o receber a un\u00e7\u00e3o e pedirei que \u201cos que forem com eles ungidos no seu corpo sejam tamb\u00e9m ungidos na sua alma\u201d. A un\u00e7\u00e3o toca o ser, instala-se na vida toda. Entramos nele pelo batismo, somos fortalecidos pela confirma\u00e7\u00e3o e marcados para servir na Ordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Caros, padres, esta \u00e9 uma un\u00e7\u00e3o que nos far\u00e1 felizes. Lembra o salmo 45: \u201co teu Deus te consagrou com uma un\u00e7\u00e3o de alegria\u201d. Os padres da Igreja n\u00e3o tinham d\u00favida de que este \u00f3leo da alegria \u00e9 o pr\u00f3prio Esp\u00edrito Santo que foi derramado sobre Jesus Cristo. Esta alegria brota da certeza de que Deus nos conhece e que o Seu amor \u00e9 um poder acima de todos os poderes.<\/p>\n<p>O Evangelho de Jo\u00e3o coloca no final do minist\u00e9rio p\u00fablico de Jesus a un\u00e7\u00e3o de Bet\u00e2nia. O gesto de Maria \u00e9 feito em sil\u00eancio. Se a un\u00e7\u00e3o come\u00e7a na cabe\u00e7a, se passa pelas m\u00e3os na Ordena\u00e7\u00e3o, aqui toca os p\u00e9s. Maria alivia com um perfume os p\u00e9s fatigados de Jesus que, de seguida, iniciar\u00e3o o caminho para Jerusal\u00e9m\u2026 Este gesto precede o lava-p\u00e9s! Para n\u00f3s \u00e9 bom ver a liga\u00e7\u00e3o entre os dois. \u201cPrecisam-se padres ungidos e que sejam lavadores de p\u00e9s\u201d.<\/p>\n<p>Sede padres felizes, em cada momento da vida, mesmo fora dos momentos em que visivelmente exerceis o minist\u00e9rio ordenado!<\/p>\n<p>Finalmente, tamb\u00e9m para a vida pastoral, este dia \u00e9 importante e \u201cnosso\u201d! Vivemo-lo num contexto dif\u00edcil para a vida da Igreja em Portugal e para cada padre, bispo ou fiel leigo. Estamos sob suspeita, levamos na nossa cruz o peso das falhas de alguns irm\u00e3os nossos e a dor das v\u00edtimas. Quando algu\u00e9m falha, falhamos todos. Quando algu\u00e9m sofre, sofremos todos. No caminho que fazemos para construir comunidades em estilo sinodal, os abusos podem ser de poder, de autorreferencialismo, de menosprezo pelo sentir e pensar dos fi\u00e9is leigos em rela\u00e7\u00e3o ao que diz respeito a todos, de consci\u00eancia, de busca desmedida de bens materiais, etc.<\/p>\n<p>Somos convidados mais uma vez \u00e0 imita\u00e7\u00e3o de Cristo e um mesmo olhar pascal. Tamb\u00e9m Cristo no alto da sua cruz levada at\u00e9 ao fim gritou: \u201cMeu Deus, Meu Deus, porque me abandonaste\u201d? E quanto ter\u00e1 pensado que n\u00e3o merecia! Este \u00e9 o nosso momento. Dar tudo de n\u00f3s mesmos para erradicar da sociedade inteira tudo o que s\u00e3o imagens gastas de pastor que se entende como tendo recebido o poder diretamente de Deus. O poder \u00e9 de Cristo e Ele crucificado. E nele somos chamados a viver e agir, como humildes servos. A nossa miss\u00e3o, nascida do lado aberto de Cristo, n\u00e3o \u00e9 olhar e chorar as pr\u00f3prias feridas, mas, aceitando-as e amando-as, sair mais forte para consolar os sem dignidade e libertar todos os que s\u00e3o v\u00edtimas de maldade, os injusti\u00e7ados e desprezados porque fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m aqui, precisamos de pensar em quantos colegas se podem afundar nos problemas porque n\u00e3o estamos ao lado, n\u00e3o avisamos, n\u00e3o os ajudamos a corrigir, n\u00e3o somos fraternos e leais.<\/p>\n<p>Precisamos de uma imagem renovada de Igreja que deve acontecer com paci\u00eancia e confian\u00e7a na miseric\u00f3rdia de Deus, mas sem prevaricar. N\u00e3o podemos colocar novos remendos num vestido velho, mas repint\u00e1-lo todo: como dizem os m\u00edsticos, banh\u00e1-lo no sangue de Cristo \u2013 o Esp\u00edrito Santo (Catarina de Sena).<\/p>\n<p>Ser padre \u00e9 uma miss\u00e3o nobre e exige generosidade e esp\u00edrito de servi\u00e7o. As provas que vivemos s\u00e3o uma oportunidade para purificar tudo o que n\u00e3o d\u00e1 beleza ao minist\u00e9rio. Dignific\u00e1-lo depende de cada um de n\u00f3s e passa por nos desprendermos de n\u00f3s mesmos, das coisas e das pessoas. \u00c9 isto mesmo que vamos agora fazer renovando as promessas sacerdotais. Recordamos esse dia que mudou a nossa vida, dando gra\u00e7as a Deus e renovaremos as promessas sacerdotais. Porventura acompanharemos este momento com algum desejo sincero de dar o melhor, de ser padre \u00e0 medida do cora\u00e7\u00e3o do Mestre. Que Ele vos conceda o Esp\u00edrito Santo em cada instante da vida. Ao contr\u00e1rio do que se ouve: \u201cna igreja \u00e9 padre, mas c\u00e1 fora \u00e9 um homem como os outros, n\u00e3o \u00e9 verdade\u201d. Somos sempre sacerdotes, EM CRISTO. Que Ele seja nossa testemunha.<\/p>\n<p>S\u00e9 de Angra, 4 de abril de 2023<br \/>\n+ Armando, Bispo de Angra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":277389,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[169,275],"class_list":["post-277360","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-angra","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277360","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=277360"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277360\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/277389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=277360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=277360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=277360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}