{"id":277210,"date":"2023-04-03T16:03:32","date_gmt":"2023-04-03T15:03:32","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=277210"},"modified":"2023-04-03T16:11:47","modified_gmt":"2023-04-03T15:11:47","slug":"lusofonias-de-paris-as-terras-da-bretanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-de-paris-as-terras-da-bretanha\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; De Paris \u00e0s terras da Bretanha"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Rennes, na Bretanha<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Paris-Bretanha-3-4-2023.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-277213\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Paris-Bretanha-3-4-2023.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Paris-Bretanha-3-4-2023.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Paris-Bretanha-3-4-2023-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Paris-Bretanha-3-4-2023-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Paris-Bretanha-3-4-2023-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Lusofonias-Paris-Bretanha-3-4-2023-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Fran\u00e7a est\u00e1 a ferro e fogo. O que fez explodir a rea\u00e7\u00e3o popular foi a aprova\u00e7\u00e3o de uma lei que aumenta a idade da reforma. Embora muita gente reconhe\u00e7a que a atual situa\u00e7\u00e3o exija mudan\u00e7as na lei, boa parte do povo, liderado pelos sindicatos, queria outras respostas que n\u00e3o o aumento puro e duro da idade em que os trabalhadores v\u00e3o poder deixar os seus trabalhos e receber as suas reformas. A viol\u00eancia tem aumentado de dia para dia, com manifesta\u00e7\u00f5es em todas as cidades, havendo sempre lugar para excessos, seja da pol\u00edcia seja de manifestantes, com gente ferida, carros e casas incendiadas, vitrinas partidas e muito lixo por todo o lado. A calma est\u00e1 longe de garantida e as sucessivas greves param muitos avi\u00f5es e comboios e bloqueiam estradas e acessos a f\u00e1bricas, como tem acontecido com refinarias, estando boa parte das bombas de gasolina j\u00e1 fechadas por falta de combust\u00edvel. Trata-se de uma novela complicada, com ambas as partes a gritar as suas boas raz\u00f5es, mas com o povo simples a ser sempre a maior v\u00edtima.<\/p>\n<p>Mesmo neste ambiente de luta social, consegui chegar de Roma a Paris (mudando de voo, pois o primeiro foi cancelado!) e, dali, fui at\u00e9 Lille, seguindo de l\u00e1 para Rennes. Optei por viagens cedo, apanhando os manifestantes e a pol\u00edcia a dormir e descansar dos dist\u00farbios das v\u00e9speras.<\/p>\n<p>Foi em Rennes, na Bretanha, no long\u00ednquo ano de 1679 que nasceu um jovem com um futuro muito promissor: Cl\u00e1udio Poullart des Places. Filho de gente rica, o objetivo dos pais era manda-lo estudar em Paris para regressar, em grande, ao Parlamento de Rennes. Enquanto adolescente e jovem, Cl\u00e1udio passava muitas horas nas Igrejas, muitas vezes acompanhado por um amigo que, tal como ele, viria a fundar uma Congrega\u00e7\u00e3o: Luis Grignon de Monfort, tamb\u00e9m ele nascido em Rennes, deu origem aos Monfortinos. Mas, como conta a hist\u00f3ria, h\u00e1 interven\u00e7\u00f5es de Deus que nos desinstalam e viram os projetos do avesso. Assim aconteceria com Cl\u00e1udio que, uma vez em Paris, usava a mesada dos pais para acolher e apoiar jovens pobres que queriam ser padres e n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es para estudar. Numa manh\u00e3 de Pentecostes, em 1703, bem antes de ser ordenado Padre, Poullart des Places deu in\u00edcio aos Espiritanos.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, h\u00e1 50 anos \u2013 desde que entrei no Semin\u00e1rio \u2013 que tinha esta vontade enorme de peregrinar nos passos do Fundador e vir a Rennes. Aconteceu estes dias.<\/p>\n<p>Rennes \u00e9 uma cidade muito antiga e cheia de monumentos, sobretudo belas e imponentes Igrejas. Aproveitei todas as pausas dos encontros de trabalho \u2013 a visita can\u00f3nica do Conselho Geral \u00e0s duas comunidades Espiritanas \u2013 para percorrer esta bela cidade, no intervalo dos constantes aguaceiros frios que assolaram a cidade estes dias. Rezei nas Igrejas por onde o fundador passou, l\u00e1 onde foi batizado, onde rezou. Passei junto \u00e0 casa onde nasceu e cresceu. Estive no parlamento onde fez uma confer\u00eancia brilhante que lhe poderia ter aberto as portas uns anos depois.<\/p>\n<p>Rennes acolhe duas comunidades Espiritanas. A Comunidade Poullart des Places teve in\u00edcio de 2011 e marcou o regresso dos Espiritanos a esta cidade para aprofundar a espiritualidade e o carisma mission\u00e1rio do fundador da Congrega\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, aqui onde ele nasceu. \u00c9 uma Comunidade que vive no cora\u00e7\u00e3o da cidade e acolhe gente do mundo inteiro, sobretudo membros da fam\u00edlia espiritana, para sess\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o sobre os fundadores desta grande Congrega\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria. A outra comunidade est\u00e1 num bairro de periferia e tem a responsabilidade da Par\u00f3quia Ozanam, desde 2009. Aqui vivem tr\u00eas Espiritanos (origin\u00e1rios da Nig\u00e9ria, Camar\u00f5es e Fran\u00e7a), coordenando a pastoral de duas grandes comunidades com Igreja enorme (S\u00e3o Louren\u00e7o e S. Jo\u00e3o Maria Vianney) e apoiando a capelania dos estudantes, trabalho tanto mais importante quanto mais aumentam as ofertas acad\u00e9micas em Rennes. Para minha alegria, uma das ruas laterais da Igreja de S. Jo\u00e3o tem o nome de Cl\u00e1udio Poullart des Places, por decis\u00e3o camar\u00e1ria de h\u00e1 60 anos, muitos anos antes dos Espiritanos assumirem a responsabilidade da Par\u00f3quia.<\/p>\n<p>Voltarei a Rennes, mas passarei tamb\u00e9m por Lille, Langonnet e Nantes para falar da bela miss\u00e3o que ali aconteceu ao longo de largas d\u00e9cadas e ainda hoje vivem e trabalham numerosos mission\u00e1rios. L\u00e1 iremos.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - De Paris \u00e0s terras da Bretanha\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5ib1TZQDRdtpYu6qEU6TBY?si=g_Yh5XHfTgKhHZAI4_ivUQ&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Rennes, na Bretanha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-277210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=277210"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277210\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=277210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=277210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=277210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}