{"id":277052,"date":"2023-04-04T09:00:05","date_gmt":"2023-04-04T08:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=277052"},"modified":"2023-04-03T10:26:00","modified_gmt":"2023-04-03T09:26:00","slug":"um-novo-aggiornamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-novo-aggiornamento\/","title":{"rendered":"Um novo <i>aggiornamento<\/i>"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Hugo Gon\u00e7alves, Diocese de Beja<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-266299 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Relata-nos o evangelista S\u00e3o Jo\u00e3o (cf. Jo 6, 60-69) que, ap\u00f3s o discurso de Jesus sobre o P\u00e3o do C\u00e9u (cf. Jo 6, 22-58), alguns dos seus disc\u00edpulos consideraram \u201c<em>insuport\u00e1veis<\/em>\u201d as Suas palavras e dif\u00edceis de as entender. Nesse mesmo instante, Jesus acabou por lhes dizer que, entre eles, encontravam-se alguns que n\u00e3o acreditavam, algo que ser\u00e1 evidenciado pelo Evangelho ao referir que \u201c<em>muitos dos seus disc\u00edpulos<\/em>\u201d O abandonaram, deixando de seguir o Senhor. Diante de tal situa\u00e7\u00e3o \u2013 do abandono por parte de um grande n\u00famero de disc\u00edpulos \u2013 poder\u00edamos considerar que foi um duro rev\u00e9s para Jesus e para o seu minist\u00e9rio na medida em que n\u00e3o foi capaz de \u2018segurar\u2019 grande parte daqueles que o seguiam; mas, como se isto n\u00e3o bastasse e de uma forma incompreens\u00edvel, o Senhor volta-se para aqueles que restam \u2013 para os Doze \u2013 e diz-lhes: \u201c<em>Tamb\u00e9m v\u00f3s quereis ir embora?<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A pessoa de Jesus, os seus ensinamentos, a radicalidade do an\u00fancio e o convite \u00e0 convers\u00e3o s\u00e3o evidentemente o motivo do esc\u00e2ndalo, da censura e do abandono. Por isso, se o mesmo acontecesse nos dias de hoje, com toda a certeza que Jesus correria o risco de ser reprovado numa Faculdade de Teologia, criticado pelas mais ilustradas pr\u00e1ticas pastorais ou trucidado pelos colegas, pelos paroquianos ou, qui\u00e7\u00e1, chamado pelo seu Bispo para uma conversa mais s\u00e9ria.<\/p>\n<p>Nos tempos que correm, a quest\u00e3o dos n\u00fameros e das estat\u00edsticas n\u00e3o interessam somente \u00e0 sociedade civil, mas interessam (e muito) \u00e0 Igreja, ainda que os seus agentes da pastoral n\u00e3o o digam abertamente. Se uma par\u00f3quia ou uma diocese v\u00ea uma perda constante de fi\u00e9is, entra em p\u00e2nico, passando rapidamente \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es de emerg\u00eancia de Conselhos Pastorais e Presbiterais, se n\u00e3o mesmo de vigararias\/arciprestados, para analisar aprofundadamente as causas de tal debandada e quais as estrat\u00e9gias para inverter a situa\u00e7\u00e3o. Para que tal n\u00e3o suceda, para que a Igreja seja atrativa para aqueles que est\u00e3o fora dela, procura-se, em grande parte dos casos, ter planos pastorais que incidam em formas de cativar e de ir ao encontro das necessidades de cada pessoa (o que at\u00e9 tem o seu sentido positivo). No entanto, o erro surge quando, para isso, abdicamos da Verdade em detrimento da vontade de outro(s) que deseja(m) estar na Igreja e ser Igreja, n\u00e3o querendo mudar nada nas suas vidas e n\u00e3o prevendo lugar \u00e0 convers\u00e3o pessoal. Aquilo que afirmo n\u00e3o se baseia em meras divaga\u00e7\u00f5es, mas numa realidade que hoje j\u00e1 encontramos em par\u00f3quias e dioceses, bastando ler as conclus\u00f5es da primeira fase deste S\u00ednodo que o Santo Padre convocou e que ainda estamos a viver ou mesmo as conclus\u00f5es da fase nacional do referido s\u00ednodo. Em grande parte delas salienta-se a import\u00e2ncia de uma aten\u00e7\u00e3o maior para os recasados e os grupos LGBTQI+, como se nas nossas comunidades paroquiais os divorciados recasados ou as pessoas homossexuais fossem como que marginalizadas ou escorra\u00e7adas das mesmas \u2013 algo que nunca vi isso nas comunidades onde fui p\u00e1roco, nem nas de qualquer outro colega. Contudo, h\u00e1 efetivamente uma corrente dentro da Igreja (sobretudo no continente europeu e, consequentemente em Portugal) que parece querer tender em normalizar aquilo que, para n\u00f3s, ainda se chama pecado, transformando-o quase em virtude ou, ao menos, em relativizar essas situa\u00e7\u00f5es. Obviamente que a m\u00e1xima \u2018<em>condena-se o pecado e n\u00e3o o pecador<\/em>\u2019 \u00e9 importante, mas o erro consciente de alguns pastores e leigos est\u00e1 na distor\u00e7\u00e3o desta m\u00e1xima, fazendo uso abusivo das palavras de Jesus diante da mulher ad\u00faltera &#8211; \u201c<em>Ningu\u00e9m te condenou? \u2026 Tamb\u00e9m Eu n\u00e3o te condeno<\/em>\u201d (Jo 8, 10-11) \u2013 para \u2018despenalizar\u2019 o pecado que, ao fim e ao cabo, acaba por ser revogado pela pr\u00f3pria criatura, pelo pr\u00f3prio ministro, indo contra aquilo que o Senhor sempre nos ensinou e que se manifesta, em parte pela conclus\u00e3o deste di\u00e1logo entre a mulher e Jesus: \u201c<em>Vai e de agora em diante n\u00e3o tornes a pecar<\/em>\u201d (Jo 8, 11).<\/p>\n<p>Este <em>aggiornamento<\/em> que alguns querem fazer e que j\u00e1 tem express\u00e3o e visibilidade concretas na Igreja na Alemanha, no controverso S\u00ednodo Nacional, e que em muito tem preocupado o Santo Padre, procura mundanizar a Igreja, expurgando a Sagrada Escritura, o Magist\u00e9rio e a Tradi\u00e7\u00e3o de tudo aquilo que v\u00e1 contra os novos valores, forjando as novas propostas a partir das novas ideologias libert\u00e1rias ocidentais (ideologia de g\u00e9nero, casamento de pessoas do mesmo sexo, etc). Esta aparente e enganadora abertura ao mundo \u2013 \u00e0 contemporaneidade \u2013 n\u00e3o vai buscar \u00e0 ci\u00eancia o que de melhor aporta ao nosso conhecimento, sobretudo e como j\u00e1 referi em artigo anterior, o que nos pode ajudar a provar a exist\u00eancia de Deus e a dignidade do Homem num mundo mais centrado na ci\u00eancia e na t\u00e9cnica. Em contrapartida, estes movimentos que tentam transformar a Igreja limitam-se a beber de fontes ideol\u00f3gicas que em nada t\u00eam em conta o Evangelho, procurando introduzi-las na Igreja, formatando-a, deformando-a, separando-a da Verdade.<\/p>\n<p>O caminho que alguns procuram trilhar, n\u00e3o s\u00f3 na Alemanha, mas tamb\u00e9m por terras lusas \u2013 aqui ainda de forma encapotada, como lobos revestidos de pele de cordeiro \u2013 j\u00e1 est\u00e1 a ser experimentado na Igreja Anglicana e com preju\u00edzos incomensur\u00e1veis. O \u00eaxodo que ocorre nos anglicanos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cat\u00f3lica \u00e9 significativo, mas as atuais correntes teol\u00f3gicas e pastorais, versadas em documentos recentes de alguns dos principais bispos anglicanos, far\u00e3o com que a divis\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o nesta Igreja sejam mais significativas. N\u00e3o h\u00e1 muito tempo, num jornal de renome em Inglaterra, era declarado que a Igreja Anglicana j\u00e1 n\u00e3o era maiorit\u00e1ria, n\u00e3o obstante as tentativas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s tend\u00eancias da moda: b\u00ean\u00e7\u00e3o de uni\u00f5es entre pessoas do mesmo sexo, normaliza\u00e7\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o do pecado, e a absor\u00e7\u00e3o do movimento woke e ideologia de g\u00e9nero. O conflito e as divis\u00f5es na Igreja Anglicana s\u00e3o t\u00e3o grandes que, de entre as diferentes Igrejas a ela unidas noutros continentes, muitas j\u00e1 expressaram a vontade de se separarem da Igreja de Inglaterra exatamente por esta deriva diab\u00f3lica que atenta contra a Verdade revelada. Num debate talvez nunca visto, na Universidade Oxford (Oxford Union), sobre a tem\u00e1tica do casamento de pessoas do mesmo sexo, um simples di\u00e1cono (Rer. Calvin Robinson) enfrentou os bispos anglicanos recordando o que dizem as Escrituras e questionando-os se porventura Deus se enganou quando nos concedeu a Sua Palavra, se Jesus se enganou quando pregou o Evangelho ou se agora os bispos t\u00eam autoridade para desafiar a autoridade das Escrituras ou fazer uma sele\u00e7\u00e3o daquilo que se aceita ou n\u00e3o das mesmas. A coragem deste jovem di\u00e1cono, a sua fidelidade \u00e0 Sagrada Escritura e \u00e0 Tradi\u00e7\u00e3o valeram-lhe o cancelamento da sua ordena\u00e7\u00e3o presbiteral. Infelizmente, n\u00f3s n\u00e3o andamos longe desta realidade na Igreja Cat\u00f3lica no ocidente, pelo menos em alguns sectores da mesma. Tamb\u00e9m a intelectual cat\u00f3lica francesa, Chantal Delsol, numa entrevista que concedeu \u00e0 revista Omnes, em que abordava o seu novo ensaio \u201c<em>O fim da cristandade<\/em>\u201d, a determinado momento salientava que a moral cat\u00f3lica no ocidente est\u00e1-se a tornar numa filantropia sem transcend\u00eancia, que est\u00e1 a acontecer uma reelabora\u00e7\u00e3o da moral crist\u00e3, na qual o C\u00e9u (Deus) estava exclu\u00eddo (cf. Omnes \u2013 <em>Chantal Delsol: \u201cLos cristianos tenemos la oportunidade de ser mejores como minor\u00eda\u201d<\/em>; Bernard Garcia Larra\u00edn; 30 de marzo de 2023).<\/p>\n<p>Se queremos embarcar nesta deriva, de infidelidade a Deus, \u00e0 Sua Palavra e \u00e0 Verdade e sermos uma imita\u00e7\u00e3o barata da Igreja Anglicana ou da Igreja na Alemanha, fazendo um revisionismo da Sagrada Escritura, da Tradi\u00e7\u00e3o e do Magist\u00e9rio, tudo por uma quest\u00e3o de n\u00fameros, ent\u00e3o lembremo-nos das palavras de Jesus: \u201c<em>N\u00e3o penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. N\u00e3o vim revoga-los, mas lev\u00e1-los \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o \u2026 Portanto, se algu\u00e9m violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, ser\u00e1 o menor no Reino do C\u00e9u.<\/em>\u201d (Mt 5, 17.19). Um novo <em>aggiornamento <\/em>\u00e9 importante, mas este tem sempre de ser feito \u00e0 luz e em fidelidade a Deus, \u00e0 Sua Palavra, \u00e0 Tradi\u00e7\u00e3o e ao Magist\u00e9rio. Ser\u00e1 importante abandonar um olhar sobre as Par\u00f3quias e as Dioceses centrados nos n\u00fameros, como se fossemos empres\u00e1rios e a Igreja uma multinacional que busca cliente numa am\u00e1lgama de realidades (inclus\u00e3o, a\u00e7\u00e3o social, migra\u00e7\u00f5es, etc, etc) e onde falta Deus, o an\u00fancio da Boa Nova que nos leva \u00e0 convers\u00e3o e, consequentemente ao amor a Deus e aos irm\u00e3os, num caminho de santidade. Termino recordando as palavras do Santo Cura de Ars ao rapazinho que encontrou no caminho, quando ia tomar posse da sua par\u00f3quia: \u201c<em>Mostra-me o caminho para Ars, que eu mostro-te o caminho para o C\u00e9u<\/em>\u201d \u2013 Que belo plano de a\u00e7\u00e3o pastoral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Hugo Gon\u00e7alves, Diocese de Beja<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":266299,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-277052","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=277052"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277052\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/266299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=277052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=277052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=277052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}