{"id":27668,"date":"2007-10-18T14:23:34","date_gmt":"2007-10-18T14:23:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/10\/18\/n-sra-nao-ficou-surpreendida-com-esta-mobilizacao\/"},"modified":"2007-10-18T14:23:34","modified_gmt":"2007-10-18T14:23:34","slug":"n-sra-nao-ficou-surpreendida-com-esta-mobilizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/n-sra-nao-ficou-surpreendida-com-esta-mobilizacao\/","title":{"rendered":"\u00abN. Sra. n\u00e3o ficou surpreendida com esta mobiliza\u00e7\u00e3o\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista a D. Manuel Quintas sobre a recep\u00e7\u00e3o da imagem da Virgem Peregrina <!--more--> D. Manuel Neto Quintas, em entrevista \u00e0 FOLHA DO DOMINGO, explica o que sentiu com a resposta do povo algarvio ao apelo para a recep\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem peregrina de Nossa Senhora de F\u00e1tima. O Bispo do Algarve esclarece ainda o objectivo desta iniciativa da visita da Virgem peregrina \u00e0s par\u00f3quias algarvias e considera que a manifesta\u00e7\u00e3o de f\u00e9 de s\u00e1bado \u00e0 noite, em Faro, constituiu uma forma espont\u00e2nea dos crist\u00e3os algarvios contradizerem os &#8220;pretensos senhores deste tempo&#8221;.    <b>FOLHA DO DOMINGO &#8211; Senhor Bispo, esperava que acorresse tanta gente para o acolhimento da imagem peregrina?<\/b> D. Manuel Quintas &#8211; N\u00e3o esperava, sinceramente, uma multid\u00e3o t\u00e3o grande. Desconhe\u00e7o mesmo se alguma vez a cidade de Faro assistiu e participou numa manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica de f\u00e9 com esta moldura humana. Foi uma agrad\u00e1vel surpresa para mim, para a comiss\u00e3o organizadora e penso que para todos quantos, s\u00e1bado \u00e0 noite, acorreram de todo o Algarve a Faro para esta celebra\u00e7\u00e3o. Numa sondagem feita junto dos p\u00e1rocos, previam-se cerca de 40 autocarros\u2026 parece que, segundo informa\u00e7\u00e3o da PSP, foram mais do dobro, vindo ainda um consider\u00e1vel n\u00famero de pessoas com meio de transporte pr\u00f3prio. Tenho que referir, igualmente, os farenses, que acorreram em grande n\u00famero, ou se uniram das janelas e varandas de suas casas, \u00e0 prociss\u00e3o de velas, nela participando com f\u00e9 e devo\u00e7\u00e3o. Os Servi\u00e7os Diocesanos disponibilizaram cerca de 5000 velas, muitas pessoas trouxeram-nas das suas par\u00f3quias e verific\u00e1mos ainda que havia muita gente sem vela. Estou convencido de que se houve &#8220;algu\u00e9m&#8221; que n\u00e3o ficou surpreendido com esta mobiliza\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande do povo algarvio, foi Aquela que motivou e mobilizou toda esta multid\u00e3o: Nossa Senhora. Ela, como M\u00e3e, conhece bem o cora\u00e7\u00e3o dos seus filhos e os seus anseios\u2026  <b>Havia tamb\u00e9m alguns autocarros, vindos da vizinha Espanha, pois tamb\u00e9m ali foram distribu\u00eddos alguns cartazes\u2026<\/b> A\u00ed est\u00e1 outra surpresa para n\u00f3s. A venera\u00e7\u00e3o a Maria, enquanto M\u00e3e de Jesus e nossa M\u00e3e, e a particular devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora de F\u00e1tima n\u00e3o conhecem fronteiras\u2026 Vejo nisso uma sugest\u00e3o para os p\u00e1rocos e as comunidades paroquiais dos concelhos lim\u00edtrofes de Vila Real de Santo Ant\u00f3nio, Castro Marim e Alcoutim, quando se reunirem para organizar a visita da imagem peregrina \u00e0s suas par\u00f3quias\u2026 Seria bom que nela inclu\u00edssem ou, pelo menos, informassem os p\u00e1rocos vizinhos de Espanha.  <b>Posso concluir que est\u00e1 feliz pelo modo como decorreu o acolhimento da imagem peregrina?<\/b> Estou feliz eu e, estou certo, todos os que nele participaram, tendo em conta diversos testemunhos que recebi. No final da celebra\u00e7\u00e3o agradeci a quantos colaboraram na organiza\u00e7\u00e3o deste acontecimento, destacando de modo particular, os intervenientes directos: C\u00e2mara Municipal, PSP, GNR, Marinha, Bombeiros Municipais e Volunt\u00e1rios\u2026 Gostaria de referir, igualmente, os Escuteiros, mesmo os Lobitos, pela sua preciosa colabora\u00e7\u00e3o, bem como a Comiss\u00e3o diocesana respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o deste evento. A surpresa pelo n\u00famero de pessoas que acorreram a Faro, obrigou todos, particularmente a PSP e a GNR a um trabalho suplementar. Mas \u00e9 a todo o Algarve e, de modo especial, a Faro, que aqui deixo o meu reconhecimento e o meu profundo obrigado pelo modo como aderiu e participou no acolhimento de imagem peregrina.  <b>Podia resumir em poucas palavras o objectivo desta iniciativa pastoral, a visita da Imagem Peregrina, para a Igreja diocesana do Algarve?<\/b> A passagem da imagem peregrina no Algarve \u00e9 um meio e n\u00e3o um fim em si mesmo. O povo algarvio demonstrou que \u00e9 um povo, na express\u00e3o da sua f\u00e9, profundamente mariano, tal como o povo portugu\u00eas em geral. Pretendemos que, sem deixar de ser mariano, possa chegar tamb\u00e9m a Cristo. Esse \u00e9 o verdadeiro objectivo. Passar de Maria a Cristo. Tal como ela prop\u00f4s em Can\u00e1, em F\u00e1tima, em os todos os tempos e lugares. \u00c9 essa a sua miss\u00e3o, como M\u00e3e de Jesus e nossa M\u00e3e. Cristo \u00e9, verdadeiramente, o nosso Redentor e Salvador. \u00c9 a Ele que somos convidados a escutar e a seguir. \u00c9 com Ele que temos de nos identificar. Da\u00ed o lema inspirador do nosso Programa Pastoral para este sex\u00e9nio, fazei o que Ele vos disser, pedido formulado por Maria nas Bodas de Can\u00e1.  Este lema \u00e9 explicitado, neste bi\u00e9nio da presen\u00e7a da Imagem Peregrina na Diocese, com outro, igualmente expressivo e mobilizador: peregrinar com Maria ao encontro de Cristo.  <b>Os meios de comunica\u00e7\u00e3o referiram repetidamente uma afirma\u00e7\u00e3o do Cardeal Bertone proferida na homilia, em F\u00e1tima, pela qual exortava os crist\u00e3os a n\u00e3o se calarem, e at\u00e9 mesmo a se rebelarem, face aos &#8220;pretensos senhores destes tempo (\u2026) que exigem e est\u00e3o prontos a comprar ou mesmo a impor o sil\u00eancio dos crist\u00e3os, invocando imperativos de uma sociedade aberta, fechando todas as entradas e sa\u00eddas ao Transcendente, impondo como \u00fanico valor comum, em nome de uma sociedade tolerante e respeitosa, a nega\u00e7\u00e3o de todo e qualquer valor real e permanente v\u00e1lido\u2026 Quer comentar?<\/b> O melhor coment\u00e1rio a esta afirma\u00e7\u00e3o foi feito pelo povo algarvio no s\u00e1bado \u00e0 noite, aqui em Faro. Assistimos, de facto, a algumas situa\u00e7\u00f5es que deixam &#8220;o povo&#8221; perplexo\u2026 Ainda h\u00e1 dias algu\u00e9m comentava comigo o seguinte: um membro do Governo visita um cemit\u00e9rio judaico e, por respeito com esse lugar e a religi\u00e3o judaica, acede a colocar o &#8220;kipp\u00e1&#8221; na cabe\u00e7a; vai outro visitar uma Mesquita e ei-lo a faz\u00ea-lo descal\u00e7o por respeito e considera\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 desse povo; vai outro inaugurar uma obra recentemente conclu\u00edda, em que \u00e9 convidado o Bispo ou o p\u00e1roco a proceder \u00e0 sua b\u00ean\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pode, nem sequer esbo\u00e7ar o sinal da cruz, ainda que seja baptizado e crist\u00e3o. Este gesto, (os outros, pelos vistos, n\u00e3o) \u00e9 totalmente proibitivo porque o Governo deve ser laico\u2026 Acredito que, em determinadas momentos, os intervenientes nestas situa\u00e7\u00f5es hesitem sobre o melhor modo de agir, de modo a n\u00e3o ofender ningu\u00e9m e a respeitar todos os credos\u2026 Todavia, estes factos referidos s\u00e3o reveladores, aos olhos do povo, de uma mentalidade anti-cat\u00f3lica, que se pretende fomentar na sociedade portuguesa\u2026  A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave quando, como refere o Cardeal Bertone, se pretende silenciar os crist\u00e3os e suprimir toda a liga\u00e7\u00e3o ao Transcendente\u2026 A manifesta\u00e7\u00e3o de f\u00e9 de s\u00e1bado \u00e0 noite, em Faro, constituiu seguramente uma forma espont\u00e2nea dos crist\u00e3os algarvios contradizerem &#8220;esses pretensos senhores deste tempo&#8221;. Ainda que possam sentir-se legitimados pelo voto do povo, perdem toda a legitimidade quando ao legislar, o fazem n\u00e3o tendo em conta a realidade concreta do povo que os elegeu, mas apenas as suas convic\u00e7\u00f5es pessoais e as suas mentes &#8220;pretensamente&#8221; iluminadas. <i>Samuel Mendon\u00e7a<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista a D. 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