{"id":27605,"date":"2007-10-16T10:15:04","date_gmt":"2007-10-16T10:15:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/10\/16\/15-mil-transformaram-faro-em-fatima\/"},"modified":"2007-10-16T10:15:04","modified_gmt":"2007-10-16T10:15:04","slug":"15-mil-transformaram-faro-em-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/15-mil-transformaram-faro-em-fatima\/","title":{"rendered":"15 mil transformaram Faro em F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>No passado S\u00e1bado \u00e0 noite, a cidade de Faro, a capital de distrito e sede da Igreja algarvia, acolheu uma das maiores manifesta\u00e7\u00f5es de f\u00e9 de que h\u00e1 mem\u00f3ria na regi\u00e3o.  Cerca de 15 mil pessoas juntaram-se para a recep\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem peregrina de Nossa Senhora de F\u00e1tima que teve in\u00edcio no largo da Escola Secund\u00e1ria Jo\u00e3o de Deus (Liceu) e que terminou no largo da S\u00e9. O desafio tinha sido lan\u00e7ado pelo Bispo diocesano na Assembleia Diocesana do passado dia 5 de Outubro, a prop\u00f3sito dos dois anos em que o Algarve ir\u00e1 receber a imagem peregrina da Virgem Maria, e a resposta dos crist\u00e3os algarvios esteve \u00e0 altura.  D. Manuel Quintas defendeu que a diocese algarvia precisava de uma manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica de f\u00e9, apelando \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o \u201cde todos aqueles que se dizem crist\u00e3os\u201d e ela acabou mesmo por acontecer. Vindos de todas as partes do Algarve e at\u00e9 da vizinha Andaluzia espanhola, os crist\u00e3os come\u00e7aram a reunir-se por volta das 19.45 horas junto ao Liceu farense. Os autocarros foram chegando, uns a tr\u00e1s dos outros, tornando dif\u00edcil a circula\u00e7\u00e3o autom\u00f3vel no cimo da avenida 5 de Outubro, at\u00e9 que as autoridades tiveram mesmo de cortar o tr\u00e2nsito naquela art\u00e9ria. Segundo informa\u00e7\u00f5es recolhidas pela FOLHA DO DOMINGO junto dos agentes da PSP de Faro presentes no local, as autoridades contabilizaram cerca de 100 autocarros que ter\u00e3o entrado na cidade naquele dia, alguns dos quais espanh\u00f3is, sendo que a movimenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou logo a partir das 8 horas. Isto sem contabilizar, naturalmente, os muitos ve\u00edculos particulares que se deslocaram para Faro.  Um mar de gente ocupou toda a faixa de rodagem, quando, pouco depois das 21 horas, abriram uma passagem para a chegada do carro dos bombeiros que transportava a imagem. Depois de carregada pelos soldados da Paz para o palco ali montado, deu-se in\u00edcio \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o mariana, presidida pelo Bispo do Algarve, que s\u00f3 terminaria ap\u00f3s a prociss\u00e3o para a cidade velha. O longo cortejo lit\u00fargico, que demorou mais de uma hora, constituiu, pelas velas que os fi\u00e9is traziam na m\u00e3o, uma aut\u00eantica onda de luz que desceu a avenida 5 de Outubro e rua de Santo Ant\u00f3nio, com a multid\u00e3o a inundar completamente a via p\u00fablica. Os fi\u00e9is de todas as idades, com destaque para os muitos jovens e crian\u00e7as, recitaram, durante o percurso, a ora\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio.  Muito foram tamb\u00e9m aqueles que se quiseram associar a esta iniciativa e que vieram para a rua ver passar a prociss\u00e3o ou que, das suas casas, observaram a passagem do andor, transido em ombros pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a (Marinha, PSP, Bombeiros e GNR), tendo colocado colchas \u00e0s janelas e acendido velas. Depois de iniciada junto ao Liceu, onde tr\u00eas crian\u00e7as vestidas como L\u00facia, Francisco e Jacinta, fizeram mem\u00f3ria das apari\u00e7\u00f5es aos Pastorinhos, a celebra\u00e7\u00e3o mariana teve continuidade j\u00e1 no largo da S\u00e9, onde aguardava a prociss\u00e3o um outro palco montado para o efeito. Ali, onde o largo se tornou pequeno para acolher a imensa multid\u00e3o, foi feita a leitura do Evangelho de onde foi extra\u00edda a frase proferida por Maria, que serve de lema ao Projecto Pastoral da Igreja algarvia at\u00e9 2012: \u201cFazei o que Ele vos disser\u201d. A meio da evoca\u00e7\u00e3o das 4 vigararias da diocese do Algarve presentes D. Manuel Quintas proferiu a sua homilia. O Bispo diocesano come\u00e7ou por sublinhar que esta visita da imagem de Nossa Senhora ao Algarve pode ser vista tamb\u00e9m como uma retribui\u00e7\u00e3o. \u201cForam certamente muitas as vezes que, individualmente, em fam\u00edlia, em grupo ou mesmo como Igreja diocesana nos desloc\u00e1mos ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima para nos encontrarmos com a M\u00e3e e assimilarmos a mensagem deixada h\u00e1 90 anos. Agora \u00e9 Ela que vem retribuir-nos a visita\u201d, acentuou o Prelado, recordando a designa\u00e7\u00e3o de Faro, denominada, desde tempos imemor\u00e1veis de Santa Maria de Faro.  \u201cEla vem como M\u00e3e, acolhamo-la como filhos. A m\u00e3e faz sempre falta na vida de um filho. Quem quiser conhecer, de modo detalhado, a sua hist\u00f3ria pessoal, desde o primeiro momento da sua exist\u00eancia deve procur\u00e1-lo no cora\u00e7\u00e3o de sua m\u00e3e\u201d, destacou D. Manuel Quintas, justificando a intermedia\u00e7\u00e3o de Maria para se chegar ao seu Filho Jesus. O Bispo diocesano lembrou a prop\u00f3sito que Nossa Senhora \u201cn\u00e3o quer ser, nem quer que a consideremos como mais importante para n\u00f3s\u201d. \u201cTudo em Maria converge e aponta para Jesus. Por isso, esta noite, como outrora nas bodas de Can\u00e1, Ela nos remete: \u2018Fazei o que Ele vos disser\u2019\u201d, complementou, acrescentando que \u201cMaria disp\u00f5e-se a conduzir-nos e a acompanhar-nos at\u00e9 seu Filho Jesus\u201d. \u201cFaz-se peregrina connosco, de modo a n\u00e3o nos perdermos, nem a esmorecermos no caminho que nos conduz a Cristo\u201d, salientou. O Bispo do Algarve lan\u00e7ou ent\u00e3o o repto \u00e0 diocese algarvia. \u201cApoiados em Maria, caminhemos sem receio, ao encontro de Cristo para escutarmos e fazermos o que Ele vem hoje dizer-nos enquanto Igreja diocesana do Algarve. Estou certo de que Cristo nos dirigir\u00e1 o mesmo convite proferido no in\u00edcio da sua vida p\u00fablica e que constitui o cora\u00e7\u00e3o de an\u00fancio do Reino \u2013 arrependei-vos e acreditai no Evangelho \u2013, apelo que se situa igualmente no cora\u00e7\u00e3o da mensagem de F\u00e1tima\u201d, disse. D. Manuel Quintas exortou assim \u00e0 \u201cpenit\u00eancia e ora\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cuma proposta de vida, traduzida em obras concretas e vis\u00edveis\u201d, \u00e0 \u201cconvers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7a de vida\u201d, atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, enquanto meio para adquirir melhor \u201cqualidade de vida crist\u00e3\u201d.  Para isso, o Bispo diocesano apelou ao \u201cconhecimento aprofundado da Palavra de Deus\u201d, \u00e0 \u201cparticipa\u00e7\u00e3o consciente e fiel\u201d na Eucaristia dominical, \u00e0 \u201cpr\u00e1tica da caridade a verdade de uma vida crist\u00e3, chamada a ser sinal e testemunho convincente do amor de Deus manifestado em Cristo\u201d. \u201cEscutar e fazer o que Cristo tem hoje a dizer-nos, enquanto Igreja diocesana do Algarve passa seguramente por um testemunho de f\u00e9, como luz que ilumina, orienta e aconchega; de esperan\u00e7a, como sal que preserva da corrup\u00e7\u00e3o, que tempera e d\u00e1 sabor \u00e0 vida; por um testemunho de caridade, como fermento que promove e multiplica a fecundidade do amor\u201d, afirmou, considerando que \u201cs\u00f3 um ousado e decidido testemunho crist\u00e3o ser\u00e1 capaz de se opor \u00e0 indiferen\u00e7a e \u00e0 ignor\u00e2ncia religiosa, bem como superar a separa\u00e7\u00e3o entre a f\u00e9 que se professa e celebra e as op\u00e7\u00f5es pessoais quotidianas\u201d. Depois de uma ora\u00e7\u00e3o em que confiou toda a diocese ao cuidado de Nossa Senhora e ap\u00f3s a enumera\u00e7\u00e3o das restantes vigararias, j\u00e1 no final da celebra\u00e7\u00e3o, o Bispo do Algarve lembrou a \u00faltima visita da imagem peregrina ao Algarve, h\u00e1 53 anos, e mostrou-se surpreendido com a ades\u00e3o dos crist\u00e3os algarvios. \u201cEsperava que viesse muita gente, mas n\u00e3o esperava tanto\u201d, admitiu, agradecendo aos que vieram de mais longe. Gostaria que esta noite ficasse gravada no cora\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s e sobretudo que, nos momentos mais dif\u00edceis da nossa vida, nos record\u00e1ssemos dela e da presen\u00e7a de Maria na vida de Jesus, da Igreja e da nossa pr\u00f3pria vida\u201d, referiu D. Manuel Quintas mostrando-se confiante de que esta mesma resposta ser\u00e1 dada em cada uma das par\u00f3quias por onde ir\u00e1 passar a imagem at\u00e9 2009. No final, debaixo do acenar de muitos milhares de len\u00e7os brancos e de algumas salvas de palmas, a imagem recolheu \u00e0 S\u00e9 e seguiu nessa mesma noite para Aljezur, a primeira a par\u00f3quia a receber a sua visita.   <b>Onda solid\u00e1ria e generosa com o \u2018Lar da M\u00e3e\u2019<\/b> A terminar a homilia, D. Manuel Quintas lan\u00e7ou um apelo \u00e0 diocese algarvia, \u201ccomo express\u00e3o concreta\u201d do testemunho crist\u00e3o. \u201cQue a passagem da imagem peregrina por todo o Algarve, nos mobilize a todos na resposta concreta a um compromisso diocesano assumido h\u00e1 diversos anos a constru\u00e7\u00e3o do Lar da M\u00e3e, obra social de acolhimento tempor\u00e1rio \u00e0s gr\u00e1vidas e m\u00e3es solteiras, necessitadas de apoio, finalidade que a Caritas diocesana vem respondendo, mesmo sem um espa\u00e7o adequado, como tal servi\u00e7o o reclame e o exige\u201d, disse, pedindo que a passagem da imagem peregrina por todo o Algarve, gere \u201cuma onda solid\u00e1ria e generosa\u201d que ganhe for\u00e7a em todas as fam\u00edlias algarvias e em todas as comunidades crist\u00e3s, de modo a testemunhar, com esta obra, a sua convers\u00e3o a Cristo e ao Evangelho e a edifica\u00e7\u00e3o de \u201ccomunidades eucar\u00edsticas, fraternas e imbu\u00eddas de dinamismo mission\u00e1rio\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No passado S\u00e1bado \u00e0 noite, a cidade de Faro, a capital de distrito e sede da Igreja algarvia, acolheu uma das maiores manifesta\u00e7\u00f5es de f\u00e9 de que h\u00e1 mem\u00f3ria na regi\u00e3o. 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