{"id":27450,"date":"2007-10-09T17:20:46","date_gmt":"2007-10-09T17:20:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/10\/09\/renovacao-da-arquitectura-religiosa-sob-o-signo-de-fatima\/"},"modified":"2007-10-09T17:20:46","modified_gmt":"2007-10-09T17:20:46","slug":"renovacao-da-arquitectura-religiosa-sob-o-signo-de-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/renovacao-da-arquitectura-religiosa-sob-o-signo-de-fatima\/","title":{"rendered":"Renova\u00e7\u00e3o da arquitectura religiosa sob o signo de F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>De F\u00e1tima a F\u00e1tima: o percurso da renova\u00e7\u00e3o da arquitectura religiosa em Portugal ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas decorreu sob o signo do maior acontecimento religioso do s\u00e9culo XX no nosso pa\u00eds.  De facto, a obra do arquitecto greco-ortodoxo Alexandros N. Tombazis atinge uma notoriedade que s\u00f3 F\u00e1tima lhe poderia dar e coroa um ciclo de edifica\u00e7\u00f5es da Igreja Cat\u00f3lica que ficam para a hist\u00f3ria da arquitectura em Portugal, na linha do que tem sido tradi\u00e7\u00e3o ao longo dos s\u00e9culos.  A novidade das igrejas contempor\u00e2neas, que choca muitas vezes com defini\u00e7\u00f5es preconcebidas do que seja uma constru\u00e7\u00e3o religiosa, explica-se pelas tend\u00eancias da pr\u00f3pria arquitectura dos nossos dias, em particular pela utiliza\u00e7\u00e3o de novos materiais como o bet\u00e3o ou o vidro, com primazia para o aspecto funcional.  A acentua\u00e7\u00e3o do car\u00e1cter de servi\u00e7o comunit\u00e1rio da comunidade crist\u00e3, a valoriza\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, a preponder\u00e2ncia da reuni\u00e3o da assembleia, tudo isto leva ao ensaio de novos esquemas e conceitos na constru\u00e7\u00e3o religiosa.  A utiliza\u00e7\u00e3o de materiais tradicionalmente considerados como menos nobres (o bet\u00e3o, o vidro) e o primado da funcionalidade nas edifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o apenas a face vis\u00edvel de um fen\u00f3meno de renova\u00e7\u00e3o que em Portugal deu os primeiros passos com o trabalho de Pardal Monteiro e a sua Igreja de Nossa Senhora de F\u00e1tima, em Lisboa, edificada entre 1934 e 1938: primeira a desafiar os c\u00f3digos tradicionais revivalistas, baseando-se nos projectos franceses do g\u00e9nero, (onde se destaca a igreja de Notre Dame du Raincy, do Arq. Auguste Perret, 1922, utilizando o bet\u00e3o armado e simplificando as formas). Esta igreja conseguiu atrair os mais destacados nomes dos artistas pl\u00e1sticos modernistas, como Almada Negreiros e Francisco Franco.  Obras como esta ou a sua hom\u00f3nima, no Porto (1935, a cargo do grupo A.R.S. \u2013 Cunha Le\u00e3o, Fortunato Cabral e Morais Soares) e os seus opostos revivalistas e regionalmente estilizados de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, Santo Condest\u00e1vel e S\u00e3o Jo\u00e3o de Brito, em Lisboa, lan\u00e7aram uma viva discuss\u00e3o e originam as tomadas de posi\u00e7\u00e3o muito antag\u00f3nicas, entre o conservadorismo e o desejo de renova\u00e7\u00e3o.   As primeiras obras de refer\u00eancia destes tempos s\u00e3o a Igreja de Santo Ant\u00f3nio, (Arq. Jo\u00e3o de Almeida e Ant\u00f3nio Freitas Leal, Moscavide, 1953), onde \u00e9 vis\u00edvel uma austera simplicidade como primeiro ensaio de funcionalismo lit\u00fargico e das linhas modernas da arquitectura; a Igreja paroquial de \u00c1guas, (Arq. Nuno Teot\u00f3nio Pereira, Diocese da Guarda, 1950-57), marco da moderniza\u00e7\u00e3o da arquitectura religiosa pela op\u00e7\u00e3o declarada de \u201caproxima\u00e7\u00e3o ao contexto e \u00e0s formas vern\u00e1culas\u201d e a Capela do Picote, junto \u00e0 barragem hidroel\u00e9ctrica com o mesmo nome, (Arq. Manuel Nunes de Almeida, Tr\u00e1s-os-Montes, 1958).  Aquilo que se pretendia de um edif\u00edcio religioso, por esta altura, \u00e9 que respondesse \u00e0s necessidades do culto, organizando o espa\u00e7o em torno do altar. Este espa\u00e7o era comunit\u00e1rio e traduzia, de modo pl\u00e1stico, a Assembleia dos fi\u00e9is, reunida para celebrar. A linguagem passou, ent\u00e3o, da ideia de \u201cigreja-templo\u201d para a de \u201ccentro paroquial\u201d, enquanto conjunto de espa\u00e7os em redor da igreja, entendida como \u201cdomus ecclesiae\u201d (casa da igreja).  Desenvolvidos e experimentados, estes princ\u00edpios tiveram uma materializa\u00e7\u00e3o exemplar na Igreja do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, em Lisboa, nos anos 60. Nessa mesma d\u00e9cada, a igreja de S. Mamede de Negrelos, em Santo Tirso (arq. Luiz Cunha, em colabora\u00e7\u00e3o com Ferreira Pinto, 1966), foi considerada na \u00e9poca um verdadeiro \u201cponto de viragem\u201d, pelo modo como s\u00e3o manipulados os processos construtivos da tradi\u00e7\u00e3o, com uma express\u00e3o contempor\u00e2nea de total coer\u00eancia formal.  No Centro de Caridade do Perp\u00e9tuo Socorro (1966-1970), no de Nevogilde (1966-1967) e na igreja paroquial do Carvalhido (1967-1976), projectos situados todos no Porto, Luiz Cunha aplicava o princ\u00edpio, ent\u00e3o corrente, de estabelecer uma clara distin\u00e7\u00e3o entre o espa\u00e7o religioso \u2013 a igreja \u2013 e o espa\u00e7o profano \u2013 o centro paroquial. Esta conven\u00e7\u00e3o iria ser ultrapassada na Igreja de Santa Joana Princesa, em Aveiro (1971-1976): o espa\u00e7o da igreja passava a ser multifuncional. A diversidade de abordagens pessoais iria dominar esta \u00e9poca. Nos finais do s\u00e9culo XX veio a afirmar-se uma procura de limpidez formal e espacial, de abstrac\u00e7\u00e3o e essencialidade geom\u00e9trica,  seja em obras de pequena escala por todo o pa\u00eds &#8211; capela funer\u00e1ria do cemit\u00e9rio de Freamunde, em Pa\u00e7os de Ferreira (arq. P. Aroso, J. P. Guimar\u00e3es, 1981-1986), pequena igreja em Albergaria dos Fusos, Cuba (arq. V\u00edtor Figueiredo, J. Pinto, 1991) &#8211; , seja com maior desenvolvimento program\u00e1tico &#8211; no Convento e Centro Cultural Dominicano, em Lisboa (arq. P. Provid\u00eancia, F. Gon\u00e7alves, N. Machado, 1989-) e no complexo paroquial de Marco de Canaveses, de \u00c1lvaro Siza Vieira (com Rolando Torgo, 1990-1995).  No caso de F\u00e1tima, as exig\u00eancias contempor\u00e2neas de singeleza, limpidez e funcionalidade da igreja parecem ter sido asseguradas, dado que \u00e9 preciso que o edif\u00edcio apare\u00e7a como um elemento capaz de unir num mundo fragment\u00e1rio, suprimindo o sup\u00e9rfluo e fazendo do interior a refer\u00eancia principal.  <b>Espa\u00e7os de uma igreja<\/b> A igreja, que se constr\u00f3i para congregar e acolher a assembleia que a\u00ed se re\u00fane para celebrar a Eucaristia, orar em conjunto, receber os sacramentos e escutar a Palavra de Deus, um lugar de encontro de cada um consigo pr\u00f3prio e com os irm\u00e3os, e de todos com Deus. Sendo lugar de celebra\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e festiva, \u00e9 igualmente lugar de sil\u00eancio, recolhimento, medita\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o.  Desde o in\u00edcio do Cristianismo que, em diversos per\u00edodos e ambientes geogr\u00e1ficos e culturais, se tentaram encontrar solu\u00e7\u00f5es adequadas para traduzir arquitectonicamente a ideia de Igreja. A passagem da dimens\u00e3o familiar e dom\u00e9stica \u00e0 multid\u00e3o de fi\u00e9is, faz crescer a aula.  O seu car\u00e1cter sempre justificou o natural desejo de que, pela especial dignidade e beleza, se distinga dos edif\u00edcios comuns, assumindo uma carga simb\u00f3lica que n\u00e3o pode dispensar a participa\u00e7\u00e3o das artes, desde a arquitectura at\u00e9 \u00e0s chamadas artes decorativas (ourivesaria, cer\u00e2mica, marcenaria, t\u00eaxteis, etc.), passando pelas artes visuais da pintura e da escultura e pela pr\u00f3pria m\u00fasica. As diferentes \u00e9pocas e culturas foram determinando a express\u00e3o, o estilo, as formas e at\u00e9 mesmo a codifica\u00e7\u00e3o de regras ou normas a respeitar. \u00c9 assim que, em grande parte, a hist\u00f3ria da arte e a hist\u00f3ria da Igreja foram caminhando a par e interagindo. A reforma do II Conc\u00edlio do Vaticano (1962-1965) confirmou uma nova atitude, com a qual se produzem espa\u00e7os e objectos com beleza e esp\u00edrito religioso, iluminados por novos c\u00e2nones art\u00edsticos. <i>A aula<\/i> A aula ou sala da assembleia corresponde aos ritos e \u00e0 perspectiva de Igreja, articulada em minist\u00e9rios, exigente de uma participa\u00e7\u00e3o activa dos fi\u00e9is. Desde a planta basilical insistia-se na orienta\u00e7\u00e3o longitudinal, com separa\u00e7\u00e3o do altar pela cota dos pavimentos.  Hoje cada membro do Povo de Deus tem valor reconhecido na celebra\u00e7\u00e3o, real\u00e7ando a visibilidade e proximidade do centro, que \u00e9 Cristo, representado pelo altar, pela palavra e pela sede do presidente da celebra\u00e7\u00e3o. <i>Presbit\u00e9rio, nave<\/i> H\u00e1 dois elementos fundamentais no espa\u00e7o:  &#8211; O presbit\u00e9rio, onde se situa o altar, o amb\u00e3o e a sede. Este \u00e9 o lugar dos presb\u00edteros e de todos os ministros lit\u00fargicos, estando muitas vezes num plano superior relativamente \u00e0 nave.  &#8211; A nave (que pode dividir-se em nave central e laterais, quando separadas por colunas), onde se re\u00fanem os fi\u00e9is. Esta parte tem v\u00e1rias formas, que nas igrejas novas s\u00e3o o seu tra\u00e7o identificador: rectangular, quadrangular ou em semic\u00edrculo.  A nave tem bancos ou cadeiras para os fi\u00e9is. <i>Sacr\u00e1rio<\/i> Nos primeiros tempos da Igreja, o p\u00e3o consagrado para as pessoas doentes guardava-se numa caixa fechada, na sacristia. Depois, cada igreja passou a ter uma capela do Sant\u00edssimo Sacramento, na qual se guardava a h\u00f3stia consagrada num cofre, que se chama sacr\u00e1rio. O sacr\u00e1rio encontrar-se, muitas vezes, no presbit\u00e9rio, mas h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es para que as novas igrejas encontrem um lugar pr\u00f3prio para a Capela do Sant\u00edssimo, que serve ainda apara espa\u00e7os pessoais de ora\u00e7\u00e3o e de sil\u00eancio. <I>Amb\u00e3o<\/i> O amb\u00e3o \u00e9 o lugar elevado onde se proclama a Palavra de Deus com solenidade. A eleva\u00e7\u00e3o que lhe corresponde facilita a transmiss\u00e3o da Palavra e a visibilidade do leitor: a\u00ed se anuncia a salva\u00e7\u00e3o e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo.  Este lugar esteve desvalorizado durante largo per\u00edodo, retomando esplendor ap\u00f3s a reforma conciliar do s\u00e9culo XX.  Unido ao amb\u00e3o est\u00e1 o candelabro ou c\u00edrio pascal. <i>Altar<\/i> O altar crist\u00e3o tem origem n\u00e3o nos altares dos sacrif\u00edcios das antigas religi\u00f5es, mas na mesa da \u00daltima Ceia de Cristo.  Na reforma conciliar, o altar \u00e9 sinal de Cristo, mais do que objecto meramente \u00fatil. \u00c9 mesa \u00e0 volta da qual Cristo quis comer a P\u00e1scoa. Ocupa portanto lugar focal, convergente, irradiante. Deve ser rodeado de espa\u00e7o livre para criar a fam\u00edlia, comunh\u00e3o, intimidade.  <i>Cadeira presidencial<\/i> Esta \u00e9 a cadeira (sede) onde se senta o presidente da celebra\u00e7\u00e3o. Ela deve distinguir-se de todas as outras que existem na igreja, com uma localiza\u00e7\u00e3o de relevo. Dos focos do amb\u00e3o e do altar decorre a sede, como terceiro elemento determinante do presbit\u00e9rio, embora actualmente sem balaustradas de divis\u00e3o entre este lugar e a nave. \u00c9 o acto de celebrar que deve envolver todos os lugares e facilitar os movimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De F\u00e1tima a F\u00e1tima: o percurso da renova\u00e7\u00e3o da arquitectura religiosa em Portugal ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas decorreu sob o signo do maior acontecimento religioso do s\u00e9culo XX no nosso pa\u00eds. De facto, a obra do arquitecto greco-ortodoxo Alexandros N. Tombazis atinge uma notoriedade que s\u00f3 F\u00e1tima lhe poderia dar e coroa um ciclo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[102,168,170,187,206,207,221,275,294,300],"class_list":["post-27450","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-agua","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-aveiro","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-fatima","tag-historia-da-igreja","tag-pascoa","tag-sacramentos","tag-santo-condestavel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27450\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}