{"id":27387,"date":"2007-10-08T11:32:11","date_gmt":"2007-10-08T11:32:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/10\/08\/apelos-contra-a-pobreza-na-abertura-do-ano-pastoral-na-diocese-de-aveiro\/"},"modified":"2007-10-08T11:32:11","modified_gmt":"2007-10-08T11:32:11","slug":"apelos-contra-a-pobreza-na-abertura-do-ano-pastoral-na-diocese-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/apelos-contra-a-pobreza-na-abertura-do-ano-pastoral-na-diocese-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Apelos contra a pobreza na abertura do Ano Pastoral na Diocese de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Decorreu na passada Sexta-feira, 5 de Outubro, no Semin\u00e1rio de Santa Joana Princesa, a abertura do ano pastoral, sob a presid\u00eancia do Bispo de Aveiro, D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, e com a participa\u00e7\u00e3o de centenas de respons\u00e1veis pelos diversos servi\u00e7os diocesanos e paroquiais. O tema de fundo, \u201cO servi\u00e7o aos mais pobres \u00e9 sinal vis\u00edvel e expressivo da verdadeira Igreja de Jesus Cristo\u201d, foi reflectido numa perspectiva de desafio e meta para o ano pastoral de 2007\/2008 e para al\u00e9m dele. A abrir, D. Ant\u00f3nio, citando S. Paulo, referiu: \u201cporque a caridade n\u00e3o acaba nunca, o mundo pode acreditar na Igreja, onde h\u00e1 lugar para todos.\u201d Reconhecendo a import\u00e2ncia da Eucaristia na vida e ac\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s, lembrou que \u201ca caridade \u00e9 uma s\u00e1bia e santa forma de evangelizar\u201d, num mundo carente de ap\u00f3stolos do amor. O Bispo de Aveiro ainda sublinhou que as visitas pastorais a iniciar no pr\u00f3ximo m\u00eas de Janeiro, nos arciprestados de Estarreja e Murtosa, ter\u00e3o como t\u00f3nica, de sua parte, a preocupa\u00e7\u00e3o de estar com todos, tendo como horizonte a constru\u00e7\u00e3o de uma Igreja renovada, sendo garantido que a Igreja se renova \u201cquando os jovens forem Igreja\u201d. O Padre Lino Maia, p\u00e1roco de Aldoar, Porto, e presidente da CNIS (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade Social), foi o conferencista convidado para ajudar os cat\u00f3licos da Diocese de Aveiro a descobrirem o que dizem os pobres \u00e0 Igreja, tendo em vista a promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e o servi\u00e7o da caridade. Depois de frisar que a caridade (amor) \u00e9 a fundamental caracter\u00edstica dos disc\u00edpulos de Jesus Cristo, desde os prim\u00f3rdios da Igreja &#8211; &#8220;vede como eles se amam&#8221;-, disse que \u201cos pobres s\u00e3o a riqueza da Igreja, porque nos permitem viver com mais intensidade o mandamento novo\u201d. Enfatizou a import\u00e2ncia da Eucaristia, da evangeliza\u00e7\u00e3o e da catequese, mas logo adiantou que \u201csem caridade n\u00e3o h\u00e1 Igreja\u201d. O presidente da CNIS falou da partilha, como fundamental para o ser crist\u00e3o, mas acrescentou que hoje, mais do que nunca, \u00e9 essencial promover as pessoas. Urge, tamb\u00e9m, lev\u00e1-las a descobrirem as suas pr\u00f3prias capacidades. Defendeu, entretanto, a necessidade de vivermos a caridade e a solidariedade muito para al\u00e9m dos cataclismos que costumam mobilizar as pessoas, e adiantou a prem\u00eancia de haver ac\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias coordenadas neste \u00e2mbito. O Padre Lino Maia aconselhou os presentes a cultivarem o princ\u00edpio de procurarem os pobres, n\u00e3o estando \u00e0 espera que eles apare\u00e7am, e referiu a riqueza de contribuirmos para que o sorriso anime o rosto dos que sofrem. Como causas primeiras da pobreza em Portugal, o presidente da CNIS apontou a desestrutura\u00e7\u00e3o familiar, o desemprego e o abandono. Garantiu que a mobilidade profissional, os hor\u00e1rios de trabalho, o hedonismo e o ego\u00edsmo est\u00e3o na base de fam\u00edlias desfeitas, e admitiu que os desempregados s\u00e3o, muitas vezes, uns abandonados. Sem ocupa\u00e7\u00e3o, podem cair em v\u00edcios. \u00c9 importante, por isso, ajud\u00e1-los a descobrir trabalho, encaminh\u00e1-los para as institui\u00e7\u00f5es vocacionadas para estas situa\u00e7\u00f5es e propor-lhes a participa\u00e7\u00e3o em iniciativas de forma\u00e7\u00e3o, com vista a novo emprego. Apreciando o Plano de Pastoral, com muitas propostas de reflex\u00e3o e de interven\u00e7\u00e3o na Igreja e na sociedade, \u00e9 bom verificar pressupostos positivos animadores. Portugal, apesar de estar na cauda da Europa, \u201cfaz parte do chamado mundo desenvolvido, onde os padr\u00f5es de vida s\u00e3o, na generalidade, bastante aceit\u00e1veis. A base da estabilidade social deve-se, em grande medida, ao acesso ao emprego, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 estabilidade da fam\u00edlia\u201d. Do Distrito de Aveiro, onde se integra a Diocese aveirense, diz-se que \u00e9 dos que t\u00eam uma taxa de desemprego mais baixa. Sob o ponto de vista civil, h\u00e1 \u201calgumas redes sociais criadas e a funcionar, nomeadamente ao n\u00edvel das freguesias e dos munic\u00edpios\u201d. \u201cOs meios de forma\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis\u201d, registando-se, por parte da Igreja, da diocese, das par\u00f3quias e de institutos religiosos, boas apostas nestes sectores. Importa, portanto, sublinha o Plano, revitalizar a dimens\u00e3o social e caritativa; consolidar o esp\u00edrito de partilha, focalizando sempre a pessoa; desenvolver a consci\u00eancia de que a presen\u00e7a da Igreja, no \u00e2mbito social, \u00e9 sinal do Reino de Deus; valorizar os projectos e iniciativas j\u00e1 existentes; reflectir sobre o que falta fazer; promover a comunh\u00e3o e entreajuda entre os diversos agentes; e dar visibilidade \u00e0 ac\u00e7\u00e3o social da Igreja Aveirense.  <i>Fernando Martins  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decorreu na passada Sexta-feira, 5 de Outubro, no Semin\u00e1rio de Santa Joana Princesa, a abertura do ano pastoral, sob a presid\u00eancia do Bispo de Aveiro, D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, e com a participa\u00e7\u00e3o de centenas de respons\u00e1veis pelos diversos servi\u00e7os diocesanos e paroquiais. 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