{"id":273780,"date":"2023-03-06T15:30:42","date_gmt":"2023-03-06T15:30:42","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=273780"},"modified":"2023-03-06T15:30:42","modified_gmt":"2023-03-06T15:30:42","slug":"a-cruz-escondida-223","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-223\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Funda\u00e7\u00e3o AIS promove Campanha SOS para os Crist\u00e3os da Nig\u00e9ria<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-273781\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACN-20230130-139615-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Verdadeiros her\u00f3is<\/h4>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o AIS est\u00e1 a promover em Portugal durante a Quaresma uma grande campanha de apoio \u00e0 Igreja na Nig\u00e9ria, pa\u00eds africano onde os Crist\u00e3os s\u00e3o alvo constante de ataques e de persegui\u00e7\u00e3o. Sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica para esta realidade, que \u00e9 quase desconhecida e ajudar a comunidade crist\u00e3 \u00e9 o grande objectivo desta iniciativa.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o imaginava que iria ver o sofrimento humano desta maneira. Aldeias queimadas, pessoas a serem mortas em suas casas, algumas que n\u00e3o conseguiram sequer enterrar os seus mortos, porque foram alvejadas no mato como se fossem animais selvagens.\u201d A frase, que \u00e9 um lamento, \u00e9 do Pe. Remigius Ihyula. Ele est\u00e1 em Makurdi, na Nig\u00e9ria. S\u00f3 nesta diocese h\u00e1 dois milh\u00f5es de deslocados internos. Todos eles fugiram da viol\u00eancia do Boko Haram, o tem\u00edvel grupo terrorista que quer fazer do norte do pa\u00eds um califado e que colocou os Crist\u00e3os na mira das suas armas. O seu testemunho faz parte da campanha \u201cSOS Crist\u00e3os da Nig\u00e9ria\u201d, que a Funda\u00e7\u00e3o AIS lan\u00e7ou, a n\u00edvel global, nesta Quaresma. Com cerca de 206 milh\u00f5es de habitantes, a Nig\u00e9ria \u00e9 o pa\u00eds mais populoso de \u00c1frica e tamb\u00e9m a maior economia. Mas \u00e9, igualmente, um dos pa\u00edses onde os Crist\u00e3os mais s\u00e3o perseguidos e onde, muitas vezes, vivem na maior pobreza. No ano de 2022 foram raptados 28 sacerdotes. E quatro foram assassinados. \u201cSer padre, na Nig\u00e9ria, envolve o risco de ser raptado\u201d, explica Andrew Danjuma. Este sacerdote est\u00e1 na Diocese de Jos, uma das mais atingidas pelo flagelo dos raptos. Todo o cuidado \u00e9 pouco. \u201cUm homem de motocicleta olhou para mim com desconfian\u00e7a. Eu estava, claro, de batina, e fiquei logo alarmado\u201d, conta Pe. Andrew \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 o rapto de jovens, especialmente raparigas. \u201c\u00c9 preciso que o mundo conhe\u00e7a estas hist\u00f3rias, \u00e9 preciso que o mundo saiba que na Nig\u00e9ria os Crist\u00e3os s\u00e3o perseguidos de forma brutal por grupos jihadistas, mas tamb\u00e9m pelas pr\u00f3prias autoridades, pelo Governo, que os discrimina\u201d, diz a directora da Funda\u00e7\u00e3o AIS em Portugal. \u201cOs Crist\u00e3os da Nig\u00e9ria s\u00e3o verdadeiros her\u00f3is que arriscam a vida pela sua f\u00e9 e s\u00e3o, por isso, para todos n\u00f3s, um enorme exemplo de coragem, de abnega\u00e7\u00e3o. Temos o dever de os ajudar\u201d, acrescenta Catarina Martins de Bettencourt.<\/p>\n<h4>Apoio aos deslocados<\/h4>\n<p>A inseguran\u00e7a na Nig\u00e9ria tem crescido de ano para ano, levando a Funda\u00e7\u00e3o AIS a aumentar tamb\u00e9m o n\u00famero de projectos neste pa\u00eds. E muitos est\u00e3o ligados, por exemplo, ao apoio a dioceses que lidam com os deslocados. S\u00f3 na diocese de Makurdi, onde est\u00e1 o padre Remigius Ihyula, h\u00e1 sete campos para deslocados internos, pessoas que tiveram de abandonar as suas casas e que, agora, dependem da ajuda da Igreja para sobreviverem no dia-a-dia. \u201cEstas pessoas \u2013 diz Catarina Bettencourt \u2013 tinham as suas vidas, as suas coisas, as suas casas e ficaram sem nada. Por causa da viol\u00eancia dos terroristas, dos grupos armados, agora s\u00e3o como mendigos. Muitos nem t\u00eam uma esteira para dormir\u201d, diz ainda a respons\u00e1vel do secretariado, referindo uma das hist\u00f3rias que ilustram a campanha \u201cSOS Crist\u00e3os da Nig\u00e9ria\u201d que a funda\u00e7\u00e3o est\u00e1 a promover nesta Quaresma. S\u00e3o hist\u00f3rias reais de pessoas que, de alguma forma, simbolizam a Igreja m\u00e1rtir e corajosa em \u00c1frica. A maioria dos projectos da AIS est\u00e1 relacionada com a forma\u00e7\u00e3o de padres e irm\u00e3s, mas tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o ou renova\u00e7\u00e3o de igrejas, assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas da viol\u00eancia, apoio a iniciativas de ora\u00e7\u00e3o pela paz e, n\u00e3o menos importante, a aposta no di\u00e1logo inter-religioso. Apesar de a Nig\u00e9ria ser um pa\u00eds com uma economia forte, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar comunidades crist\u00e3s muito pobres. Tamb\u00e9m a\u00ed, na sobreviv\u00eancia do clero, est\u00e1 um desafio a que somos chamados a responder. O Pe. Thaddeus Ekene \u00e9 um desses sacerdotes. Ele est\u00e1 na Diocese de Abuja, numa zona muito humilde. \u201cAs condi\u00e7\u00f5es de vida aqui s\u00e3o muito, muito pobres\u201d, explica. \u201cAs pessoas nem sequer t\u00eam \u00e1gua, luz ou cuidados de sa\u00fade. H\u00e1 problemas de seguran\u00e7a\u201d, diz ainda. No entanto, apesar de tudo isso \u00e9 a\u00ed que se sente em casa. \u00c9 para todos eles, padres, irm\u00e3s, seminaristas e leigos que arriscam todos os dias a vida por serem crist\u00e3os que foi lan\u00e7ada esta iniciativa. \u201cA Campanha da Funda\u00e7\u00e3o AIS \u2013 \u00a0sintetiza Catarina Bettencourt \u2013 procura ser uma chamada de aten\u00e7\u00e3o para a exist\u00eancia, na Nig\u00e9ria, de uma comunidade crist\u00e3 que sofre, que \u00e9 perseguida. \u00c9 uma Igreja de m\u00e1rtires que resiste e que conta connosco. N\u00e3o os podemos abandonar. Os Crist\u00e3os da Nig\u00e9ria precisam muito de n\u00f3s, das nossas ora\u00e7\u00f5es, da nossa solidariedade. Nesta Quaresma, lembremo-nos deles, rezemos por eles, ajudemo-los\u201d, pede a directora da Funda\u00e7\u00e3o AIS.<\/p>\n<p>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Funda\u00e7\u00e3o AIS promove Campanha SOS para os Crist\u00e3os da Nig\u00e9ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-273780","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/273780","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=273780"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/273780\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=273780"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=273780"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=273780"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}