{"id":27361,"date":"2007-10-04T11:19:23","date_gmt":"2007-10-04T11:19:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/10\/04\/misericordia-de-faro-reduz-refeicoes-sociais-e-aponta-o-dedo-a-seguranca-social\/"},"modified":"2007-10-04T11:19:23","modified_gmt":"2007-10-04T11:19:23","slug":"misericordia-de-faro-reduz-refeicoes-sociais-e-aponta-o-dedo-a-seguranca-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/misericordia-de-faro-reduz-refeicoes-sociais-e-aponta-o-dedo-a-seguranca-social\/","title":{"rendered":"Miseric\u00f3rdia de Faro reduz refei\u00e7\u00f5es sociais e aponta o dedo \u00e0 Seguran\u00e7a Social"},"content":{"rendered":"<p>A Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Faro veio apontar dedo aos organismos p\u00fablicos algarvios, particularmente \u00e0 Seguran\u00e7a Social, garantindo que ir\u00e1 ser for\u00e7ada a \u201creduzir significativamente\u201d o n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es sociais asseguradas \u00e0s pessoas mais necessitadas. Em causa estar\u00e1 a alegada redu\u00e7\u00e3o ou cessa\u00e7\u00e3o dos apoios concedidos ao Refeit\u00f3rio Social daquela institui\u00e7\u00e3o, uma val\u00eancia implantada em Janeiro de 1985 no seu edif\u00edcio sede que disponibiliza em complementaridade balne\u00e1rios e vestu\u00e1rio aos necessitados, com o objectivo de \u201cservir o pr\u00f3ximo\u201d, dando expressividade da uma das 14 Obras de Miseric\u00f3rdia: \u201cdar de comer a quem tem fome\u201d. O provedor da Miseric\u00f3rdia de Faro garante \u201cnos primeiros anos houve organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, nomeadamente a Seguran\u00e7a Social, o Governo Civil de Faro, a autarquia, e mais recentemente, a par\u00f3quia de S\u00e3o Pedro de Faro, que contribu\u00edram, em parceria, com a Santa Casa no custeamento das despesas\u201d. No entanto, Jos\u00e9 Candeias Neto, lamenta agora que, \u201capesar dos indicadores estat\u00edsticos expressarem que um em cada cinco portugueses vive em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, j\u00e1 n\u00e3o incluindo nessa estat\u00edstica, os cidad\u00e3os estrangeiros (passantes e residentes) cujo n\u00famero tem vindo a aumentar significativamente, estas entidades reduziram ou cessaram a sua comparticipa\u00e7\u00e3o como \u00e9 o caso da Seguran\u00e7a Social\u201d. \u201c\u00c9 certo que a pobreza e a exclus\u00e3o social, provenientes de casos estruturais n\u00e3o se resolvem com gestos de generosidade espor\u00e1dicos ou com sobras, mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que se podem atenuar com gestos em prol dos cidad\u00e3os desafortunados da nossa sociedade\u201d, refere aquele respons\u00e1vel. Candeias Neto, que \u00e9 simultaneamente o representante da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias no Algarve, lembra que \u201ca Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Faro vive de quotiza\u00e7\u00f5es de associados, de donativos, do voluntariado, do seu patrim\u00f3nio e dos contratos celebrados com o Estado e utentes\u201d e que \u201csem apoios de outras organiza\u00e7\u00f5es, quer p\u00fablicas, quer privadas, n\u00e3o pode continuar a sua ac\u00e7\u00e3o de bem-fazer\u201d, estando em causa a sua sustentabilidade. O provedor assegura ainda que \u201cas obras que a institui\u00e7\u00e3o leva a efeito na Unidade de Cuidados Continuados, no patrim\u00f3nio imobili\u00e1rio degradado, no apoio a fam\u00edlias carenciadas e a manuten\u00e7\u00e3o do quadro de pessoal, o qual ultrapassa os 250 trabalhadores (incluindo aven\u00e7ados), exige uma gest\u00e3o muito rigorosa e equilibrada no planeamento institucional\u201d. A institui\u00e7\u00e3o refere ainda que, \u201catendendo \u00e0s exig\u00eancias do Estado, no que concerne \u00e0 higiene e \u00e0 seguran\u00e7a alimentar\u201d, contratou uma empresa do ramo alimentar para o fornecimento da alimenta\u00e7\u00e3o a cada utente, a mesma que \u00e9 fornecida aos trabalhadores da Miseric\u00f3rdia. Segundo a Miseric\u00f3rdia de Faro, durante este ano de 2007, a institui\u00e7\u00e3o forneceu j\u00e1 5170 refei\u00e7\u00f5es. Segundo a provedoria, apenas o Governo Civil de Faro, a C\u00e2mara de Faro e a par\u00f3quia de S\u00e3o Pedro de Faro, continuam a apoiar o fornecimento de algumas refei\u00e7\u00f5es, sendo a maioria custeadas pela Santa Casa. De acordo com os n\u00fameros fornecidos pela Miseric\u00f3rdia de Faro, mesmo entre as entidades apoiantes, existem mesmo alguma disparidade no apoio por parte dos organismos oficiais. Por exemplo, em determinados meses, o n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es apoiadas pela C\u00e2mara de Faro \u00e9 inferior ao da par\u00f3quia de S\u00e3o Pedro de Faro.  Confrontado pela FOLHA DO DOMINGO com esta situa\u00e7\u00e3o, o Instituto Distrital de Solidariedade e Seguran\u00e7a Social do Algarve (IDSSA), atrav\u00e9s da sua directora de unidade, confirmou que at\u00e9 2001\/2002 a Seguran\u00e7a Social tinha o mesmo procedimento que os restantes organismos no pagamento das senhas de alimenta\u00e7\u00e3o. Ana Linhares, refere, no entanto, que \u201cfoi feita uma proposta \u00e0 mesa da Miseric\u00f3rdia de Faro, no sentido de transformar aquele espa\u00e7o numa resposta social tutelada por n\u00f3s, designado Refeit\u00f3rio Social, e cujo sistema de financiamento seria uma comparticipa\u00e7\u00e3o mensal em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es ou de utentes beneficiados\u201d. O projecto chegou mesmo a estar inscrito em Or\u00e7amento de Programa da Ac\u00e7\u00e3o Social para celebra\u00e7\u00e3o do acordo em 2001, 2002 e 2003 mas \u201csempre caiu\u201d, porque \u201ca Miseric\u00f3rdia tinha um projecto de candidatura a um programa de investimento para constru\u00e7\u00e3o de um refeit\u00f3rio social, de um balne\u00e1rio p\u00fablico e de um banco de distribui\u00e7\u00e3o de roupa que, por motivos alheios \u00e0 pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foi avante\u201d, refere. Aquela respons\u00e1vel confirma ent\u00e3o que \u201co servi\u00e7o de fornecimento de refei\u00e7\u00f5es da Santa Casa n\u00e3o \u00e9 uma val\u00eancia que tenha acordo firmado\u201d com o IDSSA e \u201cpor isso a Seguran\u00e7a Social n\u00e3o poder\u00e1 comparticipar\u201d.  Ana Linhares garante que \u201cn\u00e3o h\u00e1 acordo porque, face \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o e aos normativos em vigor, existem v\u00e1rias exig\u00eancias, ao n\u00edvel de instala\u00e7\u00f5es e funcionamento, que neste momento a Santa Casa n\u00e3o consegue reunir porque est\u00e3o a desenvolver a actividade num edif\u00edcio centen\u00e1rio\u201d. \u201cSe fossem feitas obras de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o em vigor a Seguran\u00e7a Social colaboraria nesse sentido\u201d, acrescenta ainda, assegurando que \u201ca Seguran\u00e7a Social est\u00e1 na disponibilidade, como sempre o fez relativamente \u00e0 Miseric\u00f3rdia e a todas as outras institui\u00e7\u00f5es, a estudar alternativas e solu\u00e7\u00f5es para estas situa\u00e7\u00f5es\u201d. <i>Samuel Mendon\u00e7a <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Faro veio apontar dedo aos organismos p\u00fablicos algarvios, particularmente \u00e0 Seguran\u00e7a Social, garantindo que ir\u00e1 ser for\u00e7ada a \u201creduzir significativamente\u201d o n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es sociais asseguradas \u00e0s pessoas mais necessitadas. 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