{"id":2735,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-futuro-de-deus\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-futuro-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-futuro-de-deus\/","title":{"rendered":"O &#8220;futuro&#8221; de Deus"},"content":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia de D. Jos\u00e9 Policarpo no Congresso &#8220;O Presente do Homem \u2013 O Futuro de Deus, O lugar dos Santu\u00e1rios na rela\u00e7\u00e3o com o Sagrado&#8221; <!--more--> \u00abO \u201cfuturo\u201d de Deus\u00bb  Confer\u00eancia no Congresso \u201cO Presente do Homem \u2013 O Futuro de Deus, O lugar dos Santu\u00e1rios na rela\u00e7\u00e3o com o Sagrado\u201d Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, 11 de Outubro de 2003     \t1. O tema que me foi proposto \u00e9, pelo menos, provocante. \u00c0 partida poder\u00edamos reduzir o seu tratamento \u00e0 simples afirma\u00e7\u00e3o de que Deus n\u00e3o tem futuro. Devido \u00e0 Sua plenitude, Deus \u00e9 o \u00fanico ser que n\u00e3o tem a Sua felicidade pendente de um futuro, que encerra sempre um desejo, que \u00e9 projecto, um \u201cainda n\u00e3o\u201d que se espera seja um dia realidade plena e plenificante. Trata-se de saber se o conceito de futuro \u00e9 concili\u00e1vel com o de eternidade enquanto perfei\u00e7\u00e3o absoluta. \tAfirmar que \u201cDeus n\u00e3o tem futuro\u201d, n\u00e3o significa adoptar correntes filos\u00f3ficas ou teol\u00f3gicas chamadas da \u201cmorte de Deus\u201d. Em Teologia esta corrente significou, apenas, uma vis\u00e3o radical da \u201cquenose\u201d de Deus em Jesus Cristo: \u201cDeus morreu em Jesus Cristo\u201d. Esta corrente n\u00e3o percebeu a morte de Cristo como plenitude do amor vivida por um homem e a ressurrei\u00e7\u00e3o como plenitude da vida, onde a plenitude da vida divina se torna experi\u00eancia humana, porque a vida do homem encontrou-se com a plenitude de Deus. \tJ\u00e1 as teorias da \u201cmorte de Deus\u201d nas filosofias positivistas s\u00e3o a nega\u00e7\u00e3o da transcend\u00eancia de Deus e a redu\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de Deus a uma cria\u00e7\u00e3o da subjectividade humana. Deus s\u00f3 existe porque o homem, na sua busca de absoluto, precisou de o \u201ccriar\u201d. Um dia, algu\u00e9m que discutia comigo sobre a exist\u00eancia de Deus, lan\u00e7ou-me este desafio: o que \u00e9 que resta de Deus no dia em que, por hip\u00f3tese, nenhum homem acredite n\u2019Ele? E eu respondi: esse dia seria o mais triste da hist\u00f3ria da humanidade, talvez o seu fim, porque teria perdido a not\u00edcia do seu sentido radical e da sua liga\u00e7\u00e3o \u00e0 fonte da vida. Percebi, nesse dia, que nenhuma iman\u00eancia, sem abertura \u00e0 transcend\u00eancia, pode ser caminho para encontrarmos resposta \u00e0s nossas interroga\u00e7\u00f5es sobre Deus. Que o futuro de Deus se joga no futuro do homem e que para este n\u00e3o h\u00e1 futuro sem Deus.  \t2. A ideia de \u201cfuturo\u201d conduz-nos \u00e0 no\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica de tempo. O tempo humano \u00e9 incompreens\u00edvel sem a hist\u00f3ria, concebida como aventura da humanidade em busca da sua realiza\u00e7\u00e3o. E o tempo \u00e9, apenas, a consci\u00eancia que mede este drama, nos seus avan\u00e7os e retrocessos, nas suas conquistas e nos seus recuos, no desvendar de caminhos para a realiza\u00e7\u00e3o da felicidade humana. A consci\u00eancia do sentido deste drama \u00e9 perfeita em Deus \u2013 por isso Ele se revela, indicando os caminhos da salva\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 imperfeita e progressiva no homem. O \u201ctempo humano\u201d recebe luz do \u201ctempo divino\u201d: \u00e9 por isso que \u00e9 poss\u00edvel e importante uma leitura prof\u00e9tica da hist\u00f3ria. \tO \u201ctempo humano\u201d \u00e9 marcado por uma dupla experi\u00eancia: a dura\u00e7\u00e3o e a densidade. A dura\u00e7\u00e3o refere-se \u00e0 rela\u00e7\u00e3o que h\u00e1 entre um princ\u00edpio e um fim, que se aplica, quer \u00e0 cria\u00e7\u00e3o \u2013 dimens\u00e3o c\u00f3smica da dura\u00e7\u00e3o \u2013 quer \u00e0 hist\u00f3ria humana e \u00e0 vida de cada pessoa. Define-a a orienta\u00e7\u00e3o da vida para um fim ainda n\u00e3o atingido, sup\u00f5e projecto e desejo, \u00e9 o lugar da esperan\u00e7a. A ela est\u00e1 inevitavelmente ligado o devir do homem e da hist\u00f3ria. \tA densidade tem a ver com a intensidade do presente vivido; \u00e9 como se a dura\u00e7\u00e3o se relativizasse e s\u00f3 contasse o presente, que se anuncia como definitivo; \u00e9 como se a vida valesse por esse momento que passa. Podemos sentir esta densidade do tempo em experi\u00eancias como o amor, o sofrimento, a ora\u00e7\u00e3o. Estas experi\u00eancias de densidade d\u00e3o sentido \u00e0 dura\u00e7\u00e3o humana, anunciando a rela\u00e7\u00e3o do tempo com a eternidade. \tAo longo dos s\u00e9culos a cultura levou o homem a medir o tempo sobretudo pela dura\u00e7\u00e3o, com o risco de o identificar com ela. A densidade \u00e9 dificilmente mensur\u00e1vel mesmo por aquele que a vive, sobretudo n\u00e3o se lhe aplica a medida da dura\u00e7\u00e3o. Sem excluir o devir, ela \u00e9 mais da ordem do perene e do definitivo. \u00c9 nesse sentido que Cristo diz que n\u2019Ele o tempo atingiu o fim, isto \u00e9, tocou a plenitude (cf. Mc. 1,15). \tO tempo, concebido como medida da dura\u00e7\u00e3o, proporciona-nos uma vis\u00e3o simples de futuro: \u00e9 o que ainda n\u00e3o aconteceu, o que est\u00e1 para vir. Esta ideia de futuro n\u00e3o se pode aplicar a Deus, pois ela \u00e9 pr\u00f3pria dos seres em devir. O tempo visto como densidade da experi\u00eancia humana, sugere-nos uma outra perspectiva de futuro: \u00e9 o anseio da plenitude de algo que j\u00e1 se est\u00e1 a viver intensamente no presente. \u00c9 o sentido da ora\u00e7\u00e3o do salmista: como o veado anseia pelas \u00e1guas, assim minha alma anseia por v\u00f3s Senhor (cf. Sl. 42-43). Este futuro existe, porque no homem toda a densidade do presente \u00e9 apenas o an\u00fancio de uma plenitude que se espera. O futuro assim concebido \u00e9 indeslig\u00e1vel da esperan\u00e7a. Mesmo na reden\u00e7\u00e3o, em Cristo, o Esp\u00edrito Santo que nos \u00e9 dado, proporciona-nos apenas viver as prim\u00edcias do Reino (cf. Rom. 8,23). Esta vis\u00e3o do futuro repugna menos \u00e0 plenitude de Deus, n\u00e3o porque Ele dependa de um futuro para experimentar a plenitude, mas porque no Seu des\u00edgnio insond\u00e1vel de cria\u00e7\u00e3o ligou a sua gl\u00f3ria \u00e0 participa\u00e7\u00e3o, pelo homem, da Sua plenitude de vida. \u00c9 o des\u00edgnio de Deus acerca do homem que abre para Deus um futuro que \u00e9, afinal, o futuro do homem.  O Homem \u00e9 o \u201cfuturo\u201d de Deus \t3. A cria\u00e7\u00e3o encerra um grande mist\u00e9rio. Porque \u00e9 que Deus criou? N\u00e3o precisava de o fazer; n\u00e3o procurou um acr\u00e9scimo de plenitude e de gl\u00f3ria. Deus, comunidade de Pessoas, que encontram na perfei\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de amor a plenitude do Ser, decidiu alargar essa comunh\u00e3o de amor a outras pessoas que criou \u00e0 Sua imagem, isto \u00e9, seres que s\u00f3 encontrar\u00e3o a sua plenitude na perfei\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de amor e que exprimir\u00e3o, nessa plenitude de amor, a pr\u00f3pria gl\u00f3ria de Deus. A cria\u00e7\u00e3o do homem \u00e9, na sua g\u00e9nese, o desejo de Deus participar a outros a Sua vida divina. A ela preside um des\u00edgnio eterno: elevar o homem \u00e0 plenitude da comunh\u00e3o divina. \tN\u00e3o h\u00e1 amor sem liberdade; ali\u00e1s esta encontra a sua verdade profunda na abertura ao amor. Criando o homem para o amor, Deus criou-o livre, para que o amor a que aspira fosse uma experi\u00eancia activa e n\u00e3o apenas passiva. Mas ao criar o homem livre, Deus sujeitou o caminhar da cria\u00e7\u00e3o para a sua plenitude ao devir da hist\u00f3ria, fruto da dimens\u00e3o imponder\u00e1vel da liberdade. No momento em que criou o homem Deus aceitou ter um \u201cfuturo\u201d, o futuro do homem, essa longa caminhada da hist\u00f3ria humana para a plenitude de todas as coisas em Cristo. O Ap\u00f3stolo S\u00e3o Paulo define bem esta plenitude da cria\u00e7\u00e3o e da hist\u00f3ria em Jesus Cristo. \u201cE quando todas as coisas Lhe tiverem sido submetidas, ent\u00e3o o pr\u00f3prio Filho se submeter\u00e1 \u00e0quele que tudo lhe submeteu, para que Deus seja tudo, em todos\u201d (1Cor. 15,28). Nesse momento o futuro desaparecer\u00e1 na plenitude de um presente perene e eterno. \tMas se o homem encarna o futuro de Deus, torna-se claro que o futuro do pr\u00f3prio homem, da sua vida em plenitude, est\u00e1 em Deus. S\u00f3 Deus \u00e9 o futuro do homem, pois s\u00f3 n\u2019Ele reside a fonte da vida. Este facto \u00e9 a justifica\u00e7\u00e3o da encarna\u00e7\u00e3o do Verbo eterno de Deus num homem, Jesus de Nazar\u00e9. \tQue s\u00f3 em Deus o homem tem futuro, isto \u00e9, encontra a sua verdade e poder\u00e1 atingir a plenitude da vida \u00e9 uma dimens\u00e3o continuamente presente na espiritualidade b\u00edblica e crist\u00e3. Lembremos, a t\u00edtulo de exemplo, um Hino do Of\u00edcio de Leituras:  \u201cAtei os meus bra\u00e7os com a tua Lei, Senhor, E nunca os meus bra\u00e7os chegaram t\u00e3o alto! Ceguei os meus olhos com a Tua Luz, Senhor. E nunca os meus olhos viram t\u00e3o longe! S\u00f3 desde que Te dei a minha alma, Senhor, Ela \u00e9 verdadeiramente minha\u201d.  \tA busca da realiza\u00e7\u00e3o positiva deste futuro do homem, em Deus, o \u00fanico verdadeiro futuro do homem, acompanha toda a longa hist\u00f3ria da humanidade e torna-se expl\u00edcita na hist\u00f3ria b\u00edblica da salva\u00e7\u00e3o. O poder criador de Deus torna-se poder de salva\u00e7\u00e3o, o des\u00edgnio de Deus na cria\u00e7\u00e3o, torna-se des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o. E como S\u00e3o Paulo mostra claramente na Carta aos Colossenses, de ambos estes des\u00edgnios, Cristo \u00e9 a plenitude (cf. Col. 1,15-20). Durante essa longa hist\u00f3ria, em que se manifesta o desejo de alian\u00e7a de Deus com a humanidade, Cristo torna-se o futuro de Deus e por isso se vem a manifestar como plena realiza\u00e7\u00e3o do futuro do homem. \u201cO tempo chegou ao fim!&#8230;\u201d.  Cristo \u00e9 o futuro de Deus \t4. Desde que o homem pecou, isto \u00e9, que usou a sua liberdade afastando-se da sua voca\u00e7\u00e3o primeira de ser chamado a participar na comunh\u00e3o de amor de Deus, o amor criador de Deus tornou-se amor redentor. Deus n\u00e3o desistiu do objectivo que o levou a criar o homem; o pecado n\u00e3o p\u00f4s em quest\u00e3o o Seu des\u00edgnio de amor. A partir desse momento Deus tem um futuro na Sua ac\u00e7\u00e3o redentora e esse futuro chama-se Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, o homem verdadeiro que realizar\u00e1 plenamente o des\u00edgnio amoroso de Deus para a humanidade. \tToda a Sagrada Escritura nos narra a gesta de Deus, agindo na Hist\u00f3ria, Ele que n\u00e3o desiste de chamar os homem \u00e0 intimidade com Ele, estabelecendo com eles uma alian\u00e7a de amor. Quando escolhe um Povo que h\u00e1-de depois atrair todos os outros povos, quando, dentro do Povo, selecciona um \u201cresto fiel\u201d, a figura do \u201cjusto\u201d, o homem completamente fiel ao chamamento do Senhor aparece no horizonte. Logo na narra\u00e7\u00e3o das origens, aparece claro que esse \u201cjusto\u201d \u00e9 o futuro de Deus e do homem; s\u00f3 Ele vencer\u00e1 a raiz do pecado: \u201cPorei hostilidade entre ti e a mulher, entre a tua descend\u00eancia e a descend\u00eancia dela. Esta te esmagar\u00e1 a cabe\u00e7a\u201d (Gen. 3,15). Ou nos momentos dram\u00e1ticos da hist\u00f3ria de Israel, quando a infidelidade dos que conduzem o Povo j\u00e1 n\u00e3o lhes permite reconhecer que s\u00f3 Deus o conduz, \u00e9 o seu salvador. \u201cPois sabei que o pr\u00f3prio Senhor vos dar\u00e1 um sinal: a Virgem concebeu e dar\u00e1 \u00e0 luz um Filho e cham\u00e1-lo-\u00e1 Emanuel\u201d (Is. 7,14). A realiza\u00e7\u00e3o desta Palavra, \u00e9 a mensagem que o Anjo Gabriel leva, em nome de Deus, a uma virgem de Nazar\u00e9, noiva de um homem justo, chamado Jos\u00e9: \u201cN\u00e3o tenhas medo, Maria, porque encontraste gra\u00e7a diante de Deus. Eis que vais ficar gr\u00e1vida, ter\u00e1s um filho e dar-lhe-\u00e1s o nome de Jesus. Ele ser\u00e1 grande e ser\u00e1 chamado filho do Alt\u00edssimo\u201d (Lc. 1, 26-27, 31-32). \tCristo \u00e9 o futuro de Deus pois s\u00f3 Ele recuperar\u00e1 os direitos de Deus no seio da humanidade que criou; s\u00f3 Ele reconduzir\u00e1 a humanidade \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o primeira e \u00e0 sua dignidade de \u00edntimos de Deus. Da sua plenitude todos n\u00f3s recebemos. O futuro da realiza\u00e7\u00e3o do des\u00edgnio de Deus n\u00e3o \u00e9 um futuro completamente pendente; \u00e9 um futuro j\u00e1 realizado em Cristo e a realizar na humanidade, a partir de Cristo, at\u00e9 ao fim. O projecto de Deus acerca da cria\u00e7\u00e3o j\u00e1 triunfou em Jesus Cristo e h\u00e1-de triunfar, completamente em Jesus Cristo. Ele \u00e9 a garantia de que o futuro da humanidade ser\u00e1 positivo, apesar do sofrimento e do pecado. A cria\u00e7\u00e3o inteira acabar\u00e1 por ser a manifesta\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria de Deus (cf. Rom. 8, 18-21). O triunfo de Jesus Cristo ser\u00e1 a manifesta\u00e7\u00e3o do triunfo de Deus, no Seu des\u00edgnio de cria\u00e7\u00e3o e de reden\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que proclama o Apocalipse, num Hino que rezamos na \u201cLiturgia das Horas\u201d:  \u201cSois digno, Senhor nosso Deus, de receber a honra, a gl\u00f3ria e o poder, porque fizestes todas as coisas e pela Vossa vontade existiram e foram criadas. Sois digno de receber o livro e abrir as suas p\u00e1ginas seladas, porque fostes imolado e resgatastes para Deus, com o Vosso Sangue, Homens de toda a tribo, l\u00edngua, povo e na\u00e7\u00e3o, e fizeste de n\u00f3s, para Deus, um reino de sacerdotes, que reinar\u00e3o sobre a terra. \u00c9 digno o Cordeiro que foi imolado de receber o poder e a riqueza, a sabedoria e a for\u00e7a, a honra, a gl\u00f3ria e o louvor\u201d (Apc. 4,11; 5,9, 10,12).  A Igreja e o futuro de Deus \t5. Quando contemplamos a humanidade contempor\u00e2nea, na multiplicidade das suas religi\u00f5es, no fen\u00f3meno do relativismo e da descren\u00e7a, no materialismo dos valores e dos crit\u00e9rios, na fragilidade de tantos crist\u00e3os, que n\u00e3o s\u00e3o sinal do triunfo de Deus, em Jesus Cristo, apetece-nos perguntar se o projecto de Deus tem futuro. Esquecemo-nos que ele tem futuro, porque depende de Deus, da ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo no homem e na hist\u00f3ria. \tPerante estes tempos, \u201cque s\u00e3o os \u00faltimos\u201d, temos mais not\u00edcia da densidade, vivida na P\u00e1scoa de Jesus, do que da dura\u00e7\u00e3o deste projecto de salva\u00e7\u00e3o. O facto de o \u201ctempo humano\u201d ter atingido a plenitude em Jesus Cristo, nada nos diz da dura\u00e7\u00e3o do tempo da salva\u00e7\u00e3o. O Conc\u00edlio Vaticano II recorda-no-lo: \u201cIgnoramos o tempo da nova terra e da nova humanidade, e tamb\u00e9m n\u00e3o sabemos o modo como se transformar\u00e1 o Universo\u201d (G.S. n. 39). O triunfo definitivo da plenitude de Cristo, conduzindo definitivamente a humanidade \u00e0 verdade da cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sabemos quando acontecer\u00e1 e quanto tempo durar\u00e1. Sabemos apenas que o grande obreiro desse futuro novo, o Esp\u00edrito Santo, est\u00e1 em ac\u00e7\u00e3o no seio da humanidade, atrav\u00e9s da Igreja sacramento de Jesus ressuscitado. O futuro do plano de Deus passa pela Igreja. Da\u00ed a sua beleza e a sua responsabilidade. \tUm dos aspectos impressionantes da pedagogia da salva\u00e7\u00e3o, no Antigo Testamento, \u00e9 a import\u00e2ncia que Deus d\u00e1 a um pequeno povo, a quem se revela, cuja hist\u00f3ria tem sentido para todo o mundo, embora a maior parte do mundo o desconhe\u00e7a. O cristianismo, marcado pelo car\u00e1cter decisivo da P\u00e1scoa de Cristo, dinamizado pelo dom do Esp\u00edrito e pela miss\u00e3o de evangelizar, tem pressa de ver a humanidade a coincidir fisicamente com a Igreja e per\u00edodos houve da hist\u00f3ria em que se teve a ilus\u00e3o dessa coincid\u00eancia. Hoje conhecemos melhor o mundo na sua globalidade e sofremos por ver a Igreja, apesar da sua dimens\u00e3o num\u00e9rica, a ser \u201cum pequeno rebanho\u201d, como se ela tivesse falhado na sua miss\u00e3o de universalidade. N\u00e3o conhecemos, nem o ritmo, nem o tempo de Deus. Afinal o que \u00e9 decisivo \u00e9 que a Igreja seja o novo povo da alian\u00e7a, nascido de Cristo ressuscitado, tornado, pela for\u00e7a do Esp\u00edrito, sacramento de salva\u00e7\u00e3o para todos os homens. Na Igreja, sacramento de Cristo, a autenticidade cristoc\u00eantrica \u00e9 mais importante do que a quantidade, pois o tempo da universalidade do Reino s\u00f3 Deus o conhece. O tempo da Igreja \u00e9 profundamente marcado pela densidade da salva\u00e7\u00e3o. Continua a ser v\u00e1lida para ela, como crit\u00e9rio de discernimento da sua miss\u00e3o, a par\u00e1bola evang\u00e9lica do fermento na massa. E a Igreja ser\u00e1 fermento na medida em que se identificar com Jesus Cristo, viver da plenitude de Jesus Cristo. A autenticidade e a santidade s\u00e3o a grande interpela\u00e7\u00e3o que o Esp\u00edrito faz \u00e0 Igreja.  \t6. Isto n\u00e3o significa que a Igreja desmore\u00e7a no ardor da sua miss\u00e3o evangelizadora. O levar o an\u00fancio da boa-nova da salva\u00e7\u00e3o a todos os homens \u00e9 vontade e mandato do pr\u00f3prio Senhor. E \u00e9 maravilhosa a epopeia da evangeliza\u00e7\u00e3o nestes dois mil anos de hist\u00f3ria do cristianismo. Mas a evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, apenas, uma tarefa e muito menos uma estrat\u00e9gia. Ela \u00e9 um testemunho e o seu vigor brota da densidade com que a Igreja vive de Jesus Cristo. \tNo tempo actual, em que o conhecimento global da humanidade \u00e9 mais completo, na variedade das suas culturas e das suas religi\u00f5es e na dramaticidade dos seus problemas, n\u00e3o nos parece prov\u00e1vel que esteja para breve a coincid\u00eancia da Igreja com a humanidade. Esse \u201ctempo\u201d s\u00f3 Deus o conhece. Isto rep\u00f5e-nos um problema tantas vezes suscitado na hist\u00f3ria da Igreja: qual o futuro dos homens n\u00e3o crist\u00e3os perante Deus, qual o futuro de Deus na humanidade como um todo? As outras religi\u00f5es far\u00e3o parte do futuro de Deus? Qual o seu lugar na realiza\u00e7\u00e3o deste longo projecto de Deus de reunir, um dia, todos os homens, na sua comunh\u00e3o de amor? \tN\u00e3o hesitarei em responder positivamente a esta quest\u00e3o, afirmando que toda a religi\u00e3o sincera, que ponha o homem em contacto com Deus, faz parte do futuro de Deus, porque isso se torna poss\u00edvel na centralidade salv\u00edfica de Jesus Cristo. Tamb\u00e9m na f\u00e9 das outras religi\u00f5es existem as \u201csementes do Verbo\u201d, como lhe chamava Santo Ireneu. Desde que n\u00e3o as consideremos como caminho definitivo. Definitivo, em termos do futuro de Deus, s\u00f3 Jesus Cristo o \u00e9. \tPerante as outras religi\u00f5es h\u00e1 duas perspectivas imperfeitas em que podemos cair: ou de as considerar sem valor no conjunto da realiza\u00e7\u00e3o do des\u00edgnio da salva\u00e7\u00e3o, ou de as considerarmos definitivas, ao lado do cristianismo, como se todas as religi\u00f5es fossem iguais. N\u00f3s acreditamos que o futuro de toda a religi\u00e3o sincera \u00e9 a converg\u00eancia com Cristo ressuscitado, embora ignoremos o tempo e o modo da manifesta\u00e7\u00e3o dessa converg\u00eancia. E, nesse aspecto, continua a ser miss\u00e3o da Igreja manifestar explicitamente essa plenitude de Jesus Cristo. Todos os que adoram a Deus est\u00e3o abertos ao Seu des\u00edgnio; todos os que acreditam que a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 ac\u00e7\u00e3o de Deus em n\u00f3s, est\u00e3o abertos ao dom do Esp\u00edrito; todos os que buscam a perfei\u00e7\u00e3o e a santidade est\u00e3o a deixar-se guiar por esse Esp\u00edrito. \tNo di\u00e1logo inter-religioso n\u00e3o se ganha em dar prioridade aos proselitismos e aos sincretismos. \u00c9 um di\u00e1logo a estabelecer na humildade e na verdade, de quem respeita o caminho religioso dos seus irm\u00e3os, incitando-os, com o nosso exemplo, a procurarem cada vez mais o rosto de Deus, que \u00e9 amor, dando-lhes o testemunho, vivido e sincero, de que n\u00f3s, os crist\u00e3os, encontramos esse rosto de Deus no rosto de Jesus Cristo. No di\u00e1logo inter-religioso o testemunho da santidade \u00e9 mais fecundo do que a simples convic\u00e7\u00e3o doutrinal. N\u00f3s esperamos esse momento, que s\u00f3 Deus conhece, em que se manifestar\u00e1 a unicidade e a centralidade de Jesus Cristo, a \u00fanica realiza\u00e7\u00e3o plena do futuro de Deus.  O futuro de Deus passa pelo triunfo do amor \t7. Porque foi plenamente realizado em Jesus Cristo, o futuro de Deus, que \u00e9 o futuro do homem, n\u00e3o \u00e9 um futuro completamente pendente. J\u00e1 est\u00e1 conseguido em Jesus Cristo e na transforma\u00e7\u00e3o que o Esp\u00edrito Santo vai realizando no cora\u00e7\u00e3o dos homens. O homem est\u00e1 salvo, isto \u00e9, a sua voca\u00e7\u00e3o \u00e0 comunh\u00e3o de amor com Deus est\u00e1 garantida. Depois da P\u00e1scoa de Jesus desapareceu a amea\u00e7a de a humanidade ser um fracasso na perspectiva do plano de Deus. O futuro de Deus \u00e9 o futuro da gra\u00e7a e do amor. \u00c9 um futuro que se constr\u00f3i todos os dias pelos caminhos da fidelidade e da abertura \u00e0s interpela\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito. A caminhada da humanidade para a sua plenitude definitiva \u00e9 uma aprendizagem do amor. \u00c9 esse o \u00fanico objectivo da ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, ensinar os caminhos do amor, em todas as suas concretiza\u00e7\u00f5es na exist\u00eancia humana. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao pr\u00f3ximo como a si mesmo, continuam a ser os mandamentos que resumem toda a Lei. Quem ama cumpre a totalidade da Lei. \t\u00c9 contr\u00e1rio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o deste futuro tudo o que \u00e9 ego\u00edsmo, viol\u00eancia, injusti\u00e7a, \u00f3dio, desprezo do pr\u00f3ximo; mas tamb\u00e9m o que \u00e9 desprezo de Deus e da gl\u00f3ria que lhe \u00e9 devida. O pecado \u00e9 sempre uma trai\u00e7\u00e3o de amor, uma recusa de amar e ser amado. Ao olharmos o mundo contempor\u00e2neo ele aparece-nos manchado por esta falta de amor. Mas h\u00e1, no horizonte da nossa hist\u00f3ria de pecado, realidades que constituem a constru\u00e7\u00e3o s\u00f3lida desse futuro de Deus, menos vis\u00edveis e aparatosas que as manifesta\u00e7\u00f5es do mal, mas mais fecundas em termos do futuro da humanidade: a ora\u00e7\u00e3o sincera, a obedi\u00eancia \u00e0 Palavra de Deus, o amor gratuito e generoso dos irm\u00e3os, sobretudo dos que mais precisam, essa onda imensa de generosidade e solidariedade que atravessa o nosso tempo e a nossa hist\u00f3ria. A luta entre o amor e o \u00f3dio, entre a paz e a viol\u00eancia, entre o di\u00e1logo e o orgulho, \u00e9 um combate sem tr\u00e9guas, mas a vit\u00f3ria do amor est\u00e1 garantida pelo Esp\u00edrito Santo. \tEste combate n\u00e3o \u00e9 uma luta entre a Igreja e o resto do mundo. Tamb\u00e9m a Igreja \u00e9 campo dessa batalha. Chamada a ser comunh\u00e3o de amor, sabemos como a nossa infidelidade tolda a pureza do seu rosto de esposa. E o amor generoso de um n\u00e3o crist\u00e3o, \u00e9 mais realiza\u00e7\u00e3o do futuro de Deus do que o ego\u00edsmo ou a indiferen\u00e7a dos crist\u00e3os. Povo que tem como Lei o mandamento novo do amor, a realidade da Igreja deveria ser uma aurora de luz a anunciar a esperan\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel construir uma civiliza\u00e7\u00e3o do amor.   A plena liberdade \u00e9 o futuro de Deus \t8. \u201cFoi para a liberdade que Cristo vos libertou\u201d (Gal. 5,1). S\u00f3 os seres livres podem amar. Por isso Deus criou o homem livre. Foi no respeito por essa liberdade que Deus aceitou que a realiza\u00e7\u00e3o do Seu des\u00edgnio de cria\u00e7\u00e3o fosse lenta e dram\u00e1tica. A liberdade, o grande anseio e a maior reivindica\u00e7\u00e3o do homem de todos os tempos! Deus correu o risco de respeitar a liberdade do homem; a Igreja s\u00f3 pode correr o risco de respeitar a liberdade dos homens. \tMas a liberdade aprende-se, n\u00e3o basta defend\u00ea-la. A longa caminhada da humanidade na luta pela liberdade, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a da sua defesa, mas da percep\u00e7\u00e3o do que \u00e9, verdadeiramente, a liberdade. Na \u00f3ptica da reden\u00e7\u00e3o, s\u00f3 \u00e9 livre quem foi libertado. A verdadeira liberdade toca-se na experi\u00eancia do amor, e a luz que a guia chama-se verdade. Todos os que buscam a liberdade t\u00eam de se fazer peregrinos da verdade. S\u00f3 ela guia o cora\u00e7\u00e3o humano para se fixar naquelas realidades que s\u00e3o a fonte das verdadeiras alegrias. Devendo estar sempre, na primeira linha da defesa da liberdade, a Igreja tem de ser pedagoga da liberdade, iluminando as consci\u00eancias com a verdade que, por Jesus Cristo, ela aprende de Deus. \u201cSer\u00e3o todos ensinados por Deus\u201d (cf. Jo. 6,45). \tN\u00e3o ter medo da liberdade significa aceitar as diferen\u00e7as e ser paciente com as experi\u00eancias imperfeitas de liberdade. Mas s\u00f3 cultivando a liberdade se constr\u00f3i a civiliza\u00e7\u00e3o do amor.  O futuro de Deus plenamente conseguido em Maria \t9. Estamos num grande Santu\u00e1rio Mariano, onde habitualmente as pessoas se aproximam de Deus e do Seu Filho atrav\u00e9s de Maria. \u00c9 justo, e teologicamente necess\u00e1rio, encerrar esta Confer\u00eancia contemplando Maria como a realiza\u00e7\u00e3o plena, numa criatura, do futuro de Deus e do seu des\u00edgnio de amor. Por isso Deus se rev\u00ea nela como a criatura que correspondeu totalmente ao Seu plano de cria\u00e7\u00e3o. O Anjo Gabriel, mensageiro divino, exprime \u00e0 Virgem de Nazar\u00e9 esses sentimentos de completa satisfa\u00e7\u00e3o do Criador: \u201cAchaste gra\u00e7a, diante do Senhor\u201d; Deus est\u00e1 encantado por ti (cf. Lc. 1,30). \tEsta plenitude de gra\u00e7a, que encanta Deus, ou seja, que O faz sentir-se plenamente glorificado na sua criatura, significa uma total intimidade de amor entre Maria e a Sant\u00edssima Trindade. Segundo S\u00e3o Bernardo, o Anjo vem anunciar e acaba por verificar essa perfeita intimidade de amor. Segundo ele, \u201co Anjo veio surpreender Maria numa grande intimidade de ora\u00e7\u00e3o, com Deus, na contempla\u00e7\u00e3o e isso como que surpreende o Anjo, inspirando-lhe a sauda\u00e7\u00e3o: Ave, cheia de gra\u00e7a. \u2018N\u00e3o h\u00e1 que admirar que seja cheia de gra\u00e7a aquela com quem Deus estava. O que \u00e9 mais admir\u00e1vel \u00e9 que Aquele que enviou o Anjo \u00e0 Virgem, fosse encontrado, pelo Anjo, com a Virgem\u2019. A mensagem que o Anjo traz, da parte de Deus, \u00e9 uma mensagem de amor\u201d . \tO facto de a Virgem se tornar M\u00e3e da Segunda Pessoa da Sant\u00edssima Trindade, e a aceita\u00e7\u00e3o dessa maternidade s\u00e3o express\u00e3o de total abandono de amor e de confian\u00e7a, introduzem Maria na intimidade amorosa das Pessoas divinas, proporcionando-lhe uma rela\u00e7\u00e3o de amor, como pessoa, com cada uma das Tr\u00eas Pessoas. Volto a citar o que escrevi noutra ocasi\u00e3o, a prop\u00f3sito da Mariologia de S\u00e3o Bernardo: \u201cA encarna\u00e7\u00e3o da Segunda Pessoa \u00e9 ac\u00e7\u00e3o de toda a Trindade, o que faz com que a maternidade introduza Maria na intimidade da comunh\u00e3o trinit\u00e1ria, criando rela\u00e7\u00f5es espec\u00edficas com cada uma das Pessoas divinas. S\u00e3o Bernardo aproxima-se, assim, da Mariologia de tradi\u00e7\u00e3o oriental, que gosta de situar Maria na ordem hipost\u00e1tica, isto \u00e9, contemplando o mist\u00e9rio da sua maternidade, n\u00e3o apenas na ordem da sua iman\u00eancia hist\u00f3rica, mas tamb\u00e9m na intimidade particular e absolutamente \u00fanica com a Sant\u00edssima Trindade, a partir da interven\u00e7\u00e3o de cada uma das Pessoas divinas, na sua maternidade\u201d . \tEsta total capacidade de se deixar amar por Deus e de responder a esse amor, amando sem restri\u00e7\u00f5es nem limites, significa, para Deus e para a humanidade, a vit\u00f3ria definitiva sobre o pecado, a supera\u00e7\u00e3o da \u201cmaldi\u00e7\u00e3o de Eva\u201d e, por isso mesmo, \u00e9 um cl\u00edmax na verdade da cria\u00e7\u00e3o. Essa perfeita intimidade de amor atinge-a Maria, ao tornar-se M\u00e3e do Filho de Deus. Essa fecundidade de Maria \u00e9 a fecundidade do amor esponsal entre ela e Deus Pai, pela for\u00e7a criadora do Esp\u00edrito. M\u00e3e do Deus Filho, ela manifesta-se-nos como esposa de Deus Pai, realizando, pela primeira vez, de forma perfeita, a uni\u00e3o esponsal de Deus com o Seu Povo. \tMaria e o seu Filho s\u00e3o, realmente, a realiza\u00e7\u00e3o do futuro de Deus. A\u00ed come\u00e7a um tempo novo para toda a humanidade, que passa a poder, em Jesus Cristo, vencer o pecado e abrir-se ao amor. Esse \u00e9 o futuro do homem ou, se quiserdes, o futuro de Deus na sua rela\u00e7\u00e3o amorosa com o homem. Toda a santidade crist\u00e3 \u00e9 o an\u00fancio de esperan\u00e7a de que esse futuro \u00e9 poss\u00edvel e Maria est\u00e1, necessariamente ligada \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o desse futuro. A sua plenitude de gra\u00e7a ser\u00e1 sempre o an\u00fancio e o sinal de que os homens poder\u00e3o viver do amor; a sua qualidade de \u201cesposa de Deus\u201d ser\u00e1 sempre o espelho em que a Igreja se rev\u00ea, ao procurar ser a esposa imaculada de Deus Filho. Realiza\u00e7\u00e3o plena do \u201cfuturo de Deus\u201d, Maria far\u00e1 sempre parte do futuro da Igreja.  \u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia de D. Jos\u00e9 Policarpo no Congresso &#8220;O Presente do Homem \u2013 O Futuro de Deus, O lugar dos Santu\u00e1rios na rela\u00e7\u00e3o com o Sagrado&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[295,144,161,167,199,207,221,246,275,303,314],"class_list":["post-2735","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-biblia","tag-concilio-vaticano-ii","tag-d-jose-policarpo","tag-dialogo-inter-religioso","tag-espiritualidade","tag-fatima","tag-historia-da-igreja","tag-liturgia","tag-pascoa","tag-santuarios","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2735\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}