{"id":2734,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/doenca-mental-e-criatividade-artistica-em-exposicao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"doenca-mental-e-criatividade-artistica-em-exposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/doenca-mental-e-criatividade-artistica-em-exposicao\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a Mental e criatividade art\u00edstica em Exposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o fica mal a partir da Casa de Sa\u00fade S. Jo\u00e3o de Deus por altura do Dia Mundial de Sa\u00fade Mental, 10.10.03, divulgar um evento significativo chamado Mestre Abreu, doente mental na Casa de Sa\u00fade S. Rafael de Angra do Hero\u00edsmo durante 37 anos e grande artista. O r\u00f3tulo n\u00e3o o impediu de ter uma vida de criatividade art\u00edstica fabulosa.  Conheci-o nos anos cinquenta em que ele se come\u00e7ou a dedicar \u00e0 recria\u00e7\u00e3o de cenas copiando-as, ampliando-as, pintando-as em estilo hiper-realista, diria, lunar, extra-terrestre. N\u00e3o copiava, transfigurava.  Pegava num postal, numa foto, numa imagem de revista, ampliava-a por escala e transfigurava-a com cores incr\u00edveis do seu pincel. S\u00e3o cores fabulosas que s\u00f3 um g\u00e9nio como este Mestre Abreu, doente mental, podia inventar a partir de meios muito modestos.  Numas combinava brancos e pretos, noutras azuis e policromias de jardins, mares, paisagens nunca vistas, do mesmo modo por outros olhos, que o seu c\u00e9rebro deitava para as telas que, por vezes, eram serapilheiras ou tabopans e cart\u00f5es apanhados onde podia. S\u00f3 a pouco e pouco foi tendo alguns apoios quando algum Irm\u00e3o da Casa de Sa\u00fade se deixava deslumbrar. Mesmo quando repetia cenas nunca se repetia.  Pintou assim dezenas e dezenas de quadros, talvez mesmo duas ou tr\u00eas centenas sobre qualquer suporte que lhe facilitassem. Alguns vendeu-os outros foram ficando por aqui e ali e foram apresentados em exposi\u00e7\u00f5es a primeira em 1953 pelos 25 anos da Casa de Sa\u00fade que o acolheu.  Agora numa selec\u00e7\u00e3o desses quadros v\u00e3o estar em exposi\u00e7\u00e3o no Museu de Angra do Hero\u00edsmo  a partir do dia 24.10.03 para comemorar os 75 anos da Casa de Sa\u00fade que o acolheu.  A Exposi\u00e7\u00e3o mereceu patroc\u00ednios de pessoas ilustres o que \u00e9 surpreendente para uma exposi\u00e7\u00e3o de trabalhos de um doente mental. Esta \u00e9 patrocinada pelo Ministro da Rep\u00fablica para os A\u00e7ores, o Bispo de Angra, Presidente da C\u00e2mara Municipal e outras Autoridades A\u00e7oreanas.  Trata-se de um acontecimento digno de figurar entre os objectivos do Dia Mundial de Sa\u00fade Mental. E de fazer pensar que os doentes mentais n\u00e3o s\u00e3o apenas doen\u00e7a como muitos pensam. A corrente de reabilita\u00e7\u00e3o vem repetindo e actuando tamb\u00e9m na Casa de Sa\u00fade de S. Jo\u00e3o de Deus, com uma dezena de novos projectos de reabilita\u00e7\u00e3o que o doente mental n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 doen\u00e7a; pode ser mais aut\u00f3nomo, independente e criativo.  Aires Gameiro aires.gameiro@isjd.pt  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o fica mal a partir da Casa de Sa\u00fade S. Jo\u00e3o de Deus por altura do Dia Mundial de Sa\u00fade Mental, 10.10.03, divulgar um evento significativo chamado Mestre Abreu, doente mental na Casa de Sa\u00fade S. Rafael de Angra do Hero\u00edsmo durante 37 anos e grande artista. 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