{"id":273058,"date":"2023-02-28T10:30:54","date_gmt":"2023-02-28T10:30:54","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=273058"},"modified":"2023-02-28T10:30:54","modified_gmt":"2023-02-28T10:30:54","slug":"a-cruz-escondida-222","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-222\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Um ano depois de ter come\u00e7ado a guerra, a Ucr\u00e2nia (ainda) precisa de n\u00f3s<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-273064\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ACN-20220719-131251-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/h4>\n<h4>Os milagres acontecem<\/h4>\n<p>Desde h\u00e1 um ano que a guerra na Ucr\u00e2nia nos entra casa dentro pela televis\u00e3o, nos notici\u00e1rios, nas reportagens, mas sobretudo atrav\u00e9s das l\u00e1grimas e dos lamentos dos que choram os seus mortos, dos que viram bairros inteiros serem destru\u00eddos. Um ano depois de a guerra ter come\u00e7ado, ainda ningu\u00e9m consegue dizer quando \u00e9 que tudo isto vai acabar&#8230;<\/p>\n<p>Sempre que o telefone tocava em K\u00f6ningstein, na Alemanha, na sede internacional da Funda\u00e7\u00e3o AIS, logo nos primeiros dias depois de a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia ter come\u00e7ado, percebia-se que havia inquieta\u00e7\u00e3o e medo no outro lado da linha. Padres, irm\u00e3s, bispos&#8230; todos os que ligavam estavam em sobressalto. N\u00e3o era para menos. A guerra tinha voltado ao cora\u00e7\u00e3o da Europa. Para a Funda\u00e7\u00e3o AIS, o dia 24 de Fevereiro de 2022 marcou tamb\u00e9m o in\u00edcio de uma grande opera\u00e7\u00e3o de solidariedade para com um povo que teve de pegar em armas para defender a sua independ\u00eancia. Todos os 24 secretariados da Funda\u00e7\u00e3o AIS espalhados pelo mundo responderam a uma s\u00f3 voz face ao apelo que chegava da Ucr\u00e2nia. Milhares de benfeitores ajudaram a construir uma formid\u00e1vel ponte de solidariedade para com a Igreja, para com as comunidades mais atingidas pela destrui\u00e7\u00e3o, pelos bombardeamentos. Nos primeiros meses, foram enviados geradores, aquecedores, fornos port\u00e1teis, autom\u00f3veis e minibus para a distribui\u00e7\u00e3o da ajuda de emerg\u00eancia, mas tamb\u00e9m equipamentos para a renova\u00e7\u00e3o de cozinhas, nomeadamente em mosteiros e par\u00f3quias que passaram a acolher, por vezes, centenas de pessoas. Nada faltou. Ao todo foram mais de 9,5 milh\u00f5es de euros em ajuda directa de emerg\u00eancia. Os n\u00fameros s\u00e3o eloquentes. 7.447 padres diocesanos, religiosos e religiosas e colaboradores diocesanos foram apoiados directamente e isso reflectiu-se no aux\u00edlio prestado pela Igreja \u00e0s suas comunidades. Mas a ajuda humanit\u00e1ria com o selo da Funda\u00e7\u00e3o AIS chegou a mais de 15 mil pessoas, desde refugiados, a crian\u00e7as, jovens e idosos, a seminaristas&#8230; Foram centenas de fam\u00edlias. Estes n\u00fameros parecem enormes mas s\u00e3o apenas uma gota nas necessidades brutais de um povo que, de um dia para o outro, viu cidades inteiras reduzidas a escombros, destru\u00eddas por bombardeamentos sucessivos.<\/p>\n<h4>Falta tudo menos a esperan\u00e7a<\/h4>\n<p>Recentemente, a Funda\u00e7\u00e3o AIS organizou uma confer\u00eancia \u2018online\u2019 sobre a Ucr\u00e2nia, sobre os maiores problemas e desafios que se colocam \u00e0 Igreja neste pa\u00eds. D. Sviatoslav Shevtchuk, Arcebispo primaz da Igreja Greco-Cat\u00f3lica Ucraniana, e D. Visvaldas Kulbokas, o N\u00fancio Apost\u00f3lico, falaram de um pa\u00eds onde falta quase tudo menos a esperan\u00e7a. Calcula-se que cerca de 15 milh\u00f5es de ucranianos tenham j\u00e1 sa\u00eddo do pa\u00eds. Ficaram, em muitos lugares, os mais pobres, os mais indefesos. O n\u00fancio deu o exemplo de que h\u00e1 muitas pessoas, especialmente nas zonas mais flageladas pelos combates, que passam fome. A Igreja tem volunt\u00e1rios que procuram auxiliar todas estas fam\u00edlias. \u201cQuando trazem p\u00e3o, as pessoas come\u00e7am a comer logo ali. H\u00e1 falta de p\u00e3o, h\u00e1 falta de \u00e1gua&#8230;\u201d E h\u00e1 falta de electricidade. A R\u00fassia tem usado como t\u00e1ctica de guerra a \u201cdestrui\u00e7\u00e3o met\u00f3dica de infraestruturas\u201d. Muitas cidades e vilas e aldeias passaram a estar muitas horas, por vezes mesmo dias, sem luz, \u00e0s escuras. \u00c9 por isso que os 205 geradores que a Funda\u00e7\u00e3o AIS fez chegar \u00e0 Ucr\u00e2nia foram t\u00e3o essenciais&#8230; \u201cA nossa tarefa, como Igreja, \u00e9 ajudar a curar as feridas da nossa na\u00e7\u00e3o\u201d, disse o arcebispo Sviatoslav Shevchuk. Nesta sexta-feira, dia 24, assinalou-se um ano de guerra na Ucr\u00e2nia. Segundo a ONU, no in\u00edcio de Janeiro j\u00e1 estavam confirmados 6919 civis mortos e mais de 11 mil feridos. Falta contabilizar o n\u00famero de soldados mortos e feridos de ambos os lados. Ao fim de um ano, sobreviver num pa\u00eds em guerra, com uma brutalidade por vezes inimagin\u00e1vel, \u00e9 j\u00e1 um feito assinal\u00e1vel. D. Sviatoslav disse-o na confer\u00eancia promovida pela Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cN\u00e3o sei como sobrevivemos a um ano de guerra. \u00c9 um milagre ainda estarmos vivos&#8230;\u201d Mas quando foi questionado se acredita que a paz pode chegar j\u00e1 este ano e acabar com toda esta ang\u00fastia, apenas sorriu e disse: \u201cos milagres acontecem&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Paulo Aido | <a href=\"http:\/\/www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ano depois de ter come\u00e7ado a guerra, a Ucr\u00e2nia (ainda) precisa de n\u00f3s<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-273058","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/273058","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=273058"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/273058\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=273058"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=273058"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=273058"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}