{"id":272389,"date":"2023-02-22T11:26:29","date_gmt":"2023-02-22T11:26:29","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=272389"},"modified":"2023-02-24T08:30:51","modified_gmt":"2023-02-24T08:30:51","slug":"ucrania-quando-reportar-a-guerra-e-mais-do-que-um-trabalho-e-o-cheiro-de-40-dias-ainda-se-cola-a-pele-e-a-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ucrania-quando-reportar-a-guerra-e-mais-do-que-um-trabalho-e-o-cheiro-de-40-dias-ainda-se-cola-a-pele-e-a-memoria\/","title":{"rendered":"Ucr\u00e2nia: Quando reportar a guerra \u00e9 mais do que um trabalho e o cheiro de 40 dias ainda se cola \u00e0 pele e \u00e0 mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><em>Jornalista desde 1993, Rui Caria encontrou a paz na fotografia que procura fazer, \u00abn\u00e3o na perfei\u00e7\u00e3o\u00bb mas cultivando \u00abo espanto de uma crian\u00e7a\u00bb, para encontrar \u00abo extraordin\u00e1rio na banalidade\u00bb<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_272377\" aria-describedby=\"caption-attachment-272377\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-272377 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-Daniel-Rodrigues-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-272377\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Daniel Rodrigues<\/figcaption><\/figure>\n<p>Angra, 22 fev 2023 (Ecclesia) \u2013 O fotojornalista Rui Caria esteve 40 dias na Ucr\u00e2nia, entre mar\u00e7o e maio de 2022, e reconhecendo que o \u201cespanto permanente\u201d n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, espera que a guerra \u201cn\u00e3o se normalize\u201d e que os ucranianos \u201cn\u00e3o sejam esquecidos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando achamos que aquilo \u00e9 normal, \u00e9 perigoso. Quando achamos que ver gente morta pelo caminho \u00e9 normal, \u00e9 altura de vir a casa ou vir para casa\u201d, conta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Rui Caria acompanhou, em duas viagens por per\u00edodos de 20 dias, o conflito espoletado pela invas\u00e3o da R\u00fassia \u00e0 Ucr\u00e2nia, que teve in\u00edcio a 24 de fevereiro de 2022, tendo sido acompanhado pelo fotojornalista Daniel Rodrigues, mas explica que n\u00e3o foi s\u00f3 fazer reportagem.<\/p>\n<p>\u201cQuando me perguntam porque fui, eu brinco com isso porque n\u00e3o h\u00e1 outra forma de fugir \u00e0 quest\u00e3o, n\u00e3o consigo matar essa pergunta. N\u00e3o fui s\u00f3 fazer reportagem, n\u00e3o fui s\u00f3 trabalhar, mas fui tamb\u00e9m eu l\u00e1, perceber melhor o que \u00e9 que os humanos s\u00e3o capazes de fazer\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Da segunda viagem, Rui explica que j\u00e1 sabiam ter medo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNaturalmente que a primeira vez \u00e9 sempre mais forte; a segunda j\u00e1 n\u00e3o tinha a expetativa do desconhecido, apesar de todos os dias serem novos e desconhecidos. Na segunda vez j\u00e1 sab\u00edamos ter medo \u2013 se \u00e9 que isto \u00e9 poss\u00edvel. Na primeira vez, nem t\u00e3o pouco medo sab\u00edamos ter, e esse medo salva-nos. Esse medo vai ficando por l\u00e1, vamos lidando com o estar, com o ser e estar l\u00e1, e vamo-nos adaptando porque somos o animal \u00e0 face da terra mais adapt\u00e1vel a qualquer condi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Rui Caria recorda imagens como se n\u00e3o tivesse passado um ano &#8211; ficam \u201ccoladas \u00e0 pele\u201d &#8211; e o tanto que viu e optou por n\u00e3o mostrar, porque \u201c\u00e9tica e o utilitarismo andam em luta\u201d, d\u00e3o sensa\u00e7\u00f5es \u201cn\u00e3o estamp\u00e1veis\u201d em v\u00eddeos e fotografias.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito f\u00e1cil regressar ao cheiro e sobretudo n\u00e3o nos esquecemos do que pensamos quando come\u00e7amos a cheirar certas coisas, como a morte. Come\u00e7amos a tentar refletir sobre aquilo. Lembro-me de termos descoberto 11 corpos de soldados russos numa vala comum atrav\u00e9s do cheiro. Isso faz de n\u00f3s animais? \u00abPara o carro porque h\u00e1 aqui algu\u00e9m morto\u00bb, ou alguma coisa morta \u2013 tamb\u00e9m usamos este tipo de linguagem. Alguma coisa porque \u00e9 o indefinido: um c\u00e3o morto, um gato morto, um rato morto cheira ao mesmo que um homem ou uma mulher morte. Na morte cheiramos todos ao mesmo\u201d, afirma.<\/p>\n<figure id=\"attachment_272375\" aria-describedby=\"caption-attachment-272375\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-272375 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria-1-Daniel-Rodrigues.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-272375\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Daniel Rodrigues<\/figcaption><\/figure>\n<p>O fotojornalista fala de uma guerra \u201cna Europa\u201d, dos europeus que a vivem \u201c\u00e0 porta de casa\u201d, e recorda que nenhuma imagem que captou mostra a realidade.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e9tica e o utilitarismo ali andam em luta: o que temos de mostrar, porque \u00e9 o nosso trabalho editorial, e o que n\u00e3o queremos mostrar, porque achamos que estamos a mostrar demais, a ver demais, a fazer ver demais. Essa luta \u00e9 constante entre o utilitarismo que nos obriga a fazer e a \u00e9tica aplicada ao jornalismo. N\u00e3o h\u00e1 imagem nenhuma, nem de v\u00eddeo nem de fotografia, que mostre o que ali se passa: a representa\u00e7\u00e3o da realidade \u00e9 incompat\u00edvel com a realidade\u201d, traduz.<\/p>\n<p>Rui Caria recorda um funeral que fotografou, com uma m\u00e3e que se despede do seu filho de 22 anos, que quer entrar na cova que vai receber a urna e as pessoas a tentam tirar.<\/p>\n<p>\u201cParecia tudo f\u00e1cil demais porque aquelas pessoas n\u00e3o nos viam, eramos invis\u00edveis, tal o estado de choque e apatia que as pessoas carregam, n\u00e3o percebem nem reclamam a nossa presen\u00e7a\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Recentemente, a m\u00e3e deste filho, que descobriu atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o da fotografia nas redes sociais, trocou mensagens com o autor: \u201cDisse-me que o filho lhe apareceu num sonho a dizer que est\u00e1 a sofrer muito e que esperava que a guerra acabasse depressa. Agradeci \u00e0 senhora sem dizer muito porque n\u00e3o sinto que possa dizer algo que acrescente alguma coisa\u2026\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Jornalista desde 1993, Rui Caria opta por levar hoje menos equipamento quando parte para uma reportagem, porque entende que a evolu\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 ser mais simples\u201d, \u201cretirar o que n\u00e3o \u00e9 preciso e deixar s\u00f3 o essencial\u201d.<\/p>\n<p>Para a Ucr\u00e2nia levou duas c\u00e2maras e duas lentes, para conseguir mostrar mais \u201co local onde se passam as coisas\u201d e outra para \u201cretratar rostos\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>Com uma lente de 200 mil\u00edmetros podia fotografar a cara de uma pessoa a 30 metros, mas eu quero fotografar uma pessoa, na cara da pessoa, porque a for\u00e7a do rosto de uma pessoa tirada ao p\u00e9 do sujeito n\u00e3o \u00e9 a mesma de uma fotografia que, demonstrando o sujeito ao p\u00e9 do fot\u00f3grafo, ele na verdade n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1. Essa linguagem da proximidade importa-me muito\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-272378 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-260x260.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-260x260.jpg 260w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-150x150.jpg 150w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-768x768.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-300x300.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-1080x1080.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-1280x1280.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-980x980.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1-480x480.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Rui-Caria1.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/>Rui Caria conta que a fotografia lhe deu \u201ca paz\u201d que j\u00e1 n\u00e3o encontrava em trabalho televisivos e fala do prazer que \u201cver o extraordin\u00e1rio na banalidade\u201d lhe d\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cPara ser fotografia temos de olhar para as coisas como crian\u00e7as, com a curiosidade de uma crian\u00e7a\u201d, reconhece.<\/p>\n<p>Nos A\u00e7ores, onde reside desde 2005, acolhe pessoas em sua casa para com ele gravar um podcast a que chamou \u00abNotas fotogr\u00e1ficas\u00bb, onde procura partir da fotografia e da paix\u00e3o pela imagem para chegar a outros locais da vida das pessoas.<\/p>\n<p>O seu primeiro <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uJsyrIv9LN0\">convidado<\/a>, o padre Jos\u00e9 J\u00falio Rocha, desafiou-o a fotografar Deus.<\/p>\n<p>&#8220;Ele sabia que eu n\u00e3o tinha resposta para isso. Ainda ando \u00e0 procura de Deus. N\u00e3o sei se acredito em Deus &#8211; espero que ele acredite em mim. A procura de uma presen\u00e7a aparece naturalmente na cabe\u00e7a das pessoas, tamb\u00e9m na minha. Se vir uma trovoada, uma neblina ou uma bruma, uma tempestade nos A\u00e7ores, ai parece-me que Deus existe, que Deus \u00e9 isto. Acho que Deus s\u00e3o acontecimentos, s\u00e3o peda\u00e7os de coisas. Falo muito sobre a morte e a vida com o J\u00falio, mas surgem sempre mais perguntas. E as perguntas tamb\u00e9m nos fazem avan\u00e7ar\u201d, constata.<\/p>\n<p>A conversa com o fotojornalista Rui Caria pode ser acompanhada esta noite no programa ECCLESIA na Antena 1, pouco depois da meia-noite, estando depois dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/radio\/\">portal<\/a> de informa\u00e7\u00e3o e no podcast \u00ab<a href=\"https:\/\/anchor.fm\/alarga-a-tua-tenda\">Alarga a tua tenda<\/a>\u00bb.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalista desde 1993, Rui Caria encontrou a paz na fotografia que procura fazer, \u00abn\u00e3o na perfei\u00e7\u00e3o\u00bb mas cultivando \u00abo espanto de uma crian\u00e7a\u00bb, para encontrar \u00abo extraordin\u00e1rio na 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