{"id":271664,"date":"2023-02-15T10:01:52","date_gmt":"2023-02-15T10:01:52","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=271664"},"modified":"2023-02-15T12:13:12","modified_gmt":"2023-02-15T12:13:12","slug":"100-anos-de-escutismo-a-desafiar-outros-100","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/100-anos-de-escutismo-a-desafiar-outros-100\/","title":{"rendered":"100 anos de escutismo a desafiar outros 100"},"content":{"rendered":"<p><em>D.Antonino Dias, Diocese de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_184289\" aria-describedby=\"caption-attachment-184289\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-184289 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-184289\" class=\"wp-caption-text\">Fotos: Ag\u00eancia ECCLESIA<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 quem dificilmente envelhe\u00e7a ou n\u00e3o envelhe\u00e7a mesmo! A sua capacidade de renova\u00e7\u00e3o apoiada na alegria de viver e na maturidade de servir com amor e esperan\u00e7a s\u00e3o o seu ponto de apoio e a sua alavanca para mover este mundo e ir ao encontro do outro, deixando este um pouco melhor do que o encontraram.<\/p>\n<p>O Escutismo Cat\u00f3lico Portugu\u00eas (CNE), apesar do seus 100 anos, \u00e9 o mais jovem e o maior de entre os maiores movimentos de jovens em Portugal. N\u00e3o sei se ser\u00e1 poss\u00edvel contabilizar quantos jovens passaram por ele ao longo deste s\u00e9culo de exist\u00eancia. Sei que, atualmente, conta mais de 68 mil associados, verdadeiros espi\u00f5es do futuro espalhados por todo o pa\u00eds. S\u00e3o mais de mil agrupamentos servidos por mais de 14 mil volunt\u00e1rios. Embora a estrutura\u00e7\u00e3o fosse evoluindo, o CNE tem, como unidade b\u00e1sica, o agrupamento sob a dire\u00e7\u00e3o de um chefe de agrupamento, com as suas quatro sec\u00e7\u00f5es: Lobitos, Exploradores, Pioneiros e Caminheiros.<\/p>\n<p>Surgiu em Braga, em 1923, por iniciativa do Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e Mons. Avelino Gon\u00e7alves, natural da freguesia de Pias, concelho de Mon\u00e7\u00e3o. Em 1922, ambos tinham assistido a um desfile de 20.000 Escutas, por ocasi\u00e3o do Congresso Eucar\u00edstico Internacional na cidade de Roma. Conhecendo melhor o movimento e o m\u00e9todo, logo coordenaram outras vontades e esfor\u00e7os para o colocar em marcha na Arquidiocese. A 24 de Maio de 1923, teve lugar a primeira reuni\u00e3o, no n.\u00ba 20 da Pra\u00e7a do Munic\u00edpio, para estudarem a possibilidade, a oportunidade e a estrat\u00e9gia de a\u00e7\u00e3o. Os primeiros estatutos foram aprovados a 27 de Maio desse mesmo ano, pelo governador civil de Braga, e confirmados em 26 de Novembro pela portaria n.\u00ba 3824 do Minist\u00e9rio do Interior e Dire\u00e7\u00e3o Geral de Seguran\u00e7a, come\u00e7ando a partir desse dia a existir oficialmente, com personalidade jur\u00eddica. A 26 de Maio de 1924, o Decreto-lei n.\u00ba 9729, confirma a aprova\u00e7\u00e3o dos estatutos, alargando o seu \u00e2mbito a todo o territ\u00f3rio portugu\u00eas. Em Janeiro de 1925, reuniu em Braga, pela primeira vez, a Junta Nacional. De Norte a Sul de Portugal, o movimento apressava a sua difus\u00e3o, tendo como elo de uni\u00e3o e de informa\u00e7\u00e3o, desde Fevereiro de 1925, o jornal &#8220;Flor de Lis&#8221; que, mais tarde, em Janeiro de 1945, se apresenta em forma de Revista. Durante o ano de 1926 foram criadas e aprovadas as Juntas Regionais de Portalegre, A\u00e7ores, Coimbra, Lisboa e N\u00facleo do Porto, que vieram juntar-se \u00e0 de Leiria. Em Agosto desse ano realizou-se, em Aljubarrota, o primeiro acampamento nacional, a partir do qual o entusiasmo se refor\u00e7ou e logo foram constitu\u00eddas as Juntas Regionais da Guarda, Viseu e Madeira e os N\u00facleos da R\u00e9gua, Coimbra e Aveiro\u201d. Mas a hist\u00f3ria do CNE, se j\u00e1 \u00e9 rica e bela, continua a construir-se.<\/p>\n<p>Como afirma o atual Chefe Nacional, Ivo Faria, \u201cO CNE destina-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o integral de jovens, com base no m\u00e9todo criado por Baden-Powell e no voluntariado dos seus membros. Procura desenvolver, nas crian\u00e7as e nos jovens, o sentido de cidadania ativa, baseado na sua participa\u00e7\u00e3o no desenvolvimento das suas comunidades locais e no sentido de co-constru\u00e7\u00e3o de um mundo melhor, a partir da sua a\u00e7\u00e3o local\u201d. \u00c9 um m\u00e9todo que se exerce \u201catrav\u00e9s da autoeduca\u00e7\u00e3o progressiva, baseado na educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o-formal, na qual as crian\u00e7as e os jovens s\u00e3o chamados a tomar o papel principal do seu pr\u00f3prio desenvolvimento. Atrav\u00e9s do seu empoderamento, os jovens s\u00e3o chamados a tomar parte nas decis\u00f5es que afetam o dia-a-dia dos seus grupos no n\u00edvel local, regional e nacional, definindo a vida da associa\u00e7\u00e3o\u201d. O papel evangelizador, enquanto membros da Igreja, e a multiplicidade das atividades locais ao longo do ano, atividades \u201cescolhidas, definidas, planeadas, preparadas, realizadas e avaliadas pelas crian\u00e7as e pelos jovens, s\u00e3o a base do seu crescimento, no aprender fazendo\u201d.<\/p>\n<p>As atividades mais significativas das celebra\u00e7\u00f5es deste centen\u00e1rio, n\u00e3o ser\u00e3o as \u201cnacionais, como o j\u00e1 realizado Acampamento Nacional, que em agosto reuniu mais de 18 mil escuteiros em Idanha-a-Nova, nem a Luz da Paz de Bel\u00e9m, que, pela altura do Advento e Natal, mobiliza milhares de escuteiros por todo o pa\u00eds, ou a Festa do Centen\u00e1rio, que ir\u00e1 levar a Braga, ber\u00e7o do CNE, dezenas de milhar de escuteiros, atuais e antigos, em 28 de maio\u201d. As a\u00e7\u00f5es celebrativas mais marcantes ser\u00e3o as \u201csonhadas, preparadas e realizadas pelos nossos escuteiros, espelhados por todo o pa\u00eds, envolvendo as suas comunidades locais\u201d. Celebrar, projetar e afirmar, s\u00e3o os desafios sempre em vista.<\/p>\n<p>CELEBRAR &#8211; O CNE quer fazer sentir \u00e0s comunidades e \u00e0 sociedade em geral \u201cque o Escutismo cat\u00f3lico em Portugal celebra 100 anos e que continua com energia, com din\u00e2mica e com vontade de continuar a ajudar crian\u00e7as e jovens a desenvolverem-se de forma integral para terem um papel de interven\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o da nossa sociedade\u201d. E ser\u00e3o os escuteiros, \u201celes mesmos, com proatividade, criatividade e alegria, a projetarem uma atividade, uma din\u00e2mica, uma celebra\u00e7\u00e3o que envolva as comunidades\u201d.<\/p>\n<p>PROJETAR &#8211; \u201c\u00c9 chegado o tempo de definir o caminho que queremos seguir para o nosso segundo centen\u00e1rio que se inicia, de discutir como vamos combater os muitos desafios que se aproximam\u201d. Al\u00e9m do \u2018F\u00f3rum 100\u2019 como espa\u00e7o para a discuss\u00e3o, \u201cdevemos promover isso nos nossos agrupamentos, n\u00facleos e regi\u00f5es, em ambiente informal, envolvendo os nossos escuteiros e adultos sem colocar limita\u00e7\u00f5es e dando espa\u00e7o para que cada um possa fazer um processo, gerador de pensamento, sobre a nossa associa\u00e7\u00e3o e sobre o Escutismo, e quais os novos desafios. Sendo capazes de gerar uma vis\u00e3o para o futuro\u201d.<br \/>\nAFIRMAR &#8211; O CNE tem uma marca que \u00e9 preciso afirmar. Cada escuteiro \u00e9 desafiado a \u201cmarcar presen\u00e7a onde for poss\u00edvel falar sobre o Escutismo, onde se fale de juventude, ambiente, comunidade, voluntariado, sustentabilidade, lideran\u00e7a, trabalho em equipa, igualdade de g\u00e9nero\u201d (cf. Paulo Pinto, \u2018Flor de Lis\u2019, janeiro de 2023).<\/p>\n<p>D.Antonino Dias<br \/>\nPortalegre-Castelo Branco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D.Antonino Dias, Diocese de Portalegre-Castelo Branco<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":184289,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-271664","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/271664","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=271664"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/271664\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/184289"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=271664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=271664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=271664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}