{"id":270100,"date":"2023-02-07T09:00:32","date_gmt":"2023-02-07T09:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=270100"},"modified":"2023-02-03T12:33:39","modified_gmt":"2023-02-03T12:33:39","slug":"fraternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fraternidade\/","title":{"rendered":"Fraternidade"},"content":{"rendered":"<p><em>Jos\u00e9 An\u00edbal Barreiros, Diocese de Coimbra<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jose-barreiros.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-270101 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jose-barreiros-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jose-barreiros-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jose-barreiros-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jose-barreiros-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jose-barreiros-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jose-barreiros.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Fraternidade \u00e9 o caminho do amor. \u00c9 olhar para o pr\u00f3ximo com compaix\u00e3o, acolher sem julgamentos, doar sem interesse e sentir a dor do outro como se fosse a de si mesmo. No fundo, a mensagem \u00e9 simples: somos todos iguais e devemos amar os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s assim como Jesus amou. Sem barreiras, distin\u00e7\u00e3o de cor, etnia, g\u00e9nero, classe social ou qualquer outro motivo. A fraternidade est\u00e1 presente desde os primeiros tempos da Igreja. Usada primeiro para falar do c\u00edrculo de parentes pr\u00f3ximos, a palavra &#8220;fraternidade&#8221; designava ent\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es estreitas que unem aqueles que, sem serem irm\u00e3os, se tratam como irm\u00e3os, depois o amor universal que une todos os membros da fam\u00edlia humana. A fraternidade refere-se ao sentimento de solidariedade e amizade, entre os membros de uma associa\u00e7\u00e3o, irmandade ou na\u00e7\u00e3o, entre o homem e o universo. A no\u00e7\u00e3o de fraternidade permite, assim, construir solidariedades a partir da fam\u00edlia, at\u00e9 a humanidade como um todo. A fraternidade familiar permite construir, al\u00e9m do bem individual, o bem de \u201ctodos n\u00f3s\u201d, o bem comum. A dimens\u00e3o relacional que j\u00e1 estava presente em <em>Laudate si,<\/em> com o conceito de ecologia integral, ganha aqui mais for\u00e7a, onde a caridade \u00e9 a pedra angular. O Papa Francisco diz, claramente, em <em>Fratelli tutti<\/em>: &#8220;A caridade precisa da luz da verdade que constantemente procuramos e esta luz \u00e9 ao mesmo tempo a da raz\u00e3o e da f\u00e9, sem relativismo\u201d. Assim se compreende a amizade social associada \u00e0 procura do bem comum. Mais do que a solidariedade, a amizade social \u00e9 insepar\u00e1vel do reconhecimento de uma \u201cfraternidade universal e radical\u201d. Baseada no amor entre as pessoas, encontra o seu fundamento na fraternidade, porque somos todos filhos do mesmo Pai, que une homens e mulheres na igualdade e no amor.<\/p>\n<p>O Papa Francisco quis dedicar a sua enc\u00edclica \u201c\u00e0 fraternidade e \u00e0 amizade social\u201d(\u00a72). Ele constatou que esta \u00e9 uma emerg\u00eancia do nosso tempo. Com efeito, as nossas sociedades perderam a homogeneidade que as caracterizou, e que confirmam que \u00e9 muito mais f\u00e1cil viver numa sociedade homog\u00e9nea, porque assim existem menos raz\u00f5es para haver guerra. Quando todos compartilham os mesmos valores num pa\u00eds, tudo \u00e9 mais simples. Mas \u00e9 um facto que vivemos em sociedades cada vez mais heterog\u00e9neas em termos dos valores profundos que d\u00e3o sentido \u00e0 vida. Isto \u00e9 uma das maiores raz\u00f5es para divis\u00f5es, tens\u00f5es e at\u00e9 guerra. E isso \u00e9 certo: se n\u00e3o encontrarmos os caminhos da fraternidade e da amizade social, iremos em dire\u00e7\u00e3o a tens\u00f5es cada vez mais incontrol\u00e1veis. O nosso lema \u00e9 amarmo-nos uns aos outros. \u00c9 a raz\u00e3o pela qual devemos aceitar a heterogeneidade. Portanto, n\u00e3o temamos a nossa identidade crist\u00e3. A fraternidade n\u00e3o se op\u00f5e \u00e0 identidade, j\u00e1 que a fraternidade \u00e9 a nossa identidade enquanto crist\u00e3os. Isso faz os crist\u00e3os serem reconhecidos como disc\u00edpulos de Cristo. Pelo amor fraterno que teremos uns pelos outros, testemunhado todos os dias, onde quer que estejamos, seremos identificados como fraternos.<\/p>\n<p><em>Fratelli tutti<\/em> convida-nos a reconhecer a fraternidade e a dignidade humana. Relativamente \u00e0 dignidade humana devemos destac\u00e1-la, em duas perspetivas: como atributo essencial da pessoa e, ligada ao reconhecimento, na rela\u00e7\u00e3o com o outro. Ent\u00e3o exige a uni\u00e3o desses dois atributos, levando a uma fraternidade aberta que permita reconhecer, valorizar e amar cada pessoa, independentemente da proximidade f\u00edsica, independentemente do lugar onde nasceu ou vive (<em>FT<\/em>).<\/p>\n<p>A fraternidade universal requer, ent\u00e3o, construir e manter uma comunidade de perten\u00e7a e solidariedade al\u00e9m dos limites f\u00edsicos, mentais ou morais. Para o Papa Francisco, a fraternidade baseia-se na amizade social, como fundamento da dignidade humana. Sejamos o eco deste sentimento!<\/p>\n<p><em>Jos\u00e9 An\u00edbal Barreiros<\/em><br \/>\n<em>(membro da Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz)\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 An\u00edbal Barreiros, Diocese de Coimbra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":270101,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-270100","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=270100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270100\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/270101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=270100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=270100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=270100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}