{"id":2699,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ofertorio-para-o-monumento-a-cristo-rei\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ofertorio-para-o-monumento-a-cristo-rei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ofertorio-para-o-monumento-a-cristo-rei\/","title":{"rendered":"Ofert\u00f3rio para o Monumento a Cristo-Rei"},"content":{"rendered":"<p>Nota do Conselho Permanente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa <!--more--> Nota do Conselho Permanente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa sobre o Ofert\u00f3rio para o Monumento a Cristo-Rei (23 de Novembro de 2003)  A ideia de erigir em Lisboa um Monumento a Cristo-Rei surgiu quando, em Setembro de 1934, D. Manuel Gon\u00e7alves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa, visitou o Monumento erguido a Cristo no alto do Corcovado, sobre o Rio de Janeiro. De regresso a Portugal, D. Manuel Gon\u00e7alves Cerejeira apresentou essa ideia a diversas entidades, tendo a proposta granjeado, desde logo, significativos apoios. Em Julho de 1936, o Cardeal Patriarca prop\u00f4s aos Bispos portugueses reunidos em Coimbra para a Festa da Rainha Santa a constru\u00e7\u00e3o do Monumento. Na Pastoral colectiva da Quaresma de 1937, os Bispos aprovaram oficialmente a ideia.  Come\u00e7ou, logo a seguir, a propaganda para a recolha do dinheiro necess\u00e1rio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da obra. Em diversos documentos surgidos nos finais da d\u00e9cada de 30, os Bispos portugueses recomendavam aos seus diocesanos a ora\u00e7\u00e3o e a generosidade para que o Monumento n\u00e3o demorasse a erguer-se.  O in\u00edcio da Segunda Guerra Mundial, se bem que tenha tornado mais dif\u00edcil a recolha de donativos, veio, por outro lado, criar mais um motivo para construir o Monumento. Diante da trag\u00e9dia que ensanguentava o mundo, os Bispos portugueses fizeram, em 20 de Abril de 1940, a solene promessa de erguerem a Est\u00e1tua, se Portugal fosse poupado aos horrores da guerra.  Em Junho de 1941 comprou-se o local onde havia de erguer-se o Monumento. A ideia do Patriarca de Lisboa ia, a pouco e pouco, ganhando forma. J\u00e1 depois de terminada a Segunda Guerra Mundial, numa Pastoral Colectiva publicada a 18 de Janeiro de 1946, os Bispos portugueses reafirmavam a inten\u00e7\u00e3o de levar por diante o projecto de dotar a cidade de Lisboa de um Monumento a Cristo-Rei. As dilig\u00eancias para a erec\u00e7\u00e3o do Monumento continuaram nos anos seguintes, com persist\u00eancia e entusiasmo, apesar de os donativos chegarem com lentid\u00e3o. Em Novembro de 1948 foi apresentado ao Patriarca de Lisboa o modelo de Monumento, da autoria do arquitecto Ant\u00f3nio Lino. No dia 18 de Dezembro de 1949, foi lan\u00e7ada a primeira pedra do Monumento que o Cardeal Patriarca de Lisboa solenemente benzeu. Entretanto, o escultor Mestre Francisco Franco era encarregado, em Agosto de 1950, de fazer o modelo da est\u00e1tua e o engenheiro D. Francisco de Mello e Castro fazia os c\u00e1lculos. A escassez de recursos econ\u00f3micos constitu\u00eda uma dificuldade sempre presente; contudo, a boa vontade e o sacrif\u00edcio dos fi\u00e9is fez com que, a pouco e pouco, a obra fosse ganhando forma. No final de 1956, o pedestal estava conclu\u00eddo e, no decurso de 1957 e 1958 moldava-se e fundia-se a imagem de Cristo. No dia 17 de Maio de 1959, o Monumento foi inaugurado, na presen\u00e7a de todos os Bispos portugueses.  Com a cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Set\u00fabal, o Monumento ficou situado na nova Diocese. Num per\u00edodo transit\u00f3rio, a Bula de cria\u00e7\u00e3o da nova Diocese deixou provisoriamente o Monumento sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do Patriarcado de Lisboa. Essa situa\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria foi ultrapassada, h\u00e1 cerca de cinco anos, quando o Monumento foi oficialmente integrado na Diocese de Set\u00fabal, sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do seu Bispo. H\u00e1 tempos que se vinha verificando a necessidade de obras de restauro, para contrariar a normal eros\u00e3o do bet\u00e3o armado, que come\u00e7ava a criar riscos f\u00edsicos para os visitantes. As obras, que acabaram por ser realizadas j\u00e1 sob a responsabilidade da Diocese de Set\u00fabal, custaram cerca de um milh\u00e3o de euros. Tratou-se, contudo, de um encargo incomport\u00e1vel para a administra\u00e7\u00e3o corrente do Monumento, que teve de se endividar para as pagar. Dado que o Monumento a Cristo-Rei foi erguido gra\u00e7as ao empenho dos fi\u00e9is de todas as Dioceses de Portugal, a Confer\u00eancia Episcopal quis colaborar com a Diocese de Set\u00fabal na restaura\u00e7\u00e3o do santu\u00e1rio; assim, decidiu que, em todo o pa\u00eds, os ofert\u00f3rios das missas do dia 23 de Novembro de 2003, Solenidade de Nosso Jesus Cristo, Rei do Universo, se destinar\u00e3o a ajudar a Diocese de Set\u00fabal a satisfazer esse encargo.  Al\u00e9m de constituir um gesto de solidariedade para com a Diocese de Set\u00fabal, a decis\u00e3o da Confer\u00eancia Episcopal tem como finalidade valorizar o Monumento a Cristo-Rei como local de peregrina\u00e7\u00e3o para o Povo de Deus. O Monumento possui, ali\u00e1s, estruturas que poder\u00e3o ser utilizadas por pessoas ou por grupos que queiram fazer do Monumento a Cristo-Rei um espa\u00e7o de ora\u00e7\u00e3o ou de reflex\u00e3o.  Pedimos o apoio e a generosidade de todos, pessoas e comunidades, para esta obra. Ela continua a ser, hoje, um testemunho da f\u00e9 e da confian\u00e7a dos portugueses em Cristo-Rei, o Senhor da hist\u00f3ria; ela continua, tamb\u00e9m, a evocar a presen\u00e7a cont\u00ednua de Cristo na cidade dos homens, de bra\u00e7os abertos, oferecendo ao mundo a paz e a salva\u00e7\u00e3o.  F\u00e1tima, 08 de Outubro de 2003<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota do Conselho Permanente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[147,174,181,207,91,314],"class_list":["post-2699","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-setubal","tag-fatima","tag-quaresma","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2699","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2699"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2699\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2699"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2699"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2699"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}