{"id":26873,"date":"2007-09-11T10:42:33","date_gmt":"2007-09-11T10:42:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/09\/11\/entre-redes\/"},"modified":"2007-09-11T10:42:33","modified_gmt":"2007-09-11T10:42:33","slug":"entre-redes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/entre-redes\/","title":{"rendered":"Entre redes"},"content":{"rendered":"<p>Jornalistas e Igreja falam de duas realidades distintas, com tempos e linguagens diferentes e, sobretudo, com objectivos por vezes distantes <!--more--> A &#8220;not\u00edcia&#8221;, em Igreja (como junto de outras institui\u00e7\u00f5es de dimens\u00e3o internacional), pode ser uma palavra geradora de ambiguidades. N\u00e3o pelo conte\u00fado, pela sua constru\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, antes pela experi\u00eancia dos que a vivem ou de pessoas ou organiza\u00e7\u00f5es que dela s\u00e3o protagonistas ou com ela est\u00e3o relacionadas. O que levar\u00e1 respons\u00e1veis da Igreja Cat\u00f3lica (aqui tomada como estudo de um caso) a tardarem coment\u00e1rios ao que vem a p\u00fablico, a reservarem para determinado momento a divulga\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es j\u00e1 tomadas ou a &#8220;esconderem&#8221; o que n\u00e3o acham que tem interesse? Com que efic\u00e1cia se produzem comunicados quando n\u00e3o sintonizam com os tempos dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social ou quando n\u00e3o respondem a quest\u00f5es por eles colocadas? Porque surge, por vezes, em aparente ou expl\u00edcita tens\u00e3o a rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja e o mundo dos media? As quest\u00f5es cruzam-se nos di\u00e1logos entre profissionais da comunica\u00e7\u00e3o e agentes pastorais que, na Igreja Cat\u00f3lica, procuram pistas para melhor percorrer o caminho dos media. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que falamos de duas realidades distintas, com tempos e linguagens diferentes e, sobretudo, com objectivos por vezes distantes.  O mundo medi\u00e1tico, sobretudo o que est\u00e1 envolvido por l\u00f3gicas empresariais, procura audi\u00eancias, pessoas em massa a quem possa vender an\u00fancios de publicidade; a Igreja Cat\u00f3lica, esquece multid\u00f5es para atender a preocupa\u00e7\u00f5es de uma pessoa singular e fazer com que aconte\u00e7a nela, em espec\u00edfico, o Evangelho.  A comunica\u00e7\u00e3o social n\u00e3o coloca limites \u00e0 criatividade, aos meios poss\u00edveis e imposs\u00edveis e aos recursos humanos e econ\u00f3micos para saber mais, para ter a hist\u00f3ria mais completa, para chegar primeiro do que o concorrente; o cristianismo traz como premissa fundamental o &#8220;deixar tudo&#8221; &#8211; mesmo que sem perceber muito &#8211; para seguir Cristo, a confian\u00e7a no que \u00e9 Senhor de todas as hist\u00f3rias e no que diz que os &#8220;primeiros ser\u00e3o os \u00faltimos&#8221;. E quando o mundo medi\u00e1tico reclama clareza no que acontece entre mulheres e homens que s\u00e3o sujeitos e objectos de comunica\u00e7\u00e3o, os que partilham o ideal crist\u00e3o podem n\u00e3o estar preocupados em saber ou revelar tudo o que acontece, podem n\u00e3o colocar tudo a circular na rede. Porque em causa est\u00e3o hist\u00f3rias de vida sustentadas por uma dimens\u00e3o espiritual e de rela\u00e7\u00e3o com Deus, em comunh\u00e3o entre pessoas e institui\u00e7\u00f5es, que \u00e9 mais determinante do que acontecimentos esperados ou inesperados. Ao direito, leg\u00edtimo, de informar ou n\u00e3o informar tamb\u00e9m se acrescentam as consequ\u00eancias de tal atitude. Porque a sociedade presente \u00e9 de informa\u00e7\u00e3o, onde o conhecimento se deixa fragmentar pelo que passa na comunica\u00e7\u00e3o social e o sentido da vida \u00e9 influenciado pelo que percorre os f\u00f3runs medi\u00e1ticos, distancias dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social podem colocar progressivamente no isolamento pessoas e mesmo institui\u00e7\u00f5es. Como em cada \u00e9poca, \u00e0 Igreja \u00e9 pedido o discernimento para descobrir os are\u00f3pagos de cada tempo, de cada grupo, de cada sociedade. Neles \u00e9 necess\u00e1rio marcar uma presen\u00e7a dialogante: a que sabe ouvir e a que tem coisas para dizer. Quando n\u00e3o se quer dizer nada, ser\u00e1 bom afirm\u00e1-lo ou que se fala no dia seguinte. Estando entre redes, a Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o pode correr o risco de ficar emaranhada em qualquer uma delas: a dos media, impiedosa diante do direito de informar, e a eclesial, que pode n\u00e3o descobrir a ac\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 pedida em cada momento da hist\u00f3ria. <i>Paulo Rocha, Director da Ag\u00eancia Ecclesia<\/i>  <B>Ler tamb\u00e9m<\/B> <a href=noticia.asp?noticiaid=50480> Mais jornalismo s\u00e9nior<\/a> <a href=noticia.asp?noticiaid=50472> Vemos, ouvimos e lemos n\u00e3o podemos ignorar<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalistas e Igreja falam de duas realidades distintas, com tempos e linguagens diferentes e, sobretudo, com objectivos por vezes distantes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-26873","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26873","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26873"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26873\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}