{"id":267969,"date":"2023-01-18T09:00:33","date_gmt":"2023-01-18T09:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=267969"},"modified":"2023-01-17T11:01:54","modified_gmt":"2023-01-17T11:01:54","slug":"cibercultura-que-nasce-do-saber-aprender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cibercultura-que-nasce-do-saber-aprender\/","title":{"rendered":"CIBERCULTURA que nasce do SABER APRENDER"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>H\u00e1 algum tempo que esta Rubrica de opini\u00e3o na <em>Ecclesia<\/em> se dedica ao Saber Aprender que nos caracteriza como parte das qualidades evolucion\u00e1rias que nos tornaram humanos. A nossa evolu\u00e7\u00e3o dependeu sempre da capacidade de nos relacionarmos uns com os outros, mas, sobretudo, depende daquilo que aprendemos uns com os outros. Por outro lado, para al\u00e9m do conte\u00fado daquilo que aprendemos, importa tamb\u00e9m <em>o modo<\/em> como aprendemos. Da\u00ed a import\u00e2ncia de \u201cSaber Aprender\u201d para continuarmos a faz\u00ea-lo de forma cont\u00ednua ao longo da nossa vida. Por\u00e9m, como o resultado de saber aprender influi sobre aquilo que fazemos, criando cultura, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil dar o passo de reconhecer que uma parte cada vez mais relevante da gera\u00e7\u00e3o de cultura acontece atrav\u00e9s da nossa vida e ambiente digitais. Nesse sentido, ao longo dos \u00faltimos anos parece-me ter visto crescer o impacte que a <em>cibercultura<\/em> tem sobre a espiritualidade. Por isso, creio ter chegado o momento da Rubrica dedicada ao Saber Aprender evoluir.<\/p>\n<figure id=\"attachment_267973\" aria-describedby=\"caption-attachment-267973\" style=\"width: 483px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/DALL\u00b7E-2023-01-17-09.11.33-realistic-photo-expressing-a-cyber-culture-nature-and-spirituality.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-267973 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/DALL\u00b7E-2023-01-17-09.11.33-realistic-photo-expressing-a-cyber-culture-nature-and-spirituality-1024x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"483\" height=\"483\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/DALL\u00b7E-2023-01-17-09.11.33-realistic-photo-expressing-a-cyber-culture-nature-and-spirituality.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/DALL\u00b7E-2023-01-17-09.11.33-realistic-photo-expressing-a-cyber-culture-nature-and-spirituality-260x260.jpg 260w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/DALL\u00b7E-2023-01-17-09.11.33-realistic-photo-expressing-a-cyber-culture-nature-and-spirituality-150x150.jpg 150w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/DALL\u00b7E-2023-01-17-09.11.33-realistic-photo-expressing-a-cyber-culture-nature-and-spirituality-768x768.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/DALL\u00b7E-2023-01-17-09.11.33-realistic-photo-expressing-a-cyber-culture-nature-and-spirituality-300x300.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/DALL\u00b7E-2023-01-17-09.11.33-realistic-photo-expressing-a-cyber-culture-nature-and-spirituality-980x980.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/DALL\u00b7E-2023-01-17-09.11.33-realistic-photo-expressing-a-cyber-culture-nature-and-spirituality-480x480.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-267973\" class=\"wp-caption-text\">Imagem criada pela Intelig\u00eancia Artificial DALL-E<\/figcaption><\/figure>\n<p>A <em>cibercultura<\/em> emerge da influ\u00eancia que as tecnologias de informa\u00e7\u00e3o t\u00eam sobre o nosso quotidiano, mas tamb\u00e9m a partir da viv\u00eancia das comunidades virtuais que nasceram da Era da Internet. O Dicion\u00e1rio de Oxford Online define <em>cibercultura<\/em> como \u2014 <em>\u00abas condi\u00e7\u00f5es sociais trazidas pela automa\u00e7\u00e3o e computa\u00e7\u00e3o.\u00bb<\/em> \u2014 Mas o Dicion\u00e1rio da Heran\u00e7a Americana amplia este significado para \u2014 <em>\u00aba cultura que nasce do uso das redes de computadores para a comunica\u00e7\u00e3o, o entretenimento, o trabalho e o neg\u00f3cio.\u00bb<\/em> Nem todos se identificam com estas defini\u00e7\u00f5es porque o computador e a internet podem ser meramente mediadores na cibercultura, n\u00e3o o seu ber\u00e7o. Ali\u00e1s, o mais pr\u00f3ximo da realidade que todos vivemos \u00e9 a da <em>cibercultura<\/em> como um movimento de gera\u00e7\u00e3o de estilos de vida a partir da imers\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o de tantas pessoas num ambiente digital assente em tecnologias de informa\u00e7\u00e3o. No entanto, parece-me haver ainda uma lacuna na interac\u00e7\u00e3o entre <em>cibercultura<\/em>, mundo f\u00edsico e espiritualidade que me leva a pensar quando Jesus disse \u2014 <em>\u00abPai, chegou a hora!\u00bb<\/em> (Jo 17, 1) \u2014 e aceitar que o SABER APRENDER evolu\u00edsse para CIBERCULTURA.<\/p>\n<p>Desde cedo que o ser humano \u00e9 capaz de ler, fisicamente, os sinais dos tempos. \u2014 <em> \u00abQuando vedes uma nuvem levantar-se do poente, dizeis logo: &#8216;Vem l\u00e1 a chuva&#8217;; e assim sucede. E quando sopra o vento sul, dizeis: &#8216;Vai haver muito calor&#8217;; e assim acontece. Hip\u00f3critas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do c\u00e9u; como \u00e9 que n\u00e3o sabeis reconhecer o tempo presente?\u00bb<\/em> (Lc 12, 54-56) \u2014 Mas essa capacidade est\u00e1 em permanente actualiza\u00e7\u00e3o porque a evolu\u00e7\u00e3o cultural acontece a um ritmo bem mais elevado do que a evolu\u00e7\u00e3o natural, exigindo a procura incessante de um novo equil\u00edbrio. Por outro lado, ao nos confrontarmos com as crises culturais que vivemos, existe um momento oportuno escondido em cada crise que poderia servir de oportunidade para amadurecermos se soubermos ler, em tempo \u00fatil, o <em>kairos<\/em> (o tempo certo, tempo oportuno) que esses momentos representam.<\/p>\n<p>Na \u201cTarde do Cristianismo\u201d, Tom\u00e1\u0161 Hal\u00edk refere estarmos num \u2014 <em>\u00abper\u00edodo da lenta metamorfose do ate\u00edsmo em subsequente <strong>apate\u00edsmo<\/strong>, a indiferen\u00e7a religiosa.\u00bb<\/em> (Paulinas, 2022, p. 63), sendo a palavra evidenciada um neologismo que resulta da s\u00edntese entre <em>apatia<\/em> e <em>ate\u00edsmo<\/em>. Isto \u00e9, Deus n\u00e3o me interessa, ainda que me pare\u00e7a n\u00e3o existir. E essa onda pode estar ligada com o tipo de evolu\u00e7\u00e3o cibercultural que temos assistido nos \u00faltimos anos. A internet oferece um mural quase infinito de conte\u00fados cujos algoritmos ajustam ao que nos interessa para captar a nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dia, um amigo e professor de inform\u00e1tica quis perceber at\u00e9 que ponto s\u00e3o estes algoritmos eficientes. Assim, entrou pela primeira vez no TikTok e foram precisos uns minutos apenas para que os algoritmos se adaptassem aos seus gostos e come\u00e7assem a mostrar conte\u00fado que iria mais ao encontro dos seus interesses. A intelig\u00eancia artificial que interage com a intelig\u00eancia humana \u00e9 capaz de entreter esta \u00faltima num intervalo de tempo cada vez menor, demonstrando a possibilidade de nos conhecer melhor do que nos conhecemos a n\u00f3s pr\u00f3prios. Por isso, a cibercultura poder\u00e1 ser j\u00e1 um fruto da interac\u00e7\u00e3o entre a nossa mente e os algoritmos. At\u00e9 que ponto pode o nosso pensamento estar j\u00e1 afectado por aquilo que os algoritmos nos induzem a pensar \u00e9, para mim, uma quest\u00e3o em aberto. Por outro lado, ser\u00e1, tamb\u00e9m, que a viv\u00eancia espiritual \u00e9 afectada pela viv\u00eancia ciberespacial?<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do novo s\u00e9culo que o <a href=\"https:\/\/www.broadbandsearch.net\/blog\/internet-statistics\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uso da internet<\/a> aumentou mais de 1300%, significando isso que mais de metade da popula\u00e7\u00e3o mundial usa a internet. As \u00faltimas estat\u00edsticas apontam para que um utilizador, ao n\u00edvel global, gaste em m\u00e9dia quase 7h a navegar pela internet por dia, ou seja, pouco menos do que um ter\u00e7o do dia, equivalente ao n\u00famero m\u00ednimo de horas para uma boa higiene de sono ou pr\u00f3ximo do tempo gasto num dia normal de trabalho. O jornalista Nicholas Carr no seu livro \u201cOs Superficiais\u201d reflecte sobre o que a internet est\u00e1 a fazer aos nossos c\u00e9rebros, modernizando o que Marshall McLuhan j\u00e1 havia intu\u00eddo relativamente a cada novo \u201cmeio de comunica\u00e7\u00e3o\u201d (<em>medium<\/em>): transforma-nos porque n\u00e3o s\u00f3 fornece mat\u00e9ria para pensar como modificam o pr\u00f3prio processo de pensamento. E no contexto \u201cintern\u00e9tico\u201d, Carr reconhece \u2014 <em>\u00abo que a Net parece estar a fazer \u00e9 lascar a minha capacidade para a concentra\u00e7\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o.\u00bb<\/em> \u2014 Pelo que, parece-me ver nesta e outras experi\u00eancias como a cibercultura possa influenciar a nossa viv\u00eancia espiritual.<\/p>\n<p>Em \u201c<em>Sharing Faith Online<\/em>\u201d, o jesu\u00edta Sean Salai s.j. partilha a experi\u00eancia <em>online<\/em> que fez com os Exerc\u00edcios Espirituais de Santo In\u00e1cio durante a pandemia. \u2014 <em>\u00abEu descobri que, quando os Crist\u00e3os v\u00e3o para al\u00e9m da visualiza\u00e7\u00e3o individualizada de v\u00eddeos para discutir quest\u00f5es mais profundas em grupos online, eles ficam mais confort\u00e1veis com a conversa\u00e7\u00e3o espiritual e desejam partilhar a f\u00e9 mais profundamente tanto offline como online, um sinal de esperan\u00e7a para a evangeliza\u00e7\u00e3o digital.\u00bb<\/em> (p. 12, New City Press. 2022). Mas n\u00e3o sei se passou o tempo suficiente para sabermos se o impacte gerado por essa experi\u00eancia ser\u00e1 duradoiro ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>A <em>cibercultura<\/em> \u00e9 uma realidade incontorn\u00e1vel e irrevers\u00edvel no \u00e2mbito da Evangeliza\u00e7\u00e3o Nova (porque se renova com a cibercultura), e n\u00e3o tanto uma Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o porque a mensagem n\u00e3o muda, s\u00f3 o modo como a partilhamos com os outros. O tempo para descobrir os valores intemporais que nos permitem viver com as tecnologias de informa\u00e7\u00e3o, sem estarmos demasiado dependentes dessas, \u00e9 agora. Precisamos desses valores para compreender o que significa ter uma viv\u00eancia ciberespacial saud\u00e1vel e profunda. N\u00e3o depende apenas do uso, mas do modo como o nosso ser se deixa transformar por isso.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-267969","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267969","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=267969"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267969\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=267969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=267969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=267969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}