{"id":267217,"date":"2023-01-10T14:40:56","date_gmt":"2023-01-10T14:40:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=267217"},"modified":"2023-01-10T14:55:19","modified_gmt":"2023-01-10T14:55:19","slug":"a-cruz-escondida-215","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-215\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>2022: Ano negro para os Crist\u00e3os e para a liberdade religiosa no mundo<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-267221\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ACN-20221124-136711-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Balan\u00e7o assustador<\/h4>\n<p>A Nig\u00e9ria, em \u00c1frica, a China, na \u00c1sia, e a Nicar\u00e1gua, na Am\u00e9rica Latina, s\u00e3o pa\u00edses em destaque quando se olha para o ano que agora terminou e se procura perceber como foi a viol\u00eancia contra a Igreja em todo o mundo. O balan\u00e7o \u00e9 terr\u00edvel. E a contabilidade faz-se de muitas formas.<\/p>\n<p>Bianka Zaia, uma mulher crist\u00e3 ass\u00edria de 38 anos de idade, foi detida pela pol\u00edcia em Novembro e estar\u00e1 na pris\u00e3o de Evin, nas imedia\u00e7\u00f5es de Teer\u00e3o, a capital iraniana. Ela foi detida \u201cpor ter participado em protestos de rua\u201d, na sequ\u00eancia da morte de Masha Amini, em Setembro, pela chamada \u2018pol\u00edcia da moralidade\u2019 do regime, por n\u00e3o estar a usar de forma correcta o v\u00e9u isl\u00e2mico. A sua situa\u00e7\u00e3o, diz a <em>AsiaNews<\/em>, \u201cfez soar o alarme\u201d, pois ela est\u00e1 detida numa ala destinada a presos pol\u00edticos, onde h\u00e1 o \u201cuso generalizado de tortura psicol\u00f3gica e f\u00edsica, incluindo agress\u00f5es sexuais\u201d. Bianka Zaia foi presa na noite de 26 de Novembro quando \u201cagentes \u00e0 paisana invadiram a sua casa\u201d e apreenderam diversos objectos, como o computador pessoal e telem\u00f3veis, \u201cal\u00e9m de uma B\u00edblia e imagens religiosas\u201d. O caso desta mulher iraniana \u00e9 apenas um exemplo da repress\u00e3o que se abateu sobre a comunidade crist\u00e3 ao longo do ano passado. Uma repress\u00e3o e viol\u00eancia que se traduziu em n\u00fameros tr\u00e1gicos. Nos 12 meses de 2022, houve o assassinato, pelo menos, de 17 sacerdotes e irm\u00e3s. De acordo com dados recolhidos pela Funda\u00e7\u00e3o AIS Internacional, s\u00f3 na Nig\u00e9ria foram mortos sete sacerdotes. Quatro, no desempenho das suas miss\u00f5es na Igreja, e mais tr\u00eas ap\u00f3s terem sido v\u00edtimas tamb\u00e9m de rapto. Em outros dois pa\u00edses houve tamb\u00e9m mortes violentas a registar. No M\u00e9xico, tr\u00eas padres foram v\u00edtimas dos cart\u00e9is da droga que t\u00eam o pa\u00eds sequestrado pela crueldade e medo, enquanto na parte oriental da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo dois sacerdotes foram baleados mortalmente tamb\u00e9m durante o ano que passou.<\/p>\n<h4>Mortos, presos, raptados\u2026<\/h4>\n<p>O continente africano tem sido palco de muita desta viol\u00eancia contra a Igreja. Sinal disso, foi em \u00c1frica que perderam a vida quatro das cinco religiosas assassinadas em 2022 no desempenho das suas miss\u00f5es. A \u00fanica excep\u00e7\u00e3o foi para o Haiti, onde a Irm\u00e3 Luisa Dell&#8217;Orto foi morta a tiro em Junho. Todos os outros casos ocorreram em pa\u00edses africanos. As Irm\u00e3s Mary Daniel Abut e Regina Roba estavam no Sul do Sud\u00e3o, em Agosto, quando foram mortas; a Irm\u00e3 Maria de Coppi, foi assassinada na miss\u00e3o de Chipene, em Mo\u00e7ambique, em Setembro; e a Irm\u00e3 Marie-Sylvie foi morta em Outubro, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. Sinal tamb\u00e9m da viol\u00eancia contra a Igreja \u00e9 o n\u00famero elevado de raptos de sacerdotes e irm\u00e3s. Durante 2022, houve um total de 42 padres raptados em diferentes pa\u00edses, dos quais 36 acabaram por ser libertados. No Mali, continua desconhecido o paradeiro do mission\u00e1rio alem\u00e3o Hans-Joachim Lohre, parceiro do projectos da Funda\u00e7\u00e3o AIS e que foi raptado em Novembro. Tamb\u00e9m continuam desconhecidos os paradeiros dos padres Joel Yougbar\u00e9, do Burquina Fasso, e John Shekwolo, da Nig\u00e9ria, ambos raptados em 2019. Mas a Nig\u00e9ria foi o pa\u00eds onde houve mais raptos. Foram 28 ao longo de 2022. Mas houve tamb\u00e9m raptos nos Camar\u00f5es, Burquina Fasso, Eti\u00f3pia, Haiti e Filipinas. Al\u00e9m de assassinatos e raptos h\u00e1 ainda a considerar as deten\u00e7\u00f5es. Na Ucr\u00e2nia, por exemplo, dois sacerdotes da Igreja Greco-Cat\u00f3lica Ucraniana que se encontravam a trabalhar em regi\u00f5es ocupadas pela R\u00fassia permanecem detidos e a Funda\u00e7\u00e3o AIS acompanha estes casos com preocupa\u00e7\u00e3o. Ambos enfrentam acusa\u00e7\u00f5es de terrorismo e h\u00e1, por isso, o receio de que possam estar a ser torturados. Outro pa\u00eds no centro das preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 a Nicar\u00e1gua. Onze membros do clero foram detidos ao longo dos \u00faltimos meses. Entre eles h\u00e1, pelo menos, dois seminaristas, um di\u00e1cono, um bispo e sete sacerdotes. D. Rolando \u00c1lvarez, Bispo de Matagalpa, que est\u00e1 em pris\u00e3o domicili\u00e1ria desde 19 de Agosto, come\u00e7ou a ser julgado a 10 de Janeiro, enfrentando a acusa\u00e7\u00e3o de \u201catentado \u00e0 integridade nacional\u201d. Um julgamento que tem de ser acompanhado com aten\u00e7\u00e3o, pois este bispo representa, de alguma forma, todo o sofrimento da comunidade crist\u00e3 na Nicar\u00e1gua.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2022: Ano negro para os Crist\u00e3os e para a liberdade religiosa no mundo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-267217","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=267217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267217\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=267217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=267217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=267217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}