{"id":26588,"date":"2007-08-27T17:47:13","date_gmt":"2007-08-27T17:47:13","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/08\/27\/sem-justica-nao-ha-paz\/"},"modified":"2007-08-27T17:47:13","modified_gmt":"2007-08-27T17:47:13","slug":"sem-justica-nao-ha-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sem-justica-nao-ha-paz\/","title":{"rendered":"Sem Justi\u00e7a n\u00e3o h\u00e1 Paz"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a entrada em vigor da lei que permite o aborto, que os seus patrocinadores eufemisticamente chamam IVG, n\u00e3o mais cessou a abordagem do tema nos mass media. Fic\u00e1mos a saber que se prev\u00ea a pr\u00e1tica de cerca de 20 000 abortos por ano nos hospitais, que os respons\u00e1veis garantem estarem em condi\u00e7\u00f5es de efectuar, e que ir\u00e3o custar ao er\u00e1rio p\u00fablico mais de 5,8 milh\u00f5es de euros por ano. Ser\u00e1 uma medida justa e em prol da paz social, logo dir\u00e3o os seus promotores. Ser\u00e1 mesmo? Jamais haver\u00e1 paz sem justi\u00e7a, e esta n\u00e3o \u00e9 uma medida justa. N\u00e3o \u00e9 justa, desde logo, para os nascituros que deixam de o ser, seres humanos inocentes e indefesos, imolados no altar de inconfess\u00e1veis conveni\u00eancias. Por mais que se ignore a trag\u00e9dia, por mais que se diga o contr\u00e1rio, trata-se do massacre de milhares e milhares de seres humanos! N\u00e3o \u00e9 justa para uma sociedade envelhecida que se v\u00ea privada das novas gera\u00e7\u00f5es que viriam rejuvenesc\u00ea-la e sustentar a sua velhice. O \u00edndice de natalidade est\u00e1 em 1,36, com tend\u00eancia a descer, e em 2006 o nascimento de beb\u00e9s \u00e9 o mais baixo desde que h\u00e1 estat\u00edsticas, segundo fonte do INE. E n\u00e3o \u00e9 justa para o normal contribuinte, obrigado a pagar impostos para custear uma actividade reprov\u00e1vel que a sua consci\u00eancia n\u00e3o aceita. Milh\u00f5es e milh\u00f5es gastos para matar seres humanos, com prioridade sobre as filas de espera para tratamento de doen\u00e7as! Com que fundamento, cumpre perguntar, o Estado se arroga o direito de custear com o er\u00e1rio p\u00fablico, a despesa dos abortos volunt\u00e1rios? Com o resultado do referendo, logo dir\u00e3o os fazedores da lei! H\u00e1, nesta parte, um equ\u00edvoco que cumpre denunciar e desmontar. A pergunta do referendo, a que apenas \u00bc dos eleitores votou \u201csim\u201d, incidia sobre a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto: estava em causa saber se os autores do aborto praticado at\u00e9 \u00e0s dez semanas continuariam a ser criminalmente punidos, ou se deixariam de o ser. Face ao resultado do referendo, o Estado entendeu demitir-se de proteger os inocentes e indefesos seres humanos eliminados naquela fase da sua vida, e legalizou a sua morte. Mas, n\u00e3o se ficando por a\u00ed, logo avan\u00e7ou para o custeamento dos abortos volunt\u00e1rios, como se garantisse um direito fundamental do cidad\u00e3o.  Nada mais errado! O aborto n\u00e3o \u00e9 um direito, \u00e9 antes um \u201cpoder de facto\u201d, que deixou de ser punido quando efectuado nas situa\u00e7\u00f5es previstas na lei. \u201cPromover\u201d o aborto a direito, equipar\u00e1-lo a um caso de sa\u00fade p\u00fablica, obrigar todos os contribuintes \u2013 os que concordam e os que n\u00e3o concordam, os que o praticam e os que n\u00e3o o praticam \u2013 a pagar impostos para o custear, \u00e9 um abuso e uma viol\u00eancia inadmiss\u00edvel em qualquer sociedade, muito mais numa sociedade democr\u00e1tica. O aborto volunt\u00e1rio, como ali\u00e1s a gravidez, n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a. Excep\u00e7\u00e3o feita aos casos de viola\u00e7\u00e3o, s\u00f3 engravida quem quer, e s\u00f3 aborta quem quer.  Enquanto \u00e9 compreens\u00edvel a protec\u00e7\u00e3o social \u00e1 natalidade \u2013 protegendo-a, a sociedade protege-se a si pr\u00f3pria \u2013 j\u00e1 n\u00e3o se compreende igual protec\u00e7\u00e3o ao aborto, um acto atentat\u00f3rio da pr\u00f3pria sociedade. Ningu\u00e9m defende que o suic\u00eddio \u00e9 um direito que o Estado deva proteger! Porque haver\u00e1 ent\u00e3o o Estado de patrocinar o \u201csuic\u00eddio social\u201d que \u00e9 o aborto? Descriminalizar o aborto, \u00e9 uma coisa; custe\u00e1-lo com o er\u00e1rio p\u00fablico, \u00e9 outra. N\u00e3o h\u00e1 que confundir as coisas, nem meter tudo no mesmo saco, como insistentemente vem sendo tentado.  Que, ao menos, n\u00e3o se nos negue o direito de protestar e denunciar! Queremos e lutamos por uma sociedade em paz, com a certeza, por\u00e9m, de que s\u00f3 h\u00e1 paz onde reina a justi\u00e7a.   <i> Comiss\u00e3o Diocesana \u201cJusti\u00e7a e Paz\u201d de Viseu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a entrada em vigor da lei que permite o aborto, que os seus patrocinadores eufemisticamente chamam IVG, n\u00e3o mais cessou a abordagem do tema nos mass media. 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