{"id":265476,"date":"2023-01-01T09:00:40","date_gmt":"2023-01-01T09:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=265476"},"modified":"2022-12-29T11:57:35","modified_gmt":"2022-12-29T11:57:35","slug":"divorcio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/divorcio\/","title":{"rendered":"Div\u00f3rcio!"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Miguel Neto, Diocese do Algarve<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_167647\" aria-describedby=\"caption-attachment-167647\" style=\"width: 391px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Miguel_Neto.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-167647 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Miguel_Neto-391x260.jpg\" alt=\"\" width=\"391\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Miguel_Neto-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Miguel_Neto-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Miguel_Neto-768x511.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Miguel_Neto-1080x719.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Miguel_Neto-980x652.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Miguel_Neto-480x319.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Miguel_Neto.jpg 1142w\" sizes=\"(max-width: 391px) 100vw, 391px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-167647\" class=\"wp-caption-text\">Padre Miguel Neto<\/figcaption><\/figure>\n<p>Estamos a viver um div\u00f3rcio permanente.<\/p>\n<p>Primeiramente, como sociedade, n\u00f3s somos cada vez menos, ou seja, h\u00e1 menos popula\u00e7\u00e3o e estamos cada vez mais sozinhos. E tal n\u00e3o acontece, apenas, porque temos cada vez mais separa\u00e7\u00f5es, apesar de, pela primeira vez, haver mais pessoas com o estado civil \u201cdivorciado\u201d, do que com o estado civil \u201cvi\u00favo\u201d, dizem dados dos \u00faltimos Censos, realizados em 2021. Mas porque as fam\u00edlias est\u00e3o mais pequenas e os dados da natalidade indicarem que seremos ainda menos, no futuro.<\/p>\n<p>Em 2021, a dimens\u00e3o m\u00e9dia dos agregados dom\u00e9sticos privados era de 2,5 pessoas por lar, sendo que um ter\u00e7o destes n\u00facleos familiares era composto por apenas dois elementos. A m\u00e9dia em 2011 era de 2,6 pessoas. Por sua vez, os agregados de uma pessoa (unipessoais) representam 24,8%, tendo o seu n\u00famero aumentado 18,6% na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Em contrapartida, as fam\u00edlias numerosas t\u00eam perdido peso no pa\u00eds. Em 2021, fam\u00edlias com quatro pessoas representam 14,7% da popula\u00e7\u00e3o e as de cinco, apenas 5,6%, quando, em 2011, significavam 16,6% e 6,5%, respetivamente.<\/p>\n<p>Somos 10 344 802 habitantes em Portugal (menos 2,1 % que h\u00e1 dez anos) e continuamos a ter uma popula\u00e7\u00e3o maioritariamente solteira (43,4%), n\u00famero que, at\u00e9, aumentou ligeiramente. Os casados (41,1 %) est\u00e3o a perder terreno para os divorciados, estes \u00faltimos com mais 2% que em 2011, totalizando 8 %.<\/p>\n<p>Ou seja, podemos n\u00e3o estar solit\u00e1rios, mas claramente vivemos sozinhos. Sim, porque a solid\u00e3o n\u00e3o implica que n\u00e3o habite com uma fam\u00edlia, ou um grupo heterog\u00e9neo de pessoas, da mesma forma que viver sozinho n\u00e3o implica que estejamos em solid\u00e3o. E as implica\u00e7\u00f5es maiores que estes dados t\u00eam na forma como vivemos, como nos relacionamos e pertencemos a comunidades, tem mesmo a ver com esta dicotomia solid\u00e3o\/sozinho fisicamente. Longe, vai o tempo em que ser ermita, era fisicamente estar mais perto de Deus.<\/p>\n<p>Viver sozinho pode ter a implica\u00e7\u00e3o de se ter rela\u00e7\u00f5es descart\u00e1veis, pouco dur\u00e1veis temporalmente, embora muito intensas. Ali\u00e1s, hoje a intensidade \u00e9 muito mais valiosa do que a durabilidade. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nos eletrodom\u00e9sticos, ou outros objetos, mas, sobretudo, nas rela\u00e7\u00f5es. Arriscava, mesmo, a dizer, que j\u00e1 n\u00e3o se criam rela\u00e7\u00f5es dur\u00e1veis, nem pensadas para tal e, por isso, vivemos permanentemente \u201cdivorciados\u201d de tudo e todos.<\/p>\n<p>Engana-se, quem esteja a pensar que vou somente falar da realidade familiar. A fam\u00edlia \u00e9 apenas uma das realidades nas quais encontramos esta quest\u00e3o mais vis\u00edvel. Mas h\u00e1 outras, mais profundas e complexas, em que se v\u00ea esta forma atual de viver e que v\u00e3o perdurar pelo futuro. Em primeiro lugar, h\u00e1 imensas franjas da sociedade que t\u00eam uma capacidade de relacionamento forte somente com quem pensa de forma igual, ou semelhante. N\u00e3o h\u00e1 gosto, tempo e espa\u00e7o para o confronto com o contradit\u00f3rio. S\u00f3 tem valor quem pensa como n\u00f3s e quem vai ao encontro das nossas opini\u00f5es e gostos. E n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o geracional. \u00c9 um modo de vida que re\u00fane v\u00e1rias pessoas de idades, proveni\u00eancia social, estatuto econ\u00f3mico, forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica\/profissional distintas, em torno de um grupo, para quem um determinado pensamento reinante \u00e9 \u00fanico e inquestion\u00e1vel.<\/p>\n<p>Posso concretizar isso com os imensos grupos religiosos crist\u00e3os cat\u00f3licos, f\u00edsicos ou digitais, que s\u00f3 se re\u00fanem \u00e0 volta daqueles que partilham do seu olhar e convic\u00e7\u00f5es, defendem uma vivencia crist\u00e3 particular, sejam eles tradicionalistas, conservadores, vanguardistas, ou progressistas. Nesses grupos fechados n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para aquele que pensa de outra forma e, quando h\u00e1 vozes dissonantes, ou s\u00e3o exclu\u00eddas, ou essas vozes n\u00e3o se sentem, elas mesmas identificadas com essa linha de pensamento e de partilha da F\u00e9, acabando por sair, criando outros grupos, que se alicer\u00e7am noutra ideia. Esquecemo-nos, tantas vezes, que os disc\u00edpulos de Cristo discordavam entre si, mas permaneceram, antes e depois da ressurrei\u00e7\u00e3o, em volta do \u00fanico Cristo. Discutindo, mas nunca se expulsado, desligando, ou bloqueando.<\/p>\n<p>Por outro lado, as rela\u00e7\u00f5es laborais tamb\u00e9m est\u00e3o cada vez mais prec\u00e1rias e temporais. Sinto que h\u00e1 menos fidelidade, assim como menos valor, n\u00e3o s\u00f3 quantitativo, mas qualitativo, no trabalho realizado. Por fim, a fam\u00edlia permanece junta, porque tantas vezes n\u00e3o existe possibilidade financeira para o div\u00f3rcio, aumentando a \u2018solid\u00e3o acompanhada\u2019. <em>\u00abO advogado especializado em div\u00f3rcio Ricardo Candeias ouve cada vez mais a men\u00e7\u00e3o a constrangimentos financeiros para a realiza\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcios, ao ponto de os considerar, neste momento, quase \u201cum luxo\u201d. Do que observa, o advogado diz haver um \u201cempobrecimento dos casais\u201d. Muitos n\u00e3o chegam a conseguir separar-se, aumentando os ex-casais que permanecem a viver juntos, \u201cem quartos separados e com vidas opostas\u201d, por impedimentos como a taxa de esfor\u00e7o calculada pelos bancos ultrapassar o m\u00e1ximo que permitiria a um e a outro elemento do casal ficar com o empr\u00e9stimo sozinho\u00bb, <\/em>relatava-se num artigo do Expresso, das jornalistas Joana Ascens\u00e3o e Sofia Miguel Rosa<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><em><strong>[1]<\/strong><\/em><\/a>. Ou podemos tamb\u00e9m analisar <em>como prov\u00e1vel \u00abque os n\u00fameros oficiais de div\u00f3rcio n\u00e3o expressem a efetiva vontade dos casais, situa\u00e7\u00e3o que explica que os pedidos que lhe chegam ao escrit\u00f3rio de advogados procuram \u201cno fundo, explicar os direitos, os deveres, o que \u00e9 que pode acontecer, o que \u00e9 que n\u00e3o pode acontecer, a demora, a situa\u00e7\u00e3o final das pessoas no caso de dar esse passo\u201d e, acrescenta que se h\u00e1 dez anos o maior problema dos casais eram os filhos, \u201ca decis\u00e3o final, hoje em dia, est\u00e1 muito dependente da parte financeira das pessoas\u201d\u00bb, <\/em>dizia a CNN, num artigo de Patr\u00edcia Pires<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Perante este div\u00f3rcio coletivo entre tudo e todos, que igualmente tem repercuss\u00f5es na vida publica e politica, onde h\u00e1 imensa dificuldade em compreender as medidas de quem governa, na minha perspetiva h\u00e1 dois caminhos a tomar: ou lutar contra a evidencia de que a realidade \u00e9 bastante diferente do que queremos e passamos, permanecendo anacronicamente na vida atual; ou tentamos compreender o Evangelho \u00e0 luz da atualidade, como disse o Papa Francisco, no passado dia 22 de dezembro, \u00e0 C\u00faria Romana:\u00a0 \u00ab\u201d<em>N\u00e3o \u00e9 o Evangelho que muda, somos n\u00f3s que come\u00e7amos a compreend\u00ea-lo melhor\u201d [S. Jo\u00e3o XXIII]\u201d. A convers\u00e3o, que o Conc\u00edlio nos ofereceu, foi a tentativa de compreender melhor o Evangelho, torn\u00e1-lo atual, vivo e operante neste momento hist\u00f3rico. E assim (\u2026) tamb\u00e9m na nossa \u00e9poca nos sentimos (\u2026) chamados \u00e0 convers\u00e3o. E este itiner\u00e1rio est\u00e1 longe de terminar. A reflex\u00e3o atual sobre a sinodalidade da Igreja nasce, precisamente, da convic\u00e7\u00e3o de que o percurso de compreens\u00e3o da mensagem de Cristo n\u00e3o tem fim e desafia-nos sem cessar. O contr\u00e1rio da convers\u00e3o \u00e9 o fixismo, ou seja, a sub-rept\u00edcia convic\u00e7\u00e3o de n\u00e3o precisar de qualquer nova compreens\u00e3o do Evangelho. Trata-se do erro de querer cristalizar a mensagem de Jesus numa forma \u00fanica e sempre v\u00e1lida; ao passo que a forma deve poder sempre mudar a fim de a subst\u00e2ncia permanecer sempre a mesma. A verdadeira heresia n\u00e3o consiste apenas em pregar outro Evangelho (\u2026) mas tamb\u00e9m em deixar de o traduzir nas linguagens e formas contempor\u00e2neas\u00bb<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p>Eu vou tentar caminhar pela segunda via. Um Feliz ano de 2023.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/2022-12-20-Pela-primeira-vez-houve-mais-div\u00f3rcios-de-casamentos-pelo-civil-do-que-pela-Igreja-que-tendem-a-tornar-se-residuais-d0c7a1d9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/2022-12-20-Pela-primeira-vez-houve-mais-div\u00f3rcios-de-casamentos-pelo-civil-do-que-pela-Igreja-que-tendem-a-tornar-se-residuais-d0c7a1d9<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/geral\/nunca-tantas-pessoas-se-quiseram-divorciar\/20241225\/618a55aa0cf2648aa1633110\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/geral\/nunca-tantas-pessoas-se-quiseram-divorciar\/20241225\/618a55aa0cf2648aa1633110<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2022\/december\/documents\/20221222-curia-romana.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2022\/december\/documents\/20221222-curia-romana.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Miguel Neto, Diocese do 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