{"id":26433,"date":"2007-08-16T13:16:27","date_gmt":"2007-08-16T13:16:27","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/08\/16\/50-anos-de-vocacao\/"},"modified":"2007-08-16T13:16:27","modified_gmt":"2007-08-16T13:16:27","slug":"50-anos-de-vocacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/50-anos-de-vocacao\/","title":{"rendered":"50 anos de voca\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Pe. Jos\u00e9 Augusto Pereira nasceu a 4 de Outubro de 1932 no lugar de Vila Seca na Freguesia de Pinheiro, no Concelho de Castro Daire, Distrito de Viseu, Diocese de Lamego. Foi ordenado Sacerdote a 15 de Agosto de 1957 na S\u00e9 de Lisboa, \u00e9 sacerdote da Diocese de Set\u00fabal e comemora Bodas de Ouro sacerdotais. Actualmente \u00e9 o Director da Comiss\u00e3o Diocesana de Arte Sacra; Assistente Diocesano do CPM, Assistente Espiritual do Externato Diocesano \u201cFrei Luis de Sousa\u201d de Almada e Coordenador da Escola da F\u00e9.  <b>Como foi a descoberta da sua voca\u00e7\u00e3o?<\/b> Foi importante a influ\u00eancia de duas tias freiras, que me provocaram, pois com a idade que tinha, n\u00e3o havia ideias claras, era mais o desejo de aventura, o desejo de ir, de sair. Com a ajuda delas, com a sua experi\u00eancia, com a sua motiva\u00e7\u00e3o e acima de tudo com a ora\u00e7\u00e3o delas \u00e9 que fui para o semin\u00e1rio. Fui a Lamego fazer o exame de admiss\u00e3o ao semin\u00e1rio onde tinham 120 inscri\u00e7\u00f5es e somente 70 vagas, como eu era dos mais novos tinha de ficar \u00e0 espera um ano. Como eu queria ir para o semin\u00e1rio, com ajuda das minhas tias religiosas e de um primo que estava em Santar\u00e9m, foi-me feita a proposta de ir para l\u00e1. O Semin\u00e1rio de Santar\u00e9m tinha acabado de ser restaurado, entrei a 25 de Abril de 1944.  <b>Como recorda o dia da sua ordena\u00e7\u00e3o?<\/b> Depois da experi\u00eancia de semin\u00e1rio, pela escolha do Senhor, foi com alegria e satisfa\u00e7\u00e3o. Recordo um dia j\u00e1 no Semin\u00e1rio dos Olivais o C\u00f3nego Figueiredo, Director Espiritual, que me chamou e perguntou se queria ser mesmo padre, para eu ficar a pensar nisso. Isso provocou-me no bom sentido. Estava no semin\u00e1rio desde mi\u00fado, era um querer que se foi esclarecendo. Fui ordenado na S\u00e9 de Lisboa a 15 de Agosto de 1957. Fomos ordenados dezoito sacerdotes para as v\u00e1rias dioceses, estudavam tamb\u00e9m em Lisboa os de Aveiro, Beja, e Algarve. Para a Diocese de Lisboa fomos ordenados nove sacerdotes.  <b>Qual o seu primeiro trabalho pastoral?<\/b>  O Sr. Patriarca pediu-me para ir para a Serra de Tomar ajudar o Pe. Jos\u00e9 Dias, que era j\u00e1 idoso, estava doente e tinha sido capel\u00e3o na guerra de 1914-18. No ano seguinte, em 1958 vim para o Pinhal Novo e  Rio Frio, em 1964 o Pinhal Novo tornou-se paroquia deixando de ser vicariato, o que merece uma palavra na medida em que na quest\u00e3o de Rio Frio ficou combinado que seria para  um sacerdote idoso ou doente. No Natal de 1964 saio de Rio Frio e venho para a Par\u00f3quia do Seixal, onde estive at\u00e9 ao ano de 1992.   <b>Quais os desafios que julga colocarem-se \u00e0 Igreja nos nossos dias?<\/b>  Houve tentativa de tirar a Igreja da Igreja, comprometer os crist\u00e3os com a vida, com a sociedade, nos locais onde podemos estar, pois h\u00e1 o perigo de a Igreja ficar dentro da Igreja. O grande problema para alem da forma\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os, onde a escola da f\u00e9 e a catequese de adultos s\u00e3o fundamentais para que tenhamos crist\u00e3os validos e conhecedores, com justifica\u00e7\u00e3o para a sua f\u00e9, para que n\u00e3o seja s\u00f3 sentimental; tem que ver com o facto de ser preciso criar condi\u00e7\u00f5es para que os crist\u00e3os estejam na viv\u00eancia social, pela sua forma\u00e7\u00e3o e sua presen\u00e7a.   <b>Bodas de ouro sacerdotais, 50 anos de sacerd\u00f3cio, de fidelidade, qual o conselho para quantos querem entregar a sua vida a Cristo ou d\u00e3o os primeiros passos na vida sacerdotal? <\/b>  Para mim fundamentalmente \u00e9 crer e assumir, temos tempo de estudo da pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o, h\u00e1 idade m\u00ednima para ordena\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o tem de ser assumida, temos de nos comprometer, temos de ser fieis \u00e0 palavra que demos. A partir do momento em que digo sim ao Senhor eu n\u00e3o posso ser mentiroso. Penso que nas dificuldades, \u00e9 necess\u00e1ria uma rela\u00e7\u00e3o forte com Deus, recordando a frase de S\u00e3o Paulo, nos momentos de prova\u00e7\u00e3o \u00ab Deus n\u00e3o permite que sejamos tentados acima das nossas for\u00e7as\u00bb. Eu disse sim, que foi consciente, depois n\u00e3o posso dizer n\u00e3o, \u00e9 uma quest\u00e3o de honra, e acima de tudo o Pai do C\u00e9u ajuda. Mas de facto eu tenho uma situa\u00e7\u00e3o privilegiada, duas tias religiosas sempre a rezar por mim, nas horas dif\u00edceis da voca\u00e7\u00e3o e de decis\u00e3o sempre contei com a ora\u00e7\u00e3o delas. Quando era um padre jovem foram dois esteios junto do Pai do c\u00e9u. Agrade\u00e7o a Deus por esta vida de entrega com esfor\u00e7o meu, com certeza, mas acima de tudo com ajuda do Pai do c\u00e9u, n\u00e3o tenho d\u00favida nenhuma.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pe. 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