{"id":26394,"date":"2007-08-13T16:42:49","date_gmt":"2007-08-13T16:42:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/08\/13\/amar-os-estrangeiros\/"},"modified":"2007-08-13T16:42:49","modified_gmt":"2007-08-13T16:42:49","slug":"amar-os-estrangeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/amar-os-estrangeiros\/","title":{"rendered":"Amar os estrangeiros"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Cardeal Sean O&#8217;Malley na Peregrina\u00e7\u00e3o do Migrante e Refugiado a F\u00e1tima <!--more--> Aqui me encontro hoje, diante de v\u00f3s \u2013 centenas de milhares de peregrinos vindos dos quatro cantos do mundo para estar em F\u00e1tima na casa de Maria. Perante v\u00f3s, volto-me para Jesus nosso Salvador, e do mais profundo do meu cora\u00e7\u00e3o imploro: \u00abSenhor, a tua M\u00e3e e os teus irm\u00e3os est\u00e3o l\u00e1 fora e querem Te vem. E a resposta que Jesus d\u00e1 hoje, \u00e9 a mesma de h\u00e1 dois mil anos: \u00abA minha M\u00e3e e os meus irm\u00e3os s\u00e3o aqueles que ouvem a palavra de Deus e a p\u00f5em em pr\u00e1tica.\u00bb   Aqui hoje em F\u00e1tima, v\u00f3s sois verdadeiramente a fam\u00edlia de Jesus porque acorrestes a louvar o nosso Pai do C\u00e9u e viestes buscar a for\u00e7a para abra\u00e7ar generosamente a palavra de Deus. O Evangelho de hoje come\u00e7a com Maria e os disc\u00edpulos a baterem \u00e0 porta do lugar onde Jesus est\u00e1. Mas a nossa hist\u00f3ria come\u00e7a com Deus a bater \u00e0 porta da humanidade, come\u00e7a com a Anuncia\u00e7\u00e3o. E Maria abre essa porta que permite a Deus entrar no nosso mundo, na nossa hist\u00f3ria, na nossa fam\u00edlia. Fiat \u2013 \u00abFa\u00e7a-se em mim segundo a tua palavra\u00bb. Estas s\u00e3o das primeiras palavras de Maria no Evangelho. Ela diz sim a Deus, sim ao amor, sim \u00e0 vida.    O te\u00f3logo alem\u00e3o Urs von Balthazar criou muitas express\u00f5es teol\u00f3gicas maravilhosas. Fala de Kniende theologie que quer dizer teologia de joelhos. \u00c9 mais importante conhecer Deus &#8211; que saber coisas sobre Deus; e \u00e9 na nossa vida de ora\u00e7\u00e3o que descobrimos Deus. E quando descobrimos Deus, descobrimos quem n\u00f3s somos, por que existimos e o que devemos fazer da nossa vida. Von Balthazar descreve o sim de Maria como Geschehenlassendes Ja &#8211; um sim que abre caminho para que algo aconte\u00e7a. O sim de Maria abre a porta da Hist\u00f3ria da Humanidade a Deus &#8211; que se faz um de n\u00f3s em Cristo.   Na entroniza\u00e7\u00e3o do Cardeal John O\u00b4 Connor estava presente aquela santa freira, a Madre Teresa de Calcut\u00e1, que quando se cruzou com ele, lhe sorriu e disse: \u00abBispo, abra caminho a Deus.\u00bb, d\u00ea licen\u00e7a a Deus.   Deus est\u00e1 \u00e0 espera de ser convidado a entrar nas nossas vidas. Como Jesus que se oculta aos disc\u00edpulos na estrada de Ema\u00fas e faz men\u00e7\u00e3o de continuar   viagem quando esses chegam ao destino. Os disc\u00edpulos no entanto convidam-no: \u00abFica connosco, Senhor.\u00bb O Senhor quer que o convidemos a entrar no  nosso cora\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 \u00e0 espera que lhe abramos caminho, que lhe digamos esse Geschehenlassendes Ja &#8211; esse sim que abre caminho para que algo aconte\u00e7a.   Se as primeiras palavras de Maria no Evangelho s\u00e3o: \u00abSeja feito em mim segundo a tua palavra\u00bb \u2013 sim \u2013, as suas \u00faltimas palavras encontram-se no Evangelho de Jo\u00e3o no relato das bodas de Can\u00e1: \u00abFa\u00e7am tudo o que Ele vos disser.\u00bb   Maria \u00e9 M\u00e3e de Cristo porque ouve a palavra de Deus e a p\u00f5e em pr\u00e1tica. Ela \u00e9 nossa M\u00e3e e as suas \u00faltimas palavras dizem-nos para escutar a palavra de Deus e a p\u00f4r em pr\u00e1tica.   Na primeira leitura da Missa de hoje, o livro do Deuteron\u00f3mio pergunta: O que quer Deus de v\u00f3s? Que sigais os seus caminhos, que o amais, que sirvais o Senhor com todo o cora\u00e7\u00e3o e toda a alma e que observais os seus mandamentos. A mesma leitura continua, descrevendo as ac\u00e7\u00f5es de Deus: O Senhor defende o \u00f3rf\u00e3o e a vi\u00fava e ama o estrangeiro, dando-lhe de comer e de vestir. E v\u00f3s tendes que amar o estrangeiro porque v\u00f3s mesmos fostes estrangeiros no Egipto.   Hoje est\u00e3o aqui muitos emigrantes que trabalham em terras distantes. \u00c9 bom que possais ouvir esta palavra da Escritura que nos lembra o amor especial que Deus tem pelos estrangeiros e os emigrantes.   A sorte dos emigrantes \u00e9 sempre dif\u00edcil, especialmente no princ\u00edpio. Durante vinte anos, a minha miss\u00e3o de padre foi trabalhar com os emigrantes em Washington. Havia muitos portugueses que tinham deixado as antigas col\u00f3nias depois da revolu\u00e7\u00e3o e que procuravam uma nova vida na Am\u00e9rica. Mas a maioria eram refugiados hisp\u00e2nicos que tinham escapado da Am\u00e9rica Central onde as guerras civis tudo devastavam.   Um dia veio ter comigo um homem. Entregou-me uma carta da mulher, sentou-se e come\u00e7ou a chorar.    A mulher zangava-se com ele por a ter deixado \u00e0 fome, a ela e aos oito filhos no devastado EI Salvador. Ela escrevia que tinha esperado mais de oito meses e ele ainda n\u00e3o tinha mandado not\u00edcias ou dinheiro. O homem contou-me ent\u00e3o, que tinha deixado a sua aldeia no EI Salvador e vindo ilegalmente para Washington porque se tinha tornado imposs\u00edvel fazer agricultura com a guerra. Estava a viver num quarto que partilhava com mais seis homens e trabalhava em dois restaurantes a lavar pratos. Disse-me que ia a p\u00e9 para o trabalho para n\u00e3o gastar dinheiro no autocarro e que n\u00e3o comprava comida mas que comia os restos dos pratos sujos que lavava. Todas as semanas mandava \u00e0 mulher todo o dinheiro que ganhava mas ela n\u00e3o tinha recebido as suas cartas. Perguntei-lhe se mandava cheque ou dinheiro. Ele respondeu-me que mandava contante e que metia o dinheiro e a carta num envelope que punha no marco de correio azul ali da esquina. Olhei pela janela e vi o marco de correio azul da esquina. Era um caixote de lixo todo chique. Mais uma vez pude constatar quantos sacrif\u00edcios os emigrantes fazem pelas suas fam\u00edlias e quantas prova\u00e7\u00f5es e humilha\u00e7\u00f5es passam, numa terra estrangeira, onde se fala uma l\u00edngua estranha, com costumes diferentes e n\u00e3o poucas vezes, um ambiente hostil.  Na Missa, abra\u00e7amos todos os emigrantes. Os que foram aben\u00e7oados com grande sucesso nas suas novas terras e os que ainda sofrem e lutam. O nosso Deus n\u00e3o v\u00ea a cor da pele nem faz diferen\u00e7a entre l\u00ednguas ou costumes. Ele v\u00ea a Sua crian\u00e7a e quer que n\u00f3s nos amemos e nos ajudemos.   Fazemos parte da fam\u00edlia de Jesus quando pomos em pr\u00e1tica os ensinamentos de Jesus. Jesus veio para revelar a face misericordiosa do Pai e para nos ensinar o mandamento de amor de Deus.   Nos Evangelhos Sin\u00f3pticos, lemos muito sobre as prega\u00e7\u00f5es de Jesus a prop\u00f3sito do Grande Mandamento. N\u00e3o \u00e9 a grande sugest\u00e3o, o grande conselho, a grande linha directiva \u00e9 um Mandamento.   Primeiro temos que amar a Deus com todo o cora\u00e7\u00e3o e toda a for\u00e7a, sobre todas as coisas. A trabalhar com pobres camponeses da Am\u00e9rica Central, que n\u00e3o sabiam ler nem escrever, a frase que eu estava sempre a ouvir era \u00abPrimero Dios\u00bb \u2013 Deus primeiro. Deus tem que ser primeiro nas nossas vidas, depois todas as nossas prioridades estar\u00e3o correctamente ordenadas. N\u00e3o amaremos menos as pessoas \u2013 mas mais, por amar a Deus. A segunda parte do Grande Mandamento \u00e9 amarmos o pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos. E Jesus ensina-nos na par\u00e1bola do Bom Samaritano que o nosso pr\u00f3ximo \u00e9 esse estrangeiro, esse homem ferido, essa pessoa esquecida \u2013 aquele que sofre e por isso tem um direito acrescido sobre o meu amor.  Jesus manda-nos amar os estranhos. Se s\u00f3 saudamos os nossos, n\u00e3o fazemos mais que os pag\u00e3os e os n\u00e3o crentes. Jesus manda-nos amar os nossos inimigos. E qu\u00e3o dif\u00edcil isso \u00e9. Mas Ele mostra-nos do alto da cruz como perdoa os Seus carrascos e o Bom Ladr\u00e3o.  Chesterton dizia que Deus nos manda amar o nosso pr\u00f3ximo e o nosso inimigo porque na maior parte das vezes s\u00e3o uma e a mesma pessoa.  Mas quando chegamos ao \u00faltimo Evangelho, o Evangelho de Jo\u00e3o, encontramos o ensinamento do Senhor sobre o amor especial que deve caracterizar os Seus disc\u00edpulos. Na \u00daltima Ceia, Jesus faz as suas despedidas e nesse momento t\u00e3o emotivo, d\u00e1-nos um novo mandamento e um sacramento. Ao lavar os p\u00e9s dos Seus Ap\u00f3stolos diz-lhes: \u00abDou-vos um mandamento novo &#8211; Amai-vos uns aos outros como Eu vos amo\u00bb. Este \u00e9 o novo mandamento e \u00e9 sobre o amor que deve existir entre n\u00f3s, os que seguimos a Jesus. O Evangelho de Jo\u00e3o n\u00e3o fala do amor ao pr\u00f3ximo, ao estrangeiro, ao inimigo mas do amor aos nossos condisc\u00edpulos na fam\u00edlia de Cristo.   Jesus diz \u00aba isso todos saber\u00e3o que sais meus disc\u00edpulos se vos amardes uns aos outros\u00bb. Jesus diz que n\u00e3o h\u00e1 maior amor que dar a vida pelo seu amigo.   Sim, antes de morrer, Jesus acrescenta ao Grande Mandamento do amor a Deus e ao pr\u00f3ximo, o novo mandamento \u00abAmai-vos como Eu vos amo\u00bb. O amor de Jesus \u00e9 a tabela, a medida do amor que os disc\u00edpulos devem ter uns pelos outros.  Jo\u00e3o, o disc\u00edpulo amado, autor do \u00faltimo Evangelho, viveu muitos anos no ex\u00edlio na Ilha de Patmos. J\u00e1 muito velhinho, a sua casa era uma caverna nas montanhas. Aos domingos vinham-no buscar e levavam-no em bra\u00e7os at\u00e9 \u00e0 aldeia para ele pregar na missa dominical. Para espanto de todos, o seu serm\u00e3o era sempre o mesmo: \u00abMeus filhos, amai-vos uns aos outros.\u00bb Muitas pessoas se lamentavam de que o pastor fazia sempre o mesmo serm\u00e3o, mas quando o pregador \u00e9 S\u00e3o Jo\u00e3o, o que \u00e9 que se h\u00e1-de fazer? At\u00e9 que algu\u00e9m se encheu de coragem, foi ter com S\u00e3o Jo\u00e3o e perguntou-lhe porque \u00e9 que ele fazia sempre o mesmo serm\u00e3o. Ele respondeu que pregava sempre essa mensagem do novo mandamento, porque Jesus a repetia constantemente enquanto estava com eles.   N\u00f3s que somos as m\u00e3es, e os irm\u00e3os e as irm\u00e3s de Jesus temos que ter esse amor especial uns pelos outros, esse amor pela Igreja, comunidade de f\u00e9, Corpo de Cristo.   Na \u00daltima Ceia, depois de nos dar o novo mandamento do amor, Jesus deixa-nos o sacramento do amor, a Eucaristia. Neste sacramento, Cristo faz-nos a entrega de si mesmo. Quando n\u00f3s recebemos este sacramento com f\u00e9 e devo\u00e7\u00e3o, encontramos a for\u00e7a para fazermos a entrega de n\u00f3s pr\u00f3prios a fim de vivermos a nossa miss\u00e3o no mundo, o grande mandamento do amor a Deus e ao pr\u00f3ximo &#8211; assim como o novo mandamento do amor pelos condisc\u00edpulos de Cristo.  Juntamo-nos aqui em F\u00e1tima para pedir a Maria que nos d\u00ea a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o e nos ajude a sermos disc\u00edpulos fi\u00e9is que seguem o Senhor nos caminhos que Ele nos abre com a Sua vida e as Suas palavras. Jesus deixou-nos o grande mandamento e o novo mandamento; Maria pediu-nos \u00abFazei tudo o que Ele vos disser\u00bb.   Assim, se a exemplo de Maria, fizermos tudo o que Cristo nos disser, seremos de facto seus irm\u00e3os e irm\u00e3s, a Sua Fam\u00edlia.   F\u00e1tima, 13 de Agosto de 2007 <i>Cardeal Sean O&#8217;Malley, Arcebispo de Boston<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Cardeal Sean O&#8217;Malley na Peregrina\u00e7\u00e3o do Migrante e Refugiado a F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[104,154,206,207,248,291],"class_list":["post-26394","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-america","tag-crianca","tag-familia","tag-fatima","tag-madre-teresa","tag-refugiados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26394"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26394\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}