{"id":26372,"date":"2007-08-13T10:31:15","date_gmt":"2007-08-13T10:31:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/08\/13\/paroquias-nao-podem-ser-trampolins-de-interesses-pessoais\/"},"modified":"2007-08-13T10:31:15","modified_gmt":"2007-08-13T10:31:15","slug":"paroquias-nao-podem-ser-trampolins-de-interesses-pessoais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/paroquias-nao-podem-ser-trampolins-de-interesses-pessoais\/","title":{"rendered":"Par\u00f3quias n\u00e3o podem ser trampolins de interesses pessoais"},"content":{"rendered":"<p>O Bispo Auxiliar de Braga,  D. Antonino Dias, disse ontem que as par\u00f3quias n\u00e3o podem ser trampolins para satisfazer interesses pessoais, sejam eles pol\u00edticos ou mesmo sociais.  O prelado, que presidiu \u00e0 Peregrina\u00e7\u00e3o Arciprestal a Nossa Senhora do Ros\u00e1rio do Monte da Franqueira, em Barcelos, salientou que, nas comunidades, ningu\u00e9m \u00e9 investido em autoridade para dominar, mas sim para servir. \u00abNingu\u00e9m \u00e9 investido em autoridade para se sentir patr\u00e3o, senhor e dono dos outros, dominando e enfraquecendo o entusiasmo e a esperan\u00e7a da comunidade no Senhor que vem\u00bb, disse.  Para D. Antonino Dias, todos os agentes da pastoral, sejam sacerdotes, catequistas, escuteiros, confrarias, membros dos grupos corais, zeladores ou membros das associa\u00e7\u00f5es, t\u00eam de fazer um s\u00e9rio exame de consci\u00eancia. Uma reflex\u00e3o, acrescentou, para \u00abavaliar o trabalho que fazemos, como o fazemos, com que conte\u00fados, com que persist\u00eancia, com que ardor e m\u00e9todos, como convencemos e somos capazes de envolver os outros na constru\u00e7\u00e3o dum mundo mais crist\u00e3o, mais solid\u00e1rio e participativo, testemunhando com alegria e dando raz\u00f5es da nossa esperan\u00e7a em Cristo Senhor\u00bb.  Nesta ordem de ideias, D. Antonino Dias real\u00e7ou que \u00abas nossas par\u00f3quias n\u00e3o podem ser trampolim para satisfazer inten\u00e7\u00f5es e interesses de pessoas em busca de promo\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social, empoleirando- se no escadote das suas ambi\u00e7\u00f5es pessoais ou colocando- se em bicos de p\u00e9s, tornando dif\u00edcil dobrar o pensamento e as costas perante a humildade crist\u00e3, atar a toalha \u00e0 cinta e lavar os p\u00e9s \u00e0s dores do mundo, agindo como Cristo agiu, com discri\u00e7\u00e3o e amor sincero\u00bb.  Por outro lado, salientou ainda, as comunidades n\u00e3o deveriam ser espa\u00e7os de mera reivindica\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os eclesiais \u00abonde tantas vezes, de bra\u00e7o dado com a falta de cultura na f\u00e9, surge a indelicadeza no trato, a fazer provocar, infelizmente tamb\u00e9m, mal acolhimento em quem recebe, pela arrog\u00e2ncia que se nota e navega na ignor\u00e2ncia obstinada de quem pensa que sabe tudo, de quem n\u00e3o quer e pensa que n\u00e3o precisa de saber mais, de quem julga que a Igreja n\u00e3o tem normas nem leis, que qualquer coisa serve ou tem de servir porque ele quer, tem direito, tem de ser excep\u00e7\u00e3o\u00bb.   <b>Semana do Migrante e do Refugiado<\/b> A Semana do Migrante e do Refugiado, que teve in\u00edcio ontem sob o lema \u201cA Fam\u00edlia Migrante\u201d, foi outro tema abordado na homilia do Bispo Auxiliar de Braga. O prelado lembrou a mensagem do Papa Bento XVI para este ano, que convida \u00e0 reflex\u00e3o sobre a condi\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias migrantes com os olhos postos na Sagrada Fam\u00edlia. No drama da Fam\u00edlia de Nazar\u00e9, obrigada a refugiar-se no Egipto, Bento XVI convida-nos a ver \u00aba dolorosa condi\u00e7\u00e3o de todos os migrantes, especialmente dos refugiados, dos exilados, dos deslocados, dos pr\u00f3fugos, dos perseguidos\u00bb.  O tema escolhido para este ano real\u00e7a o compromisso da Igreja a favor n\u00e3o s\u00f3 do indiv\u00edduo migrante, mas tamb\u00e9m da sua fam\u00edlia, disse D. Antonino Dias, real\u00e7ando que tem sido esse o programa da ac\u00e7\u00e3o pastoral da Arquidiocese de Braga nos \u00faltimos anos.  Na sua homilia, o prelado chamou a aten\u00e7\u00e3o para as imensas dificuldades que a fam\u00edlia do migrante enfrenta. Desde logo referiu a ruptura dos v\u00ednculos origin\u00e1rios que se verifica por vezes motivada pela dist\u00e2ncia. \u00abBento XVI tamb\u00e9m nos torna presente as dificuldades efectivas relacionadas com alguns \u201cmecanismos de defesa\u201d da primeira gera\u00e7\u00e3o emigrada, que correm o risco de constituir um impedimento para uma ulterior matura\u00e7\u00e3o dos jovens da segunda gera\u00e7\u00e3o, tornando-se necess\u00e1rio predispor interven\u00e7\u00f5es legislativas, jur\u00eddicas e sociais para facilitar tal integra\u00e7\u00e3o\u00bb, disse. Por outro lado, salientou, h\u00e1 cada vez mais mulheres a deixarem os seus pa\u00edses \u00e0 procura de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e que acabam v\u00edtimas do tr\u00e1fico de seres humanos e da prostitui\u00e7\u00e3o. Por fim, D. Antonino Dias referiu ainda os estudantes estrangeiros, defendendo a exist\u00eancia de institui\u00e7\u00f5es, incluindo as comunidades crist\u00e3s, que ajudem a tornar menos dolorosa a falta de apoio familiar destes jovens  e os ajudem a integrar-se nos meios que os acolhem.    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Bispo Auxiliar de Braga, D. Antonino Dias, disse ontem que as par\u00f3quias n\u00e3o podem ser trampolins para satisfazer interesses pessoais, sejam eles pol\u00edticos ou mesmo sociais. 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