{"id":263050,"date":"2022-12-06T17:43:50","date_gmt":"2022-12-06T17:43:50","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=263050"},"modified":"2022-12-06T17:50:51","modified_gmt":"2022-12-06T17:50:51","slug":"a-cruz-escondida-210","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-210\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>L\u00edbano: Funda\u00e7\u00e3o AIS apoia as irm\u00e3s que cuidam dos doentes psiqui\u00e1tricos<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-263054\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/ACN-20220714-130933-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Amar os \u00faltimos<\/h4>\n<p>\u00c9 o \u00fanico hospital psiqui\u00e1trico em todo o L\u00edbano. As Irm\u00e3s Franciscanas lutam desesperadamente para que nada falta a cada um dos mais de mil pacientes. Todos eles t\u00eam em comum o facto de possu\u00edrem algum tipo de defici\u00eancia mental e f\u00edsica e de terem sido rejeitados pelas suas fam\u00edlias. Sem mais ningu\u00e9m, resta-lhes o amor das irm\u00e3s. Mas elas est\u00e3o aflitas. Mal conseguem manter as portas do hospital abertas, comprar os medicamentos, a comida, tudo\u2026 E pedem-nos ajuda.<\/p>\n<p>\u00c9 um hospital psiqui\u00e1trico semelhante a todos os outros. Com a diferen\u00e7a, enorme, de que os doentes foram rejeitados pelas suas fam\u00edlias. Todos. S\u00e3o homens e mulheres, novos e velhos, crian\u00e7as e jovens. Cada um deles traz consigo uma hist\u00f3ria tr\u00e1gica de abandono, cada um deles \u00e9 um retrato tamb\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica a que chegou o L\u00edbano. O pa\u00eds atravessa talvez a maior crise econ\u00f3mica de toda a sua hist\u00f3ria. A infla\u00e7\u00e3o alt\u00edssima empurrou praticamente toda a sociedade para a pobreza e isso est\u00e1 a afectar j\u00e1, e de forma dram\u00e1tica, a sobreviv\u00eancia de muitas comunidades religiosas. Uma delas, a das Irm\u00e3s Franciscanas da Cruz, lan\u00e7ou um grito de alarme: \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil manter as portas abertas do hospital psiqui\u00e1trico Deir El-Saleeb, assim como de todas as outras estruturas m\u00e9dicas que possuem no pa\u00eds. O hospital, considerado como um dos maiores em todo o M\u00e9dio Oriente, tem mais de mil pacientes. A crise empurrou as irm\u00e3s para o desespero. As contas n\u00e3o param de crescer e \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil pagar aos fornecedores.<\/p>\n<h4>Situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica<\/h4>\n<p>Sem dinheiro, o que podem fazer as irm\u00e3s? Deixar de pagar a electricidade? Ou n\u00e3o pagar os medicamentos? Ou deixar de comprar a comida ou os combust\u00edveis, que asseguram, por exemplo, o funcionamento da lavandaria? Todos os dias, passam por l\u00e1 mais de 4 toneladas de roupa suja. Quatro toneladas\u2026. Que fazer? Quem lida todos os dias com os doentes psiqui\u00e1tricos afei\u00e7oa-se a eles de forma impercept\u00edvel. Aos poucos deixa de se ver a pr\u00f3pria defici\u00eancia e s\u00f3 se repara que se est\u00e1 perante uma pessoa que precisa de ser amada e respeitada. Rachel Njeim, uma das respons\u00e1veis do Hospital, fala disto com um indisfar\u00e7\u00e1vel amor, mas tamb\u00e9m com uma enorme m\u00e1goa \u00e0 mistura. \u201cQuando come\u00e7amos a trabalhar, sabemos que j\u00e1 n\u00e3o os podemos largar. No hospital, temos dois tipos de pacientes: os psiqui\u00e1tricos e os que t\u00eam atraso mental. Ambas s\u00e3o doen\u00e7as graves e nenhuma se pode curar a 100%. As fam\u00edlias n\u00e3o aceitam os filhos e algumas fam\u00edlias dizem-nos: \u2018se ele morrer, diga-me\u2019.\u201d<\/p>\n<h4>Quase sem apoios<\/h4>\n<p>Os doentes que ali est\u00e3o n\u00e3o sabem que foram abandonados. Passaram a ter outra fam\u00edlia, come\u00e7aram a descobrir o encanto dos sorrisos, o carinho das irm\u00e3s e dos funcion\u00e1rios, a aten\u00e7\u00e3o que s\u00f3 o amor \u00e9 capaz. Os doentes que ali est\u00e3o n\u00e3o sabem tamb\u00e9m que as irm\u00e3s est\u00e3o a travar uma luta desesperada para manter abertas as portas do hospital. \u201cPrecisamos de alimentos, precisamos de medicamentos\u2026\u201d, diz-nos Rachel. No meio do caos em que se transformou o L\u00edbano, os problemas do hospital ganham ainda mais relevo. Com a sociedade empobrecida, toda a ajuda que as irm\u00e3s recebiam ficou reduzida quase a zero. O pr\u00f3prio Estado, falido, reduziu os parcos subs\u00eddios que atribu\u00eda ao hospital. As irm\u00e3s pedem-nos ajuda. Na verdade, \u00e9 um pedido de socorro. Todos os dias \u00e9 preciso dar medicamentos, todos os dias \u00e9 preciso alimentar os doentes, todos os dias \u00e9 preciso lavar a roupa, ligar os aquecedores. Todos os dias\u2026 A Funda\u00e7\u00e3o AIS lan\u00e7ou uma campanha, neste Natal, para ajudar estes doentes psiqui\u00e1tricos. Com 20 euros pode comprar-se uma caixa de medicamentos. \u00c9 s\u00f3 uma caixa, s\u00e3o mais de mil doentes, mas \u00e9 um come\u00e7o\u2026 \u201c<a href=\"https:\/\/youtu.be\/IlJpFIQ3ajs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Quero agradecer-vos muito, de todo o cora\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d, diz Rachel Njeim. \u201cA Funda\u00e7\u00e3o AIS est\u00e1 a dar-nos oxig\u00e9nio, est\u00e1 a mostrar-nos que Deus actua mesmo. Voc\u00eas s\u00e3o a nossa retaguarda. Obrigada!\u201d Agora est\u00e1 do nosso lado. Vamos aceitar este desafio? Vale a pena pensar nisto&#8230;<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_18843\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IlJpFIQ3ajs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edbano: Funda\u00e7\u00e3o AIS apoia as irm\u00e3s que cuidam dos doentes 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