{"id":26284,"date":"2007-08-07T15:31:18","date_gmt":"2007-08-07T15:31:18","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/08\/07\/percalcos-no-caminho\/"},"modified":"2007-08-07T15:31:18","modified_gmt":"2007-08-07T15:31:18","slug":"percalcos-no-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/percalcos-no-caminho\/","title":{"rendered":"Percal\u00e7os no caminho"},"content":{"rendered":"<p>Novo dia come\u00e7a cedo para os peregrinos que cedo querem chegar ao destino. Atravessando a cidade pela estrada principal a pouco e pouco vai-se saindo do Porri\u00f1o, cidade onde o grupo pernoitou. Uns espalhados no corredor, outros tiveram alojamento nas camaratas. A \u00fanica diferen\u00e7a s\u00e3o as camas, mas havendo um colch\u00e3o, tamb\u00e9m se dorme. E mais grupos foram entrando depois dos 18 vindos de Vila Nova de Famalic\u00e3o.  A caminho da nova etapa para este dia &#8211; Porri\u00f1o \/ Redondela prop\u00f5e 17 quil\u00f3metros. Andando pelas ruas ainda se encontram resqu\u00edcios do \u201cNunca M\u00e1s!\u201d &#8211; slogan que correu mundo quando o barco Prestige derramou petr\u00f3leo ao largo da costa da Galiza. Na altura, em 2003, \u201chavia mais faixas penduradas nas casas\u201d, relembra um repetente.  A primeira etapa do caminho segue pela estrada nacional 550. Aqui os peregrinos misturam-se com os carros e carrinhas que passam. \u00c9 normal ouvirem-se apitos de sauda\u00e7\u00e3o para quem vai em peregrinagem.  A concha marca 95.333 para Santiago de Compostela e \u00e9 altura de mudar o rumo para se seguir por entre as \u00e1rvores. \u00c0 frente, uma clareira com uma capela onde se sente o cheiro a eucalipto.   O sol ainda n\u00e3o queima mas vai aquecendo os passos e despem-se os casacos que confortavam do frio da manh\u00e3.   Come\u00e7a a esperada subia quando a concha marca o quilometro 93.194. O grupo vai espa\u00e7ando conforme a resist\u00eancia. Mas ainda de p\u00e1ra para ver algumas ovelhas a comer no pasto. A meio da subida, uma fonte serve para parar, beber \u00e1gua e encher as garrafas, pois o dia ainda promete.  Passados 600 metros a subida d\u00e1 descanso, mas o grupo j\u00e1 se estendeu. H\u00e1 quem prefira n\u00e3o abrandar o passo na subida para n\u00e3o custar mais, outros preferem ir calmamente conforme a sua resist\u00eancia.   L\u00e1 em cima a natureza toma conta do sil\u00eancio. Sente-se o vento, os p\u00e1ssaros a chilrear e ao longe um c\u00e3o a ladrar. E a respira\u00e7\u00e3o ofegante de quem vai chegando. A subida \u00e9 feita em asfalto no meio de casas que ladeiam a estrada.   Na d\u00favida do caminho para se virar para cima ou para baixo, \u201c\u00e9 para baixo!\u201d, diz uma senhora que cuida das vinhas \u00e0 beira da estrada.   O percurso foi de subida, mas agora a descida \u00e9 \u00edngreme. Se os m\u00fasculos ressentem a subida, os joelhos fazem doer a descida, pois no percurso de Chan das Pipas se n\u00e3o se travar ligeiramente, o mais certo \u00e9 cair.   J\u00e1 falta pouco para entrar em Redondela que se avista mais \u00e0 frente. O grupo une-se para entrar junto na localidade, onde a concha indica faltarem 84.181 para Santiago de Compostela.   Entrando na vila encontra-se o albergue no centro. Um ribeiro passa mesmo \u00e0 porta onde j\u00e1 est\u00e3o peregrinos a descansar, pois o sol convida a isso.  De albergue em albergue v\u00e3o-se encontrando os mesmo grupos, pois o ritmo de caminhada e o calend\u00e1rio do percurso \u00e9 o mesmo. Os hor\u00e1rios \u00e9 que divergem.  O albergue de Redondela est\u00e1 cheio. Algumas pessoas ainda esperam \u00e0 entrada para saber se \u00e9 poss\u00edvel mas \u201cpara 18 pessoas n\u00e3o d\u00e1\u201d, diz a recepcionista. A solu\u00e7\u00e3o que apresenta ao grupo \u00e9 ir \u00e0 pol\u00edcia e pedir as chaves de um gin\u00e1sio.  Segue o grupo para a pol\u00edcia para pedir autoriza\u00e7\u00e3o. \u201cPrimeiro t\u00eam de passar pelo \u00abajuntamento\u00bb\u201d. A C\u00e2mara Municipal tem de dar o aval para ser ter acesso ao gin\u00e1sio. O vereador da cultura da autarquia consegue que permitam o uso do gin\u00e1sio antes das 19h, pois o grupo \u201cest\u00e1 cansado e precisa de descansar\u201d, pede o Pe. Ant\u00f3nio Machado. Pedido aceite e os peregrinos rumam ao gin\u00e1sio, 500 metros mais \u00e0 frente.   Mais percal\u00e7os destes ir\u00e3o surgiu, refere a recepcionista no albergue em Redondela. Os grupos ser\u00e3o os mesmo e se anteciparem o hor\u00e1rio de sa\u00edda, chegar\u00e3o primeiro ao albergue seguinte.   A entrada nestas infraestruturas est\u00e1 organizada por ordem de chegada. N\u00e3o se aceitam reservas e t\u00eam prioridade os grupos que caminham a p\u00e9 de mochilas \u00e0s costas. S\u00f3 depois os que levam carro de apoio &#8211; caso do grupo de Vila Nova de Famalic\u00e3o. Os peregrinos de bicicleta e a cavalo entram por \u00faltimo.  \u201cA partir de Janeiro de 2008 os albergues ser\u00e3o pagos\u201d, adianta ainda a recepcionista. \u201cEstas infraestruturas d\u00e3o muita despesa\u201d, acrescenta o Pe. Ant\u00f3nio Machado. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo dia come\u00e7a cedo para os peregrinos que cedo querem chegar ao destino. Atravessando a cidade pela estrada principal a pouco e pouco vai-se saindo do Porri\u00f1o, cidade onde o grupo pernoitou. Uns espalhados no corredor, outros tiveram alojamento nas camaratas. A \u00fanica diferen\u00e7a s\u00e3o as camas, mas havendo um colch\u00e3o, tamb\u00e9m se dorme. 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