{"id":26229,"date":"2007-08-03T15:08:29","date_gmt":"2007-08-03T15:08:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/08\/03\/uma-missao-para-todas-as-idades\/"},"modified":"2007-08-03T15:08:29","modified_gmt":"2007-08-03T15:08:29","slug":"uma-missao-para-todas-as-idades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-missao-para-todas-as-idades\/","title":{"rendered":"Uma Miss\u00e3o para todas as idades"},"content":{"rendered":"<p>O Ver\u00e3o oferece experi\u00eancias mission\u00e1rias que se transformam em percursos interiores de descoberta <!--more--> Tempo de Ver\u00e3o, tempo de f\u00e9rias. \u00c9 uma verdade para uns, mas que vai mudando. O n\u00famero de volunt\u00e1rios que partem em miss\u00e3o assim o dita. Jovens estudantes, jovens licenciados, mais velhos e mais novos, procuram viver uma experi\u00eancia, que passando de boca em boca, vai contagiando e enviando portugueses para terras de miss\u00e3o.   Pela primeira vez parte Jefrey Capit\u00e3o. Tem 19 anos e dia 8 de Agosto parte rumo a Cabo Verde. Junta-se a mais oito jovens, da Ap\u00falia, Esposende, para uma experi\u00eancia de 21 dias.   \u201cAchei que era uma boa altura para expandir os meus horizontes da f\u00e9 e partilh\u00e1-la num pa\u00eds africano\u201d. O projecto em Pedra Badejo, na Ilha de Santiago, foi j\u00e1 iniciado por outros jovens. Por isso, dando continuidade, v\u00e3o trabalhar em v\u00e1rias tarefas. Jefrey, particularmente, vai ensinar m\u00fasica, outros v\u00e3o trabalhar em ateliers com crian\u00e7as.  Antes da partida, os jovens que repetem a experi\u00eancia partilham \u201ca alegria das crian\u00e7as\u201d, refere. A expectativa de uma nova cultura, muito diferente de Portugal n\u00e3o o assusta. \u201cSe respeitar as pessoas, acredito que tudo correr\u00e1 bem\u201d.   Est\u00e1 prestes a realizar um sonho. \u201cEste trabalho \u00e9 fundamental para qualquer pessoa\u201d. No regresso \u201cespero vir mais aberto, mais desperto e ter crescido na f\u00e9\u201d e poder partilhar a experi\u00eancia com outros.  Outra experi\u00eancia tem Ana Laura Guedes. Em 2000 partiu para uma pequena experi\u00eancia de voluntariado. Na altura, ainda trabalhava como professora do ensino b\u00e1sico, e com apenas um m\u00eas de f\u00e9rias, era esse o tempo dispon\u00edvel para partir. Em Angola trabalhou com a Sociedade Mission\u00e1ria Boa Nova e com as Escravas do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, as primeiras que a acolheram.  A partir daqui, todos os Ver\u00f5es a experi\u00eancia repetia-se. Durante um m\u00eas ia para Luena, a 1300 quil\u00f3metros de Luanda, em Angola, para trabalhar nas escolas e a partir daqui surgiu o contacto com os Salesianos.  Ainda em tempo de guerra, Ana Laura recorda as primeiras viagens como experi\u00eancias muito gratificantes. No final da guerra, levou sete volunt\u00e1rios consigo, em experi\u00eancias de um m\u00eas, novamente.   Em 2004 foi o \u00fanico ano em que n\u00e3o pode voltar. \u201cCom muita pena, custou-me muito ficar\u201d, acrescenta. Em 2005 rumou ao Brasil, para Bel\u00e9m, onde esteve com os Salesianos, a trabalhar num bairro com os sem terra.   Em 2006, voltou a Angola. Mas ficou em Luanda, juntamente com outro volunt\u00e1rio, por um per\u00edodo de 50 dias, numa experi\u00eancia com meninos de rua, numa par\u00f3quia que tem duas casas para crian\u00e7as &#8211; \u201cuma para os adaptar a regras e outra de uma fam\u00edlia com cinco filhos, que acolhe 13 meninos de rua, que est\u00e3o j\u00e1 a estudar\u201d.   Este ano a experi\u00eancia em Luena repete-se, mas por mais tempo. Na realidade, est\u00e1 em Portugal por um per\u00edodo de poucos dias, pois amanh\u00e3, dia 4, volta para \u00c1frica para retomar o projecto que iniciou em Janeiro deste ano, que findar\u00e1 s\u00f3 em Dezembro, porque a reforma e os seus 57 anos assim o permitem.  N\u00e3o est\u00e1 directamente a dar aulas, mas se assim houver necessidade tamb\u00e9m o faz, nas \u00e1reas do portugu\u00eas e matem\u00e1tica. Trabalha directamente com os professores na organiza\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica da escola. Mas \u201cfa\u00e7o tudo aquilo que \u00e9 preciso\u201d. D\u00e1 aulas aos professores tamb\u00e9m, sejam eles italianos ou indianos. O importante \u00e9 levar \u201co esp\u00edrito aberto e estar dispon\u00edvel para o que nos pedem\u201d.   O sonho de partir em miss\u00e3o h\u00e1 muito que Ana Laura o sentia, apesar da sua concretiza\u00e7\u00e3o apenas em 2000. Recorda que nesse ano ficou de \u201ctal forma apaixonada pelos mission\u00e1rios\u201d e contagiada pela alegria e forma de estar mostrando enorme dedica\u00e7\u00e3o ao povo angolano, \u201cque enfrentam situa\u00e7\u00f5es muito prec\u00e1rias, leva-me constantemente a querer partir e a levar pessoas comigo\u201d.   As mudan\u00e7as, sabe que n\u00e3o as vai fazer, \u201cnem podemos ir com esse esp\u00edrito\u201d. Mas foi contagiando todos os que percebem o seu entusiasmo pelo trabalho que faz em Luena.  Em Aveiro esteve ligada ao Secretariado Diocesano de Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria, onde participava na forma\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios de curta dura\u00e7\u00e3o, por isso sente que tamb\u00e9m contribuiu para entusiasmar outras que v\u00e3o partindo.  Quando regressa a Portugal \u201cvenho muito feliz, porque tamb\u00e9m j\u00e1 vou feliz\u201d. N\u00e3o esconde as saudades, mas que s\u00e3o sentidas em terras africanas e portuguesas. Admite que n\u00e3o pode decidir ir definitivamente, mas \u201ctalvez gradualmente v\u00e1 ficando por l\u00e1\u201d. Com maior disponibilidade para estar em \u00c1frica, \u201ccontinuo a ter em Portugal a minha fam\u00edlia, que me entusiasma para ir, mas a quem eu me sinto ligada, claro\u201d.  Os mission\u00e1rios com quem convive \u201ce que acompanha o crescimento\u201d, os sorrisos e a forma de viver daquele povo, s\u00e3o sempre motivos para voltar. As experi\u00eancias de um m\u00eas s\u00e3o importantes, mas Ana Laura sublinha que ficar mais tempo permite \u201cconhecer e acompanhar o desenvolvimento\u201d de uma forma mais frut\u00edfera. \u201cTenho feito grandes amigos, que todos os anos encontro, constantemente me recordam e partilham situa\u00e7\u00f5es que vivemos\u201d.  A alegria nas ruas, as crian\u00e7as a brincarem, confian\u00e7a que estabelece, a descoberta que faz das pessoas s\u00e3o momentos que Ana Laura guarda e que a leva constantemente a Luena.  Quem vai pela primeira vez, mas n\u00e3o nega a possibilidade de voltar por mais tempo \u00e9 o Tiago Marques. Com 24 anos parte hoje para Angola, para duas miss\u00f5es &#8211; Nzeto e Tomboco, no Norte de Luanda, que os Mission\u00e1rios do Verbo Divino mant\u00eam em Angola. Parte por um m\u00eas.  Pela quarta vez alguns membros do grupo Di\u00e1logos, partem em miss\u00e3o. Em terras africanas v\u00e3o dar forma\u00e7\u00e3o a professores, a catequistas, podendo tamb\u00e9m dinamizar as actividades de tempos livres e acompanhar escuteiros. Mas o trabalho, \u00e9 a realidade local que o dita.   Seis leigos e um sacerdote acompanham o Tiago. A vontade de partir n\u00e3o \u00e9 recente. A experi\u00eancia em si, o conhecimento de uma nova realidade sempre foram atractivos, \u201cprincipalmente pela vontade de dar algo aos outros\u201d, garante. Desenvolver um projecto no local de miss\u00e3o, \u201capesar de ser uma curta miss\u00e3o, pode ser ben\u00e9fico quer para eles, quer para n\u00f3s, que acredito, ser\u00e1 muito enriquecedor\u201d.   Essa mesma partilha \u00e9 feita por quem j\u00e1 esteve em miss\u00e3o e acalenta voltar. \u201cDar continuidade ao que outros come\u00e7aram\u201d e relatos de \u201cque se receber mais do que aquilo que se d\u00e1\u201d, entusiasmam o Tiago.   Recorda\u00e7\u00f5es de \u201cpessoas puras que d\u00e3o o pouco que t\u00eam\u201d levam o Tiago a querer \u201cdescobrir o verdadeiro sentido da vida. Em Portugal damos significado a coisas pequenas, a futilidades e acredito que l\u00e1 vou valorizar muitas coisas\u201d. A disponibilidade de quem parte \u201c\u00e9 de quem quer dar o que tem aos outros\u201d, na esperan\u00e7a de poder fazer crescer e crescer tamb\u00e9m.   S\u00e3o estas as experi\u00eancias de voluntariado mission\u00e1rio que jovens e menos jovens desejam abra\u00e7ar. Voluntariado que se transforma em miss\u00f5es interiores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Ver\u00e3o oferece experi\u00eancias mission\u00e1rias que se transformam em percursos interiores de descoberta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[101,106,122,123,154,168,170,206,211,261,296,329,330],"class_list":["post-26229","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-africa","tag-angola","tag-brasil","tag-cabo-verde","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-aveiro","tag-familia","tag-ferias","tag-missoes","tag-salesianos","tag-voluntariado","tag-voluntariado-missionario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26229","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26229"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26229\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}