{"id":26225,"date":"2007-08-03T13:24:34","date_gmt":"2007-08-03T13:24:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/08\/03\/a-felicidade-e-uma-pessoa\/"},"modified":"2007-08-03T13:24:34","modified_gmt":"2007-08-03T13:24:34","slug":"a-felicidade-e-uma-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-felicidade-e-uma-pessoa\/","title":{"rendered":"A felicidade \u00e9 uma pessoa"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de AGOSTO <!--more--> <i>Que todos quantos passam por momentos de dificuldade interior e de prova encontrem em Cristo a luz e a for\u00e7a que os conduzam a alcan\u00e7ar a felicidade aut\u00eantica. [Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de AGOSTO]<\/i>  <B>1. Desejo universal de felicidade<\/B> Todo o ser humano deseja ser feliz. \u00c9 um desejo fundo, daqueles enraizados l\u00e1 no mais \u00edntimo da pessoa. Por isso, nem sempre \u00e9 f\u00e1cil atribuir-lhe conte\u00fado preciso. Basta ouvir o balbuciar incomodado das pessoas quando se lhes pede uma \u00abdefini\u00e7\u00e3o\u00bb de felicidade: ter sa\u00fade&#8230;, dinheiro&#8230;, fam\u00edlia&#8230;, sucesso (quase sempre associado ao dinheiro)&#8230; E h\u00e1 tamb\u00e9m as felicidades da moda: ser famoso (mais uma vez, associado ao dinheiro)&#8230;, aparecer na televis\u00e3o&#8230;, ser modelo ou actor&#8230; E ainda quem se contente com uma felicidade de passagem: estar com o \u00eddolo do momento (futebolista, actor, actriz, cantor\/a&#8230;)&#8230;, ter o telem\u00f3vel mais na moda&#8230;, a roupa de marca que \u00abest\u00e1 a dar\u00bb&#8230; De um modo ou de outro, a felicidade aparece quase sempre como um \u00abter\u00bb algo que, bem l\u00e1 dentro, significa o desejo de \u00abser\u00bb humanamente mais realizado, mais pleno, mais si mesmo. O desejo de felicidade \u00e9, pois, profundamente humano \u2013 e o modo como tantos o concretizam, balbuciando, n\u00e3o o desumaniza, antes revela a profundidade de onde brota e quanto vai al\u00e9m da mera satisfa\u00e7\u00e3o animal, alimentada de momentos passageiros que, em vez de saciar o desejo, ainda mais o escavam.  <B>2.Dificuldades e prova\u00e7\u00f5es<\/B> T\u00e3o universal como o desejo de felicidade \u00e9 a certeza do sofrimento, da prova\u00e7\u00e3o. Vem com a mesma condi\u00e7\u00e3o humana e \u00e9 pr\u00f3pria da finitude, \u00e0 qual \u00e9 imposs\u00edvel escapar. Sofrimento f\u00edsico ou moral; tantas vezes, os dois ao mesmo tempo. \u00c9 a maior amea\u00e7a \u00e0 felicidade desejada ou possu\u00edda \u2013 e tanto maior quanto mais se julga poder possuir a felicidade. Todos, mais tarde ou mais cedo \u2013 quase sempre mais cedo do que mais tarde \u2013 passam pelo cadinho do sofrimento, todos s\u00e3o provados. N\u00e3o h\u00e1 ilus\u00e3o que lhe resista \u2013 por isso, a verdadeira felicidade, aquela que humaniza verdadeiramente, apenas se conhece passando pela prova do sofrimento. N\u00e3o porque o sofrimento traga a felicidade, mas porque limpa o desejo, deixando-o livre de ilus\u00f5es e purificado de enredos enganosos. Desejar o sofrimento, pr\u00f3prio ou alheio, n\u00e3o \u00e9 humano \u2013 revela uma personalidade doente, desequilibrada ou entregue \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o do mal. Recusar o sofrimento que a vida traz desumaniza \u2013 revela uma personalidade infantilizada, incapaz de crescer e de se abrir \u00e0 possibilidade de ser autenticamente feliz.  <B>3.A felicidade \u00e9 uma Pessoa<\/B> Os crist\u00e3os n\u00e3o desconhecem o desejo de felicidade \u2013 pelo contr\u00e1rio, neles o desejo de felicidade escava ainda mais fundo, pois n\u00e3o se limita aos pequenos cuidados do quotidiano, aos breves lampejos de uma felicidade fugaz; neles, o desejo de felicidade escava at\u00e9 \u00e0 eternidade, leva-os a desejar o que nenhum homem viu nem sequer imaginou e que Deus preparou para quem O ama (cf. 1 Cor\u00edntios 2, 9). Este desejo de felicidade, por\u00e9m, j\u00e1 encontrou a sua resposta e a resposta \u00e9 uma Pessoa: Jesus, o Verbo de Deus feito homem. N\u00e3o se trata de ter mais esta ou aquela coisa, embora as coisas sejam importantes, se ajudam a levar uma exist\u00eancia humanamente digna, mas de saber-se amado e amar. Saber-se amado por Deus, em Jesus \u2013 porque Deus amou-nos primeiro, Deus ama-nos sempre primeiro (cf. 1 Jo\u00e3o 4, 19); e amar Deus, os outros, as coisas \u2013 em Jesus e por Jesus, o primeiro e o \u00faltimo na vida de cada crist\u00e3o (cf. Apocalipse 22, 12-13). Isto n\u00e3o acontece por acaso, ou simplesmente porque se \u00e9 crist\u00e3o \u2013 exige convers\u00e3o, uma vida inteira de convers\u00e3o e, portanto, implica sofrimento, prova\u00e7\u00e3o, desprendimento, at\u00e9 se atingir a estatura de Cristo, a nossa diviniza\u00e7\u00e3o (cf. Ef\u00e9sios 4, 13). Saber isto \u00e9 o princ\u00edpio da felicidade \u2013 deixar o Desejo, o Desejo que \u00e9 o Esp\u00edrito de Deus, escavar em n\u00f3s at\u00e9 profundidades insuspeitadas, e, no processo, deixar-se libertar, despojar, purificar&#8230; e ser feliz assim, esquecendo o que est\u00e1 para tr\u00e1s, com os olhos postos na meta, Cristo (cf. Filipenses, 3, 12-14). A felicidade tem a \u00faltima palavra \u2013 o crist\u00e3o sabe-o e n\u00e3o pode deixar de rezar por quantos vivem situa\u00e7\u00f5es de dificuldade interior e prova\u00e7\u00e3o, no corpo ou no esp\u00edrito, para que possam fazer essa experi\u00eancia&#8230;  <i>Elias Couto<\/i> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de AGOSTO<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[206],"class_list":["post-26225","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26225"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26225\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}