{"id":261763,"date":"2022-11-25T01:07:59","date_gmt":"2022-11-25T01:07:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=261763"},"modified":"2022-11-26T00:10:37","modified_gmt":"2022-11-26T00:10:37","slug":"violencia-contra-a-mulher-nao-podem-continuar-a-ser-feitas-perguntas-as-vitimas-que-lhes-devolvem-a-culpa-presidente-da-associacao-ser-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/violencia-contra-a-mulher-nao-podem-continuar-a-ser-feitas-perguntas-as-vitimas-que-lhes-devolvem-a-culpa-presidente-da-associacao-ser-mulher\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia Contra as Mulheres: \u00abN\u00e3o podem continuar a ser feitas perguntas \u00e0s v\u00edtimas que lhes devolvem a culpa\u00bb &#8211; Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Ser Mulher"},"content":{"rendered":"<p><em>Ana Beatriz Cardoso afirma que \u00e9 \u00abfundamental altera\u00e7\u00e3o da cultura vigente\u00bb<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-222513 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Stop-violencia-mulher-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9vora, 25 nov 2022 (Ecclesia) \u2013 A presidente da\u00a0Associa\u00e7\u00e3o \u2018Ser Mulher\u2019 (ASM), que apoia v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica em \u00c9vora, disse que \u00e9 \u201cfundamental altera\u00e7\u00e3o da cultura vigente\u201d, e pede mais prote\u00e7\u00e3o destas v\u00edtimas no Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra a Mulher.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 fundamental que os pr\u00f3prios agentes da justi\u00e7a, os pr\u00f3prios tribunais, percebam como \u00e9 que funciona uma rela\u00e7\u00e3o violenta, que um agressor \u00e9 sempre algu\u00e9m que \u00e9 manipulador. N\u00e3o podem continuar a ser feitas perguntas \u00e0s v\u00edtimas que lhes devolvem a culpa: \u2018Porque \u00e9 que ele lhe bateu? Porque \u00e9 que acha que ele a atropelou?\u201d, disse Ana Beatriz Cardoso, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>A presidente da\u00a0ASM alerta que \u201cn\u00e3o \u00e9 a v\u00edtima que tem de responder a estas perguntas\u201d; ao fazerem isso est\u00e3o \u201cquase que a imputar as culpas \u00e0 v\u00edtima pelo comportamento do agressor\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAquilo que se deve ter em conta \u00e9 que, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o que o agressor faz ao longo do tempo, atrav\u00e9s de proibi\u00e7\u00f5es sucessivas, de agress\u00f5es, sucedem-se pedidos de desculpa, arrependimentos e volta tudo a come\u00e7ar. S\u00e3o fases sucessivas que v\u00e3o passando e que fazem com que a v\u00edtima acabe por ficar mais presa a ele\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ana Beatriz Cardoso referiu que este ano, em que, at\u00e9 ao m\u00eas de outubro, em m\u00e9dia, \u201ca cada 11 dias uma mulher foi assassinada\u201d, as medidas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica \u201cn\u00e3o est\u00e3o a ser eficazes\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a entrevistada, ao longo do tempo o agressor vai repetindo \u00e0 v\u00edtima que se sair de casa \u201ctira os filhos, que a mata\u201d, que a casa \u00e9 sua e quem manda s\u00e3o eles, que \u201co dinheiro \u00e9 deles\u201d, o que faz com que as mulheres tenham muito medo de sair de casa.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma raz\u00e3o acrescida para que sempre que uma mulher decida sair de casa os tribunais assegurem que s\u00e3o aplicadas medidas efetivas que as protejam. Continuam a ser as v\u00edtimas a sair de casa em Portugal, \u00e9 algo que \u00e9 urgente alterar\u201d, real\u00e7ou.<\/p>\n<p>A jurista explica que por detr\u00e1s destes comportamentos \u201cpredomina uma cultura sexista\u201d, em que se tolera o poder que \u00e9 exercido dos homens sobre as mulheres, \u201cem que se espera que efetivamente as mulheres lhes sejam submissas\u201d, por isso, \u00e9 \u201cfundamental alterar esta cultura\u201d com mais pol\u00edticas de igualdade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/violenciadomestica_crimemulher_fotodr3735f30d.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-129883 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/violenciadomestica_crimemulher_fotodr3735f30d-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/violenciadomestica_crimemulher_fotodr3735f30d-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/violenciadomestica_crimemulher_fotodr3735f30d-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/violenciadomestica_crimemulher_fotodr3735f30d-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/violenciadomestica_crimemulher_fotodr3735f30d-1080x719.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/violenciadomestica_crimemulher_fotodr3735f30d.jpg 1348w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>\u201cTodas as medidas que s\u00e3o tomadas em prol de uma maior igualdade efetiva entre os homens e as mulheres contribuem para evitar estas consequ\u00eancias\u201d, acrescenta, salientando ainda que \u201c\u00e9 fundamental\u201d promover uma outra cultura no que diz respeito aos homens para terem \u201cmais capacidade para falar dos seus problemas, para verbalizarem os seus sentimentos\u201d, e lembra que este n\u00e3o \u201c\u00e9 um problema apenas do casal\u201d, porque tem efeitos nas crian\u00e7as e nos jovens.<\/p>\n<p>A presidente da\u00a0Associa\u00e7\u00e3o \u2018Ser Mulher\u2019 destaca tamb\u00e9m que faltam \u201caprendizagens sobre os Direitos Humanos\u201d, que deveriam ser ensinados na escola, porque \u00e9 muito importante uma cultura de direitos humanos em toda a vida.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cE agora como vemos e ouvimos tantos extremismos, um discurso no sentido de tirar direitos \u00e0s pessoas \u00e9 mais do que nunca importante falar em direitos humanos: O direito ao respeito, o direito \u00e0 personalidade, \u00e0 individualidade, \u00e0 vida, \u00e0 opini\u00e3o. E depois constatamos no discurso at\u00e9 pol\u00edtico que parece que estes direitos n\u00e3o existem e \u00e9 importante falar deles e respeit\u00e1-los\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>A Comunica\u00e7\u00e3o Social, desenvolve, tamb\u00e9m tem de \u201cter cuidado em n\u00e3o legitimar aquela que \u00e9 a conduta do agressor\u201d, porque, segundo a entrevistada, \u201cmuitas vezes, nas not\u00edcias\u201d, os jornalistas apresentam \u201cjustifica\u00e7\u00f5es para os atos ocorridos\u201d, como os ci\u00fames, \u201cdizendo a mulher deixou-o e ele reagiu desta forma\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO ci\u00fame ou os crimes de honra n\u00e3o justificam que mulheres que sejam mortas. Felizmente, todos temos direito a escolher outras rela\u00e7\u00f5es e, ou fundamentalmente, a n\u00e3o querer continuar em rela\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o existe igualdade, n\u00e3o existe respeito pela liberdade, pela autodetermina\u00e7\u00e3o de uma das partes, que normalmente s\u00e3o as mulheres\u201d, desenvolveu.<\/p>\n<p>Em 1999, a ONU &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas &#8211; designou oficialmente o dia 25 de novembro como Dia Internacional pela Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra as Mulheres, e para Ana Beatriz Cardoso n\u00e3o \u00e9 ut\u00f3pico pensar numa altura em que j\u00e1 n\u00e3o se tenha de assinalar.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu acredito nas pessoas, acredito na capacidade do ser humano, dos homens e das mulheres constru\u00edrem um futuro melhor. E, tenho a expectativa que venhamos a conseguir uma igualdade efetiva entre homens e mulheres e que o mundo seja para umas e para uns um espa\u00e7o de liberdade e de possibilidade.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>A entrevistada destacou que na mensagem para o Dia Internacional pela Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra as Mulheres 2022 um dos alertas \u00e9 que uma mulher que \u00e9 v\u00edtima de viol\u00eancia \u201cn\u00e3o \u00e9 uma mulher livre\u201d, e \u201cdefender a liberdade \u00e9 tamb\u00e9m combater a viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<table style=\"height: 23px; width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #8b5bf5;\" cellpadding=\"5\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 23px;\">\n<td style=\"width: 1335px; height: 23px;\"><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit;\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ser-mulher.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-261755 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ser-mulher-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ser-mulher-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ser-mulher-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ser-mulher-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ser-mulher-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ser-mulher.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><span style=\"color: #ffffff;\">A presidente da associa\u00e7\u00e3o \u2018Ser Mulher\u2019 explica, a partir do trabalho da associa\u00e7\u00e3o, que \u201cos atendimentos aumentaram\u201d no \u00faltimo ano, desde 25 de novembro de 2021, e contextualiza que uma v\u00edtima \u201cdemora em m\u00e9dia de dois a tr\u00eas anos, e mais de dez epis\u00f3dios de viol\u00eancia, at\u00e9 fazer a primeira den\u00fancia\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cProvavelmente, estamos a receber den\u00fancias de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia que come\u00e7aram em plena pandemia. Aquilo que se antev\u00ea, face \u00e0 expectativa de uma crise que vir\u00e1, \u00e9 um aumento das den\u00fancias. Sempre que h\u00e1 uma crise, h\u00e1 um aumento da viol\u00eancia dentro das casas\u201d, alertou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Em Portugal, acrescenta, nos \u00faltimos anos a m\u00e9dia de den\u00fancias tem-se mantido \u201crelativamente constante, \u00e0 volta de 28 mil den\u00fancias por ano\u201d, aproximadamente 77 por dia, mais de tr\u00eas den\u00fancias por hora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A respons\u00e1vel pela \u2018Ser Mulher\u2019, associa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos constitu\u00edda em 8 de fevereiro de 2016, sobre este seu trabalho afirma que h\u00e1 \u201cconquistas muito importantes\u201d, e recorda que est\u00e3o a desenvolver uma \u201catividade inovadora\u201d, a Resposta de Apoio Psicol\u00f3gico (RAP) garantida \u00e0s crian\u00e7as v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica, \u201cpor vivenciarem essas situa\u00e7\u00f5es nas suas casas\u201d, em todos os concelhos \u201ce s\u00e3o as equipas que se deslocam\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Ana Beatriz Cardoso lembra ainda que na anterior legislatura foi \u201calterado o paradigma\u201d, passando a haver uma territorializa\u00e7\u00e3o do apoio \u00e0s v\u00edtimas, com \u201cequipas que constituem estruturas de atendimento de apoio a v\u00edtimas de viol\u00eancia domestica\u201d, no caso da ASM a sua equipa \u00e9 designada por ETAV, celebraram protocolos com nove autarquias \u201ce s\u00e3o as equipas que se deslocam aos pr\u00f3prios concelhos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cContribuem indubitavelmente para que as v\u00edtimas tenham uma maior consci\u00eancia dos seus direitos, consigam beneficiar de apoio judici\u00e1rio, informa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e social, apoio psicol\u00f3gico que contribui para que possam fazer a den\u00fancia, e manter a decis\u00e3o de n\u00e3o voltar para o agressor\u201d, real\u00e7ou tamb\u00e9m diretora da primeira casa de abrigo criada em Portugal, em 1995, pelas Irm\u00e3s Adoradoras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">No contexto deste Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra a Mulher, a presidente da Ser Mulher\u2019, explicou que a associa\u00e7\u00e3o, e outras organiza\u00e7\u00f5es, consideram tamb\u00e9m que \u201cas mulheres se terem de prostituir como forma de sobreviv\u00eancia, constitui uma forma de viol\u00eancia sobre elas\u201d.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #6df2de;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<figure id=\"attachment_261774\" aria-describedby=\"caption-attachment-261774\" style=\"width: 259px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/fifa-world-cup.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-261774 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/fifa-world-cup-880x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"301\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/fifa-world-cup-880x1024.jpg 880w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/fifa-world-cup-223x260.jpg 223w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/fifa-world-cup-768x894.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/fifa-world-cup-1080x1257.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/fifa-world-cup-980x1141.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/fifa-world-cup-480x559.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/fifa-world-cup.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-261774\" class=\"wp-caption-text\">Foto: FIFA<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cA import\u00e2ncia deste Mundial de Futebol n\u00e3o deixa de ser curioso que trouxe para a ribalta a quest\u00e3o dos direitos humanos. E, sem d\u00favida nenhuma, que os direitos humanos das mulheres \u00e9 algo que nos deve preocupar a todas e a todos n\u00f3s no mundo\u201d, disse Ana Beatriz Cardoso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A jurista salienta que este dia 25 de novembro \u201cn\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Dia Internacional de Combate \u00e0 Viol\u00eancia Dom\u00e9stica\u201d, mas \u00e9 o dia de combate a todas as formas de viol\u00eancia que s\u00e3o exercidas sobre as mulheres: \u201cA viol\u00eancia dom\u00e9stica, mas tamb\u00e9m as viola\u00e7\u00f5es, os abusos sexuais, e o que se sabe \u00e9 que mais de 90% das v\u00edtimas s\u00e3o mulheres, e a preval\u00eancia de agressores que s\u00e3o homens ultrapassa largamente tamb\u00e9m os 90%\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Neste sentido, observa que tamb\u00e9m se sabe que o ass\u00e9dio sexual nos locais de trabalho \u201ca maioria das v\u00edtimas s\u00e3o mulheres\u201d, e a viol\u00eancia nas ruas, \u201cna maioria dos casos ou quase todos, tamb\u00e9m \u00e9 sobre as mulheres\u201d.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>CB\/PR<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"lOKtVODj4a\"><p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/events\/evora-lisboa-associacao-ser-mulher-assinala-dia-internacional-para-a-eliminacao-da-violencia-contra-a-mulher\/\">\u00c9vora\/Lisboa: Associa\u00e7\u00e3o \u2018Ser Mulher\u2019 assinala Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra a Mulher<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;\u00c9vora\/Lisboa: Associa\u00e7\u00e3o \u2018Ser Mulher\u2019 assinala Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra a Mulher&#8221; &#8212; Ag\u00eancia ECCLESIA\" 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vigente\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":222513,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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