{"id":261601,"date":"2022-11-23T12:34:35","date_gmt":"2022-11-23T12:34:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=261601"},"modified":"2022-11-24T17:02:53","modified_gmt":"2022-11-24T17:02:53","slug":"jmj-lisboa-2023-encontro-e-oportunidade-para-igreja-em-portugal-abrir-horizontes-e-ser-menos-uma-igreja-de-iguais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jmj-lisboa-2023-encontro-e-oportunidade-para-igreja-em-portugal-abrir-horizontes-e-ser-menos-uma-igreja-de-iguais\/","title":{"rendered":"JMJ Lisboa 2023: Encontro \u00e9 oportunidade para Igreja em Portugal \u00ababrir horizontes\u00bb e ser menos uma \u00abIgreja de iguais\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Margarida Vaz Pinto sonhava ser m\u00e3e \u00abde muitos filhos\u00bb, at\u00e9 que participou na JMJ Madrid 2011 e hoje \u00e9 religiosa na Congrega\u00e7\u00e3o das Escravas do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_261569\" aria-describedby=\"caption-attachment-261569\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-261569 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/margarida-vaz-pinto3-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-261569\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 23 nov 2022 (Ecclesia) \u2013 Margarida Vaz Pinto, religiosa das Escravas do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, mudou a sua vida depois de participar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2011, em Madrid, e diz que a JMJ Lisboa 2023 pode ser uma \u201coportunidade\u201d para a Igreja em Portugal \u201cabrir horizontes\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs jornadas pode ser uma oportunidade para abrir horizontes, para nos abrirmos ao mundo e para acolher cada um na sua diferen\u00e7a. A Igreja em Portugal ainda \u00e9 de iguais, onde a diferen\u00e7a n\u00e3o tem muito lugar. A JMJ em Portugal pode ser uma grande oportunidade para cada um se abrir e acolher a diferen\u00e7a\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Foi na edi\u00e7\u00e3o das JMJ de 2011 que Margarida Vaz Pinto ouviu o Papa Bento XVI desafiar os jovens para descobrirem a sua voca\u00e7\u00e3o na sociedade e na Igreja, \u201ce a perseverar nela\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAquelas palavras foram para mim apesar de na altura eu ter muita dificuldade em aceitar isso. Foi nessa altura que me vem, pela primeira vez \u00e0 cabe\u00e7a, a op\u00e7\u00e3o de a minha vida passar pela vida consagrada\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Inundada por \u201cmedo e p\u00e2nico\u201d, Margarida n\u00e3o reagiu bem a essa inquieta\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque \u201cpensava ser m\u00e3e de muitos filhos\u201d.<\/p>\n<p>De regresso a Portugal, pensou que a inquieta\u00e7\u00e3o \u201cacalmaria\u201d mas tal n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>\u201cEu cheguei a Portugal e no voltar \u00e0 vida normal percebi que estava diferente, que havia uma quest\u00e3o forte que me habitava e tinha de olhar para ela. Ao mesmo tempo, quando regressei das Jornadas e a quest\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o se tornou presente, trouxe tamb\u00e9m outra pergunta, porque conheci uma pessoa de quem me fui aproximando e tinha medo de o magoar\u201d, explica.<\/p>\n<p>Ao perceber que a sua voca\u00e7\u00e3o se concretizava na vida religiosa e na Congrega\u00e7\u00e3o das Escravas do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, Margarida Vaz Pinto vai estudar Teologia, em Fran\u00e7a, e durante cinco anos conhece outra forma de ser e construir a Igreja.<\/p>\n<blockquote><p>Foi um caminho tardio e j\u00e1 depois de entrar para as Escravas que fui desconstruindo a tradi\u00e7\u00e3o religiosa em que cresci e conheci. Ao contr\u00e1rio de uma realidade mais tradicional portuguesa, em Fran\u00e7a o questionar a f\u00e9 est\u00e1 muito presente, o procurar perceber o sentido de cada coisa. Em Portugal estamos ainda atr\u00e1s. Em Paris senti-me obrigada a ter perguntas. N\u00e3o que eu n\u00e3o as tivesse, mas n\u00e3o me passava pela cabe\u00e7a formul\u00e1-las. Foi um tempo muito importante em que eu pude perceber o porqu\u00ea de cada coisa, o questionar e procurar o significado das coisas em que eu acreditava\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Hoje, a irm\u00e3 Margarida Vaz Pinto vive na comunidade da Fonte da Prata, na Diocese de Set\u00fabal.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um bairro onde vivem pessoas de muitos pa\u00edses diferentes, onde chegam constantemente pessoas novas e de onde partem constantemente pessoas para procurar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. S\u00e3o fam\u00edlias numerosas e com grande n\u00famero de crian\u00e7as e jovens, \u00e9 um bairro onde facilmente nos sentimos em casa e em fam\u00edlia\u201d, refere.<\/p>\n<p>A religiosa integra o projeto &#8216;Tasse&#8217;, que tem por objetivo promover a inclus\u00e3o escolar, e acompanhar crian\u00e7as, jovens e fam\u00edlias.<\/p>\n<p>\u201cQueremos que se sintam amados, valorizados e com perspetivas de futuro, que sinta que tem um lugar no mundo e na sociedade, que pode sempre ser mais. Cada um tem muito de bom para dar e ajudamos a puxar pelo lado bom que cada um tem\u201d, declara.<\/p>\n<p>O sonho de cuidar e de ser m\u00e3e de muitos, Margarida Vaz Pinto concretiza-o agora junto das muitas crian\u00e7as que acompanha e procura valorizar.<\/p>\n<p>\u201cDeus parte dos nossos sonhos e do que somos. Este sonho foi-se transformando na minha vida. Hoje o meu sonho n\u00e3o \u00e9 ser m\u00e3e de muitos filhos, mas p\u00f4r o meu lado maternal \u2013 que \u00e9 muito forte \u2013 ao servi\u00e7o das crian\u00e7as, jovens e pessoas que me s\u00e3o confiadas. N\u00e3o sou m\u00e3e de filhos biol\u00f3gicos mas sou m\u00e3e de muitos filhos e muitas vezes sinto, por algumas pessoas, o que uma m\u00e3e sente por um filho\u201d, observa.<\/p>\n<p>A conversa com a irm\u00e3 Margarida Vaz Pinto pode ser acompanhada esta madrugada, depois da meia-noite, no <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/0jaZQ0iEaxdmhg0rDZD8Be\">programa<\/a> Ecclesia na Antena 1 da r\u00e1dio p\u00fablica, ficando dispon\u00edvel no portal de informa\u00e7\u00e3o e no podcast <a href=\"https:\/\/anchor.fm\/alarga-a-tua-tenda\">\u00abAlarga a tua tenda\u00bb<\/a>.<\/p>\n<p>LS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Margarida Vaz Pinto sonhava ser m\u00e3e \u00abde muitos filhos\u00bb, at\u00e9 que participou na JMJ Madrid 2011 e hoje \u00e9 religiosa na Congrega\u00e7\u00e3o das Escravas do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de 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