{"id":26055,"date":"2007-07-24T10:48:04","date_gmt":"2007-07-24T10:48:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/07\/24\/missao-em-timor\/"},"modified":"2007-07-24T10:48:04","modified_gmt":"2007-07-24T10:48:04","slug":"missao-em-timor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missao-em-timor\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o em Timor"},"content":{"rendered":"<p>Um novo projecto, novos sentimentos, novas etapas num caminho em direc\u00e7\u00e3o a Deus Pai. Neste novo projecto sinto que, sem d\u00favida, Deus fez dos meus sonhos um projecto crist\u00e3o ao dar-me a oportunidade de ingressar na miss\u00e3o dos Irm\u00e3os de S. Jo\u00e3o de Deus, em Timor. Sempre senti um forte desejo de ser mission\u00e1ria e assumir um estilo de vida como leiga mission\u00e1ria. Depois de ter feito uma experi\u00eancia de miss\u00e3o em Mo\u00e7am-bique durante 20 meses, o meu cora\u00e7\u00e3o nunca mais sossegou e sempre aspirou por seguir Deus e servi-Lo em cada irm\u00e3o, amando-o na gratuidade e simplicidade.  N\u00e3o sabia bem como p\u00f4r em pr\u00e1tica e transformar este desejo em algo concreto, em obras.  Propus-me a um intensivo discernimento e entre um longo trabalho pessoal e ora\u00e7\u00e3o percebi que este sonho e desejo era no fundo um Dom, um projecto vocacional que Deus me convidou a viver junto dos outros. Apercebi-me que o meu cora\u00e7\u00e3o vivia inquieto e sem repouso porque ainda n\u00e3o tinha encontrado o seu tesouro e quando isso aconteceu a frase do Evangelho tomou um novo sentido na minha vida &#8220;onde estiver o teu tesouro , a\u00ed est\u00e1 o teu cora\u00e7\u00e3o&#8221; (Mt 6,21), e o meu cora\u00e7\u00e3o de facto n\u00e3o estava c\u00e1 h\u00e1 muito tempo\u2026 o tesouro que vou encontrar \u00e9 o privil\u00e9gio de poder servir e amar a Jesus Cristo em cada Irm\u00e3o, \u00e9 a dadiva de poder viver este grande amor que n\u00e3o pode ficar quieto quando nos sentimos filhos \u00fanicos e muito amados de Deus Pai. Assim, um dia, em tom de brincadeira, disse a um Irm\u00e3o de S. Jo\u00e3o de Deus que \u00e9 o respons\u00e1vel da Juventude Hospitaleira que se os irm\u00e3os quisessem eu ia para sempre para Timor. Houve uma forte risota e com o tempo a proposta foi-se transformado num projecto de Leiga Mission\u00e1ria dos Irm\u00e3os de S. Jo\u00e3o de Deus, assumindo assim o carisma e espiritualidade da ordem como leiga sem ser consagrada ou fazer alguns votos.  Depois de acertar alguns pormenores de contratos e custos, iniciou-se ent\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o mais intensiva para partir em Setembro. Todos os mission\u00e1rios que partem pela Juventude Hospitaleira fazem a forma\u00e7\u00e3o anual da FEC, como eu j\u00e1 tinha feito em 2001 para partir para Mo\u00e7ambique, n\u00e3o foi por isso necess\u00e1rio repetir, a maior forma\u00e7\u00e3o foi mesmo o tempo que estive em Mo\u00e7ambique, a miss\u00e3o de Mo\u00e7am-bique foi a forma\u00e7\u00e3o para Timor!!! Mas claro, existe sempre mais que podemos fazer para melhorar a nossa forma\u00e7\u00e3o pessoal, profissional e do pr\u00f3prio projecto. Sendo assim, foi-me proposto fazer uma forma\u00e7\u00e3o mais a n\u00edvel da cultura, da l\u00edngua, dos costumes e do projecto concreto que ia integrar. A forma\u00e7\u00e3o passou por algumas sess\u00f5es de esclarecimento do projecto que os Irm\u00e3os est\u00e3o a desenvolver em Timor, e de acordo com a minha forma\u00e7\u00e3o pessoal onde me poderia inserir e trabalhar. Houve sess\u00f5es de partilha e de testemunhos de outras mission\u00e1rias, de um modo mais forte das duas mission\u00e1rias que regressaram em Abril da miss\u00e3o de Laclubar, Timor-Leste. Em Agosto irei participar num campo mission\u00e1rio em Loivos, Chaves, integrado no programa de actividades da Juventude Hospitaleira e tamb\u00e9m em Agosto terei um curso intensivo de T\u00e9tum. L\u00edngua Nacional de Timor-Leste. Em Maio fiz um retiro e em Setembro farei outro. Paralelamente, ao longo dos \u00faltimos 18 meses estive a fazer um acompanhamento pessoal com um Padre Espiritano. E claro, sempre acompanhado com muita ora\u00e7\u00e3o e trabalho pessoal.  Tamb\u00e9m estou envolvida nos Grupos de Trabalho da Juventude Hospitaleira, fazendo e programando actividades. Ao longo deste ano o tema da Juventude Hospitaleira (JH) \u00e9 \u201co compromisso e a identidade\u201d e foi dentro deste esp\u00edrito que procurei e procuro viver esta minha forma\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o para assumir mais este compromisso!!  Tenho muitas expectativas para este novo projecto e, claro, tamb\u00e9m existem alguns medos, alguns receios. O maior receio \u00e9 sempre o do primeiro impacto, como vai ser, se vou conseguir integrar-me, se me vou adaptar e se v\u00e3o gostar de mim\u2026 Mas existe sempre a certeza de que este caminho feito com Deus muda muita coisa e o abandono nas m\u00e3os de Deus Pai fortalece e ajuda a ter uma nova perspectiva perante os medos, as dificuldades\u2026. &#8220;quando sou fraco ent\u00e3o \u00e9 que sou forte&#8221;. Sei que n\u00e3o vai ser f\u00e1cil, que terei alguns obst\u00e1culos\/desafios, novas gentes, novos h\u00e1bitos, outros pensamentos, outras filosofias de vida, outras culturas\u2026 mas quando damos um sentido ao que fazemos, quando acreditamos que trabalhamos em prol do bem, quando colocamos no que fazemos a bondade e miseric\u00f3rdia que recebemos de Deus, avan\u00e7amos. Avan\u00e7amos sem mesmo saber para onde, sem mesmo saber para qu\u00ea, mas vamos\u2026 Um outro desafio \u00e9 sem d\u00favida a vida comunit\u00e1ria, o viver num esp\u00edrito de partilha e doa\u00e7\u00e3o que exige muito mais do que viver simplesmente com um grupo de amigos que tem as mesmas convic\u00e7\u00f5es que n\u00f3s. A vida comunit\u00e1ria requer uma aprendizagem constante, o come\u00e7ar em cada dia na certeza que o outro \u00e9 meu irm\u00e3o e nele habita Jesus Cristo. Que, tal como eu, est\u00e1 a crescer num caminho de f\u00e9 e de abandono e que por vezes est\u00e1 mais fr\u00e1gil e exige mais. Ao assumir viver em comunidade, j\u00e1 n\u00e3o sou s\u00f3 eu, mas somos n\u00f3s, e assim o di\u00e1logo e a partilha acompanhados da ora\u00e7\u00e3o s\u00e3o o melhor trunfo para vivermos em paz e unidos. Parto em miss\u00e3o na certeza que este projecto n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 meu, que Deus tomou a iniciativa e como tal s\u00f3 quer o meu melhor e que eu seja apenas instrumento do seu amor. &#8220;Miss\u00e3o \u00e9 ousar deixar-se guiar pelo Esp\u00edrito Santo&#8221;. <i>Florbela Maria Juventude Hospitaleira 23 de Julho de 2007<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo projecto, novos sentimentos, novas etapas num caminho em direc\u00e7\u00e3o a Deus Pai. Neste novo projecto sinto que, sem d\u00favida, Deus fez dos meus sonhos um projecto crist\u00e3o ao dar-me a oportunidade de ingressar na miss\u00e3o dos Irm\u00e3os de S. Jo\u00e3o de Deus, em Timor. Sempre senti um forte desejo de ser mission\u00e1ria e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[199,262],"class_list":["post-26055","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-espiritualidade","tag-mocambique"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26055\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}