{"id":25867,"date":"2007-07-11T15:54:22","date_gmt":"2007-07-11T15:54:22","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/07\/11\/as-festas-humanizam-a-sociedade\/"},"modified":"2007-07-11T15:54:22","modified_gmt":"2007-07-11T15:54:22","slug":"as-festas-humanizam-a-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/as-festas-humanizam-a-sociedade\/","title":{"rendered":"As festas humanizam a sociedade"},"content":{"rendered":"<p>A \u00e9poca do ver\u00e3o \u00e9 f\u00e9rtil em festas variadas. S\u00e3o momentos de alegria que quebram a monotonia e d\u00e3o solenidade \u00e0 vida. Nas festas saboreia-se, de forma exuberante, a bondade e a beleza da vida e do mundo. Faz-se, portanto, uma experi\u00eancia de liberdade em rela\u00e7\u00e3o aos programas apertados do dia a dia, encontram-se novos horizontes e raz\u00f5es para entender e viver a vida com gosto.   As festas criam tamb\u00e9m espa\u00e7o para o encontro e para o conv\u00edvio descontra\u00eddo e livre das pessoas, fora das rela\u00e7\u00f5es convencionais, apressadas e competitivas de cada dia.  As portas abrem-se para as visitas que chegam, existe tempo e disposi\u00e7\u00e3o para um acolhimento cordial, presta-se aten\u00e7\u00e3o aos outros, reencontram-se velhas amizades, vence-se o anonimato e a solid\u00e3o. As festas t\u00eam uma capacidade agregadora e reunificadora da fam\u00edlia e da comunidade. Muitos filhos da terra, que foram residir para fora, nesses dias esfor\u00e7am-se por estar presentes e saborear a alegria do conv\u00edvio e a for\u00e7a comunit\u00e1ria das mesmas tradi\u00e7\u00f5es. Assim, as festas tornam mais vivo e mais forte o sentido comunit\u00e1rio. Este \u00e9 tamb\u00e9m um fruto da f\u00e9 que a comunidade crist\u00e3 deve levar \u00e0 vida social, a convivialidade humana.   As festas afirmam ainda a identidade de uma comunidade. As pessoas encontram-se com as suas ra\u00edzes, evocam mem\u00f3rias comuns, convivem de forma simples e acolhedora com os visitantes e procuram apresentar aos que v\u00eam de fora a sua melhor imagem. Os habitantes mostram, no dia da festa, os seus pergaminhos, enfeitam as ruas da povoa\u00e7\u00e3o, procuram irradiar e levar longe a not\u00edcia da sua alegria pela m\u00fasica e pelos sinos. Num tempo de individualismo, de estranheza m\u00fatua e de anonimato, devemos apreciar e promover estes valores humanos das festas, que s\u00e3o tamb\u00e9m valores crist\u00e3os.  As festas t\u00eam tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o religiosa. Para aqueles que designamos de crist\u00e3os festivos, que frequentam a Igreja apenas em dias de festa, \u00e9 nestes momentos que avivam a mem\u00f3ria da sua experi\u00eancia religiosa. Bastantes, que se consideram crist\u00e3os, v\u00e3o \u00e0 missa apenas na festa do padroeiro, ou no Natal, ou noutros momentos pontuais relacionados com a recorda\u00e7\u00e3o dos que morrem. Na altura das festas cumprem as suas promessas e procuram garantir a protec\u00e7\u00e3o divina. A Missa solene e a prociss\u00e3o s\u00e3o, para este fi\u00e9is, express\u00f5es importantes da dimens\u00e3o religiosa por criarem uma experi\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o e de contempla\u00e7\u00e3o da Provid\u00eancia de Deus e da protec\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora e dos Santos. A dimens\u00e3o sagrada sustenta o mist\u00e9rio da vida, d\u00e1 solenidade e dignidade \u00e0 exist\u00eancia quotidiana, proporciona solidez e transcend\u00eancia \u00e0s experi\u00eancias proporcionadas pelas festas como a bondade da vida, a alegria e o conv\u00edvio fraterno, face ao sofrimento, ao medo e \u00e0 solid\u00e3o da vida quotidiana.  O homem \u00e9 um ser festivo por natureza. As festas s\u00e3o vitais para a sua exist\u00eancia. Nas festas afirma o poder da vida e da alegria, face \u00e0 realidade do sofrimento, do des\u00e2nimo e da morte. Por isso, as festas s\u00e3o t\u00e3o antigas como o homem e h\u00e3o-de acompanh\u00e1-lo na sua hist\u00f3ria. O ser humano precisa de festas para viver e celebrar a vida, para encontrar espa\u00e7os de conv\u00edvio e de integra\u00e7\u00e3o. Nalgumas \u00e9pocas parecem recuar. Mas depois regressam, como aconteceu entre n\u00f3s com a &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o&#8221;.  \u00c9 verdade que por vezes apresentam desvios e s\u00e3o instrumentalizadas para fins lucrativos. Mas os valores que manifestam e a liga\u00e7\u00e3o profunda que mant\u00eam com a alma do povo merecem que lhes prestemos aten\u00e7\u00e3o e nos esforcemos por fortalecer a sua verdadeira identidade e recriar novas formas de as celebrar.  <i>D.Manuel Pelino, Bispo de Santar\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e9poca do ver\u00e3o \u00e9 f\u00e9rtil em festas variadas. S\u00e3o momentos de alegria que quebram a monotonia e d\u00e3o solenidade \u00e0 vida. Nas festas saboreia-se, de forma exuberante, a bondade e a beleza da vida e do mundo. 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