{"id":25809,"date":"2007-07-09T13:23:14","date_gmt":"2007-07-09T13:23:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/07\/09\/rezar-por-novas-vocacoes\/"},"modified":"2007-07-09T13:23:14","modified_gmt":"2007-07-09T13:23:14","slug":"rezar-por-novas-vocacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/rezar-por-novas-vocacoes\/","title":{"rendered":"Rezar por novas voca\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na Missa das Ordena\u00e7\u00f5es <!--more--> Amados irm\u00e3os, car\u00edssimos ordinandos:  &#8211; Como ressoam fortes e persuasivas aos nossos ouvidos e cora\u00e7\u00f5es as palavras da profecia de Isa\u00edas! Como ganham oportunidade redobrada, no mundo actual e na vida destes dias, em t\u00e3o esperado reencontro, em t\u00e3o urgente sentido para a vida de cada um, para a pr\u00f3pria vida do mundo&#8230; \u201cPorque assim fala o Senhor: \u2018[\u2026] Eu vos confortarei: em Jerusal\u00e9m sereis consolados. Quando o virdes, alegrar-se-\u00e1 o vosso cora\u00e7\u00e3o e, como a verdura, retomar\u00e3o vigor os vossos membros\u2019\u201d. Como precisamos todos, meus irm\u00e3os, como precisa o mundo, deste reencontro prometido. Esperava-o o povo antigo na sua p\u00e1tria renascida. Mas sabemos como essa experi\u00eancia hist\u00f3rica se tornou promessa de salva\u00e7\u00e3o para qualquer tempo e circunst\u00e2ncia, plenificada que foi na P\u00e1scoa de Cristo, que incluiu a nossa humanidade na Jerusal\u00e9m definitiva da comunh\u00e3o com Deus: aqui se alegra o nosso cora\u00e7\u00e3o; aqui reflorescemos sem secura. Desta realidade definitiva \u00e9 a nossa Igreja sacramento, por isso mesmo santa, para isso apost\u00f3lica. Inaugura-a Cristo no vigor do Esp\u00edrito, que  nos congrega para a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica e a ordena\u00e7\u00e3o de ministros sagrados, no presbiterado e no diaconado. Um percurso vocacional espec\u00edfico os trouxe aqui, religioso ou secular, eclesial em todo o caso.  Nas vidas destes irm\u00e3os ordinandos, \u00e9 o pr\u00f3prio Deus que cumpre a sua imensa parte. Ouvimos no Evangelho: \u201cA seara \u00e9 grande, mas os trabalhadores s\u00e3o poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara\u201d. Estes irm\u00e3os que acedem \u00e0s ordens sacras s\u00e3o certamente fruto da ora\u00e7\u00e3o da Igreja. E podemos dizer que ainda seriam mais e muitos mais, se tamb\u00e9m maior e mais insistente fosse a nossa ora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o nos lamentemos, pois. Agrade\u00e7amos o que temos e decidamo-nos a pedir o que falta. Deus cumprir\u00e1 absolutamente a sua parte, para as dioceses e institutos religiosos. Quando a ora\u00e7\u00e3o pelas voca\u00e7\u00f5es sacerdotais e ministeriais, religiosas e mission\u00e1rias, for uma constante di\u00e1ria em cada crente e comunidade, a Igreja conhecer\u00e1 uma aut\u00eantica Primavera em que \u201cretomar\u00e3o vigor os nossos membros\u201d, para retomar a profecia de Isa\u00edas.   Mas a refer\u00eancia de Jesus \u00e0 seara e aos trabalhadores da seara, coloca-nos de novo no horizonte \u00faltimo das vidas pessoais e da vida do mundo, que \u00e9 propriamente o da Igreja. Podemos aproximar este trecho de tantos outros em que a Escritura sagrada nos fala da seara, da messe, que importa colher e recolher, concluindo tudo em abra\u00e7o final. A escolha e o ju\u00edzo ser\u00e3o de Deus, porque antes j\u00e1 foram de cada um sobre si mesmo; mas o trabalho agora \u00e9 da Igreja e dos seus ministros, os trabalhadores da seara de Deus. E a esta luz os havemos de entender, especificamente aos ministros ordenados e sagrados. S\u00e3o, efectivamente, os oper\u00e1rios da obra derradeira, sinais vivos do \u00faltimo sentido, pregoeiros do an\u00fancio definitivo, incans\u00e1veis bra\u00e7os da recolha final e finalizadora. S\u00e3o assim os construtores da Igreja, que isso mesmo significa, como convoca\u00e7\u00e3o e conclus\u00e3o.  A Igreja n\u00e3o existe como mais uma institui\u00e7\u00e3o entre tantas outras que, felizmente, mant\u00eam a sociedade e cumprem a ordem primordial de \u201cdominar a terra\u201d. A Igreja existe como profecia j\u00e1 e realiza\u00e7\u00e3o crescente daquela realidade nov\u00edssima em que a caminhada humana se transcende e transfigura, na P\u00e1scoa alargada de Cristo. Por isso, mais \u201cdesce do C\u00e9u\u201d do que se alteia da terra, embora \u00e0 terra se ofere\u00e7a como \u201csacramento ou sinal e instrumento da \u00edntima uni\u00e3o com Deus e da unidade de todo o g\u00e9nero humano\u201d (Gaudium et spes, 1).    Mas, para que a Igreja em geral o seja mesmo, como quis o Conc\u00edlio nesse luminoso passo, necess\u00e1rio \u00e9 que o sacramento da Ordem a anime e interpele. Na nossa Igreja latina, tal foi sendo acentuado, fazendo confluir no minist\u00e9rio ordenado, especialmente o presbiteral, a condu\u00e7\u00e3o pastoral e a condi\u00e7\u00e3o celibat\u00e1ria \u201cpor amor do Reino do C\u00e9u\u201d (Mt 19, 12), ao modo de Cristo e de Paulo. E que importante \u00e9 que, quer pela vida ministerial, quer pela vida mon\u00e1stica ou religiosa, quer por algumas voca\u00e7\u00f5es laicais de especial consagra\u00e7\u00e3o, esta afirma\u00e7\u00e3o mais intensa e mais expl\u00edcita das realidades definitivas seja oferecida \u00e0 Igreja, para que seja de Deus, e ao Mundo, para que n\u00e3o se feche sobre si pr\u00f3prio e n\u00e3o definhe na insignific\u00e2ncia.  &#8211; Que importantes e urgentes se tornam tais voca\u00e7\u00f5es, para que ressoe sempre nelas o apelo geral \u00e0 finaliza\u00e7\u00e3o de todas as coisas em Cristo! &#8211; Que importante \u00e9 manter patente e aberta, como adora\u00e7\u00e3o, an\u00fancio e pr\u00e1tica, a conclus\u00e3o viva da ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica: \u201cPor Cristo, com Cristo e em Cristo, a v\u00f3s Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Esp\u00edrito Santo, toda a honra e toda a gl\u00f3ria\u201d!  &#8211; Que importantes e urgentes s\u00e3o, para tal, as vidas imediatamente consagradas \u00e0 honra e \u00e0 gl\u00f3ria de Deus, no sacerd\u00f3cio e no minist\u00e9rio, nos votos religiosos ou na miss\u00e3o interior e ad gentes! &#8211; Que importantes e urgentes s\u00e3o, para activarem e interpelarem a Igreja toda no sentido da realiza\u00e7\u00e3o do mundo em Deus: no pequeno mundo das comunidades concretas; no grande mundo da cria\u00e7\u00e3o inteira! Caros ordinandos: v\u00f3s sois hoje, nesta catedral portucalense, o rosto vivo e o cora\u00e7\u00e3o firme onde tal voca\u00e7\u00e3o se constitui em sacramento. Cada um de v\u00f3s descobriu j\u00e1 e assumiu decerto a convic\u00e7\u00e3o de Paulo, que lhe ouvimos h\u00e1 pouco: \u201cLonge de mim gloriar-me a n\u00e3o ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo est\u00e1 crucificado para mim e eu para o mundo\u201d. Cada um de v\u00f3s descobriu nessa cruz a verdade das vidas definitivamente entregues e, s\u00f3 assim, definitivamente salvas. Entregues a Deus para a salva\u00e7\u00e3o do mundo, pr\u00f3ximo ou long\u00ednquo. Cada um de v\u00f3s entendeu tamb\u00e9m que a vida crist\u00e3 s\u00f3 acontece na actualidade absoluta da P\u00e1scoa de Cristo, onde todas as coisas se renovam e ultimam. Cada um de v\u00f3s nos diz a todos, aqui e agora, o que Paulo dizia ainda: \u201cO que tem valor \u00e9 a nova criatura\u201d. Para alastrar no mundo, a nova cria\u00e7\u00e3o tem hoje, muito particularmente aqui, os vossos nomes e o vosso sim!    S\u00e9 Catedral do Porto, 8 de Julho de 2007 <i>+ Manuel Clemente, Bispo do Porto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na Missa das Ordena\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[187,275],"class_list":["post-25809","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-do-porto","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25809\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}