{"id":25804,"date":"2007-07-09T12:34:23","date_gmt":"2007-07-09T12:34:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/07\/09\/alcobaca-batalha-e-jeronimos-maravilhas-a-nao-perder\/"},"modified":"2007-07-09T12:34:23","modified_gmt":"2007-07-09T12:34:23","slug":"alcobaca-batalha-e-jeronimos-maravilhas-a-nao-perder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/alcobaca-batalha-e-jeronimos-maravilhas-a-nao-perder\/","title":{"rendered":"Alcoba\u00e7a, Batalha e Jer\u00f3nimos: Maravilhas a n\u00e3o perder"},"content":{"rendered":"<p>Os Mosteiros de Alcoba\u00e7a, Batalha e dos Jer\u00f3nimos constam entre as 7 Maravilhas de Portugal anunciadas no passado m\u00eas de Julho, em Lisboa. Em tempo de f\u00e9rias, surgem como alternativas ao sol e \u00e0 praia. O territ\u00f3rio portugu\u00eas est\u00e1 marcado, desde o alvorecer do Cristianismo, por not\u00e1veis edifica\u00e7\u00f5es religiosas que nos permitem lan\u00e7ar luz sobre o contexto hist\u00f3rico e religioso das popula\u00e7\u00f5es que lhe deram vida. O conjunto de ru\u00ednas ou monumentos do patrim\u00f3nio crist\u00e3o, nos seus exemplares mais significativos, \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 um testemunho dos tempos, mas tamb\u00e9m um roteiro de revela\u00e7\u00f5es e oportunidades a que ningu\u00e9m deveria ficar indiferente. <b>Alcoba\u00e7a<\/b> O Mosteiro de Alcoba\u00e7a constitui um caso \u00edmpar do ponto de vista arquitect\u00f3nico, por tratar-se do primeiro exemplo portugu\u00eas de arquitectura g\u00f3tica, segundo as normas cistercienses, sem continuidade imediata noutros templos. Igualmente fundamental para a compreens\u00e3o da arte religiosa desta \u00e9poca \u00e9 o surgimento e a difus\u00e3o do \u201cModelo Mendicante\u201d. As Ordens mendicantes surgem no s\u00e9culo XIII e s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es de vida religiosa que pretendem restaurar a pureza evang\u00e9lica na Igreja e combater as heresias. Mosteiro de Alcoba\u00e7a : \u00c9 considerado o monumento mais expressivo da arquitectura cistercense na Europa. No que se refere \u00e0 igreja da abadia e n\u00e3o obstante as suas dimens\u00f5es a est\u00e9tica cistercense \u00e9 seguida. A estrutura domina sobre a decora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o existem apontamentos ornamentais. Tem planta basilical em cruz latina com tr\u00eas naves e doze tramos. Existe componente rom\u00e2nico na formula\u00e7\u00e3o planim\u00e9trica da cabeceira com deambulat\u00f3rio mas j\u00e1 com componente g\u00f3tico nos al\u00e7ados. O corpo do transepto e o das naves t\u00eam as solu\u00e7\u00f5es novas com abobodamento nervurado da mesma altura nas naves central e laterais. Esta eleva\u00e7\u00e3o das naves laterais quase \u00e1 altura da nave central constitui elemento original nos edif\u00edcios cistercenses. As naves laterais s\u00e3o contrafortes da nave central sendo aproveitados como corredores de passagem. A espessura das colunas de separa\u00e7\u00e3o confere alguma O transepto \u00e9 composto por duas naves sendo a mais larga a da face oriental .No transepto e de cada lado est\u00e3o colocados os t\u00famulos de D.In\u00eas de Castro e de D.Pedro I que constituem dos melhores exemplares de escultura medieval portuguesa.    O mosteiro de Alcoba\u00e7a tem influencia predominantemente da Borgonha como toda a ordem de Cister origin\u00e1ria daquela zona francesa. O conde portucalense D.Henrique  dela foi contempor\u00e2neo e conterr\u00e2neo n\u00e3o admirando por isso a influ\u00eancia que a Ordem teve no novo pa\u00eds fundado pelo seu filho. \u00c9 constru\u00eddo segundo o plano tipo da casa m\u00e3e em que se articulam em volta do claustro, a igreja e todas as outras depend\u00eancias :casa do cap\u00edtulo, cozinha ,refeit\u00f3rio dormit\u00f3rio ,livrarias oficinas. Reproduz a planta da abadia de  Claraval II . A grande igreja da abadia que se desenvolve paralelamente \u00e0 galeria sul do claustro tem orienta\u00e7\u00e3o nascente poente. O refeit\u00f3rio segue a tipologia cistercense sendo perpendicular ao claustro e n\u00e3o paralelo como em S.Bento. O claustro s\u00f3 foi constru\u00eddo no reinado de D.Dinis em 1308. Influenciou posteriormente mas no mesmo s\u00e9culo a constru\u00e7\u00e3o dos claustros episcopais de Coimbra, Lisboa e \u00c9vora  <b>Batalha<\/b> O maior monumento g\u00f3tico portugu\u00eas \u2013 o Mosteiro da Batalha, fundado em 1388 \u2013 baseia se na tipologia mendicante. A sua estrutura\u00e7\u00e3o segue os preceitos da arquitectura dominicana. Para celebrar a vit\u00f3ria de Aljubarrota, que garantiu a independ\u00eancia de Portugal, o iniciador da nova dinastia, D. Jo\u00e3o I, fundou o mosteiro da Batalha. Iniciado em 1388, deve-se ao desenho de Afonso Domingues, que esteve \u00e0 frente das obras at\u00e9 1402. Este mestre arcaizante, que parece ter sido formado na charola da s\u00e9 de Lisboa, deu origem a uma igreja de not\u00e1vel grandeza. O obradoiro pertencer\u00e1 a outro arquitecto, Huguet, activo at\u00e9 1438. Optar\u00e1 pelo estilo tardo-g\u00f3tico ou flamejante e por solu\u00e7\u00f5es nas ab\u00f3badas da capela-mor que indiciam influ\u00eancia do Norte da Europa. H\u00e1 outro requinte e inova\u00e7\u00e3o na rica gram\u00e1tica decorativa e na simb\u00f3lica real. Pertence ao mestre Huguet o risco para a capela-pante\u00e3o de D. Jo\u00e3o I, no lado sul da igreja (1426-1434), o claustro real, a cobertura da sala capitular, com uma arrojada ab\u00f3bada em estrela. Come\u00e7ou ainda a levantar nova capela funer\u00e1ria para D. Duarte, de plano central e oito capelas laterais, conjugando arrojo e novidade de plano com virtuosidade t\u00e9cnica e fausto decorativo. S\u00e3o as chamadas capelas imperfeitas (1433-1438). D. Afonso V acrescentar-lhe-ia novo claustro. Ele resulta da interven\u00e7\u00e3o do arquitecto Fern\u00e3o de \u00c9vora e, estilisticamente, \u00e9 uma obra que contraria o tardo-g\u00f3tico de raiz flamejante, tendo-se optado deliberadamente pela austeridade arquitect\u00f3nica, que rejeita at\u00e9 a inclus\u00e3o de capit\u00e9is a marcar o arranque dos arcos. A Batalha teve outras fases construtivas igualmente relevantes, como o Manuelino ou o Renascimento. Todavia, a mudan\u00e7a din\u00e1stica verificada com D. Manuel privilegiou outros locais e, s\u00f3 no s\u00e9culo XIX, o Mosteiro voltou a ser intervencionado, desta vez com o objectivo de restaurar o conjunto, campanha que se prolongou por meio s\u00e9culo e que \u00e9 um cap\u00edtulo fundamental da nossa Hist\u00f3ria do Restauro monumental.  <b>Jer\u00f3nimos<\/b> O Mosteiro dos Jer\u00f3nimos \u00e9 uma obra fundamental da arquitectura manuelina. O risco inicial \u00e9 de Boitaca (1502), que lan\u00e7ou os fundamentos da igreja e do claustro, e cuja campanha de obra inclui os arranques do portal principal, actualmente abrindo para um n\u00e1rtex abobadado formado pelo varadim coberto que estabelece liga\u00e7\u00e3o com as arcadas do corpo fronteiro (onde est\u00e1 sediado o Museu Nacional de Arqueologia). O portal \u00e9 em arco polilobado, abatido, encimado por representa\u00e7\u00f5es alusivas ao mist\u00e9rio de Bel\u00e9m; de cada lado da entrada destacam-se, sobre m\u00edsulas, as est\u00e1tuas de vulto de D. Manuel e de D. Maria.  A meio da fachada sul, voltada para o Tejo, rasga-se o belo p\u00f3rtico de Jo\u00e3o de Castilho, estruturado ao modo de monumental relic\u00e1rio de ourivesaria, sobrepujado pela est\u00e1tua da Virgem de Bel\u00e9m e o Arcanjo S. Miguel, e decorado com esculturas dos Ap\u00f3stolos, Profetas, Doutores da Igreja, Sibilas e anjos. No registo inferior, ao centro do mainel que divide a porta, uma est\u00e1tua do Infante D. Henrique. O portal \u00e9 ladeado por dois janel\u00f5es de arco redondo.  A igreja \u00e9 de planta longitudinal, em cruz latina, com tr\u00eas naves cobertas por ab\u00f3bada \u00fanica, rebaixada, apoiada em oito pilares octogonais de grande altura, sistema que possibilita a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o transparente, unificado e luminoso. A actual Capela-mor, maneirista, \u00e9 da autoria de Jer\u00f3nimo de Ru\u00e3o, e guarda os t\u00famulos, classificados, de D. Manuel I, D. Maria, D. Jo\u00e3o III e D. Catarina. O belo ret\u00e1bulo-mor \u00e9 de autoria de Louren\u00e7o de Salzedo, pintor r\u00e9gio. No transepto est\u00e3o os t\u00famulos de D. Sebasti\u00e3o e do Cardeal D. Henrique, e no primeiro tramo do sub-coro est\u00e3o os cenot\u00e1fios de Lu\u00eds de Cam\u00f5es e de Vasco da Gama.  O Claustro, a Norte, \u00e9 de dois andares abobadados, decorado com motivos relevados cristol\u00f3gicos, pontuados por her\u00e1ldica r\u00e9gia. A Casa do Cap\u00edtulo, a Nascente do Claustro, foi reconstru\u00edda em 1884, e alberga o t\u00famulo de Alexandre Herculano. No Refeit\u00f3rio, paralelo \u00e0 parede Oeste do Claustro e coberto por uma \u00fanica ab\u00f3bada, abatida e polinervada, conserva-se uma pintura de Avelar Rebelo representando S\u00e3o Jer\u00f3nimo.  <i>Mais informa\u00e7\u00f5es: www.ippar.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Mosteiros de Alcoba\u00e7a, Batalha e dos Jer\u00f3nimos constam entre as 7 Maravilhas de Portugal anunciadas no passado m\u00eas de Julho, em Lisboa. Em tempo de f\u00e9rias, surgem como alternativas ao sol e \u00e0 praia. O territ\u00f3rio portugu\u00eas est\u00e1 marcado, desde o alvorecer do Cristianismo, por not\u00e1veis edifica\u00e7\u00f5es religiosas que nos permitem lan\u00e7ar luz sobre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[168,174,175,203,211,270,285],"class_list":["post-25804","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-evora","tag-europa","tag-ferias","tag-ordem-de-cister","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25804","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25804"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25804\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25804"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25804"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25804"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}