{"id":25740,"date":"2007-07-05T12:18:25","date_gmt":"2007-07-05T12:18:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/07\/05\/espirito-santo-nos-acores\/"},"modified":"2007-07-05T12:18:25","modified_gmt":"2007-07-05T12:18:25","slug":"espirito-santo-nos-acores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/espirito-santo-nos-acores\/","title":{"rendered":"Esp\u00edrito Santo nos A\u00e7ores"},"content":{"rendered":"<p>No Arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores, a Terceira Pessoa da Trindade \u00e9 celebrada intensamente. Este ano, as festas do Esp\u00edrito Santo na cidade de Ponta Delgada (Ilha de S. Miguel) comemoram-se de 5 a 8 de Julho. Hoje (5 de Julho ) \u00e0s 20h30, na Igreja Matriz de S. Sebasti\u00e3o, haver\u00e1 uma confer\u00eancia sobre \u00abO Imp\u00e9rio do Esp\u00edrito Santo nos A\u00e7ores\u00bb, pelo Padre Ant\u00f3nio Rego. Dia 6 deste m\u00eas, as festas do Divino Esp\u00edrito Santo saem \u00e0 rua, com a b\u00ean\u00e7\u00e3o das despensas da carne e do p\u00e3o, \u00e0s 19h00, na Pra\u00e7a Gon\u00e7alo Velho; \u00e0s 20h00, com a Prociss\u00e3o da Mudan\u00e7a da Bandeira, do Centro Municipal de Cultura para a C\u00e2mara Municipal, onde est\u00e1 instalado o Quarto do Esp\u00edrito Santo; \u00e0s 21h00, com a inaugura\u00e7\u00e3o da ilumina\u00e7\u00e3o da Coroa do Esp\u00edrito Santo, na Pra\u00e7a Gon\u00e7alo Velho; o concurso de massa sovada e arremata\u00e7\u00e3o, \u00e0s 21h15, na Pra\u00e7a Gon\u00e7alo Velho e \u00e0s 21h30, com arraial popular. O s\u00e1bado da festa ficar\u00e1 marcado pela distribui\u00e7\u00e3o das pens\u00f5es \u00e0s IPSS de Ponta Delgada, \u00e0s 12h00 pela distribui\u00e7\u00e3o de Sopas do Esp\u00edrito Santo, no Campo de S\u00e3o Francisco, e a partir das 13h00, hora em que se concentrar\u00e3o os Carros de Bois e Carros Aleg\u00f3ricos, na Calheta P\u00earo de Teive, pelo Desfile Etnogr\u00e1fico, que sair\u00e1 para a Avenida Infante D. Henrique, \u00e0s 15h00. A entrega dos pr\u00e9mios de participa\u00e7\u00e3o neste desfile em que participam as mordomias das 24 freguesias de Ponta Delgada, grupos folcl\u00f3ricos e foli\u00f5es, ser\u00e1 \u00e0s 20h00, na Pra\u00e7a Gon\u00e7alo Velho. A 8 de Julho, no domingo, ter\u00e1 lugar a Missa Campal de Coroa\u00e7\u00e3o, no Largo da Matriz, com o Bodo de Leite a realizar-se \u00e0s 12h00, na Pra\u00e7a Gon\u00e7alo Velho. \u00c0s 16h00, sair\u00e1 a Prociss\u00e3o da Coroa\u00e7\u00e3o do Campo de S. Francisco. \u00c0s19h00 haver\u00e1 concerto pela Filarm\u00f3nica Nossa Senhora de F\u00e1tima de Toronto, seguindo-se \u00e0s 21h30, o arraial popular. As festas encerram com fogo de artif\u00edcio \u00e0s 22h30. O povo a\u00e7oriano e seus descendentes espalhados pelo mundo tem uma profunda devo\u00e7\u00e3o ao culto do Divino Esp\u00edrito Santo. <b>Tradi\u00e7\u00e3o<\/b> A Igreja professa a sua f\u00e9 no Esp\u00edrito Santo como Aquele \u00abque \u00e9 o Senhor que d\u00e1 a vida\u00bb e proclama-O no S\u00edmbolo da F\u00e9, chamado Niceno-Constantinopolitano, do nome dos dois Conc\u00edlios \u2013 Niceia (em 325) e de Constantinopla (em 381). O ano transacto celebrou-se o vig\u00e9simo anivers\u00e1rio da Enc\u00edclica \u00abDominum et Vivificantem\u00bb do Papa Jo\u00e3o Paulo II. Apresentada a 18 de Maio de 1986, \u00abO Esp\u00edrito Santo na Vida da Igreja e do Mundo\u00bb relata que esta f\u00e9, professada ininterruptamente pela Igreja, \u201cprecisa de ser incessantemente reavivada e aprofundada na consci\u00eancia do Povo de Deus. Nos \u00faltimos dois s\u00e9culos assim aconteceu por mais de uma vez: desde Le\u00e3o XIII, que publicou a Enc\u00edclica \u00abDivinum illud munus\u00bb (ano de 1897), exclusivamente dedicada ao Esp\u00edrito Santo, a Pio XII, que na Enc\u00edclica \u00abMystici Corporis\u00bb (ano 1943) se referiu de novo ao Esp\u00edrito Santo como princ\u00edpio vital da Igreja, na qual opera conjuntamente com a Cabe\u00e7a do Corpo M\u00edstico, Cristo, at\u00e9 ao II Conc\u00edlio Vaticano que fez notar a necessidade de renovada aten\u00e7\u00e3o \u00e0 doutrina sobre o Esp\u00edrito Santo, como acentuava o Papa Paulo VI: \u201c\u00e0 Cristologia e especialmente \u00e0 Eclesiologia do Conc\u00edlio deve seguir-se estudo renovado e culto renovado do Esp\u00edrito Santo, precisamente como complemento indispens\u00e1vel do ensino conciliar\u201d (Audi\u00eancia geral de 6 de Junho de 1973). Em Portugal, as Confrarias, Irmandades ou Fraternidades \u2013 t\u00edpicas do Corporativismo s\u00f3cio-religioso medieval \u2013 \u00abbeberam\u00bb sempre da Terceira Pessoa da Sant\u00edssima Trindade. Inspiradas pelos modelos mendicantes, estas formulavam um compromisso de vida e definiam prop\u00f3sitos \u2013 culto ao Salvador, Nossa Senhora ou algum santo \u2013 apoiados numa obra de miseric\u00f3rdia: \u201cdar de comer aos famintos, vestir os andrajosos ou sufragar os irm\u00e3os falecidos\u201d (Gomes, Pinharanda; In: \u00abA cidade Nova\u00bb). E acrescenta: \u201cs\u00e3o sufrag\u00e2neas da caridade, servas do amor, que \u00e9 este o verdadeiro nome do Senhor Esp\u00edrito Santo\u201d. As confrarias do Esp\u00edrito Santo, promotoras do culto, dos dons e dos frutos, surgiram em quase todos os tempos da medievalidade e da modernidade, um pouco por todo o pa\u00eds. Entre os rios Douro e Tejo e, neste espa\u00e7o, com maior intensidade nas dioceses de Lamego, Viseu, Coimbra, Leiria, Santar\u00e9m e no extinto bispado da Egit\u00e2nia (hoje divido pela diocese da Guarda e Portalegre) \u201cos \u201cinvent\u00e1rios\u201d (Gomes, Pinharanda) demonstram que existia nestas terras um arreigado culto ao Esp\u00edrito Santo. Portugal continental tinha mesmo o ep\u00edteto de \u00abImp\u00e9rio do Esp\u00edrito\u00bb. Para al\u00e9m das localidades citadas t\u00ednhamos tamb\u00e9m na Costa Alentejana e no litoral Algarvio enclaves onde os crist\u00e3os viviam intensamente o culto ao Esp\u00edrito Santo.  <b>Corporativismo s\u00f3cio-religioso medieval<\/b> Os pescadores associavam-se em Confrarias de Miseric\u00f3rdia \u2013 de invoca\u00e7\u00e3o ao Divino Esp\u00edrito Santo \u2013 e dispunham mesmo de hospitais pr\u00f3prios, como foram os casos de Alfama, Lagos e Tavira. Quando se olha para o mapa dos conventos franciscanos fundados na medievalidade e as zonas de influ\u00eancia da Ordem de Cristo (de Tomar \u00e0s fortes posses no interior da Beira Egitaniense) percebe-se o porqu\u00ea do culto ao Esp\u00edrito Santo e \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que est\u00e3o na rectaguarda deste mesmo culto. A teoria deste \u00abnascimento\u00bb n\u00e3o \u00e9 consensual para todos os historiadores. H\u00e1 quem defenda que a \u00abm\u00e3e\u00bb destas festividades \u2013 de acordo com um conjunto de narrativas eclesi\u00e1sticas seiscentistas \u2013 \u00e9 a rainha Santa Isabel.  Imp\u00e9rio significa, no contexto do culto, as festas dedicadas ao Divino Esp\u00edrito Santo, \u201cpor antonom\u00e1sia, j\u00e1 que Imp\u00e9rio \u00e9 o nome confer\u00edvel \u00e0s Irmandades e \u00e0s Mordomias que promovem as festividades. (Gomes, Pinharanda). Tamb\u00e9m por antonom\u00e1sia, nas ilhas a\u00e7orianas o nome de Imp\u00e9rio \u00e9 dado a uma esp\u00e9cie de capelas \u2013 em alvenaria ou madeira \u2013 onde se realiza uma parte das fun\u00e7\u00f5es ou cerim\u00f3nias das festas e onde se exp\u00f5em as ins\u00edgnias do Divino. Existem Imp\u00e9rios de homens, de jovens (nas Beiras, as festas s\u00e3o muitas vezes promovidas pelas \u00abconfrarias da mocidade\u00bb &#8211; n\u00e3o t\u00eam estrutura permanente &#8211; visto que s\u00e3o constitu\u00eddas por rapazes que nesse ano atingem a maioridade), e casais, de mulheres (caso dos A\u00e7ores, na regi\u00e3o de Viseu e do Alto Alentejo) e de meninos (A\u00e7ores e Lisboa). Segundo informa\u00e7\u00e3o de Mons. Manuel Ferreira da Silva a Pinharanda Gomes, na Igreja de Santa Isabel (Lisboa) foi institu\u00edda, em 1787, a Real Irmandade do Divino Esp\u00edrito Santo Imp\u00e9rio dos meninos. Existem igualmente relatos que referem que, em determinados conventos de Lisboa e dos A\u00e7ores, se faziam Imp\u00e9rios de Freiras.  <b>A primeira Confraria do Esp\u00edrito Santo<\/b> A mais antiga Confraria do Esp\u00edrito Santo de que h\u00e1 noticia \u00e9 a de Benavente, anterior \u00e0s festas de Alenquer, e que cuidava de duas obras de miseric\u00f3rdia: dar de comer aos famintos e enterrar os mortos. \u201cOs confrades participavam nos funerais com uma dan\u00e7a de car\u00e1cter sagrado, a celebra\u00e7\u00e3o jubilosa da morte\u201d (Azevedo, Ruy Pinto; \u201cO compromisso da Confraria do Esp\u00edrito Santo de Benavente\u201d; in: Lusit\u00e2nia Sacra, 6, 1962). Apesar de Benavente ver nascer a sua confraria primeiro, a localidade de Alenquer \u2013 por iniciativa da rainha Santa Isabel \u2013 viu \u201cas primeiras e mais importantes festas\u201d (Gomes, Pinharanda) dedicadas ao culto do Esp\u00edrito Santo. A partir do continente, as Festas do Esp\u00edrito Santo irradiaram para um conjunto de territ\u00f3rios povoados e colonizados pelos portugueses. A sua exist\u00eancia \u00e9 conhecida na Madeira e no Brasil mas foi, sobretudo no arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores \u2013 onde a sua origem \u201cparece remontar aos tempos iniciais do povoamento\u201d (Frutuoso, Gaspar; in: \u201cSaudades da Terra\u201d) \u2013 que elas conheceram uma difus\u00e3o mais importante. Atestada pela sua presen\u00e7a em todas as freguesias do arquip\u00e9lago a\u00e7oriano, esta vitalidade das Festas do Esp\u00edrito Santo \u201cexpressa-se tamb\u00e9m na constante capacidade de di\u00e1logo entre tradi\u00e7\u00e3o e modernidade que elas evidenciam\u201d. (Leal, Jo\u00e3o; \u201cAs Festas do Esp\u00edrito Santo nos A\u00e7ores\u201d; in: Communio, 2, 1998). Esta vitalidade expressa-se tamb\u00e9m no modo como, a partir destas ilhas atl\u00e2nticas, as Festas se difundiram nos principais contextos de acolhimento da emigra\u00e7\u00e3o a\u00e7oriana: primeiro o Brasil e depois nos Estados Unidos da Am\u00e9rica e no Canad\u00e1. <b>Da P\u00e1scoa ao Ver\u00e3o <\/b> As Festas do Esp\u00edrito Santo n\u00e3o se limitam somente ao Domingo de Pentecostes. Elas come\u00e7am \u00e0 meia-noite de S\u00e1bado de Aleluia e prolongam-se at\u00e9 \u00e0 Festa de Pentecostes, data em que a Igreja celebra a descida do Esp\u00edrito Santo sobre os Ap\u00f3stolos. Em determinadas localidades dos A\u00e7ores, elas estendem-se \u201cpelo Ver\u00e3o adentro, incluindo as \u00abfestas joaninas\u00bb e, nalgumas ilhas, ainda se festejam em Outubro, pouco antes do in\u00edcio do Advento\u201d. (Gomes, Pinharanda). Esta dilata\u00e7\u00e3o do tempo deve-se ao facto de o bispo de Angra, D. Ant\u00f3nio Vieira Leit\u00e3o, ter determinado, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, \u201cque n\u00e3o houvesse mais do que um Imp\u00e9rio ou festa com \u00abv\u00f4do\u00bb em cada freguesia e que n\u00e3o fossem celebrados no mesmo dia em todas as freguesias mas que estas o fizessem em cadeia ao longo dos Domingos a partir da P\u00e1scoa\u201d (Gomes, Pinharanda). Uma forma de os pobres terem mais oportunidade de receber esmola, assist\u00eancia e alimento durante mais tempo. No centro dos festejos encontram-se uma ou mais Coroas do Esp\u00edrito Santo, forma consagrada de representa\u00e7\u00e3o da divindade. Estas coroas s\u00e3o de prata trabalhada \u2013 encimadas por uma pomba \u2013 e constituem a ins\u00edgnia central de um conjunto de que fazem ainda arte um ceptro e uma salva, ambos em prata. As formas de organiza\u00e7\u00e3o dos festejos, ao mesmo tempo que prev\u00eaem a participa\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o do conjunto comunidade, caracterizam-se sobretudo \u201cpelo relevo que concedem a formas de patroc\u00ednio individual dos festejos, resultantes em muitos casos de promessas feitas ao Esp\u00edrito Santo\u201d. (Leal, Jo\u00e3o). Depois dos anos 60, devido \u00e0 influ\u00eancia da emigra\u00e7\u00e3o, tornaram-se frequentes os casos em que este patroc\u00ednio individual tende a ser assegurado por emigrantes, que se deslocam expressamente aos A\u00e7ores.  O imperador \u00e9 secundado por um determinado n\u00famero de ajudantes que assumem determinadas fun\u00e7\u00f5es. Entre estes destaca-se a \u00abfolia\u00bb que assegura a direc\u00e7\u00e3o e o acompanhamento musical dos festejos. Em muitas ilhas, as folias t\u00eam vindo a ser gradualmente substitu\u00eddas por filarm\u00f3nicas. Em geral, a sequ\u00eancia dos festejos articula-se em torno de tr\u00eas referentes espaciais: a casa do imperador (onde a coroa \u00e9 instalada num altar); o Imp\u00e9rio e a Casa do Esp\u00edrito Santo (dois edif\u00edcios ligados exclusivamente ao culto do Esp\u00edrito Santo) e a Igreja paroquial. A cerim\u00f3nia religiosa \u201cmais importante das Festas \u00e9 sem d\u00favida a coroa\u00e7\u00e3o, que consiste na imposi\u00e7\u00e3o solene da Coroa ao imperador ou mordomo, ou algu\u00e9m por ele escolhido, realizada pelo padre no termo da missa\u201d (Leal, Jo\u00e3o).  <b>O lado social dos festejos<\/b> A sequ\u00eancia ritual das Festas do Esp\u00edrito Santo concede tamb\u00e9m um lugar de relevo a um conjunto de refei\u00e7\u00f5es, d\u00e1divas e distribui\u00e7\u00f5es de alimentos cerimoniais. Nestas d\u00e1divas est\u00e3o inclu\u00eddas as \u00abc\u00e9lebres\u00bb sopas do Esp\u00edrito Santo \u2013 feitas \u00e0 base de carne de vaca cozida e de fatias de p\u00e3o de trigo \u2013 diversas variedades de p\u00e3es de massa sovada, biscoitos e doces. Apresentam uma importante dimens\u00e3o religiosa mas caracterizam-se tamb\u00e9m pelo relevo que concedem \u00e0s rela\u00e7\u00f5es sociais: tanto dos residentes como daqueles que se deslocam propositadamente dos pa\u00edses onde est\u00e3o a laborar. Estes festejos contrariam as leis dominantes da mentalidade actual que vive baseada \u201cno interesse e na efici\u00eancia\u201d (Dias, Manuel Madureira; \u201cCom o Esp\u00edrito Santo rumo ao ano 2000\u201d). Por isso, \u201cpoucas coisas t\u00eam uma for\u00e7a t\u00e3o irresist\u00edvel como o gesto gratuito do dom, porque contradiz a l\u00f3gica fria do lucro\u201d. Para que o Esp\u00edrito Santo alimente em n\u00f3s a esperan\u00e7a e a torne eficaz precisa de encontrar receptividade e coopera\u00e7\u00e3o. As festas dos Esp\u00edrito Santo s\u00e3o um exemplo dessa receptividade. <i>Luis Filipe Santos<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores, a Terceira Pessoa da Trindade \u00e9 celebrada intensamente. Este ano, as festas do Esp\u00edrito Santo na cidade de Ponta Delgada (Ilha de S. Miguel) comemoram-se de 5 a 8 de Julho. Hoje (5 de Julho ) \u00e0s 20h30, na Igreja Matriz de S. 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