{"id":25734,"date":"2007-07-05T10:56:16","date_gmt":"2007-07-05T10:56:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/07\/05\/vicentinos-algarvios-relembraram-objectivos-da-sua-accao\/"},"modified":"2007-07-05T10:56:16","modified_gmt":"2007-07-05T10:56:16","slug":"vicentinos-algarvios-relembraram-objectivos-da-sua-accao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vicentinos-algarvios-relembraram-objectivos-da-sua-accao\/","title":{"rendered":"Vicentinos algarvios relembraram objectivos da sua ac\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>No passado domingo, as 17 confer\u00eancias algarvias da Sociedade de S\u00e3o Vicente de Paulo reuniram-se em Silves para a Assembleia do Conselho Central daquela associa\u00e7\u00e3o de fi\u00e9is.  A jornada ficaria contudo marcada pela interven\u00e7\u00e3o do padre Carlos de Aquino, assistente dos vicentinos na diocese algarvia.  O sacerdote, fixando-se na regra, aproveitou para chamar a aten\u00e7\u00e3o para alguns aspectos de organiza\u00e7\u00e3o interna a ter em conta, alertou para a necessidade de contrariar \u201cum certo esp\u00edrito fechado\u201d e salientou a import\u00e2ncia de se voltar sempre \u00e0 origem preconizada naquele regulamento.   Com base na defini\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o, apontada pelo documento, como organiza\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica internacional de leigos, o assistente, analisando cada termo, lembrou que a estrutura da organiza\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 sempre a Igreja\u201d, \u201cn\u00e3o uma estrutura de poder, de for\u00e7a ou de dom\u00ednio, mas de servi\u00e7o\u201d. \u201cTanto vale o presidente, como o secret\u00e1rio ou o tesoureiro, cada um na sua justa miss\u00e3o e disponibilidade e sempre numa dimens\u00e3o de servi\u00e7o\u201d, elucidou o padre Carlos de Aquino, considerando que por vezes, as comunidades vicentinas parecem \u201cac\u00e9falas\u201d. \u201cOu n\u00e3o t\u00eam cabe\u00e7a ou s\u00e3o um corpo monstruoso com muitas cabe\u00e7as\u201d, afirmou com recurso \u00e0 met\u00e1fora, lamentando que \u201ctodos querem ser presidentes e ningu\u00e9m quer ser volunt\u00e1rio\u201d.  A prop\u00f3sito do termo \u2018cat\u00f3lica\u2019, que significa universal, recordou que \u201cser cat\u00f3lico \u00e9 construir a unidade e a universalidade na f\u00e9 e na comunh\u00e3o de um s\u00f3 corpo\u201d. \u201cN\u00e3o \u00e9 cada comunidade na sua caserna. A casa n\u00e3o \u00e9 vossa\u201d, alertou, advertindo que \u201c\u00e0s vezes sentimos os problemas como se fossemos a solu\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cO objectivo n\u00e3o \u00e9 o pobre, \u00e9 Cristo\u201d, clarificou. \u201cSe tivermos um cora\u00e7\u00e3o cat\u00f3lico, Cristo ser\u00e1 sempre o nosso objectivo\u201d, acentuou.  Lembrando a designa\u00e7\u00e3o internacional, o sacerdote salientou que o mundo \u00e9 o espa\u00e7o de ac\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o e do vicentino. \u201cN\u00e3o vale a pena sentir s\u00f3 os problemas da minha terra ou da minha localidade. O mundo \u00e9 a nossa casa e o pobre \u00e9 Cristo\u201d, disse.  O padre Carlos de Aquino lembrou que a Sociedade de S\u00e3o Vicente de Paulo \u00e9 um movimento laical, \u201cde gente que est\u00e1 no mundo e por isso o trabalho \u00e9 no mundo\u201d e \u201cn\u00e3o na Igreja e na sacristia\u201d. \u201c\u00c9 na rua, no caf\u00e9, no hospital, no bairro de lata que o vicentino exerce o ser cat\u00f3lico\u201d, referiu.  A prop\u00f3sito da hist\u00f3ria \u201clonga e antiga\u201d da associa\u00e7\u00e3o, fundada em Paris em 1833 por Frederico Ozanam, o padre Carlos de Aquino deixou uma outra recomenda\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o somos propriet\u00e1rios da Sociedade de S\u00e3o Vicente de Paulo. Ningu\u00e9m \u00e9 chefe de uma casa que n\u00e3o lhe pertence\u201d, referiu.  Lembrando o contexto da sua funda\u00e7\u00e3o, no seio da revolu\u00e7\u00e3o francesa, real\u00e7ou que a sociedade surgiu \u201cpara dizer ao mundo hip\u00f3crita: haja igualdade, mas a partir de Deus; haja liberdade, mas a partir da f\u00e9; haja fraternidade, mas a partir do Evangelho\u201d. \u201c\u00c9 isso que estamos a fazer hoje?\u201d, interrogou, interpelando os presentes sobre \u201ccomo continua a ser t\u00e3o verdadeiramente revolucion\u00e1rio o esp\u00edrito vicentino\u201d.  Considerando indispens\u00e1vel o conhecimento do fundador e de Vicente de Paulo por parte dos associados, o assistente destacou que Ozanam \u201clutou pela renova\u00e7\u00e3o da f\u00e9\u201d. \u201cSe queremos ser bons vicentinos temos de lutar pelo mesmo\u201d, afirmou, considerando que o \u201ccarisma do vicentino\u201d consiste em buscar a sua pr\u00f3pria \u201csantifica\u00e7\u00e3o de vida\u201d, n\u00e3o atrav\u00e9s de muitas pr\u00e1ticas, mas apenas atrav\u00e9s do acolhimento do Evangelho.  Sintetizando a miss\u00e3o do vicentino, utilizou uma frase de Vicente de Paulo \u2013 \u201cver Cristo nos pobres e os pobres em Cristo\u201d \u2013 para considerar que \u201cCristo \u00e9 que \u00e9 o objectivo e n\u00e3o o pobre\u201d.  A ac\u00e7\u00e3o vicentina defendeu ser necess\u00e1rio \u201cviv\u00ea-la em receptividade constante ao Esp\u00edrito Santo\u201d. \u201cFalamos muito de Jesus, algumas vezes de Deus e quase nunca do Esp\u00edrito Santo\u201d, complementou.  Ainda sobre a miss\u00e3o do vicentino salientou que consiste em \u201caliviar os que sofrem em esp\u00edrito de justi\u00e7a e caridade e ter um compromisso pessoal\u201d. \u201c\u00c9 isto que nos distingue de outros grupos que tamb\u00e9m exercem a miss\u00e3o da caridade\u201d, complementou, concordando, no entanto, que \u201ch\u00e1 grupos, dimens\u00f5es e movimentos da Igreja que podem falar do amor para com os pobres e promover a justi\u00e7a\u201d.  Lembrando o caso concreto da Caritas, sublinhou que aquela institui\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o rouba nada ao mundo vicentino\u201d. \u201cPelo contr\u00e1rio, ajuda o mundo vicentino a situar-se no contexto da Igreja e do mundo, porque a miss\u00e3o da Caritas \u00e9 apenas pedag\u00f3gica: despertar nas comunidades crist\u00e3s o esp\u00edrito de amor pelos pobres, pela justi\u00e7a, pela caridade, pelo servi\u00e7o. Mas quem \u00e9 que faz esse servi\u00e7o? N\u00e3o \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o da Caritas. S\u00e3o outros grupos e movimentos, cujo carisma mais espec\u00edfico seja este contacto directo com quem sofre\u201d, esclareceu, classificando o vicentino como \u201cum evangelizador e um servidor dos pobres atrav\u00e9s de um amor afectivo e libertador e n\u00e3o ocasional\u201d.  \u201cNa liberdade da caridade todos t\u00eam espa\u00e7o. Todos temos lugar na Igreja, cada um para a sua miss\u00e3o justa e certa e a do vicentino \u00e9 esta\u201d, afirmou, sublinhando que \u201ctoda a obra de caridade n\u00e3o \u00e9 estranha \u00e0 comunidade vicentina\u201d. \u201cPor isso n\u00e3o somos intrusos e n\u00e3o andamos a roubar adeptos de ningu\u00e9m. Na Igreja somos uma casa \u00fanica\u201d, refor\u00e7ou.  Salientando que todas as formas de ajuda daquela associa\u00e7\u00e3o devem passar pelo contacto pessoal, lembrou que quando este falha, falha a miss\u00e3o vicentina. \u201cQuando n\u00e3o visitamos o pobre, para levar em primeiro lugar o Evangelho, falhamos a nossa miss\u00e3o\u201d, disse.  Alertando as confer\u00eancias para a necessidade de desprendimento dos bens, recordou que \u201cos vicentinos est\u00e3o unidos entre si por um esp\u00edrito de pobreza e de partilha\u201d. \u201cN\u00e3o andemos, por competitividade, a ver quem \u00e9 que tem mais fundos. Se outras comunidades est\u00e3o mais pobres ou s\u00e3o mais fr\u00e1geis, partilhe-se\u201d, sugeriu. \u201cS\u00f3 verdadeiramente pobres \u00e9 que podemos evangelizar o pobre\u201d, advertiu, garantindo que \u201co problema \u00e9 n\u00e3o criarmos um cora\u00e7\u00e3o generoso\u201d.  A terminar, considerou que \u201ca regra vicentina tem de estar no cora\u00e7\u00e3o\u201d, nem que para isso seja preciso reduzir as confer\u00eancias, mas que as que permane\u00e7am \u201csejam fi\u00e9is\u201d.  Antonino Magalh\u00e3es, presidente do Conselho Central, apresentou ainda durante a tarde o exemplo de trabalho realizado na Col\u00f4mbia pela associa\u00e7\u00e3o e deteve-se no esclarecimento de alguns aspectos pr\u00e1ticos relacionados com o funcionamento das confer\u00eancias.  A terminar o dia, o padre Carlos de Aquino voltou a intervir, desta vez para se referir \u00e0 espiritualidade que deve animar e estar subjacente ao trabalho vicentino.   <b>28 novos vicentinos<\/b> A jornada vicentina come\u00e7ara por\u00e9m com a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia na antiga catedral diocesana tendo o assistente alertado que \u201cum crist\u00e3o e um vicentino \u00e9 aquele que faz de Deus a sua heran\u00e7a\u201d.  No final da celebra\u00e7\u00e3o foram ainda admitidos 28 novos associados oriundos de v\u00e1rias confer\u00eancias da diocese algarvia.  Antonino Magalh\u00e3es, presidente do Conselho Central, destacou o acontecimento. \u201c\u00c9 importante porque temos necessidade de uma renova\u00e7\u00e3o, de modo particular em idade\u201d, afirmou.  No Algarve, as 17 confer\u00eancias contam com 301 vicentinos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No passado domingo, as 17 confer\u00eancias algarvias da Sociedade de S\u00e3o Vicente de Paulo reuniram-se em Silves para a Assembleia do Conselho Central daquela associa\u00e7\u00e3o de fi\u00e9is. A jornada ficaria contudo marcada pela interven\u00e7\u00e3o do padre Carlos de Aquino, assistente dos vicentinos na diocese algarvia. 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