{"id":257101,"date":"2022-10-19T10:33:37","date_gmt":"2022-10-19T09:33:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=257101"},"modified":"2022-10-19T10:33:37","modified_gmt":"2022-10-19T09:33:37","slug":"uma-tristeza-que-destroi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-tristeza-que-destroi\/","title":{"rendered":"Uma tristeza que d(estr)\u00f3i\u2026."},"content":{"rendered":"<p><em>Sandra C\u00f4rtes-Moreira, Diocese do Algarve<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-201550 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sandra-Cortes-Moreira-Algarve.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Fez agora um ano que escrevi para a <em>Ecclesia<\/em> (<a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/doi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/doi\/<\/a>) um texto sobre a tem\u00e1tica da pedofilia na Igreja Cat\u00f3lica. Sa\u00eda, nessa altura, o relat\u00f3rio franc\u00eas, sobre os casos de abusos dentro desta institui\u00e7\u00e3o, desde os anos 50 do s\u00e9culo 20. Um ano depois, tornam-se p\u00fablicos novos dados importantes da Comiss\u00e3o Independente, criada pela <em>Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/em>, para estudar esta tem\u00e1tica e recolher informa\u00e7\u00f5es e testemunhos no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Vemos not\u00edcias di\u00e1rias sobre o assunto, em que se descobrem casos; se identificam nomes, mais ou menos conhecidos e ocupando cargos na hierarquia portuguesa, ou n\u00e3o; se contam hist\u00f3rias tristes e desoladoras das v\u00edtimas. Os jornalistas fazem o seu trabalho como podem, creio. E pe\u00e7o que n\u00e3o baixem os bra\u00e7os, pois, ao contr\u00e1rio do que muitos pensam e afirmam, eles n\u00e3o t\u00eam uma agenda contra a Igreja. Ter\u00e3o, quando muito, uma agenda contra os crimes e os criminosos. Ou quando p\u00f5em a descoberto pol\u00edticos corruptos, ju\u00edzes que n\u00e3o cumprem a sua miss\u00e3o, dirigentes desportivos vigaristas e tantos outros, n\u00e3o fazem o que devem? Louvo o seu esfor\u00e7o e s\u00f3 desejo que seja verdadeiramente empenhado, que n\u00e3o fiquem pelos trabalhos mais f\u00e1ceis, mas investiguem, como \u00e9 pr\u00f3prio da sua profiss\u00e3o, TUDO. \u00a0Conseguir chegar ao \u00e2mago de cada narrativa, de cada facto, n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil, porque, naturalmente, os infratores n\u00e3o querem ser conhecidos e, infeliz, mas compreensivelmente, as v\u00edtimas n\u00e3o desejam reviver aquilo por que passaram e que guardaram, na maioria dos casos, no sil\u00eancio dos seus cora\u00e7\u00f5es, procurando construir uma normalidade sempre periclitante, porque assente no que, n\u00e3o foi mais, do que uma viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem se remeta ao sil\u00eancio, que assim, se torna \u201cfalante\u201d e nada esclarecedor. Por outro lado, as declara\u00e7\u00f5es de alguns s\u00e3o transformadas em anedota, porque apenas podem ser ris\u00edveis, de t\u00e3o tolas e despropositadas (e nem vale a pena citar nomes, pois estou certa de que os identificam). Outros (poucos e bem!) t\u00eam a coragem de enfrentar as c\u00e2maras de TV, de dar entrevistas, de explicar que desenvolveram procedimentos corretos\u2026 Apesar de fazerem o que est\u00e1 certo e, refor\u00e7o, deve ser feito \u2013 COMUNICAR! -, s\u00e3o apanhados no turbilh\u00e3o das cr\u00edticas. E estas, tamb\u00e9m \u00e9 do conhecimento de muitos, frequentemente s\u00e3o motivadas pelas peleias internas, pelos \u00f3dios de estima\u00e7\u00e3o, pelas vingan\u00e7as ocultas e que escondem mis\u00e9rias e pecados s\u00e9rios.<\/p>\n<p>Somam-se opini\u00f5es, convic\u00e7\u00f5es, presun\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos. E quando me refiro a estas maneiras de expressar o pensamento, destaco, com tristeza, com profunda e magoada tristeza, aqueles que se escudam em argumentos que s\u00f3 posso qualificar de pat\u00e9ticos, apontando dados de investiga\u00e7\u00f5es, relat\u00f3rios (como os da APAV), estat\u00edsticas sobre a ocorr\u00eancia de crimes, para desculpabilizar uma institui\u00e7\u00e3o, cuja miss\u00e3o evang\u00e9lica, porque conferida, na vis\u00e3o dos crentes, pelo pr\u00f3prio Cristo, \u00e9 d\u00e1-Lo a conhecer e, assim sendo, dar a conhecer o Seu maior ensinamento, proposto na recomenda\u00e7\u00e3o: \u00abAmai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim tamb\u00e9m v\u00f3s deveis amar-vos uns aos outros\u00bb (Jo\u00e3o 13:34).<\/p>\n<p>Como \u00e9 poss\u00edvel pensar que outros crimes podem desculpabilizar um que seja destes casos? Desde quando a minha culpa pode ser exclu\u00edda, ou diminu\u00edda pela culpa dos outros?<\/p>\n<p>Quem assim se manifesta ainda n\u00e3o percebeu v\u00e1rias coisas, que s\u00e3o duras, mas que devem ser assumidas com retid\u00e3o e coragem: houve (e desejo que n\u00e3o haja atualmente, mas temo que assim n\u00e3o seja) uma pol\u00edtica de encobrimento destas situa\u00e7\u00f5es dentro da Igreja Portuguesa, Espanhola, Americana, Australiana, Francesa, Irlandesa, Alem\u00e3, mundial. Isso, infelizmente, faz correr o risco de que essa atitude possa corresponder a uma matriz identit\u00e1ria da institui\u00e7\u00e3o, uma institui\u00e7\u00e3o que, para fora, sempre se colocou na posi\u00e7\u00e3o de quem \u00e9 um reduto moral para todos os temas.<\/p>\n<p>Assumindo essa posi\u00e7\u00e3o, a Igreja Cat\u00f3lica tinha o dever de especial\u00edssima prote\u00e7\u00e3o dos mais fracos e fr\u00e1geis, sempre com vista a restitu\u00ed-los \u00e0 sua dignidade inicial, que, note-se, nunca perderam, mas que tinha de ser defendida, com todas as for\u00e7as, no seio e fora da institui\u00e7\u00e3o, que afirma ser o espa\u00e7o seguro e de amor total a todos. E isso n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>As pessoas que n\u00e3o puseram em pr\u00e1tica o tal mandamento que atr\u00e1s referi, o maior para todos os cat\u00f3licos, em nome desta Institui\u00e7\u00e3o, criada e desejada sempre Santa, acabaram por corromper a sua imagem. Custa dizer, mas conspurcaram-na, traindo a miss\u00e3o de Cristo Redentor, a tal miss\u00e3o evang\u00e9lica, que nunca pressuporia rebaixar, degradar os mais desprotegidos.<\/p>\n<p>E quando se chega ao ponto de culpabilizar as v\u00edtimas, de comparar o n\u00famero de crimes, de esgrimir estat\u00edsticas, s\u00f3 se aumenta a trag\u00e9dia. \u201cOs outros tamb\u00e9m fizeram\u201d, dizem as crian\u00e7as para se desculpabilizarem, quando sabem que erraram. E o que lhes ensinamos? Sei que sabem bem a resposta!<\/p>\n<p>A normaliza\u00e7\u00e3o do mal s\u00f3 o pretende transformar em bem. Tal atitude em qualquer ser humano \u00e9 m\u00e1, mas em algu\u00e9m que acredita que deve amar o seu pr\u00f3ximo como a si mesmo (Tiago, 2:8), que o amor procede de Deus e que aquele que ama nasce de Deus e conhece a Deus (1 Jo\u00e3o 4:7-8), \u00e9 pior ainda. N\u00e3o se pode suportar tudo (como se dizia \u201cnoutros tempos\u201d \u00e0s mulheres agredidas, humilhadas e violadas pelos seus maridos, porque isso n\u00e3o \u00e9 amar)! N\u00e3o se pode esconder tudo, qual heran\u00e7a tr\u00e1gica de eras que, h\u00e1 muito, deviam ter acabado, mas que persistem em espreitar, atr\u00e1s da capa de uma deturpada vis\u00e3o do certo e do errado.<\/p>\n<p>Todos temos muito que refletir e olhar para n\u00f3s pr\u00f3prios. Sofro pelas v\u00edtimas. Sofro, at\u00e9, pelos agressores, sobretudo aqueles que s\u00e3o verdadeiramente doentes e deveriam ter acompanhamento especial. Mas n\u00e3o sofro por quem desculpabiliza e oculta. Estes fazem-me olhar para a cruz de Jesus e perceber porque a aceitou e porque sofreu o seu peso, o rasgar das Suas carnes, as quedas, a morte lenta e agonizante; fazem-me perceber o olhar Dele e de Sua M\u00e3e, aceitando a morte in\u00edqua e excruciante do Filho inocente. Ele n\u00e3o fugiu, n\u00e3o se escondeu. Tomou a cruz e viveu-a, a cada segundo, para reden\u00e7\u00e3o de todos os pecadores. Por mim, que tamb\u00e9m o sou. Mas essa condena\u00e7\u00e3o torna-se mais odiosa, quando Ele morre, uma e outra vez, por pecados como estes, que me levam a compreender a dor, a morte e a dimens\u00e3o imponder\u00e1vel do Seu sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p>Dizia no tal texto escrito h\u00e1 um ano, que a minha m\u00e3e me ensinava: \u00abSabes, filha, quando fazemos mal e percebemos que o fizemos, \u00e9 um ato de nobreza pedir desculpa e procurar reparar o mal que fizemos\u00bb. Foi isso que vi em todos os gestos e sinais do Papa Francisco, que dizia aos franceses ser preciso \u00abassumirem as suas responsabilidades para garantir que a Igreja seja uma casa segura para todos\u00bb (Audi\u00eancia-geral, 6\/10\/2021, <a href=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/papa\/news\/2021-10\/papa-francisco-audiencia-geral-abusos-igreja-franca-pedofilia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/papa\/news\/2021-10\/papa-francisco-audiencia-geral-abusos-igreja-franca-pedofilia.html<\/a>). S\u00e3o esses os sinais que quero ver na Igreja e nos crentes. Sinais que me fa\u00e7am contemplar o rosto de Cristo ressuscitado e esperan\u00e7oso, porque \u00e9 num mundo melhor que acredito, num mundo onde h\u00e1 lugar para todos, porque todos s\u00e3o parte da fam\u00edlia de Deus.<\/p>\n<p>Que Nosso Senhor tenha piedade, miseric\u00f3rdia e compaix\u00e3o de todos, especialmente dos que, sendo cat\u00f3licos, sentem uma tristeza que d(estr)\u00f3i\u2026. Se puderem, tenham pena destes que, como eu, nestes dias j\u00e1 chor\u00e1mos muito, j\u00e1 nos question\u00e1mos muito, j\u00e1 nos sentimos perdidos. Mas olhamos para o Alto, com esperan\u00e7a e pedimos que o Santo Esp\u00edrito sopre, quente e esclarecedor, aguardando um novo arco-\u00edris, \u00absinal da alian\u00e7a eterna entre Deus e todos os seres vivos\u00bb (G\u00e9nesis, 9:16).<\/p>\n<p><strong><em>Nota:<\/em><\/strong> Este texto \u00e9 resultado de v\u00e1rias partilhas, com amigos que, como eu, por estes dias sentem uma imensa tristeza. Agrade\u00e7o-lhes por serem sinal de Deus na minha vida, porque de formas diferentes e como eu, sentem este espinho dos olhares \u201cde cima para baixo\u201d dentro da institui\u00e7\u00e3o. Lu\u00eds, Miguel, Bruno, obrigada. Em mem\u00f3ria do Jorge e de todos os meus familiares que me legaram um exemplo not\u00e1vel de vida crist\u00e3.<\/p>\n<p>Publicado em <em>Sul Informa\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.sulinformacao.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.sulinformacao.pt\/&amp;source=gmail&amp;ust=1666257892156000&amp;usg=AOvVaw0cjvt9HeIf_toZtv_QxXGX\">https:\/\/www.sulinformacao.pt\/<\/a>).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sandra C\u00f4rtes-Moreira, Diocese do Algarve<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":201550,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-257101","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/257101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=257101"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/257101\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/201550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=257101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=257101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=257101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}