{"id":2564,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/que-iraque-para-os-iraquianos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"que-iraque-para-os-iraquianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/que-iraque-para-os-iraquianos\/","title":{"rendered":"Que Iraque para os iraquianos?"},"content":{"rendered":"<p>Os Inspectores da ONU procuraram armas de destrui\u00e7\u00e3o maci\u00e7a no Iraque. E durante v\u00e1rios meses uma demarche diplom\u00e1tica em todos os campos e a todos os n\u00edveis foi posta em movimento. Criou-se um ambiente de impasse e de inseguran\u00e7a. Agravou-se a crise econ\u00f3mica. A amea\u00e7a da  interven\u00e7\u00e3o anglo-americana no Iraque pairava sobre o Iraque. As amea\u00e7as de Saddam eram implac\u00e1veis: uma defesa acirrada at\u00e9 ao \u00faltima membro da Guarda Macional. Sem o apoio de dezenas de pa\u00edses, a guerra come\u00e7ou at\u00e9 parar na invas\u00e3o de Bagdade. A\u00ed foram dias para esquecer pelos valores culturais destru\u00eddos, pelos roubos, pela anarquia que se seguiu \u00e0 entrada das tropas da coliga\u00e7\u00e3o e \u00e0 queda da est\u00e1tua do rais.  Bombardeamento, ataques, mortes, foram cen\u00e1rios da trag\u00e9dia e da luta por uma liberdade que terminou em 1979 e que ter\u00e1 podido contar cerca de 150 mil executados pelo regime ditatorial de opress\u00e3o e de viol\u00eancia. Agoras as pessoas contam a verdade dura e crua: pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias, torturas, despesismo em grandiosos pal\u00e1cios, obras megl\u00f3manas, uma colec\u00e7\u00e3o de carros de cerca de mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, milhares de curdos mortos com armas qu\u00edmicas, e um povo em muitas aldeias desconhecido e faminto. No p\u00f3s guerra tenta-se aliviar os males da guerra e estruturar um futuro pa\u00eds democr\u00e1tico em que todas as etnias tenham lugar.  Depender\u00e1 tudo da capacidade democr\u00e1tica dos que se projectarem como l\u00edderes. Para al\u00e9m dos pa\u00edses da coliga\u00e7\u00e3o a miss\u00e3o da seguran\u00e7a j\u00e1 partiu tamb\u00e9m de pa\u00edses como a It\u00e1lia, a Pol\u00f3nia, a Espanha e Portugal. Com fins humanit\u00e1rios de solidariedade e ajuda.   Assistimos a uma esp\u00e9cie de morte lenta. Desej\u00e1vamos ver um Iraque pr\u00f3spero, democr\u00e1tico, em que o povo pudesse respirar liberdade e felicidade. Vemos um povo sofrido a bra\u00e7os com meses de desemprego na ordem dos 90%. Um povo que desespera porque continua a morrer se n\u00e3o se resolvem seus problemas. Depois de tanto sofrerem, os iraquianos merecer\u00e3o dias de paz. Todos, para al\u00e9m das miserandas quez\u00edlias pol\u00edticas, temos de enfrentar os problemas e ajudar esta na\u00e7\u00e3o a sair da mis\u00e9ria e ocupar o lugar entre as na\u00e7\u00f5es. E merecer um lugar ao sol, pois tem meios para o fazer. Que a Am\u00e9rica, a Inglaterra e os pa\u00edses ocidentais de bom senso tenham a capacidade e a ousadia de prosseguir com o dar a m\u00e3o em todos os sentidos \u00e0queles que j\u00e1 merecem que o sofrimento seja aliviado.  Armando Soares Revista BOA NOVA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Inspectores da ONU procuraram armas de destrui\u00e7\u00e3o maci\u00e7a no Iraque. E durante v\u00e1rios meses uma demarche diplom\u00e1tica em todos os campos e a todos os n\u00edveis foi posta em movimento. Criou-se um ambiente de impasse e de inseguran\u00e7a. Agravou-se a crise econ\u00f3mica. A amea\u00e7a da interven\u00e7\u00e3o anglo-americana no Iraque pairava sobre o Iraque. 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