{"id":25595,"date":"2007-06-28T11:37:00","date_gmt":"2007-06-28T11:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/06\/28\/pessoas-velhas-sao-pessoas-dignas\/"},"modified":"2007-06-28T11:37:00","modified_gmt":"2007-06-28T11:37:00","slug":"pessoas-velhas-sao-pessoas-dignas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pessoas-velhas-sao-pessoas-dignas\/","title":{"rendered":"Pessoas velhas s\u00e3o pessoas dignas"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA velhice \u00e9 uma idade como as outras, simplesmente a cultura de hoje n\u00e3o a privilegia. \u00c9 preciso remar contra a mar\u00e9, porque as pessoas velhas s\u00e3o dignas\u201d. A conclus\u00e3o \u00e9 do Pe. Jorge Cunha, Director-Adjunto do n\u00facleo do Porto da Faculdade de Teologia, extra\u00edda durante a terceira confer\u00eancia, sob o tema \u201cA condi\u00e7\u00e3o da pessoa idosa\u201d. Jorge Cunha encerrou o ciclo de tr\u00eas confer\u00eancias \u201cCondi\u00e7\u00e3o de doente, condi\u00e7\u00e3o de idoso\u201d, uma iniciativa, da par\u00f3quia de Carregosa e da Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia Social, integrada nos 25 anos de actividade desta institui\u00e7\u00e3o. Na mesa estiveram para al\u00e9m do conferencista, a vereadora da Ac\u00e7\u00e3o Social da C\u00e2mara Municipal de Oliveira de Azem\u00e9is, o presidente da Junta de Carregosa, Diamantino Melo, o padre Artur Pinto e o presidente da Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia Social, Jos\u00e9 Amorim, bem como Ant\u00f3nio Rebelo, que moderou. O professor da Faculdade de Teologia da Universidade Cat\u00f3lica do Porto lembrou que ao longo dos tempos, todas as gera\u00e7\u00f5es tiveram necessidade de pensar nisto, de modo \u201ca tornarem-se solid\u00e1rias com os idosos\u201d. No presente, manifestou a esperan\u00e7a de que \u201cmuito menos pessoas a trabalhar v\u00e3o ter capacidade para produzir uma grande riqueza. Temos \u00e9 que a distribuir melhor e, ent\u00e3o, os velhos n\u00e3o ser\u00e3o armazenados, mas integrados\u201d, alvitrou. Numa altura em que se fala insistentemente da eutan\u00e1sia, como recentemente admitiram alguns oncologistas, Jorge Cunha op\u00f4s-se liminarmente, porque, do ponto de vista crist\u00e3o, \u201ca vida \u00e9 uma d\u00e1diva e ningu\u00e9m pode antecipar a sua hora\u201d. Em contrapartida defendeu \u201cuma cultura e uma sociedade solid\u00e1ria entre gera\u00e7\u00f5es\u201d como a forma de \u201cnos livrarmos da tenta\u00e7\u00e3o de acabarmos com a vida\u201d. Antes aquele sacerdote apresentou as diferen\u00e7as entre a pessoa idosa, associada \u00e0 fam\u00edlia patriarcal ou alargada, na cultura antiga, em que se privilegiavam valores como a sabedoria e o respeito e os idosos eram inclu\u00eddos, e a fam\u00edlia nuclear actual, voltada para o futuro, para valores como os da t\u00e9cnica e da competi\u00e7\u00e3o e em que a pessoa idosa n\u00e3o tem lugar, sendo at\u00e9 desconsiderada e marginalizada. \u201cNa cultura antiga, envelhecer era um caminho para a maturidade e para a autoridade, havia o sentimento de seguran\u00e7a e de inclus\u00e3o. Na de hoje, envelhecer \u00e9 um caminho para a margem do rio da vida, para a solid\u00e3o\u201d, acrescentou o sacerdote.  <b>Cultivar o sentido da vida<\/b> Perante esta situa\u00e7\u00e3o, o padre Jorge Cunha defendeu \u201cuma mudan\u00e7a de atitude pessoal, mas tamb\u00e9m cultural e social. \u00c9 urgente aprender a envelhecer, cultivando o sentido da vida, a autonomia, desenvolvendo h\u00e1bitos e centros de interesse, uma espiritualidade, guardando que fazer, resistindo \u00e0 melancolia, combatendo a amargura e preparando a morte e a vida eterna\u201d.  No plano da mudan\u00e7a cultural lembrou que a pessoa humana \u201cvale por aquilo que \u00e9, n\u00e3o vive s\u00f3 de p\u00e3o, mas tamb\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o, da proximidade, da interac\u00e7\u00e3o. O ser humano n\u00e3o se desenvolve pelo ter mais, mas pelo ser mais e a idade n\u00e3o pode ser apenas um acr\u00e9scimo de anos e de t\u00e9dio, mas um acr\u00e9scimo de ser, de gratid\u00e3o e de alegria\u201d.  <b>Solidariedade em vez do Estado social<\/b> Quanto \u00e0 mudan\u00e7a social apontou a solidariedade social em vez do Estado social como um sinal de que \u201cnos sentimos pr\u00f3ximos do nosso semelhante\u201d. A finalizar t\u00e3o esclarecedora interven\u00e7\u00e3o, o Pe. Jorge Cunha acrescentou que \u201ca qualidade de vida da pessoa idosa n\u00e3o diminui com o avan\u00e7o dos anos, n\u00e3o perde valor, ganha-o\u201d e, por isso, \u201cn\u00e3o pode ser comparada com \u00edndices econ\u00f3micos nem subtilmente manipulada\u201d. Jorge Cunha encerrou o ciclo de tr\u00eas confer\u00eancias \u201cCondi\u00e7\u00e3o de doente, condi\u00e7\u00e3o de idoso\u201d, uma iniciativa da par\u00f3quia de Carregosa e da Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia Social, integrada nos 25 anos de actividade desta institui\u00e7\u00e3o.  <b>Mais volunt\u00e1rios precisam-se<\/b> O presidente da Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia Social de Carregosa fez um apelo \u00e0 entrada de novos volunt\u00e1rios \u201cque queiram participar neste trabalho da Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia Social. A maior parte dos elementos j\u00e1 s\u00e3o reformados e, por isso, as portas est\u00e3o abertas\u201d, apelou Jos\u00e9 Amorim. O apelo foi secundado pelo presidente da Junta de Freguesia. Diamantino Melo salientou que \u201ca Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia Social est\u00e1 muito bem servida, mas apare\u00e7am mais volunt\u00e1rios, porque pode melhorar muito a vida dos que menos t\u00eam e aconchegar as pessoas\u201d. O autarca leu as duas primeiras actas, datadas de Dezembro de 1973, da ent\u00e3o denominada Comiss\u00e3o Paroquial de Assist\u00eancia aos Pobres, que nove anos depois nasceria oficialmente, com o nome de Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia Social. Antes de iniciar a sua interven\u00e7\u00e3o, Jorge Cunha elogiou o padre Artur Pinto, considerando-o \u201cum sacerdote muito zeloso e preocupado com a qualidade do trabalho desenvolvido e que a todos dignifica\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA velhice \u00e9 uma idade como as outras, simplesmente a cultura de hoje n\u00e3o a privilegia. \u00c9 preciso remar contra a mar\u00e9, porque as pessoas velhas s\u00e3o dignas\u201d. A conclus\u00e3o \u00e9 do Pe. 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