{"id":25560,"date":"2007-06-26T16:22:10","date_gmt":"2007-06-26T16:22:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/06\/26\/ajudar-a-reconstruir-vidas\/"},"modified":"2007-06-26T16:22:10","modified_gmt":"2007-06-26T16:22:10","slug":"ajudar-a-reconstruir-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ajudar-a-reconstruir-vidas\/","title":{"rendered":"Ajudar a reconstruir vidas"},"content":{"rendered":"<p>No Dia Mundial da Luta Contra a Droga, o \u00abProjecto Homem\u00bb  h\u00e1 16 anos, em Braga, aposta na integra\u00e7\u00e3o progressiva na sociedade  <!--more--> Em Dia Mundial da Luta Contra a Droga lembram-se casos de sucesso e insucesso. Mas tamb\u00e9m pessoas que se envolvem na luta pela vida dos outros, por novas estruturas psicol\u00f3gicas e sociais que a depend\u00eancia fez esquecer.  O Padre Jos\u00e9 Veloso \u00e9 o homem que dirige o Projecto Homem &#8211; Programa Terap\u00eautico de Reabilita\u00e7\u00e3o e Reinser\u00e7\u00e3o Social de Toxicodependentes, no Centro de Solidariedade de Braga. Uma iniciativa que nasceu em It\u00e1lia em 1979, inspirado na metodologia do Daytop Village, Estados Unidos da Am\u00e9rica, onde surgiu a primeira comunidade terap\u00eautica baseada nos princ\u00edpios da auto-ajuda. Hoje est\u00e1 largamente experimentado em v\u00e1rios pa\u00edses, principalmente It\u00e1lia e Espanha, com resultados muito positivos e percentagens de recupera\u00e7\u00e3o que causam a admira\u00e7\u00e3o de quantos est\u00e3o envolvidos nas quest\u00f5es da toxicodepend\u00eancia.   Em Portugal, o primeiro centro nasceu precisamente em Braga, em 1991, sob a orienta\u00e7\u00e3o da Arquidiocese e com a aprova\u00e7\u00e3o do Arcebispo de Braga, na altura, D. Eurico. Foi denominado Centro de Solidariedade de Braga\/Projecto Homem. Existem em funcionamento no nosso pa\u00eds mais tr\u00eas centros, Almada (1993), Abrantes (1997) e Vila Real (1998).  A igreja diocesana lan\u00e7ou este projecto no in\u00edcio dos anos 90, com o surgimento da toxicodepend\u00eancia e porque \u201cas respostas que haviam na altura, n\u00e3o eram profissionais e as t\u00e9cnicas eram muito caras\u201d, aponta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o director t\u00e9cnico do Projecto Homem.  <b>Integra\u00e7\u00e3o faseada<\/b> O Projecto Homem baseia-se em tr\u00eas fases. O Centro de Dia faz o acompanhamento aos toxicodependentes que t\u00eam uma estrutura familiar e social que permita que durante o dia, entre as 9 h e as 17 h 30, estejam em terapia com actividades ocupacionais. No final do dia e nos fins de semana, os utentes s\u00e3o acompanhados pela fam\u00edlia, pois \u201ca rede social \u00e9 um ponto importante\u201d, destaca o Pe. Veloso.   O Centro faz tamb\u00e9m um acompanhamento das quest\u00f5es jur\u00eddicas e m\u00e9dicas, que se relacionam com a organiza\u00e7\u00e3o de vida do toxicodependente e \u00e9 tamb\u00e9m o espa\u00e7o que se faz o diagn\u00f3stico com vista a um acompanhamento mais espec\u00edfico &#8211; ao n\u00edvel da psicoterapia ou um acompanhamento mais psico-social. O grande objectivo do Centro \u00e9 \u201cafastar a pessoa do consumo da droga e criar uma estrutura capaz de o proteger desses meios\u201d. Se tiver condi\u00e7\u00f5es para o fazer na fam\u00edlia, fica no Centro de dia, caso contr\u00e1rio vai para a Comunidade Terap\u00eautica, que corresponde \u00e0 segunda fase.   Esta comunidade destina-se a quem n\u00e3o tem uma base familiar ou apoio social. Normalmente s\u00e3o \u201ctoxicodependentes bastante desestruturados e precisam de estar num espa\u00e7o fechado porque s\u00e3o pessoas cujo auto controle e o controle de est\u00edmulos est\u00e1 ausente ou \u00e9 m\u00ednimo\u201d, explica o director t\u00e9cnico. Naquele espa\u00e7o re organizam a sua personalidade. Como n\u00e3o t\u00eam retaguarda familiar precisam de criar uma estrutura interna para, posteriormente se inserirem na sociedade em todo o seu trabalho a n\u00edvel social e laboral.   \u201cAqui as pessoas d\u00e3o conta da sua realidade\u201d, conhecem-se com as capacidades, defeitos e limita\u00e7\u00f5es, aprendem a encontrar solu\u00e7\u00f5es para os problemas do dia a dia, para depois na sociedade, encontrarem meios pr\u00f3prios de resolu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o se refugiarem em subst\u00e2ncias. \u201cProcuramos que eles comecem a definir um projecto de vida, dentro daquilo que s\u00e3o e da sua realidade, aquilo que gostariam de fazer, delineando perspectivas futuras\u201d. Quando se percebe que as pessoas j\u00e1 t\u00eam uma capacidade para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas e que perspectivam uma vida real baseada nas suas capacidades, passam a uma terceira fase.  A Reinser\u00e7\u00e3o Social \u00e9 o retomar da vida laboral ou antes, a procura de um novo trabalho. Corresponde tamb\u00e9m a um desligar progressivo do apoio do Projecto Homem. \u201cCom o tempo eles torna-se aut\u00f3nomos, mas o voltar \u00e0 vida real e ao mundo, muitas vezes levanta problemas\u201d.  Voltar ao trabalho pode significar dificuldades subjectivas, \u201c\u00e0s vezes porque se sentem observados, porque sentem que os colegas n\u00e3o os aceitam, mas podem n\u00e3o passar de sensa\u00e7\u00f5es que t\u00eam\u201d, porque \u00e0s inseguran\u00e7as sentidas acrescentam-se factos e dificuldades reais que fazem com que os seus objectivos se tornem mais dif\u00edceis de alcan\u00e7ar. Mas o apoio prestado n\u00e3o cessa. As duas primeiras fases n\u00e3o se excluem, \u201cpodem muitas vezes complementar-se\u201d, acrescenta, \u201ctudo depende do grau de desestrutura\u00e7\u00e3o e do diagn\u00f3stico da pessoa\u201d.  Aliado \u00e0 toxicodepend\u00eancia podem surgir problemas de esquizofrenia, neuroses, ou outra doen\u00e7a psiqui\u00e1trica associada. Nestes casos \u201cn\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para entrar na comunidade terap\u00eautica, e nesse caso segue para outras estruturas e outro tipo de acompanhamento\u201d.   <b>Fen\u00f3meno Nacional<\/b> A toxicodepend\u00eancia em Braga coincide com a realidade espelhada a n\u00edvel nacional. Lisboa e Porto, \u201cpodem ser os meios mais problem\u00e1ticos, onde nos bairros sociais a toxicodepend\u00eancia aliada a uma marginalidade e a um estilo de vida, \u00e9 mais emergente mas tamb\u00e9m porque os bairros sociais s\u00e3o maiores\u201d. Em Braga, esses bairros sociais tamb\u00e9m existe, claramente. Sendo mais pequeno, em termos percentuais, \u201co fen\u00f3meno diminui, mas a realidade acaba por ser a mesma\u201d, pois s\u00e3o fen\u00f3menos transversais a uma sociedade e em Braga, a zona do Vale do Ave ajuda a caracterizar esta situa\u00e7\u00e3o.   Trata-se de uma zona t\u00eaxtil do pa\u00eds que nos anos 80 e 90 era dotada de um grande poder econ\u00f3mico, factor que lhe conferia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o a possibilidade de \u201cexperimentar tudo o que as pessoas desejassem\u201d, onde se inclui o consumo de drogas. Por consequ\u00eancia, com a crise dos t\u00eaxteis e a crise econ\u00f3mica na mesma zona, o desemprego, a falta de compet\u00eancias para ocupar o tempo livre, levou ao consumo de drogas. O pequeno tr\u00e1fico surge tamb\u00e9m como meio de subsist\u00eancia.  O raio de ac\u00e7\u00e3o do Projecto Homem a partir do Centro de Solidariedade de Braga estende-se at\u00e9 \u00e0 zona do Porto, \u201ctodo o norte do rio Douro sofre com este problema\u201d.   Quando se fala no porqu\u00ea de consumir drogas, o Pe. Jos\u00e9 Veloso apelida de \u00abjogo do azar\u00bb. \u201cN\u00e3o h\u00e1 quem diga \u00abestou mal e vou-me drogar\u00bb\u201d. A experi\u00eancia que acumula em 13 anos de trabalho neste projecto, diz-lhe que o grupo de amigos, a curiosidade, o desafio \u00e0 autoridade, o querer experimentar se \u00e9 ou n\u00e3o verdade o que dizem sobre a experi\u00eancia, a influ\u00eancia de meios, s\u00e3o tudo motivos que ditam \u201cas primeiras experi\u00eancias\u201d, tal como acontece com o primeiro cigarro ou bebida alco\u00f3lica.   \u201cS\u00e3o experi\u00eancias em grupo, mas por detr\u00e1s destas ac\u00e7\u00f5es est\u00e1 uma personalidade com algumas caracter\u00edsticas e debilidades &#8211; o n\u00e3o conseguir dizer \u00abn\u00e3o\u00bb, deixar-se influenciar, o querer ser igual aos outros\u201d.   <b>Ponto sem retorno<\/b> A primeira experi\u00eancia n\u00e3o significa \u201cque no dia seguinte est\u00e3o a arrumar carros, nem s\u00e3o seropositivos ou hep\u00e1ticos\u201d, mas o acumular de experi\u00eancias que \u201c\u00e0 partida n\u00e3o t\u00eam resultados imediatos, leva \u00e0 incid\u00eancia\u201d.   A depend\u00eancia surge na altura em que a pessoa \u201cest\u00e1 cansada e quer desistir do consumo da droga, mas \u00e9 nessa altura que descobre que est\u00e1 dependente e toma consci\u00eancia da sua situa\u00e7\u00e3o\u201d. Nessa altura come\u00e7a a procurar droga porque precisa e porque \u201cpensa que a droga lhe traz algum benef\u00edcio\u201d.   O toxicodependente n\u00e3o tem, \u201cmuitas vezes, consci\u00eancia da sua realidade. O problema \u00e9 dos outros. S\u00e3o os outros que n\u00e3o o compreendem, n\u00e3o lhe d\u00e3o oportunidades, por isso sentem-se injusti\u00e7ados\u201d.   H\u00e1 factores que podem ser causa e consequ\u00eancia. Se eles crescem num ambiente familiar desestruturado ou sem uma educa\u00e7\u00e3o com o prop\u00f3sito de formar uma personalidade correcta, pode ser uma causa. S\u00e3o tudo factores que ajudam, \u201cn\u00e3o quer dizer que a culpa incida na fam\u00edlia\u201d, sustenta o Pe. Jos\u00e9 Veloso.  As drogas, independentemente do contexto legal, sendo livres ou n\u00e3o, t\u00eam efeitos sobre a pessoa, no seu sistema central, \u201cineg\u00e1veis, pois v\u00e3o alterando a personalidade, provocando les\u00f5es cerebrais e neurol\u00f3gicas e que, como consequ\u00eancia, levam \u00e0 altera\u00e7\u00e3o de comportamentos, e o que vemos s\u00e3o desajustamentos e reac\u00e7\u00f5es anti sociais\u201d.   Enfrentar a realidade da vida \u00e9 das maiores dificuldades com que um ex-toxicodependente se confronta. \u201cAo n\u00edvel de emprego, diria que cerca de 95% dos nossos utentes &#8211; mais de 2000 que chegaram ao fim do tratamento &#8211; est\u00e3o empregados\u201d. Mas, adverte o Pe. Jos\u00e9 Veloso, \u201celes t\u00eam de procurar um trabalho de acordo com as suas compet\u00eancias\u201d.   <b>Procurar a autonomia<\/b> A economia \u00e9 a primeira autonomia, s\u00f3 depois \u201ctem lugar a forma\u00e7\u00e3o e as melhores condi\u00e7\u00f5es de vida\u201d. Actualmente a taxa de desemprego \u00e9 alta, \u201ce qualquer pessoa tem dificuldades, n\u00e3o ser\u00e1 ao final de pouco tempo que vai desistir\u201d. Sendo igual a todas as pessoas \u201co ex-toxicodependente tem de perceber que o que acontece com os outros, tamb\u00e9m acontece com ele\u201d.   A parte afectiva e emocional deve tamb\u00e9m estar estabilizada, porque se pretende que \u201caprendam a viver novamente em sociedade e nos espa\u00e7os de divers\u00e3o sem estarem alterados\u201d. Um toxicodependente est\u00e1 na realidade da vida \u201cmas sob o efeito de drogas\u201d. Estando l\u00facido tem de aprender novamente a estar e sublinha o Pe. Jos\u00e9 Veloso a \u201cir para a sociedade como um membro em igualdade de circunst\u00e2ncias\u201d, ou seja, n\u00e3o se sentir diferente dos outros, e como acontece com todos \u201clutar pela vida\u201d.   Em 13 anos o envolvimento tamb\u00e9m faz parte do trabalho, porque se estabelecem rela\u00e7\u00f5es humanas \u201cnum n\u00edvel de tu a tu, aceitando a pessoa como ela \u00e9, porque tamb\u00e9m devem sentir que n\u00f3s acreditamos neles\u201d, explica. \u201cEstamos ali porque queremos e desejamos a sua recupera\u00e7\u00e3o enquanto pessoa, n\u00e3o como utente que nos vai dar a ganhar o sal\u00e1rio no final do m\u00eas\u201d. Mas apesar do n\u00edvel de proximidade, n\u00e3o se \u201cpoder confundir o trabalho\u201d. H\u00e1 um envolvimento \u201cmuito grande com os utentes, pois estamos muito tempo com eles\u201d e quando n\u00e3o se conseguem integrar e organizar a vida, \u201cpessoalmente \u00e9 desgastante\u201d.  <b>Uma resposta eclesial n\u00e3o doutrinal<\/b> No Centro de Solidariedade de Braga, apesar de ser uma institui\u00e7\u00e3o da Igreja, \u201cn\u00e3o falamos de religi\u00e3o\u201d, opta-se sim por uma atitude humanista, \u201cde ir ao encontro dos outros, aceit\u00e1-los como eles s\u00e3o e ajud\u00e1-los\u201d. O contacto com os utentes corresponde a uma \u00e1rea social muito desgastante. \u201cEstamos a falar de uma doen\u00e7a de dif\u00edcil tratamento\u201d, onde a taxa de sucesso \u00e9 baixa.   A diocese acompanha todas as actividades que o Centro promove. \u201cA Igreja est\u00e1 desperta para esta quest\u00e3o, assim como para outros problemas sociais\u201d. Como consci\u00eancia, \u201co princ\u00edpio existe\u201d, mas pela dificuldade que h\u00e1 em tratar esta popula\u00e7\u00e3o, o Pe, Jos\u00e9 Veloso explica que \u201ch\u00e1 diversas reac\u00e7\u00f5es\u201d. Mas muitos utentes chegam atrav\u00e9s dos pr\u00f3prios p\u00e1rocos, \u201calguns at\u00e9 ajudam a n\u00edvel econ\u00f3mico\u201d.  De uma realidade onde cerca dos 6000 que procuram ajuda, apenas 2000 chegam ao fim do tratamento, fizeram um processo e se integraram na sociedade, o desafio \u00e9 uma constante a que Pe. Jos\u00e9 Veloso n\u00e3o se nega. Apesar da taxa de baixo sucesso, este \u00e9 um projecto entusiasmante, at\u00e9 porque \u201c\u00e9 subjectivo falar de taxas e percentagem\u201d, pois as vidas humanas n\u00e3o cabem em crit\u00e9rios num\u00e9ricos.   O director t\u00e9cnico n\u00e3o esquece os cerca de 70% de utentes que desistem, mas tamb\u00e9m relembra os \u201cmuitos que terminam o processo, que est\u00e3o reabilitados, est\u00e3o bem e inseridos\u201d e pensar neles, \u201c\u00e9 gratificante\u201d.  Nas rela\u00e7\u00f5es onde n\u00e3o se medem os afectos, os la\u00e7os tamb\u00e9m n\u00e3o desaparecem. \u201cQuando um utente deixa de nos visitar, deixa de participar nos conv\u00edvios organizados pelo Centro, achamos que algo est\u00e1 mal e procuramos informa\u00e7\u00f5es\u201d. Por isso, apesar da alta terap\u00eautica, n\u00e3o h\u00e1 \u00abalta relacional\u00bb.   Outra norma institu\u00edda \u00e9 de no final de cinco anos de algu\u00e9m ter iniciado o processo de abstin\u00eancia, \u201cchamamos e fazemos uma avalia\u00e7\u00e3o para perceber a sua reestrutura\u00e7\u00e3o de vida\u201d. E acrescenta \u201cpara surpresa nossa, h\u00e1 muitos que est\u00e3o bem\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Mundial da Luta Contra a Droga, o \u00abProjecto Homem\u00bb h\u00e1 16 anos, em Braga, aposta na integra\u00e7\u00e3o progressiva na sociedade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[104,168,172,183,187,191,193,206,314],"class_list":["post-25560","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-america","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-vila-real","tag-diocese-do-porto","tag-economia","tag-educacao","tag-familia","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25560","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25560"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25560\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25560"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25560"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25560"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}